{"id":507,"date":"2009-05-29T05:13:12","date_gmt":"2009-05-29T12:13:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=507"},"modified":"2009-05-29T05:13:12","modified_gmt":"2009-05-29T12:13:12","slug":"clouds-scrapbook-watercolour-days","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/05\/29\/clouds-scrapbook-watercolour-days\/","title":{"rendered":"Clouds &#8211; Scrapbook \/ Watercolour Days"},"content":{"rendered":"<p>03.03.2000<br \/>\nReedi\u00e7\u00f5es<br \/>\nGargalhadas de Gorila no Ver\u00e3o do Amor<br \/>\nPara os arque\u00f3logos da pop mais empenhados na descoberta de p\u00e9rolas esquecidas, eis alguns exemplares interessantes desenterrados dos anos 60.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Vivian Stanshall (j\u00e1 falecido, foi, com o outro grande Bonzo, Neil Innes, ocasional colaborador musical em \u201csketches\u201d dos Monthy Phyton, onde, entre outros temas, interpretaram o cl\u00e1ssico \u201cI\u2019m the urban spaceman\u201d) era o \u201ccomp\u00e8re\u201d inspirado dos Bonzo Dog Doo Dah Band, uma das genu\u00ednas bandas humor\u00edsticas dos anos 60, juntamente com os Liverpool Scene (mais politizados) e os pr\u00f3prios Monthy Phyton. Come\u00e7aram por chamar-se Bonzo Dog Dada Band, mas viram-se for\u00e7ados a mudar o nome devido ao tempo que perdiam a explicar \u00e0s pessoas o significado de \u201cdada\u201d e podem ser vistos no filme \u201cMagical Mystery Tour\u201d dos Beatles. No \u00e1lbum de estreia do grupo (1967), \u201cGorilla\u201d, dedicado a Kink Kong, Viv gasta a totalidade de \u201cThe intro and the outro\u201d numa apresenta\u00e7\u00e3o exaustiva e hilariante dos nove elementos da banda. Seria convidado por Mike Oldfield para repetir a gra\u00e7a, na c\u00e9lebre sequ\u00eancia de apresenta\u00e7\u00e3o dos instrumentos de \u201cTubular Bells\u201d. S\u00e1tira, por vezes desbragada, a v\u00e1rios estilos de m\u00fasica, da pop psicad\u00e9lica ao jazz (\u201cJazz\u201d, delicious hot, disgusting cold\u201d, assim mesmo, sem adv\u00e9rbios), \u201cGorilla\u201d termina com uma vers\u00e3o demencial de \u201cSound of music\u201d, em golpes de desafina\u00e7\u00e3o e bo\u00e7alidade capazes de fazerem Julie Andrews fugir pelos Alpes abaixo. Edi\u00e7\u00e3o remasterizada (BGO, distri. Megam\u00fasica, 8\/10).<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/clouds.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/clouds.jpg\" alt=\"clouds\" title=\"clouds\" width=\"450\" height=\"450\" class=\"alignnone size-full wp-image-508\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/clouds.jpg 450w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/clouds-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/clouds-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/ifolder.ru\/4615487\" target=\"_blank\">LINK<\/a> (Scrapbook)<br \/>\n<a href=\"http:\/\/ifolder.ru\/4620418\" target=\"_blank2>LINK<\/a> (Watercolour Days)<\/p>\n<p>Pouco conhecidos, os Clouds eram um trio escoc\u00eas que nos dois \u00fanicos \u00e1lbuns que gravaram, \u201cScrapbook\u201d, de 1969, e \u201cWatercolour Days\u201d, de 1971, conciliaram, com resultados entre o delicioso (algumas can\u00e7\u00f5es do primeiro e o fastidioso (os solos instrumentais pouco imaginativos do segundo), a pop orquestral, reminisc\u00eancias do \u201crhythm \u2018n\u2019 blues\u201d progressivo, uma curiosa patine de velhas can\u00e7\u00f5es da Broadway e elementos do rock progressivo. O que faltava em unidade de estilo aos Clouds era compensado por fulgurantes instantes de inspira\u00e7\u00e3o, em can\u00e7\u00f5es pouco menos que perfeitas, como \u201cThe colours have run\u201d, \u201cLadies and gentlemen\u201d e a bizarra e orquestral \u201cWaiter, there\u2019s something in my soup\u201d, suite teatral\/psicad\u00e9lica na linha dos Nirvana de \u201cThe Story of Simon Simopath\u201d. Edi\u00e7\u00e3o \u201cdois \u00e1lbuns num CD\u201d remasterizada (BGO, distri. Megam\u00fasica, 7\/10).