{"id":4952,"date":"2016-08-17T14:24:35","date_gmt":"2016-08-17T21:24:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=4952"},"modified":"2016-08-17T14:24:35","modified_gmt":"2016-08-17T21:24:35","slug":"the-byrds-mr-tambourine-man-turn-turn-turn-fifth-dimension-younger-than-yesterday","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/08\/17\/the-byrds-mr-tambourine-man-turn-turn-turn-fifth-dimension-younger-than-yesterday\/","title":{"rendered":"The Byrds &#8211; &#8220;Mr. Tambourine Man&#8221; + &#8220;Turn! Turn! Turn!&#8221; + &#8220;Fifth Dimension&#8221; + &#8220;Younger Than Yesterday&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock<\/p>\n<p>22 de Maio de 1996<br \/>\nreedi\u00e7\u00f5es poprock<\/p>\n<p><strong>Mais jovens do que ontem<\/p>\n<p>THE BYRDS<br \/>\nMr. Tambourine Man (9)<br \/>\nTurn! Turn! Turn! (7)<br \/>\nFifth Dimension (9)<br \/>\nYounger Than Yesterday (10)<br \/>\nColumbia, distri. Sony Music<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4953\" rel=\"attachment wp-att-4953\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/byrds-300x300.jpg\" alt=\"byrds\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4953\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/byrds-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/byrds-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/byrds-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/08\/byrds.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Hitchcock fez deles os maus da fita. Mas para um n\u00famero consider\u00e1vel de novas bandas pop, os Byrds funcionam como uma das refer\u00eancias principais, na arte de conjugar a liberdade das guitarras com a sedu\u00e7\u00e3o de uma melodia sa\u00edda directamente do para\u00edso. O presente pacote de reedi\u00e7\u00f5es, em separado, dos quatro primeiros \u00e1lbuns da banda, sucede \u00e0 anterior caixa produzida por Bob Irwin, que aqui se responsabilizou pelo trabalho de remasteriza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m da not\u00e1vel melhoria sonora, h\u00e1 a destacar ainda a inclus\u00e3o de seis \u201cbonus tracks\u201d, extra\u00eddos na maioria das sess\u00f5es de \u201cMr. Tambourine Man\u201d, por \u00e1lbum, e a reprodu\u00e7\u00e3o do \u201cdesign\u201d das capas originais, acompanhado de textos de introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 hist\u00f3ria do grupo e de coment\u00e1rios individuais para cada faixa.<br \/>\n\t\u201cMr. Tambourine Man\u201d, de 1965, \u00e9, ainda hoje, um \u00e1lbum seminal, fruto da inspira\u00e7\u00e3o de quatro individualidades cuja alquimia resultou no casamento perfeito entre a tradi\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes \u201ccountry\u201d e um rock urbano simultaneamente enamorado pela melodia e pela electricidade. Dylan e Pete Seeger s\u00e3o os mestres revisitados e devolvidos de forma luminosa pela guitarra encantat\u00f3ria de Roger McGuinn e as vocaliza\u00e7\u00f5es em \u00f3rbita de David Crosby, servindo de engodo para as capacidades de composi\u00e7\u00e3o reveladas por Gene Clark, que nesta estreia do grupo pretendeu \u201capenas\u201d transcender os segredos vocais j\u00e1 ent\u00e3o apresentados ao mundo pelos Beatles.<br \/>\n\tNo \u00e1lbum seguinte, gravado no mesmo ano e editado em 1966, os Byrds prestam tributo aos espirituais, ao \u201cgospel\u201d (o t\u00edtulo do \u00e1lbum e do tema de abertura, subintitulado \u201cTo everything there is a season\u201d, deriva de uma adapta\u00e7\u00e3o de Pete Seeger do \u201cLivro do Eclesiastes\u201d), \u00e0 \u201ccountry music\u201d e, de novo a Dylan, cuja leitura do texto do cl\u00e1ssico \u201cThe times they are a-changin\u2019\u201d \u00e9 aqui inteiramente subvertida. Gene Clark continua a transformar os seus desgostos de amor em grandes can\u00e7\u00f5es, enquanto se tornava num h\u00e1bito o fecho numa veia sat\u00edrica.<br \/>\n\tDepois de se terem despedido no \u00e1lbum de estreia com uma vers\u00e3o da \u201ccountry singer\u201d Vera Lynn, usada no filme de Kubrick, \u201cDr. Strangelove\u201d, os Byrds aceleravam e desviavam em proveito pr\u00f3prio a tonalidade do velho \u201cstandard\u201d de \u201ccowboys\u201d \u201cOh! Susannah\u201d, transformando-a numa deliciosa can\u00e7\u00e3o pop. J\u00e1 agora, n\u00e3o, n\u00e3o s\u00e3o os R.E.M. que tocam em \u201cIf you\u2019re gone\u201d. Mas a liga\u00e7\u00e3o, talvez excessiva, a um certo classicismo, expresso na inteira ades\u00e3o a modelos est\u00e9ticos e ideol\u00f3gicos declaradamente norte-americanos como que normalizam \u201cTurn! Turn! Turn!