{"id":533,"date":"2009-06-04T01:59:21","date_gmt":"2009-06-04T08:59:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=533"},"modified":"2009-06-05T05:43:59","modified_gmt":"2009-06-05T12:43:59","slug":"negativland-desipsip","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/06\/04\/negativland-desipsip\/","title":{"rendered":"Negativland &#8211; Desipsip"},"content":{"rendered":"<p>07.11.1997<br \/>\nPipse-Cola<br \/>\nA Escolha De Uma Gera\u00e7\u00e3o Negativa<br \/>\nNegativland<br \/>\nDesipsip (9)<br \/>\nSeeland, import. Ananana<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/negativland_desipsip.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/06\/negativland_desipsip.jpg\" alt=\"negativland_desipsip\" title=\"negativland_desipsip\" width=\"130\" height=\"130\" class=\"alignnone size-full wp-image-535\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.megaupload.com\/?d=QN5GSLZI\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Over The Edge Vol. 7: Times Zones Exchange Project (1994) &#8211; parte 1)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.megaupload.com\/?d=6H0I5IIV\" target=\"_blank\">LINK <\/a>(Over The Edge Vol. 7: Times Zones Exchange Project (1994) &#8211; parte 2)<\/p>\n<p>\u201cDesipsip\u201d, \u201cIdeppiss\u201d, \u201cdiseipso\u201d. O t\u00edtulo, constru\u00eddo a partir de um anagrama com a palavra formada pelas letras \u201cP\u201d, \u201cE\u201d, \u201cP\u201d, \u201cS\u201d e \u201cI\u201d, do novo \u00e1lbum dos Negativland, \u201co pesadelo das marcas registadas\u201d, como j\u00e1 s\u00e3o conhecidos, \u00e9 facultaivo. Quem estiver interessado em saber o nome verdadeiro e a sua pron\u00fancia correcta, poder\u00e1 faz\u00ea-lo atrav\u00e9s do telefone 510-466-5253, durante este ano e o pr\u00f3ximo. Desta feita, o massacre tem como alvo a Pipse-Cola, como antes j\u00e1 tivera os U2 (\u201ca pior banda do universo\u201d, na \u00f3ptica dos Negativland).<br \/>\nA este prop\u00f3sito, recorde-se que esta banda norte-americana editou tamb\u00e9m, por escrito, \u201cThe Story of the Letter \u2018U\u2019 and the Numeral \u20182\u2019, na continua\u00e7\u00e3o do seu jogo do rato e do gato contra o sistema em geral e contra quela banda irlandesa em particular. Lembremos ainda o xeque-mate aos \u201cmedia\u201d levado a cabo no \u00e1lbum \u201cHelter Stupid\u201d, onde conseguiram cobrir de rid\u00edculo os jornais e a televis\u00e3o norte-americanos, pondo a nu as disfun\u00e7\u00f5es do processo de difus\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o pela comunica\u00e7\u00e3o social.<br \/>\n\u201cPsisiped\u201d come\u00e7a por ser um achado, logo pela capa, o s\u00edbolo tauista da totalidade, expressa na dualidade Yang\/Yin, que os Negativland imprimiram com o vermelho e o azul da Pipse. Bingo! O jogo passou a ser jogado a uma escala planet\u00e1ria. Todas as faixas aludem a esta marca de refrigerantes, mas o discurso opta, de forma inteligente e cem por cento eficaz, pela ironia, na disseca\u00e7\u00e3o da sociedade de consumo nos seus v\u00e1rios aspectos &#8211; das t\u00e9cnicas de controlo \u00e0 subjuga\u00e7\u00e3o e aliena\u00e7\u00e3o das massas. Em termos gr\u00e1ficos, outro triunfo. Quem abrir a caixa do CD ter\u00e1 ao seu dispor uma enorme garagalhada. H\u00e1 ainda um livrete de conselhos \u00e0 Pipse e \u00e0 Caco-Cola, \u201cA Proposal to Coke and Pepsi\u201d (com os respectivos sinais de marca registada), para obten\u00e7\u00e3o dos melhores resultados nas suas respectivas estrat\u00e9gias de domina\u00e7\u00e3o planet\u00e1ria, da autoria da \u201cOne World Advertising\u201d, contendo informa\u00e7\u00f5es confidenciais (!) relativas \u00e0s \u201cconclusions of the Corporate Cola Strategy Analysis Project, with non-problematic solution recommendations\u201d.