{"id":5359,"date":"2017-01-01T09:36:00","date_gmt":"2017-01-01T16:36:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=5359"},"modified":"2017-01-01T09:36:00","modified_gmt":"2017-01-01T16:36:00","slug":"the-byrds-the-notorious-byrd-brothers-sweethearts-of-the-rodeo-dr-byrds-and-mr-hyde-ballad-of-easy-rider","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2017\/01\/01\/the-byrds-the-notorious-byrd-brothers-sweethearts-of-the-rodeo-dr-byrds-and-mr-hyde-ballad-of-easy-rider\/","title":{"rendered":"The Byrds &#8211; &#8220;The Notorious Byrd Brothers&#8221; + &#8220;Sweethearts of the Rodeo&#8221; + &#8220;Dr. Byrds and Mr. Hyde&#8221; + &#8220;Ballad of Easy Rider&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock<\/p>\n<p>2 Abril 1997<br \/>\nreedi\u00e7\u00f5es<\/p>\n<p><strong>E os p\u00e1ssaros ca\u00edram do espa\u00e7o<\/p>\n<p>THE BYRDS<br \/>\nThe Notorious Byrd Brothers (8)<br \/>\nSweethearts of the Rodeo (5)<br \/>\nDr. Byrds and Mr. Hyde (6)<br \/>\nBallad of Easy Rider (6)<br \/>\nColumbia, distri. Sony Music<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5360\" rel=\"attachment wp-att-5360\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/byrds-300x300.jpg\" alt=\"byrds\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5360\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/byrds-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/byrds-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/byrds-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2017\/01\/byrds.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Roger McGuinn quis ser astronauta, mas n\u00e3o o deixaram. Quando Neil Innes, palha\u00e7o s\u00e1bio da \u201ctroupe\u201d Bonzo Dog Doo Dah Band, cantava, ainda nos anos 60, \u201cI\u2019m the urban spaceman\u201d (can\u00e7\u00e3o posteriormente recuperada no antol\u00f3gico espect\u00e1culo ao vivo dos Monty Python no Hollywood Bowl), estava longe de imaginar que o tema se tornaria numa esp\u00e9cie de hino para McGuinn, l\u00edder pouco poderoso dos Byrds. Uma fantasia que voara pelo c\u00e9u nos cl\u00e1ssicos \u201cEight miles high\u201d, \u201cMr. Spaceman\u201d e \u201cCTA \u2013 102\u201d, mas que ao longo de toda a obra dos Byrds posterior \u00e0 obra-prima \u201cYounger than yesterday\u201d apenas teria direito a apari\u00e7\u00f5es fugazes, ou relegada para tapa-buracos, nos temas extra.<br \/>\n\u00c9 uma hist\u00f3ria triste a que se conta a partir de 1967 e da edi\u00e7\u00e3o dos quatro primeiros e seminais \u00e1lbuns da banda americana. Remasterizados, polidos e embrulhados de acordo com a reputa\u00e7\u00e3o dos seus autores, o novo pacote dos Byrds faz a hist\u00f3ria da decad\u00eancia e o registo dos in\u00fameros equ\u00edvocos que destro\u00e7aram por completo a identidade original do grupo.<br \/>\nEm 1968, McGuinn entrara para uma seita religiosa oriental, David Crosby afundava-se na droga e desafinava de prop\u00f3sito nas can\u00e7\u00f5es de que n\u00e3o era autor. Conta-se que era frequente, durante os concertos, olhar constantemente para o rel\u00f3gio e, passados mais ou menos 45 minutos, ala que se faz tarde, abandonar o palco. Crosby acabou por sair de vez, regressando, para o seu lugar, um dos elementos originais do grupo, Gene Clark, conhecido por um medo at\u00e1vico de andar de avi\u00e3o. Infelizmente, a esta fobia juntara-se, entretanto, tamb\u00e9m o medo do palco e a claustrofobia. Depois de tr\u00eas espect\u00e1culos em que a sua presta\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o m\u00e1 que os outros se viram na obriga\u00e7\u00e3o de desligar subrepticiamente a amplifica\u00e7\u00e3o da guitarra e o microfone, e de um ataque de p\u00e2nico num elevador encravado, Gene n\u00e3o teve outro rem\u00e9dio sen\u00e3o ir de novo \u00e0 vida.<br \/>\nApesar de tantas contrariedades, \u201cThe Notorious Byrd Brothers\u201d mant\u00e9m a magia dos quatro primeiros discos, tirando partido da produ\u00e7\u00e3o sofisticada de Gary Usher (antigo colaborador de Brian Wilson). \u00c9 um disco que alia o interesse crescente de McGuinn pelas sonoridades electr\u00f3nicas e pelo sintetizador Moog em particular (com a ajuda do mago Paul Beaver, parceiro de Bernard Krause nos seminais \u201cGandharva\u201d, \u201cIn a Wild Sanctuary\u201d), em temas como \u201cSpace odyssey\u201d ou o extra \u201cMoog raga\u201d, com a apoplexia barroca dos emblem\u00e1ticos \u201cSgt. Peppers\u201d, dos Beatles, e o abortado \u201cSmile\u201d, dos Beach Boys. Naipes de cordas, em \u201cArtificial energy\u201d (sobre \u201cspeed\u201d), vozes saturadas de \u201cphasing\u201d e p\u00e9rolas pop como \u201cGoin\u2019 back\u201d (de Carole King) e \u201cNatural history\u201d fazem de \u201cThe Notorious Byrd Brothers\u201d o \u00e1lbum mais estranho do grupo. De fora ficara \u201cTriad\u201d, um tema sobre amor a tr\u00eas, que acabou por estrear na fant\u00e1stica vers\u00e3o dos Jefferson Airplane, em \u201cCrown of Creation\u201d, mas que agora foi recuperado na colec\u00e7\u00e3o dos extras.