{"id":5189,"date":"2016-11-03T11:00:35","date_gmt":"2016-11-03T18:00:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=5189"},"modified":"2016-11-03T11:00:35","modified_gmt":"2016-11-03T18:00:35","slug":"vai-de-roda-polas-ondas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/11\/03\/vai-de-roda-polas-ondas\/","title":{"rendered":"Vai De Roda &#8211; &#8220;Polas Ondas&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>POP ROCK<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>16 de Outubro de 1996<br \/>\nworld<\/p>\n<p><strong>As ondas de estranho nome<\/p>\n<p>VAI DE RODA<br \/>\nPolas Ondas (10)<br \/>\nAlba, distri. MC \u2013 Mundo da Can\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5190\" rel=\"attachment wp-att-5190\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/vdr-300x295.jpg\" alt=\"vdr\" width=\"300\" height=\"295\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5190\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/vdr.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/11\/vdr-100x98.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\tNo in\u00edcio, \u00e9 um poema de Ros\u00e1lia de Castro, \u201cFollas Novas\u201d. Os mesmos versos que inspirara os Milladoiro, em \u201cAs Fadas de Estra\u00f1o Nome\u201d. Elas, as fadas, e \u201ccores de transpar\u00eancia h\u00famida\u201d, fundiram a Galiza e o Porto, esse \u201cglaciar de granito que desce at\u00e9 ao Douro\u201d, num \u00e1lbum de \u00e1guas, fogueiras, maquinismos e dan\u00e7as. \u201cPolas Ondas\u201d \u00e9 o terceiro \u00e1lbum dos Vai de Roda, projecto de Tent\u00fagal, um universo pr\u00f3prio t\u00e3o mergulhado nos sonhos do seu autor quanto distante de quaisquer abordagens convencionais na recria\u00e7\u00e3o da m\u00fasica tradicional, neste caso portuguesa e galega. N\u00e3o se procure em \u201cPolas Ondas\u201d nem reprodu\u00e7\u00f5es de museu nem ang\u00fastias de ut\u00f3picas fidelidades a linguagens que o tempo se encarregou de devorar. O v\u00ednculo dos Vai de Roda e do seu mentor com a tradi\u00e7\u00e3o processa-se pelo lado do mito, do simbolismo inici\u00e1tico, da fus\u00e3o dos sons com a mem\u00f3ria.<br \/>\n\t\u00c9 um \u00e1lbum de contradi\u00e7\u00f5es assumidas, de enigmas, de extrapola\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas. O som \u00e9 o do b\u00fazio (s\u00edmbolo e instrumento da m\u00fasica imagin\u00e1ria do mar que escutamos a borbulhar no nosso inconsciente) e das ondas electr\u00f3nicas do sintetizador. A capa sobrep\u00f5e uma imagem mar\u00edtima (uma rede de pesca) \u00e0 cor do sangue. Tent\u00fagal \u00e9 um \u201clouco\u201d, no sentido \u201ctarotiano\u201d do termo. Um buscador de unidade que n\u00e3o hesita em se quedar diante do abismo. Neste seu terceiro trabalho, cruzou \u00c1lvaro de Campos com contradan\u00e7as e fanfarras e Ant\u00f3nio Silva Leite (1759-1833), Afonso X, \u201co S\u00e1bio\u201d, com um aluno seu de 11 anos, Vasco Bruno, numa leitura da tradi\u00e7\u00e3o galaico-portuguesa que, em termos est\u00e9ticos e de produ\u00e7\u00e3o, est\u00e1 mais pr\u00f3xima de projectos galegos de fus\u00e3o paralelos (Armeguin, Milladoiro, Luar na Lubre) do que das coordenadas portuguesas mais comuns.