{"id":5075,"date":"2016-09-28T06:55:15","date_gmt":"2016-09-28T13:55:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=5075"},"modified":"2016-09-28T06:55:15","modified_gmt":"2016-09-28T13:55:15","slug":"varios-in-memoriam-gilles-deleuze-varios-folds-and-rhizomes-for-gilles-deleuze","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/09\/28\/varios-in-memoriam-gilles-deleuze-varios-folds-and-rhizomes-for-gilles-deleuze\/","title":{"rendered":"V\u00e1rios &#8211; &#8220;In Memoriam \u2013 Gilles Deleuze&#8221; + &#8220;V\u00e1rios &#8211; &#8220;Folds and Rhizomes for Gilles Deleuze&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock<\/p>\n<p>23 de Outubro de 1996<br \/>\npoprock<\/p>\n<p><strong>Rizomas na interzone<\/p>\n<p>V\u00c1RIOS<br \/>\nIn Memoriam \u2013 Gilles Deleuze (8)<br \/>\n2xcd Mille Plateaux, distri. Symbiose<br \/>\nFolds and Rhizomes for Gilles Deleuze (7)<br \/>\nSub Rosa, distri, Symbiose<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5076\" rel=\"attachment wp-att-5076\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/gd1-300x268.jpg\" alt=\"gd1\" width=\"300\" height=\"268\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5076\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/gd1-300x268.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/gd1-100x89.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/gd1.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5077\" rel=\"attachment wp-att-5077\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/gd2-300x300.jpg\" alt=\"gd2\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5077\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/gd2-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/gd2-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/gd2-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/gd2.jpg 330w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\tGilles Deleuze, autor de \u201cRhizome\u201d e \u201cMille Plateaux\u201d (aproveitada para nome da nova editora), entre outras obras, suicidou-se em Novembro do ano passado, pondo termo a uma longa doen\u00e7a. Sempre foi figura cara aos experimentalistas das sonoridades electr\u00f3nicas de sinal amea\u00e7ador. De uma s\u00f3 assentada, fizeram-lhe duas homenagens. A primeira \u00e9 estimulante, aliando a teoria filos\u00f3fica \u00e0 pr\u00e1tica musical. A segunda \u00e9 mais modesta mas n\u00e3o menos interessante, de um ponto de vista exclusivamente musical.<br \/>\n\tNo tema inicial de \u201cIn Memoriam\u201d, o fil\u00f3sofo em pessoa enuncia a met\u00e1fora fundamental: \u201cCome\u00e7ar pelo primeiro princ\u00edpio \u00e9 um pouco um m\u00e9todo que evoca o modelo da \u00e1rvore: procura-se em primeiro lugar a raiz. Mas existe um segundo m\u00e9todo, ou um segundo modelo, que \u00e9 o da erva. A erva cresce pelo meio.\u201d \u00c9 vago mas sugestivo, adaptando-se a todo um conceito sobre a origem e a funcionalidade da m\u00fasica. Aparece tudo escrito, de forma convincentemente complexa e confusa para um leigo, no texto assinado por Achim Szepanski, que acompanha a edi\u00e7\u00e3o grossa em digipak.<br \/>\n\tO tema central \u00e9 o da m\u00e1quina, logo, do corpo, biol\u00f3gico e da obra de arte. Logo, da m\u00fasica electr\u00f3nica. Vinte e seis nomes, entre os quais os Zoviet France, Cristian Vogel (da escuderia Recommended), Atom Heart, Chris &#038; Cosey (dois ex-Throbbing Gristle), Trans AM, Jim O\u2019Rourke (produtor de \u201cRien\u201d, o novo \u00e1lbum dos Faust), DJ Spooky, Oval (autores de uma recente remistura dos Tortoise) e Scanner, estendem a m\u00fasica electr\u00f3nica para al\u00e9m dos limites do ambientalismo, do industrialismo e da m\u00fasica computacional, criando f\u00f3rmulas onde a sistematiza\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica se alia \u00e0 linhas energ\u00e9ticas do acaso. M\u00fasica de m\u00e1quinas. M\u00fasica do corpo. \u201cO que significa fazer m\u00fasica electr\u00f3nica? Que a matem\u00e1tica \u00e9 a base de toda ela, a regra, o algoritmo? Que \u00e9 m\u00fasica que acontece no universo dos sintetizadores, monitores, midis, computadores? A outra quest\u00e3o \u00e9: como \u00e9 que a m\u00fasica electr\u00f3nica funciona? Esta segunda quest\u00e3o n\u00e3o \u00e9 redut\u00edvel \u00e0 primeira, antes segue um modelo paradoxal: tornar aud\u00edvel o inaud\u00edvel (\u2026) lidando com coordenadas como \u2018retardamento\u2019, \u2018velocidade\u2019, \u2018sobreposi\u00e7\u00e3o\u2019, \u2018desfasamento\u2019, \u2018condensa\u00e7\u00e3o\u2019\u2026 ou seja, com as fun\u00e7\u00f5es e componentes do som.\u201d<br \/>\n\tCompreende-se. A vibra\u00e7\u00e3o electr\u00f3nica faz parte do dom\u00ednio virtual, n\u00e3o existindo na natureza. A cria\u00e7\u00e3o no universo electr\u00f3nico processa-se \u2013 ou \u00e9 \u2013 atrav\u00e9s da manipula\u00e7\u00e3o de ondas e de informa\u00e7\u00e3o. Manipula\u00e7\u00e3o do tempo e do caos. Na m\u00fasica electr\u00f3nica (como \u00e9 perspectivada neste disco, bem entendido) o meio confunde-se com o corpo sonoro, escultura s\u00f3nica, criando no instante as suas pr\u00f3prias regras e os seus acidentes.