{"id":5113,"date":"2016-10-11T10:41:01","date_gmt":"2016-10-11T17:41:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=5113"},"modified":"2016-10-11T10:41:01","modified_gmt":"2016-10-11T17:41:01","slug":"varttina-entrevista-mulheres-a-beira-de-um-ataque-de-jubilo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/10\/11\/varttina-entrevista-mulheres-a-beira-de-um-ataque-de-jubilo\/","title":{"rendered":"V\u00e4rttin\u00e4 &#8211; Entrevista &#8211; &#8220;Mulheres \u00e0 beira de um ataque de j\u00fabilo&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock<\/p>\n<p>27 de Mar\u00e7o de 1996<\/p>\n<p><strong>Mulheres \u00e0 beira de um ataque de j\u00fabilo<\/p>\n<p><em>No programa do Interc\u00e9ltico deste ano destaca-se o nome das finlandesas V\u00e4rttin\u00e4. Tr\u00eas \u00e1lbuns, \u201cOi Dai\u201d, \u201cSeleniko\u201d e \u201cAitara\u201d, e concertos onde as tradi\u00e7\u00f5es mais antigas se casam com a ousadia e uma presen\u00e7a jubilante em palco fizeram delas um dos grupos com maior aceita\u00e7\u00e3o no circuito \u201cfolk\u201d actual. Como os Hedningarna, h\u00e1 dois anos, em Alg\u00e9s, v\u00e3o fazer furor. O P\u00daBLICO entrevistou Sari Kaasinen, uma das quatro cantoras.<\/em><\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5114\" rel=\"attachment wp-att-5114\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/varttina-239x300.jpg\" alt=\"varttina\" width=\"239\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5114\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/varttina-239x300.jpg 239w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/varttina-300x376.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/varttina-80x100.jpg 80w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/10\/varttina.jpg 304w\" sizes=\"auto, (max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>V\u00e4rttin\u00e4 significa fuso. Sons que rodopiam, capazes tanto de p\u00f4r o corpo a girar como de espica\u00e7ar a imagina\u00e7\u00e3o. \u00c9 imposs\u00edvel, diz-se, ficar indiferente \u00e0s vozes destas quatro senhoras. Um concerto delas (e dos seus acompanhantes instrumentais, homens) d\u00e1 garantias de festa.<br \/>\nP\u00daBLICO \u2013 Nos \u00faltimos anos tem-se assistido a uma vaga de grupos da Escandin\u00e1via. Hedningarna, Hoven Droven, Den Fule, Garmarna\u2026 As V\u00e4rttin\u00e4 sentem-se parte desse movimento?<br \/>\nSARI KAASINEN \u2013 Pode dizer-se que fomos um dos primeiros. Na mesma altura em que outros, tanto na Su\u00e9cia, como os Hedningarna, como da Finl\u00e2ndia, se tornaram muito populares. N\u00e3o se trata somente de um fen\u00f3meno comercial, pelo menos no nosso caso. Tenho feito m\u00fasica ao longo de toda a minha vida. \u00c9 a minha vida. O meu estilo de vida. Algo que radica nas minhas origens. Hoje, \u00e9 claro, o grupo tamb\u00e9m tem que pensar em termos comerciais, se quiser fazer digress\u00f5es e gravar \u00e1lbuns.<br \/>\nP. \u2013 O que fazia antes de pertencer \u00e0s V\u00e4rttin\u00e4?<br \/>\nR. \u2013 Estive sempre nas V\u00e4rttin\u00e4! O grupo come\u00e7ou com a minha fam\u00edlia. Eu, a minha irm\u00e3 e a minha m\u00e3e. Quanto ao nome actual, surgiu em 1983.<br \/>\nP. \u2013 Na Finl\u00e2ndia, \u00e9 por vezes t\u00e9nue a diferen\u00e7a que separa um grupo rock de um grupo folk\u2026<br \/>\nR. \u2013 Os grupos rock e folk come\u00e7aram a absorver a influ\u00eancia folk s\u00f3 nos \u00faltimos dois ou tr\u00eas anos. Antes disso, ningu\u00e9m queria tocar m\u00fasica folk. No nosso caso, alguns elementos tinham estado ligados a diferentes estilos de m\u00fasica, rock, pop, jazz\u2026 Tocamos um estilo que \u00e9 o nosso, embora fa\u00e7amos algumas misturas.<br \/>\nP. \u2013 Com m\u00fasica irlandesa, por exemplo?<br \/>\nR. \u2013 O nosso violinista tocou muita m\u00fasica irlandesa.<br \/>\nP. \u2013 Costuma ouvir?<br \/>\nR. \u2013 Por vezes, sim. Gosto dos Four Men &#038; A Dog, grupos desse g\u00e9nero.<br \/>\nP. \u2013 Sei que toca kantele, embora no grupo se limite a cantar\u2026<br \/>\nR. \u2013 Dou aulas de kantele. Continuo a tocar este instrumento, mas unicamente para meu prazer pessoal. Talvez volte a toc\u00e1-lo nas V\u00e4rttin\u00e4 um dia destes!&#8230;<br \/>\nP. \u2013 Numa entrevista que deu h\u00e1 quatro anos para a revista \u201cFolk Roots\u201d dizia que o grupo cantava \u201cde uma perspectiva de poder\u201d. Quer pormenorizar um pouco mais este aspecto?