<br \/>\nVerifica-se assim que, em definitivo, a obra dos Negativland passou a ser indissoci\u00e1vel de um conceito term\u00e1tico central, determinante de toda a componente musical, algo que j\u00e1 se pressentia, embora ainda numa perspectiva g\u00e7lobalizante, no genial \u201cEscape From Noise\u201d. Tal estrat\u00e9gia tem como risco principal tornar irrelevante a m\u00fasica propriamente dita e foi isso que, de facto, aconteceu, em \u00e1lbuns como \u201cU22, \u201cGuns\u201d e em partes de \u201cHelter Stupid\u201d, onde as palavras, e a sua manipula\u00e7\u00e3o, passavam o discurso musical para um plano secund\u00e1rio.<br \/>\nPosteriormente, por\u00e9m, os Negativland emendaram a m\u00e3o e, depois do magn\u00edfico \u201cFree\u201d, \u201cPedispis\u201d volta a colocar o grupo na vanguarda dos grandes corruptores da pop. N\u00e3o desapareceram, como seria de esperar, essas apropria\u00e7\u00f5es de discursos fragment\u00e1rios arrancados, neste caso, de programas de r\u00e1dio, an\u00fancios da Pipse, cassetes privadas de empresas ou excertos do julgamento de O. J. Simpson, entre outras fontes, mas funcionando como separadores de can\u00e7\u00f5es que s\u00e3o j\u00e1 pura subvers\u00e3o, na medida em que esfrangalham o contexto original da \u201cgenu\u00edna\u201d m\u00fasica norte-americana, atirando a \u201ccountry music\u201d e a \u201csurf music\u201d dos Beach Boys para o esgoto do ris\u00edvel. Neste sentido, os Negativland est\u00e3o bastante pr\u00f3ximos de um grupo como os Residents, com a diferen\u00e7a de que a sua estrat\u00e9gia e m\u00e9todos de trabalho s\u00e3o mais claros e directos que os dos \u201ceyeballs\u201d de S\u00e3o Francisco.<br \/>\nAs habituais elabora\u00e7\u00f5es electr\u00f3nicas, de uma falsa pop electr\u00f3nica, fazendo lembrar, por vezes, Steve Fisk (que participa no \u00b4lbum) e Chris Burke (de \u201cIdioglossia\u201d), disfra\u00e7ma-se numa ingenuidade \u201cnaif\u201d que trai os seus \u201ctenebrosos\u201d (para a ind\u00fastria&#8230;) prop\u00f3sitos. Temas como \u201cDrink it up\u201d (sobre a vicia\u00e7\u00e3o), \u201cWhy is this commercial?\u201d, \u201cA Most Successful Formula\u201d, \u201cThe Greatest Taste Around\u201d ou \u201cVoice Inside My Head\u201d s\u00e3o alguns dos hinos e manifestos de uma lucidez quase cruel, ou anedotas assassinas, de \u201cSiedpsip\u201d, o \u00e1lbum mais acess\u00edvel e imediatista de toda a discografia dos Negativland mas, por este motivo, aquele onde a mensagem passa com maior intensidade. Os Negativland transforma em m\u00fasica a farsa consumista do final do s\u00e9culo, arrastando consigo a devo\u00e7\u00e3o de muitos e a maldi\u00e7\u00e3o de uns quantos. \u201cThis is the choice of a negative generation\u201d, proclamam, numa ora\u00e7\u00e3o invertida em honra da Pipse. T\u00eam raz\u00e3o. Pertence-lhes a tarefa, escatol\u00f3gica, de fazer chafurdar o cidad\u00e3o respeit\u00e1vel no l\u00edquido das suas iniquidades. Quer ele tenha o r\u00f3tulo de \u201cCaco-Cola\u201d ou \u201cPipse-Cola\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>07.11.1997 Pipse-Cola A Escolha De Uma Gera\u00e7\u00e3o Negativa Negativland Desipsip (9) Seeland, import. Ananana LINK (Over The Edge Vol. 7: Times Zones Exchange Project (1994) &#8211; parte 1) LINK (Over The Edge Vol. 7: Times Zones Exchange Project (1994) &#8211; parte 2) \u201cDesipsip\u201d, \u201cIdeppiss\u201d, \u201cdiseipso\u201d. 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