<\/p>\n<p>Arthur Brown, o cantor que ficou c\u00e9lebre por actuar ao vivo com uma coroa de chamas na cabe\u00e7a, entrou para os arquivos da pop atrav\u00e9s da demon\u00edaca interpreta\u00e7\u00e3o de \u201cFire\u201d (um \u201chit\u201d em Inglaterra, em 1968). The Crazy World of Arthur Brown foi, em 1967, o primeiro ve\u00edculo para a sua excentricidade, num \u00e1lbum hom\u00f3nimo que incutia ambi\u00eancias demon\u00edacas no rhythm \u2018n\u2019 blues e num jazz de tend\u00eancias progressivas que viria a atingir a plenitude do grupo que Brown formaria a seguir, os Kingdom Come (r\u00e9plica em registo de \u201cbad trip\u201d ao planar de haxixe dos Gong). Arthur Brown era um Zappa alucinado, um louco na acep\u00e7\u00e3o mais libertina do termo e um \u201cshowman\u201d capaz dos maiores excessos. \u201cThe Crazy World of Arthur Brown\u201d provoca alguma confus\u00e3o, nas constantes mudan\u00e7as de humor e de registo musical. Para al\u00e9m de \u201cFire\u201d (aqui inclu\u00eddo), \u201cTime\/Confusion\u201d (do \u201ccrooning\u201d terno \u00e0s profundezas do inferno) e \u201cPrelude\/Nightmare\u201d s\u00e3o dois bons exemplos de como \u00e9 poss\u00edvel tirar partido da pr\u00f3pria paran\u00f3ia. (Polydor, import. Lojas Valentim de Carvalho, 7\/10).<\/p>\n<p>Elevado ao estatuto de banda de culto, os The Creation, formados na sequ\u00eancia dos The Mark Four, representavam, ainda em 1967 (mas houve alguma coisa que n\u00e3o se fizesse neste ano?), o melhor do que restara do movimento \u201cmod\u201d, mas j\u00e1 inevitavelmente mesclado com as fantasias do psicadelismo. \u201cMaking Time\u201d, destinado aos apreciadores dos primeiros Kinks (dos quais o baixista dos Mark Four, John Dalton, chegou a fazer parte) ou dos Small Faces, junta, em vers\u00f5es mono e est\u00e9reo, temas do \u00fanico \u00e1lbum de originais da banda, \u201cWe Are Paintermen\u201d, com alguns dos singles editados pelo grupo entre 1966 e 1968, entre os quais \u201cMaking Time\u201d, que chegou a figurar nos tops ingleses. O som dos The Creation destacava-se pelas vocaliza\u00e7\u00f5es poderosas de Kenny Pickett e pela guitarra saturada de fuzz e distor\u00e7\u00e3o de Eddie Phillips. Antes de se extinguirem, os The Creation ainda tiveram como guitarrista um tal Ronnie Wood\u2026 (Retroactive, import. FNAC, 7\/10).<\/p>\n<p>Violentos, bastante violentos, eram os High Tide, um quarteto liderado pela guitarra abrasiva de Tony Hill e pelo violino electrificado de Simon House, m\u00fasico que mais tarde se destacaria nos Hawkwind, como acompanhante de David Bowie e nos Third Ear Band (na banda sonora de \u201cMacBeth\u201d, de Roman Polanski). \u201cSea Shanties\u201d (1969), \u00e1lbum de estreia do grupo, \u00e9 um magma massacrante de hard rock ou uma viagem de \u00e1cido marado, consoante a predisposi\u00e7\u00e3o do ouvinte. Para os fan\u00e1ticos da guitarra el\u00e9ctrica em estado de combust\u00e3o permanente \u00e9 um op\u00edparo convite \u00e0 surdez. Uma can\u00e7\u00e3o, \u201cPushed, but not forgotten\u201d, destaca-se pelo tipo de vocaliza\u00e7\u00e3o \u201cfora do lugar\u201d dos Egg. Pena o som n\u00e3o ser o melhor (Repertorie, distri. Megam\u00fasica, 6\/10).<\/p>\n<p>\u201cS. F. Sorrow\u201d (1968), dos Pretty Things, \u00e9 considerado um dos primeiros \u00e1lbuns conceptuais da pop inglesa que, inclusive, ter\u00e1 servido como modelo de inspira\u00e7\u00e3o a Pete Townshend, dos The Who, para escrever a \u00f3pera-rock \u201cTommy\u201d. Provenientes da cena do rhythm \u2018n\u2019 blues brit\u00e2nico 8cadinho do qual nasceram in\u00fameras bandas progressivas, com destaque para os Jethro Tull), os Pretty Things evolu\u00edram neste seu quarto \u00e1lbum para uma pop requintada constru\u00edda a partir de can\u00e7\u00f5es com arranjos complexos e sofisticados efeitos de est\u00fadio que tanto evocam os Beatles, de \u201cRevolver\u201d (\u201cShe Says Good Morning\u201d passaria perfeitamente, para os mais desatentos, por uma composi\u00e7\u00e3o de Lennon-McCartney, at\u00e9 as vozes s\u00e3o iguais\u2026), como antecipam em mais de dez anos a sonoplastia dram\u00e1tica dos Pink Floyd, em \u201cThe Wall\u201d. E se \u201cPrivate Sorrow\u201d, por seu lado, recorda os Jethro Tull, o conjunto total das can\u00e7\u00f5es \u00e9 suficientemente variado e inspirado para justificar a inclus\u00e3o de \u201cS. F. Sorrow\u201d no grupo dos \u00e1lbuns injustamente menosprezados dos anos 60. Vers\u00e3o remasterizada (Snapper Music, import. Lojas Valentim de Carvalho, 8\/10).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>03.03.2000 Reedi\u00e7\u00f5es Gargalhadas de Gorila no Ver\u00e3o do Amor Para os arque\u00f3logos da pop mais empenhados na descoberta de p\u00e9rolas esquecidas, eis alguns exemplares interessantes desenterrados dos anos 60. 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