<br \/>\nA partir daqui tudo se complicou, com a entrada do novo elemento, Gram Parsons, para o grupo. McGuinn pensava ent\u00e3o ter chegado a altura de p\u00f4r em pr\u00e1tica a sua obra, h\u00e1 muito projectada, de \u201cspace music\u201d, contando para tal com os talentos de teclista do novo elemento. Pura ilus\u00e3o. Parsons tomou conta dos Byrds e, com o apoio de outro elemento restante da forma\u00e7\u00e3o original, Chris Hillman, convenceu o pr\u00f3prio McGuinn de que o futuro n\u00e3o estava no espa\u00e7o, mas no campo. Os Byrds tornavam-se num grupo de m\u00fasica \u201ccountry\u201d e \u201cSweethearts of the Rodeo\u201d acabaria, estranhamente, por ser, de entre toda a discografia do grupo, o \u00e1lbum que lan\u00e7aria sementes, formando gera\u00e7\u00f5es de novos m\u00fasicos, que a\u00ed viram o pretexto para pegar nas ra\u00edzes da m\u00fasica branca norte-americana.<br \/>\nEsta dicotomia entre tens\u00f5es contr\u00e1rias, o gosto pela ruralidade, por um lado, o apelo da tecnologia e da inova\u00e7\u00e3o, por outro (esta \u00faltima, como \u00e9 \u00f3bvio, instigada por um homem s\u00f3, Roger McGuinn), ficaria ainda por resolver no \u00e1lbum seguinte, \u201cDr. Byrds and Mr. Hyde\u201d, t\u00edtulo s\u00f3 por si revelador da personalidade esquizofr\u00e9nica que os Byrds desenvolveram na propor\u00e7\u00e3o directa da sua desagrega\u00e7\u00e3o, de resto, fielmente retratada na fotografia da contracapa, onde um \u201ccowboy\u201d e um astronauta seguram no disco, com a legenda \u201cCowboys and spacemen: A short saga\u201d. \u00c9 um \u00e1lbum que hesita entre a insist\u00eancia na can\u00e7\u00e3o \u201ccountry\u201d (afinal, a pr\u00f3pria cr\u00edtica especializada desvalorizara o esfor\u00e7o anterior\u2026) e os restos de um psicadelismo perdido, em temas em que os Byrds, se ainda voavam, voavam baixinho, como em \u201cChild of the universe\u201d, ou choramingando na nostalgia por Bob Dylan, que repescam em \u201cThis wheel\u2019s on fire\u201d.<br \/>\nO naufr\u00e1gio consumar-se-ia em \u201cBallad of Easy Rider\u201d, um \u00e1lbum e uma nova forma\u00e7\u00e3o err\u00e1ticos (com John York, Gene Parsons e Clarence White), que procuraram, num \u00faltimo esfor\u00e7o, a salva\u00e7\u00e3o do \u201cgospel\u201d (\u201cJesus is just alright\u201d, um \u201chit\u201d, pelos Doobie Brothers), nos c\u00e2nticos tradicionais dos marinheiros ingleses, em Woody Guthrie e, ainda e sempre, em Dylan, atrav\u00e9s de \u201cIt\u2019s all over now, baby blue\u201d, t\u00edtulo prof\u00e9tico. Do sonho espacial de Roger McGuinn ficariam, a fechar o disco, \u201cArmstrong, Aldrin and Collins\u201d, a celebrar a conquista da Lua pelos americanos e, nos extras, a derradeira aberra\u00e7\u00e3o de \u201cFiddler a dram\u201d, um instrumental \u201cfolk\u201d tocado no sintetizador Moog.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/00HWN52dLhQ\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 2 Abril 1997 reedi\u00e7\u00f5es E os p\u00e1ssaros ca\u00edram do espa\u00e7o THE BYRDS The Notorious Byrd Brothers (8) Sweethearts of the Rodeo (5) Dr. Byrds and Mr. Hyde (6) Ballad of Easy Rider (6) Columbia, distri. Sony Music Roger McGuinn quis ser astronauta, mas n\u00e3o o deixaram. Quando Neil Innes, palha\u00e7o s\u00e1bio da \u201ctroupe\u201d [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[180,28,379,10,146],"tags":[900,1289],"class_list":["post-5359","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-criticas-1997","category-folk","category-folk-rock","category-rock","category-rock-psicadelico","tag-byrds-the","tag-the-byrds"],"views":1278,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5359","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5359"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5359\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5361,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5359\/revisions\/5361"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5359"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5359"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5359"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}