{"id":5054,"date":"2016-09-21T05:55:52","date_gmt":"2016-09-21T12:55:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=5054"},"modified":"2016-09-21T05:55:52","modified_gmt":"2016-09-21T12:55:52","slug":"xtc-fossil-fuel-the-xtc-singles-1977-92","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/09\/21\/xtc-fossil-fuel-the-xtc-singles-1977-92\/","title":{"rendered":"XTC &#8211; &#8220;Fossil Fuel: The XTC Singles, 1977-92&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>25 de Setembro de 1996<br \/>\nreedi\u00e7\u00f5es poprock<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>Isto \u00e9 pop!<\/p>\n<p>XTC (8)<br \/>\nFossil Fuel: The XTC Singles, 1977-92<br \/>\n2xCD Virgin, distri. EMI-VC<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5055\" rel=\"attachment wp-att-5055\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/xtc.jpg\" alt=\"xtc\" width=\"225\" height=\"224\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5055\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/xtc.jpg 225w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/xtc-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/09\/xtc-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Perdidos no meio da confus\u00e3o da pop brit\u00e2nica, em guerras para decidir se os melhores s\u00e3o os Pulp ou os Oasis, ou uns rapazotes chamados Babylon Zoo, os ingleses t\u00eam andado distra\u00eddos, n\u00e3o reparando que desde h\u00e1 anos a melhor e mais inteligente pop tem nascido de uma banda que decidiram ostracizar desde que em \u201cSkylarking\u201d optaram por lan\u00e7ar a sua m\u00fasica, como diria Julian Cope, \u201cto-the-moooooon!\u201d. A cr\u00edtica foi un\u00e2nime, os XTC eram bons quando eram crus. Para sermos precisos e preconceituosos, at\u00e9 \u201cBlack Sea\u201d, \u00e1lbum onde disseram adeus \u00e0 melodia directa e \u00e0 unidireccionalidade do \u201cpunk\u201d e da \u201cnew wave\u201d. Certo, j\u00e1 nessa altura os XTC pregavam outras mensagens e outros coloridos. Os primeiros \u2018singles\u2019, \u201cScience friction\u201d, \u201cStatue of liberty\u201d e \u201cThis is pop\u201d, reclamam ainda est\u00e9ticas id\u00eanticas, respectivamente, \u00e0s dos Devo, Elvis Costello e Talking Heads (com quem foram frequentemente comparados). A partir da\u00ed, por\u00e9m, seguiriam um caminho s\u00f3 deles, levando embora no bornal os ensinamentos dos Beatles \u2013 e dos Kinks \u2013 na prossecu\u00e7\u00e3o de uma \u201cenglishness\u201d genu\u00edna.<br \/>\n\tO estigma do pretensiosismo colou-se-lhes \u00e0 pele a partir dessa altura, na \u201cfuga\u201d que empreenderam em direc\u00e7\u00e3o a um psicadelismo que devia menos ao LSD do que a Alice no Pa\u00eds das Maravilhas, em \u00e1lbuns como \u201cEnglish Settlement\u201d e \u201cMummer\u201d (que a \u201cQ\u201d, por exemplo, considera \u201cirritante\u201d e \u201csem verdadeiras can\u00e7\u00f5es\u201d), subvalorizados pela hist\u00f3ria, que os p\u00f4s no caixote do lixo das bugigangas perigosamente pr\u00f3ximas do \u201cprogressivo\u201d. Por acaso ser\u00e3o talvez os dois melhores \u00e1lbuns de sempre do grupo e que assinalariam o ponto de n\u00e3o retorno de uma m\u00fasica que de \u201cSkylarking\u201d at\u00e9 \u201cNonsuch\u201d, passando pelo duplo \u201cOranges &#038; lemons\u201d, se rodearia de um manto de impenetrabilidade cada vez maior. Qualquer destes \u00e1lbuns n\u00e3o se compadece com a voracidade do momento, necessitando de outro tipo de atitude at\u00e9 se tornar leg\u00edvel a sua organicidade e a riqueza das suas entranhas. \u00c0 m\u00edngua de tempo e com o brilho ofuscante de novos est\u00edmulos, colou-se nos XTC o r\u00f3tulo de \u201cbanda de \u2018singles\u2019\u201d, como quem diz que deveriam ter deixado de gravar \u00e1lbuns. Nada mais do que preconceitos. Se \u00e9 verdade que os seus 45 rota\u00e7\u00f5es (semeados, na totalidade, ao longo dos \u00e1lbuns) sempre foram pr\u00f3digos em refrescar o mercado com pequenas pe\u00e7as pop de um barroquismo e refinamento que de disco para disco se acentuavam, tal deveria apenas servir de indicador de que \u201co melhor\u201d do grupo sempre esteve guardado nos longas-dura\u00e7\u00f5es.<br \/>\n\tAconteceu que a pregui\u00e7a ter\u00e1 impedido muita gente de penetrar al\u00e9m da porta de entrada. \u201cFossil Fuel\u201d, embalado numa caixa com o molde, em alto-relevo, de uma amonite, n\u00e3o deixa, por todas estas raz\u00f5es, de ser o documento ideal para quem passou ao lado da discografia de \u00e1lbuns do grupo, na mesma medida em que apresenta uma colec\u00e7\u00e3o com um n\u00famero impressionante de algumas das melhores e, porque n\u00e3o diz\u00ea-lo, exc\u00eantricas can\u00e7\u00f5es alguma vez nascidas do outro lado da Mancha.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/4UnmivrktR8\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 25 de Setembro de 1996 reedi\u00e7\u00f5es poprock Isto \u00e9 pop! 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