{"id":5058,"date":"2016-09-22T08:01:29","date_gmt":"2016-09-22T15:01:29","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=5058"},"modified":"2016-09-22T08:01:29","modified_gmt":"2016-09-22T15:01:29","slug":"marianne-faithfull-20th-century-blues-an-evening-in-the-weimar-republic-the-rolling-stones-varios-rolling-stones-rock-and-roll-circus","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/09\/22\/marianne-faithfull-20th-century-blues-an-evening-in-the-weimar-republic-the-rolling-stones-varios-rolling-stones-rock-and-roll-circus\/","title":{"rendered":"Marianne Faithfull &#8211; &#8220;20th Century Blues \u2013 An Evening in the Weimar Republic&#8221; + The Rolling Stones &#038; V\u00e1rios &#8211; &#8220;Rolling Stones Rock and Roll Circus&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>9 de Outubro de 1996<br \/>\npoprock<\/p>\n<p><strong>Perdidos nas estrelas<\/p>\n<p>MARIANNE FAITHFULL<br \/>\n20th Century Blues \u2013 An Evening in the Weimar Republic (7)<br \/>\nBMG, distri. BMG<br \/>\nTHE ROLLING STONES &#038; V\u00c1RIOS<br \/>\nRolling Stones Rock and Roll Circus (6)<br \/>\nAbkco, distri. Polygram<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5059\" rel=\"attachment wp-att-5059\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mf-300x298.jpg\" alt=\"mf\" width=\"300\" height=\"298\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5059\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mf-300x298.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mf-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mf-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/mf.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5060\" rel=\"attachment wp-att-5060\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/rs-1-300x262.jpg\" alt=\"rs\" width=\"300\" height=\"262\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-5060\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/rs-1-300x262.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/rs-1-100x87.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/rs-1.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\tUm intervalo de tr\u00eas d\u00e9cadas separa estes dois \u00e1lbuns, marcados ambos pelo tempo, pela ilus\u00e3o e pela utopia. As contas podem fazer-se entre os anos 30 e os 60, ou entre os 60 e os 90, sempre o teatro e a ilus\u00e3o surgem a baralhar as datas. Em \u201c20th Century Blues\u201d, Marianne Faithfull p\u00f5e em dia a sua rela\u00e7\u00e3o com a m\u00fasica de Kurt Weill, iniciada em 1985 com a sua participa\u00e7\u00e3o na homenagem a este autor idealizada por Wal Willner em \u201cLost in the Stars\u201d, onde cantava \u201cBallad of the soldier\u2019s life\u201d, e posteriormente aprofundada no seu melhor \u00e1lbum at\u00e9 \u00e0 data, \u201cStrange Weather\u201d, que inclui \u201cBoulevard of the broken dreams\u201d, outro cl\u00e1ssico dos anos 30, n\u00e3o weilliano, recuperado neste seu novo trabalho.<br \/>\n\tGravado ao vivo no New Morning, em Paris, \u201c20th Century Blues\u201d culmina todo o anterior percurso de Faithfull em redor da obra de Kurt Weill, que a levou, inclusive, em 1992, a participar como actriz na \u201c\u00d3pera dos Tr\u00eas Vint\u00e9ns\u201d, onde desempenhava o papel da pirata Jenny. Antes, a cantora fizera duas \u201cperformances\u201d sobre \u201cOs Sete Pecados Mortais\u201d, obra que a marcaria decisivamente na descoberta do universo de Kurt Weill.<br \/>\n\tO passo decisivo coincide com a realiza\u00e7\u00e3o de um ciclo de tr\u00eas dias, \u201cA Weekend of Decadent Twentieth Century Music\u201d, o \u00faltimo dos quais dedicado a Weill, assistiria ao encontro de Marianne Faithfull com o pianista Paul Trueblood, num espect\u00e1culo de gen\u00e9rico \u201cAn Evening in the Weimar Republic\u201d, base do presente trabalho.