<br \/>\n\tDa Galiza, desceram polas ondas, a cantora Uxia (que em \u201cA roupa do marinheiro\u201d rubrica uma das suas interpreta\u00e7\u00f5es mais tocantes de sempre) e X\u00falio Vilaverde. Do lado portugu\u00eas estiveram na Roda, Ab\u00edlio Santos, Cristina Martins, Helena Soares, S\u00e9rgio Ferreira, Eduardo Coelho e Jorge Lira, o \u201cirland\u00eas\u201d\u2026<br \/>\n\tGaivotas, o mar, percuss\u00f5es do longe, arcos afagando violinos e violoncelos, abrem alas \u00e0 gaita-de-foles e \u00e0 sanfona, em \u201cPolas ondas\u201d, o tema cinco vezes recorrente que d\u00e1 sentido a uma nova m\u00fasica de c\u00e2mara, com ra\u00edzes na m\u00fasica tradicional, que parece querer fazer escola entre n\u00f3s. Um terreno que se encetou com \u201cTerreiro das Bruxas\u201d, anterior trabalho dos Vai de Roda, prosseguiu com o disco de estreia dos Realejo e agora culminou em \u201cPolas Ondas\u201d.<br \/>\n\t\u00c1lbum de recria\u00e7\u00e3o de ambientes relacionados, mais do que com os espa\u00e7os, com um tempo m\u00edtico e imemorial, \u201cPolas ondas\u201d comp\u00f5e pequenas odes \u00e0 imagina\u00e7\u00e3o, num \u201cpuzzle\u201d constru\u00eddo sob a forma de labirinto. Um disco de esta\u00e7\u00f5es, de divis\u00f5es de um extenso pal\u00e1cio onde em cada uma \u00e9 poss\u00edvel escutar um eco. Seja numa contradan\u00e7a, no gemido de um velho sem idade ou na m\u00fasica antiga \u2013 medieva de \u201cRosa das rosas\u201d de Afonso X, ou renascentista, de \u201cFloripes na terra ch\u00e3\u201d \u2013, dando \u00e0 costa em sintetizadores, seja na serenidade \u201cnew age\u201d alando numa harpa, ou numa Irlanda chegando-se numas \u201cuillean pipes\u201d \u00e0 Terra anterior \u00e0 divis\u00e3o, \u201cFinis Terrae\u201d \u2013 porto de uma nova idade al\u00e9m-mar.<br \/>\n\tOndas s\u00e3o as do mar, do movimento do verde das folhas das \u00e1rvores batidas pelo vento, das nuvens e, talvez mais, da mente, essas \u00e1guas eternamente fluindo nos dom\u00ednios da Grande M\u00e3e.<br \/>\n\tN\u00e3o se abarca \u201cPolas Ondas\u201dde uma vez s\u00f3, se alguma vez for poss\u00edvel abarcar a dimens\u00e3o do sonho. Repetimos, n\u00e3o \u00e9 m\u00fasica tradicional, mas uma viagem, musical e po\u00e9tica, atrav\u00e9s de um povo e de uma cultura recuperados, redimidos e recriados pela vis\u00e3o de Tent\u00fagal: vis\u00e3o universalista, excessiva, receptiva a todas as vozes, mas milagrosamente unida por fios invis\u00edveis que ligam o cora\u00e7\u00e3o \u00e0 vontade, o sopro ao barro. Ouviremos em \u201cPolas Ondas\u201d t\u00e3o fundo quanto formos capazes de nos ouvir. A Roda mergulhou \u201cnas ondas para um outro cais\u201d. Se Fausto tra\u00e7ou, em \u201cPor este Rio acima\u201d, a rota de uma viagem de navega\u00e7\u00e3o, de regresso \u00e0 nascente, os Vai de Roda \u2013 nos ant\u00edpodas da perspectiva de ruptura proposta pelos Gaiteiros de Lisboa \u2013 levaram-na a bom porto, pelas ondas, por cima do mar, conduzindo a m\u00fasica portuguesa ao Outro lado. Um cl\u00e1ssico.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/RtXoMWwVwyw\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POP ROCK 16 de Outubro de 1996 world As ondas de estranho nome VAI DE RODA Polas Ondas (10) Alba, distri. MC \u2013 Mundo da Can\u00e7\u00e3o No in\u00edcio, \u00e9 um poema de Ros\u00e1lia de Castro, \u201cFollas Novas\u201d. Os mesmos versos que inspirara os Milladoiro, em \u201cAs Fadas de Estra\u00f1o Nome\u201d. 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