{"id":5250,"date":"2016-11-23T10:00:31","date_gmt":"2016-11-23T17:00:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=5250"},"modified":"2016-11-23T10:00:31","modified_gmt":"2016-11-23T17:00:31","slug":"v-imperio-entrevista-folhas-do-compendio-da-historia-de-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/11\/23\/v-imperio-entrevista-folhas-do-compendio-da-historia-de-portugal\/","title":{"rendered":"V Imp\u00e9rio &#8211; Entrevista &#8211; &#8220;Folhas Do Comp\u00eandio Da Hist\u00f3ria De Portugal&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>30 Abril 1997<\/p>\n<p><strong>V Imp\u00e9rio come\u00e7a em Maio<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>FOLHAS DO COMP\u00caNDIO DA HIST\u00d3RIA DE PORTUGAL<\/p>\n<p>V Imp\u00e9rio \u00e9 um novo grupo que quer agitar as ondas da m\u00fasica portuguesa. No seu \u00e1lbum de estreia, \u201cMar de Folhas\u201d, com data de lan\u00e7amento marcada para o pr\u00f3ximo dia 5, combinam samplers, instrumentistas cl\u00e1ssicos e \u201cum pouco da alma portuguesa\u201d. Uma f\u00f3rmula que casa bem com o esp\u00edrito da \u00e9poca.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5251\" rel=\"attachment wp-att-5251\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/VI-300x155.gif\" alt=\"vi\" width=\"300\" height=\"155\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5251\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/VI-300x155.gif 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/VI-624x323.gif 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/VI-100x52.gif 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\u00cdris, Jo\u00e3o Gata e Rui Ricardo. Alian\u00e7a entre a voz feminina e a artilharia dos samplers, sintetizadores e teclados v\u00e1rios. Depois juntam-lhes m\u00fasicos de orquestra e uma razo\u00e1vel carga de nostalgia que consideram bem portuguesa. Os tr\u00eas elementos do V Imp\u00e9rio revelaram ao P\u00daBLICO os preparativos da sua investida.<br \/>\nP\u00daBLICO \u2013 Como se processou a g\u00e9nese do V Imp\u00e9rio?<br \/>\nJo\u00e3o Gata \u2013 Eu e o Rui j\u00e1 t\u00ednhamos trabalhado juntos h\u00e1 dez anos atr\u00e1s, num grupo chamado Amenti que viria a extinguir-se. H\u00e1 uns quatro anos, conseguimos reunir o equipamento novo necess\u00e1rio para iniciarmos um novo projecto\u2026<br \/>\nRui Ricardo &#8211; \u2026 Digamos que as novas possibilidades tecnol\u00f3gicas nos permitiram levar mais al\u00e9m uma ideia que j\u00e1 fermentara nos Amenti.<br \/>\nP. \u2013 Que ideia?<br \/>\nR. R. \u2013 Propomos a jun\u00e7\u00e3o dessa tecnologia com instrumentos cl\u00e1ssicos e um pouco da alma portuguesa.<br \/>\nP. \u2013 O que distingue o vosso projecto, por exemplo, do de Rodrigo Le\u00e3o com os Vox Ensemble?<br \/>\nR. R. \u2013 Os arranjos s\u00e3o completamente diferentes. Opt\u00e1mos por fazer mais can\u00e7\u00f5es e menos temas minimalistas.<br \/>\nJ. G. &#8211; \u2026 Tomando tamb\u00e9m em conta quest\u00f5es como a reac\u00e7\u00e3o do p\u00fablico, o factor de mercado, etc\u2026<br \/>\nR. R. \u2013 N\u00e3o quer dizer que tenhamos feito um estudo de mercado! Temos, para j\u00e1, um \u201cfeedback\u201d de amigos\u2026<br \/>\nP. \u2013 H\u00e1 um lado classicizante muito forte na vossa m\u00fasica\u2026<br \/>\nR. R. \u2013 O facto de utilizarmos instrumentos cl\u00e1ssicos pode induzir esse aspecto. O projecto contou logo, desde a base, com a presen\u00e7a de instrumentistas de orquestra.