<br \/>\n\t\u201c20th Century Blues\u201d funciona, pois, como um cl\u00edmax h\u00e1 muito aguardado, como se todo o anterior passado recente da cantora n\u00e3o fosse mais do que a laboriosa prepara\u00e7\u00e3o deste momento. \u00c9 o casamento perfeito, dir-se-ia, de uma alma atormentada com um conceito est\u00e9tico que juntou a \u00f3pera, o jazz, o cabar\u00e9, a \u201cfolk\u201d e a can\u00e7\u00e3o de rua, no per\u00edodo da Hist\u00f3ria da Alemanha compreendido entre a queda da monarquia e a Primeira Grande Guerra e a ascens\u00e3o de Adolf Hitler ao poder, em 1933. Um per\u00edodo de s\u00ednteses dolorosas e apressadas que se erigiu como um imenso (e intenso) espect\u00e1culo de m\u00e1scaras, na constru\u00e7\u00e3o de uma utopia \u2013 do poder e da arte nas m\u00e3os do povo \u2013 de em breve as chamas de um novo totalitarismo consumiriam. Neste \u201ccocktail\u201d ps\u00edquico e musical, encontrou Marianne Faithfull a sua p\u00e1tria espiritual, bebendo a cicuta at\u00e9 \u00e0 \u00faltima gota.<br \/>\n\tEm 1968, ano seguinte ao de todas as obras-primas de \u201cpop music\u201d, em plena euforia \u201chippie\u201d, os Rolling Stones montavam, por sua vez, o seu pr\u00f3prio circo de \u201crock\u2019n\u2019roll\u201d. Como nos anos da Rep\u00fablica de Weimar, acreditava-se ent\u00e3o que a m\u00fasica poderia mudar o mundo, celebrando-se, em conformidade, um outro jogo de m\u00e1scaras e s\u00ednteses musicais, de novo do jazz e da \u201cfolk\u201d com o teatro, mas agora com o est\u00edmulo adicional das drogas psicad\u00e9licas. \u00c0 semelhan\u00e7a do disco de Marianne Faithfull, \u00e9 uma grava\u00e7\u00e3o ao vivo, neste caso com o benepl\u00e1cito da BBC e at\u00e9 agora in\u00e9dita. \u201cRock and Roll Circus\u201d, al\u00e9m dos Stones, contou com as presen\u00e7as de convidados \u2013 enquanto m\u00fasicos ou simples apresentadores fazendo a liga\u00e7\u00e3o entre as can\u00e7\u00f5es -, dos Jethro Tull (com \u201cSong for Jeffrey\u201d), The Who (\u201cA quick one while he\u2019s away\u201d), Taj Mahal, Yoko Ono, John Lennon (integrado nos inexistentes The Dirty Mac, com \u201cYer blues\u201d), Eric Clapton e\u2026 Marianne Faithfull. Marianne Faithfull que ent\u00e3o cantava no \u201cstandard\u201d \u201cSomething Better\u201d (lado B do \u201csingle\u201d \u201cSister morphine\u201d): Have you heard, blue whiskey is the rage, I\u2019ll send you a jug in the morning\u2026\u201d Escutamos os ecos de \u201cAlabama song\u201d e \u00e9 como se o tempo se apagasse\u2026<br \/>\n\tOs Stones contribuem com metade dos temas, seis, incluindo \u201cJumping jack flash\u201d, \u201cYou can\u2019t always get what you want\u201d e \u201cSympathy for the devil\u201d. Dois de folia, de m\u00fasicos mascarados, trapezistas e comedores de fogo, na ressaca de \u201cTheir satanic Majesties Request\u201d, o \u201copus\u201d psicad\u00e9lico-sat\u00e2nico do grupo, que constituem um testemunho da agita\u00e7\u00e3o criativa da \u201cswinging London\u201d dos anos 60. Ocasi\u00e3o irrepet\u00edvel em que, como escreve o cr\u00edtico \u201cDavid Dalton\u201d, \u201cpor um breve momento pareceu que o rock\u2019n\u2019roll iria conquistar a terra\u201d.<br \/>\n\tSe \u201c20th Century Blues\u201d \u00e9 o voo de cinzas de um cora\u00e7\u00e3o magoado, o circo montado pelos Stones era a cren\u00e7a ilimitada na irracionalidade. A m\u00fasica de Weill\/Faithfull soa seca, ferida, a sangue coalhado. A festa das estrelas \u201cpop\u201d fazia a apologia do caos e das cores garridas. Marianne Faithfull enverga, por interpostas m\u00e1scaras, a diversidade devastada dos seus pr\u00f3prios rostos. A companhia dos Stones tripava, cavalgando sobre a inconsci\u00eancia do instante. Marianne Faithfull abra\u00e7a comovidamente a morte, como a uma derradeira amiga, Os Stones, perversamente, vestiram a morte com uma t\u00fanica \u201chippie\u201d e enfiaram-lhe um charro na boca.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/HRT4LkPa17o\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/c63BDiVyYzY\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 9 de Outubro de 1996 poprock Perdidos nas estrelas MARIANNE FAITHFULL 20th Century Blues \u2013 An Evening in the Weimar Republic (7) BMG, distri. BMG THE ROLLING STONES &#038; V\u00c1RIOS Rolling Stones Rock and Roll Circus (6) Abkco, distri. 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