<br \/>\n\tCuriosamente, o t\u00edtulo do segundo \u00e1lbum \u2013 da s\u00e9rie \u201cDi\u00e1rios ut\u00f3picos\u201d, da Sub Rosa (com quatro longas faixas dos Mouse on Mars, Main, Oval e Scanner, terminando num p\u00f3sfacio de David Shea com Tobias Hazan) \u2013 complementa a met\u00e1fora da \u00e1rvore. O rizoma \u00e9 o caule subterr\u00e2neo, coberto de escamas em vez de folhas, que cresce no subsolo. Ou na \u201cinterzone\u201d mental, zona virtual de poder que Burroughs e Cronenberg formalizaram em \u201cO Festim Nu\u201d. \u201cOn the edge of a grain of sand\u201d \u00e9 o t\u00edtulo sintom\u00e1tico da contribui\u00e7ao dos Zoviet France, pioneiros do obscurantismo s\u00f3nico que veio p\u00f4r um novo (e mais sombrio) acento na m\u00fasica concreta, no ambientalismo e nos novos acusm\u00e1ticos (Biota, Steve Moore, PGR, Jocelyn Robert). Implos\u00e3o e explos\u00e3o. Ordenamento das mol\u00e9culas musicais em redor de um buraco negro central. O sentido \u00e9 o das for\u00e7as e puls\u00f5es organizacionais da m\u00e1quina e da energia, mas tamb\u00e9m o da \u201crautschen\u201d (\u201cmurm\u00fario\u201d) subliminar, deleuziano. N\u00e3o confundamos esta est\u00e9tica da diviniza\u00e7\u00e3o da m\u00e1quina (Deus \u201cex machina\u201d) com o aparecimento de outra corrente recente da m\u00fasica electr\u00f3nica que evoluiu a partir do ambientalismo, a sugestivamente designada \u201cSombient\u201d ou \u201cAmbient noir\u201d, localizada nas margens do sil\u00eancio e do vazio siderais, deriva\u00e7\u00e3o da new age da Hearts of Space para o subsom da \u201cFathom\u201d, presente nos \u00faltimos trabalhos da Robert Rich (com Brian Lustmord) e Steve Roach. \u201cSombient\u201d, que possui j\u00e1 o seu manifesto na colect\u00e2nea \u201cThe Throne of Drones\u201d, sobre a qual escreveremos proximamente.<br \/>\n\tGeograficamente, \u201cIn Memoriam\u201d posiciona-se nos ant\u00edpodas de Brian Eno. Uma e outra m\u00fasica elabora sobre o tempo e a sua anula\u00e7\u00e3o\/transgress\u00e3o. Mas enquanto o autor de \u201cApollo Atmospheres\u201d encara a eternidade, concertando o fluir dos acontecimentos sonoros num dispositivo sem princ\u00edpio nem fim, evoluindo a partir de uma no\u00e7\u00e3o de intemporalidade, os maquinistas da sombra jogam, com id\u00eantico objectivo, em conceitos como repeti\u00e7\u00e3o (seria \u00fatil a an\u00e1lise da obra de Deleuze \u201cDiferen\u00e7a e Repeti\u00e7\u00e3o\u201d, ciclicidade e programa.<br \/>\n\tNa m\u00fasica de Eno a m\u00e1quina tende a anular-se. O som tem como limite ideal o desaparecimento do sujeito que o produz. Nos homenageantes do fil\u00f3sofo, a despersonaliza\u00e7\u00e3o funciona de maneira inversa. A m\u00e1quina \u00e9 o centro, a voz, o \u2018fiat lux\u2019 e o filtro condutor de toda a \u201cpraxis\u201d sonora (e filos\u00f3fica\u2026). Eno representa, na terminologia deleuziana, o m\u00e9todo da \u00e1rvore que cresce em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 luz. Os seus disc\u00edpulos m\u00fasicos seguem o modelo do rizoma, evoluindo de forma tentacular rente ou debaixo do solo. Qualquer destas duas concep\u00e7\u00f5es ambiciona, como j\u00e1 referimos, a cria\u00e7\u00e3o de um corpo novo. O corpo cr\u00edstico, num caso. A muta\u00e7\u00e3o do corpo, tornado apenas carne, no sentido cronenberguiano, no outro.<br \/>\n\t\u201cIn Memoriam\u201d \u00e9 um manifesto perturbante e musicalmente arrebatador do Apocalipse medi\u00e1tico visualizado por McLuhan e desmontado por Deleuze. A m\u00e1quina, o homem-m\u00e1quina s\u00e3o, ent\u00e3o, o \u00f3rg\u00e3o e o ve\u00edculo que, extrapolando as palavras do fil\u00f3sofo, \u201clibertam um puro acontecimento, livre de acidentes da vida interior e exterior, isto \u00e9, da subjectividade e da objectividade do que acontece\u201d.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/57-gpjIJ4KQ\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/9k2pboM6ZSM\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 23 de Outubro de 1996 poprock Rizomas na interzone V\u00c1RIOS In Memoriam \u2013 Gilles Deleuze (8) 2xcd Mille Plateaux, distri. Symbiose Folds and Rhizomes for Gilles Deleuze (7) Sub Rosa, distri, Symbiose Gilles Deleuze, autor de \u201cRhizome\u201d e \u201cMille Plateaux\u201d (aproveitada para nome da nova editora), entre outras obras, suicidou-se em Novembro do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[231,40,369,370,726,81,1269,7],"tags":[1315,23],"class_list":["post-5075","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-alemaes","category-ambient","category-avant-gard","category-avant-rock","category-colectanea","category-contemporanea","category-criticas-1996","category-electronica","tag-gilles-deleuze","tag-varios"],"views":1573,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5075"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5075\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5078,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5075\/revisions\/5078"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}