<br \/>\nR. \u2013 Referia-me \u00e0s letras das nossas can\u00e7\u00f5es, que s\u00e3o muito fortes. Usamos um estilo de letras e de m\u00e9trica muito, muito antigas. Mas tamb\u00e9m escrevemos as nossas pr\u00f3prias letras. \u00c9 importante manter o contacto com esse lado mais antigo, saber o que estamos a cantar, quando cantamos sobre as nossas pr\u00f3prias vidas.<br \/>\nP. \u2013 Quando est\u00e3o a cantar em dialectos antigos, para uma audi\u00eancia estrangeira, n\u00e3o se importam que essa parte se perca?<br \/>\nR. \u2013 Mas as pessoas dizem que compreendem o que queremos dizer! Que temos uma linguagem corporal! A verdade \u00e9 que n\u00e3o \u00e9 muito importante que percebam as letras. Queremos sobretudo que as pessoas prestem aten\u00e7\u00e3o \u00e0 totalidade do som.<br \/>\nP. \u2013 N\u00e3o existe um ponto de vista feminista no tipo de letras que cantam?<br \/>\nR. \u2013 O tal estilo antigo em que cantamos certas can\u00e7\u00f5es chama-se \u201crontylska\u201d. Ningu\u00e9m sabe muito bem quando apareceu. A \u00faltima vez que algu\u00e9m ouviu cantar nesse estio, antes de n\u00f3s, foi no princ\u00edpio deste s\u00e9culo. Escut\u00e1mos velhas grava\u00e7\u00f5es antes de trazermos as can\u00e7\u00f5es \u201crontylska\u201d para o nosso report\u00f3rio. A regi\u00e3o do pa\u00eds onde vivo, no Norte da Car\u00e9lia, \u00e9 precisamente um dos locais onde esse estilo apareceu. O que acontecia nestas can\u00e7\u00f5es \u00e9 que, quando eram os homens a cantar, os assuntos giravam \u00e0 volta de grandes ca\u00e7adas, esse tipo de coisas, enquanto as mulheres cantavam sobre os seus pr\u00f3prios sentimentos. Era a \u00fanica maneira que tinham, as can\u00e7\u00f5es para poderem dizer que estavam tristes ou apaixonadas. Talvez haja aqui, de facto, uma perspectiva feminista. N\u00e3o havia nenhuma interfer\u00eancia do homem. Existem dezenas de milhares de can\u00e7\u00f5es com esse tipo de letras, reunidas em velhos livros. Foi da\u00ed que tir\u00e1mos muitas ideias para contar as nossas pr\u00f3prias hist\u00f3rias.<br \/>\nP. \u2013 O \u00faltimo \u00e1lbum do grupo, \u201cAitara\u201d, tem uma vertente pop bastante mais acentuada que os anteriores.<br \/>\nR. \u2013 \u00c9 verdade. O que acontece \u00e9 que sempre que trabalhamos com novo material vamos para est\u00fadio apenas com as can\u00e7\u00f5es de base e as letras. No caso de \u201cAitara\u201d, n\u00e3o existiu qualquer ideia predeterminada para fazer um \u00e1lbum pop, nem sequer fal\u00e1mos disso. Aconteceu os arranjos surgirem assim.<br \/>\nP. \u2013 Alguns ritmos s\u00e3o t\u00e3o metron\u00f3micos que quase parecem ter sido feitos por uma caixa-de-ritmos\u2026<br \/>\nR. \u2013 N\u00e3o, foi tudo tocado por n\u00f3s. Mas j\u00e1 n\u00e3o estou cem por cento certa disso, porque j\u00e1 mais do que uma pessoa me colocou essa quest\u00e3o\u2026 Deve ser porque o baterista toca t\u00e3o bem que parece uma dessas tais caixas.<br \/>\nP. \u2013 Fale-nos um pouco da actividade da sua editora, Mipu Music.<br \/>\nR. \u2013 Somos uma companhia pequena. Editamos m\u00fasica das etnias \u201cfino-\u00fagricas\u201d, ou grupos como as Angelin Tyt\u00f6t, de quem produzi o primeiro \u00e1lbum. Elas fazem com a m\u00fasica \u201csammi\u201d o mesmo que n\u00f3s com a m\u00fasica da Car\u00e9lia. Respeitam a tradi\u00e7\u00e3o delas e querem desenvolver um estilo pessoal.<br \/>\nP. \u2013 Prepararam algum espect\u00e1culo especial para o Interc\u00e9ltico?<br \/>\nR. \u2013 Gostaria que as pessoas n\u00e3o criassem falsas expectativas. N\u00e3o esperem nada de mais nem de menos. Talvez apresentemos algumas can\u00e7\u00f5es novas, ainda n\u00e3o sei. Quando cantamos, pretendemos acima de tudo criar uma rela\u00e7\u00e3o com a audi\u00eancia. N\u00e3o se trata s\u00f3 de cantar e de tocar, mas de algo mais global, mais completo. Se o p\u00fablico se entusiasmar, pode ter a certeza de que tamb\u00e9m nos vamos entusiasmar. Tenho a certeza de que no Porto vai ser divertido.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/tt2tCcYD3H4\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 27 de Mar\u00e7o de 1996 Mulheres \u00e0 beira de um ataque de j\u00fabilo No programa do Interc\u00e9ltico deste ano destaca-se o nome das finlandesas V\u00e4rttin\u00e4. 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