<br \/>\nP. \u2013 O livro de promo\u00e7\u00e3o desenrola uma lista impressionante de refer\u00eancias, Perotin, Tallis, Bach, Satie, Weill, Reich, P\u00e4rt, Eno, entre muitos outros. Est\u00e3o \u00e0 altura de t\u00e3o ilustres padrinhos e antepassados?<br \/>\nR. R. \u2013 N\u00e3o somos n\u00f3s que escrevemos, mas pessoas que ouviram e chegaram a essa conclus\u00e3o. At\u00e9 porque os nossos gostos musicais divergem um pouco. No meu caso, gosto de Ryuichi Sakamoto mas tamb\u00e9m dos Ultravox, Joy Division, uma pop mais underground. E uma paix\u00e3o por Bach enorme.<br \/>\nJ. G. \u2013 Os meus v\u00e3o do antigo pop, como os Japan, at\u00e9 ao Ryuichi Sakamoto, Michael Nyman, Wim Mertens. Tamb\u00e9m alguns trabalhos de Brian Eno. E os cl\u00e1ssicos.<br \/>\n\u00cdris \u2013 M\u00fasica cl\u00e1ssica. Ao n\u00edvel da voz, escolho Tori Amos e Ella Fitzgerald.<br \/>\nP. \u2013 Como \u00e9 que a \u00cdris entrou para o grupo?<br \/>\nI. \u2013 Foi de repente. No pr\u00f3prio dia em que os conheci fomos para est\u00fadio. Fiquei apaixonada pela base instrumental. Um amor \u00e0 primeira vista.<br \/>\nP. \u2013 V Imp\u00e9rio. O nome que escolheram \u00e9 algo pretensioso, n\u00e3o concordam?<br \/>\nJ. G. \u2013 Depende da perspectiva. Escolhemo-lo apenas por corresponder a uma ideia bonita de um Portugal rom\u00e2ntico.<br \/>\nP. \u2013 No entanto, a apresenta\u00e7\u00e3o do disco vai decorrer na Casa Fernando Pessoa\u2026<br \/>\nJ. G. \u2013 Foi uma escolha da editora. Embora haja uma associa\u00e7\u00e3o\u2026<br \/>\nP. \u2013 H\u00e1 um investimento forte na imagem do grupo?<br \/>\nR. R. \u2013 \u00c9 fundamental. N\u00e3o s\u00f3 em m\u00fasica como em qualquer tipo de arte ou de produto. E estamos a preparar uma apresenta\u00e7\u00e3o c\u00e9nica especial. Para j\u00e1, vamos ter em palco um quarteto em violoncelo, viola de arco, obo\u00e9 e corne ingl\u00eas. Que s\u00e3o os nossos solistas no disco. Pod\u00edamos fazer isto tudo em sintetizadores, mas n\u00e3o \u00e9 isso que pretendemos. Usamos os samplers para fazer sons sint\u00e9ticos.<br \/>\nP. \u2013 H\u00e1 um conceito global em \u201cMar de Folhas\u201d?<br \/>\nJ. G. \u2013 N\u00e3o h\u00e1. S\u00e3o temas separados que t\u00eam em comum determinados ambientes.<br \/>\nP. \u2013 O t\u00edtulo remete para o Outono, para a nostalgia.<br \/>\nR. R. \u2013 Portugal e os portugueses s\u00e3o um pouco assim. Fugirmos disso seria cair em ambi\u00eancias anglo-sax\u00f3nicas, for\u00e7ar algo cuja raiz n\u00e3o seria a nossa. Se formos verdadeiros, a nossa m\u00fasica ter\u00e1 cada vez mais aceita\u00e7\u00e3o no estrangeiro.<br \/>\nP. \u2013 Apostam no mercado internacional?<br \/>\nJ. G. \u2013 Completamente. H\u00e1 uma estrat\u00e9gia nesse sentido definida pela editora desde o in\u00edcio. Estamos a apontar para o Oriente, que j\u00e1 \u00e9 um cl\u00e1ssico em termos de sucesso de aceita\u00e7\u00e3o de projectos portugueses.<br \/>\nP. \u2013 T\u00eam em comum com outros grupos portugueses recentes uma preocupa\u00e7\u00e3o enorme por Portugal, ao ponto de o mitificarem. H\u00e1 uma raz\u00e3o especial para isso?