\u201d, afastando-o da maior liberdade de movimentos e criatividade evidente nos outros \u00e1lbuns.<br \/>\n\t\u201cFifth Dimension\u201d, tamb\u00e9m de 1966, d\u00e1 um passo gigantesco. Os Byrds descobriam e, at\u00e9, antecipavam o psicadelismo. As guitarras soltam-se em estruturas cada vez menos lineares, as vozes viajam e redescobrem-se nessa maior profundidade de campo, com as despesas de composi\u00e7\u00e3o a serem asseguradas maioritariamente por McGuinn e David Crosby, com arranjos orquestrais a cargo do mago da excentricidade, Van Dyke Parks, mas arrumados com m\u00e9todo. O t\u00edtulo-tema e \u201cMr. Spaceman\u201d ilustram o gosto do primeiro pela fic\u00e7\u00e3o-cient\u00edfica, enquanto a realidade dura e crua se confunde com o pesadelo em \u201cI come and stand at every door\u201d, hist\u00f3ria da deambula\u00e7\u00e3o fantasmag\u00f3rica de uma crian\u00e7a morta em Hiroxima. O onirismo atinge o auge em \u201cEight miles high\u201d (vale a pena escutar a vers\u00e3o alternativa inclu\u00edda na sequ\u00eancia de b\u00f3nus), uma das mais inspiradas \u201cdrug songs\u201d de todos os tempos, ainda que os seus autores a justifiquem com uma falsa inoc\u00eancia, dizendo tratar-se simplesmente de um voo rotineiro de avi\u00e3o\u2026 N\u00e3o que os avi\u00f5es n\u00e3o estejam presentes na quinta dimens\u00e3o dos Byrds. O tema final, \u201c2-4-2 fox trot\u201d, voa ao som dos reactores de um jacto, numa curiosa antecipa\u00e7\u00e3o de um certo \u201cindustrialismo\u201d alucinat\u00f3rio, enquanto \u201cHey Joe (where you gonna go)\u201d fala sem truques na manga da mentalidade \u201chippie\u201d, que, mais ou menos na mesma altura, Frank Zappa arrasava pela s\u00e1tira na recria\u00e7\u00e3o deste mesmo tema inclu\u00eddo no genial \u201cWe\u2019re only in it for the Money\u201d.<br \/>\n\tSe \u201cFifth Dimension\u201d \u00e9 a porta de acesso ao jardim, o \u00e1lbum seguinte, \u201cYounger than Yesterday\u201d, editado em 1967, d\u00e1 a conhecer cada canteiro dos \u201cMind gardens\u201d descritos na quase \u201craga\u201d vocal com este nome assinada por David Crosby. As tens\u00f5es entre os v\u00e1rios m\u00fasicos, que ent\u00e3o amea\u00e7avam a estabilidade do grupo, originaram um conjunto inigual\u00e1vel d can\u00e7\u00f5es, no meio das quais n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel detectar uma \u00fanica nota ou verso \u201cpara encher\u201d. Do balan\u00e7o corrosivo adornado por um naipe de sopros de \u201cSo you want to be a rock\u2019n\u2019roll star\u201d at\u00e9 \u00e0s \u201ctrips\u201d de LSD do caleidosc\u00f3pico \u201cRenaissance fair\u201d e \u201cThoughts and words\u201d, passando pela intrus\u00e3o de vozes alien\u00edgenas em \u201cC. T. A. \u2013 102\u201d (a prop\u00f3sito do qual propomos, \u00e0 laia de divers\u00e3o, um jogo de adivinhas com solu\u00e7\u00e3o em \u201cWolf City\u201d, dos Amon D\u00fc\u00fcl II\u2026), \u201cYounger than Yesterday\u201d ergue-se como um rival de obras como \u201cSgt. Pepper\u2019s\u201d, dos Beatles ou \u201cPet Sounds\u201d, dos Beach Boys, enquanto testemunho global e vision\u00e1rio \u2013 embora atrav\u00e9s de um discurso que n\u00e3o poderia ser mais personalizado \u2013 das vibra\u00e7\u00f5es, sonhos e inquietudes de toda uma gera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/uDL_2We1dSI\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 22 de Maio de 1996 reedi\u00e7\u00f5es poprock Mais jovens do que ontem THE BYRDS Mr. Tambourine Man (9) Turn! Turn! Turn! (7) Fifth Dimension (9) Younger Than Yesterday (10) Columbia, distri. Sony Music Hitchcock fez deles os maus da fita. Mas para um n\u00famero consider\u00e1vel de novas bandas pop, os Byrds funcionam como [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[1269,28,379,44,16,10,146],"tags":[1290,900,1289],"class_list":["post-4952","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-criticas-1996","category-folk","category-folk-rock","category-pop","category-progressivo","category-rock","category-rock-psicadelico","tag-byrds","tag-byrds-the","tag-the-byrds"],"views":1649,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4952","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4952"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4952\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4954,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4952\/revisions\/4954"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4952"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4952"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4952"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}