<br \/>\nR. R. \u2013 Porque n\u00e3o se faz nada que seja portugu\u00eas. \u00c0 parte o fado, que nem sei at\u00e9 que ponto ser\u00e1 muito portugu\u00eas, j\u00e1 que \u00e9 sobretudo lisboeta.<br \/>\nP. \u2013 Precisamente. Quando se quer falar de Portugal e da m\u00fasica portuguesa, fica quase toda a gente presa ao fado\u2026<br \/>\nR. R. \u2013 N\u00f3s quisemos avan\u00e7ar para al\u00e9m disso. Da\u00ed a nossa sonoridade n\u00e3o ser fadista nem tradicional. Sem deixar, no entanto, de sermos justos com as nossas ra\u00edzes.<br \/>\nJ. G. Assumindo uma s\u00e9rie de influ\u00eancias que nos permitem olhar para o mundo de outra forma. A \u201cnew age\u201d est\u00e1 a\u00ed, a \u201cworld music\u201d tamb\u00e9m. Toda uma s\u00e9rie de novas atmosferas, universais, que tamb\u00e9m temos no disco. Para n\u00f3s \u201cnew age\u201d representa um esp\u00edrito semiclassicista, de liga\u00e7\u00e3o \u00e0 terra, ao sentimento e \u00e0s atmosferas.<br \/>\nP. \u2013 Costumam teorizar e discutir entre ambos quando comp\u00f5em?<br \/>\nR. R. \u2013 A partir de uma linha mel\u00f3dica, constr\u00f3i-se o resto.<br \/>\nJ. G. \u2013 S\u00f3 uma nota j\u00e1 d\u00e1 para muitas discuss\u00f5es!&#8230;<br \/>\nP. \u2013 Em que altura \u00e9 que a \u00cdris entra em cena?<br \/>\nI. \u2013 Sou o elemento \u201cpurificador\u201d. Eles fazem os instrumentais, mas depois a palavra final \u00e9 a minha. Fa\u00e7o as linhas de voz, embora com a ajuda deles, e algumas melodias. Concordo com um ou com outro at\u00e9 chegarmos a um consenso.<br \/>\nP. \u2013 Para terminar, gostaria que cada um de voc\u00eas destacasse um tema particular do \u00e1lbum.<br \/>\nJ. G. \u2013 Gosto muito de \u201cSagres (de madrugada)\u201d [N. R. \u2013 Passe a publicidade, at\u00e9 porque Jo\u00e3o Gata afirma preferir a Superbock.] \u00c9 um local que me \u00e9 apraz\u00edvel. Gosto muito de vento, do mar, de montanhas. Gosto de assistir \u00e0 natureza na sua for\u00e7a maior. Sagres enche-me de nostalgia, de uma portugalidade\u2026 Olho para o mar, para o fim do mundo e lembro-me de h\u00e1 500 anos atr\u00e1s. [N. R. \u2013 Jo\u00e3o Gata \u00e9 mais velho do que pens\u00e1vamos.] \u00c9 uma das minhas letras mais conseguidas. \u00c9 um jogo comigo pr\u00f3prio.<br \/>\nR. R. \u2013 \u201cDem\u00f3nios de cristal\u201d. \u00c9 uma m\u00fasica que tem muito a ver com os meus pr\u00f3prios dem\u00f3nios, os quais, embora poderosos, est\u00e3o sob o meu dom\u00ednio. Tamb\u00e9m transmite uma certa raiva, embora n\u00e3o de uma forma doentia.<br \/>\nI. \u2013 \u201cEf\u00e9mera\u201d. Foi a primeira m\u00fasica a ser feita a partir da minha voz. Cantei-a primeiro e s\u00f3 depois \u00e9 que o instrumental foi acrescentado. Uma m\u00fasica que passou de uma simplicidade inicial para algo bastante rico, com uma carga sentimental muito rom\u00e2ntica.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/hynfYFOjn9U\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 30 Abril 1997 V Imp\u00e9rio come\u00e7a em Maio FOLHAS DO COMP\u00caNDIO DA HIST\u00d3RIA DE PORTUGAL V Imp\u00e9rio \u00e9 um novo grupo que quer agitar as ondas da m\u00fasica portuguesa. 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