{"id":4912,"date":"2016-07-21T08:01:02","date_gmt":"2016-07-21T15:01:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=4912"},"modified":"2016-07-21T08:01:02","modified_gmt":"2016-07-21T15:01:02","slug":"concertos-dead-can-dance-dead-can-dance-assombram-madrid-espanta-espiritos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/07\/21\/concertos-dead-can-dance-dead-can-dance-assombram-madrid-espanta-espiritos\/","title":{"rendered":"Concertos &#8211; Dead Can Dance &#8211; Dead Can Dance Assombram Madrid &#8211; &#8220;Espanta Esp\u00edritos&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock<\/p>\n<p>26 de Junho de 1996<\/p>\n<p><strong>Dead Can Dance assombram Madrid<\/p>\n<p>ESPANTA ESP\u00cdRITOS<\/p>\n<p>Madrid assistiu no S\u00e1bado passado ao ritual g\u00f3tico dos Dead Can Dance perante uma assist\u00eancia alucinada que se vestiu a preceito de \u201czombies\u201d e vampiros para os receber. Tambores, muitos tambores, envolveram a voz sobrenatural de uma princesa dos livros e os espectros dan\u00e7aram em liberdade em noite de \u201cHaloween\u201d.<\/p>\n<p><\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4913\" rel=\"attachment wp-att-4913\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dcd-300x225.jpg\" alt=\"dcd\" width=\"300\" height=\"225\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4913\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dcd-300x225.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dcd-100x75.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/dcd.jpg 480w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>A tarde fora triste para \u201cnuestros hermanos\u201d. Trag\u00e9dia nacional, com a selec\u00e7\u00e3o espanhola a sucumbir aos p\u00e9s dos algozes ingleses. S\u00f3 faltavam os Dead Can Dance para o s\u00e1bado ser \u201csabbath\u201d negro em Madrid. Dia de finados. Noite boa para a banda de Lisa Gerrard e Brendan Perry encher de sons l\u00fagubres e gemidos g\u00f3ticos o Teatro Monumental da capital espanhola. E, j\u00e1 agora, de pessoas, uma vez que a sala estava \u00e0 cunha.<br \/>\n\tAmbiente a condizer. O negro imperava nas vestes de uma falange jovem da assist\u00eancia. Elas com \u201clook\u201d vampirela, rendas e luto, cabelos eri\u00e7ados, maquilhagem fosforescente, bruxinhas sensuais a afiar a pose e as garras. Algumas pintadas de branco marm\u00f3reo para melhor se parecerem com cad\u00e1veres. Eles ao melhor estilo Robert Smith ou, na vers\u00e3o \u201chard\u201d, Eduardo M\u00e3os de Tesoura. Quem n\u00e3o soubesse, julgaria tratar-se da en\u00e9sima sess\u00e3o de \u201cRocky Horror Show\u201d. Mas n\u00e3o, eram os Dead Can Dance, na sua actual personifica\u00e7\u00e3o de fantasmas do mundo, tamb\u00e9m eles vampiros de sons e tradi\u00e7\u00f5es.<br \/>\n\tPassavam poucos minutos das dez quando a banda subiu ao palco. Oito m\u00fasicos. Todos vestidos sem nada de especial \u00e0 excep\u00e7\u00e3o de Lisa Gerrard que apareceu envolta em vestes de princesa medieval, t\u00fanica de um branco imaculado at\u00e9 aos p\u00e9s, um manto azul-turquesa a cobrir-lhe os ombros, o cabelo louro, comprido, entran\u00e7ado \u00e0 volta da cabe\u00e7a em forma de tiara, emoldurando uma face de palidez sobrenatural arrancada a um romance de Radcliffe. Na sua frente, uma c\u00edtara (salt\u00e9rio), que tocou como uma feiticeira a dar vida a sinos e cristais.<br \/>\n\tEsperava-se que os Dead Can Dance fizessem rodar as can\u00e7\u00f5es do seu novo e magn\u00edfico \u00e1lbum, \u201cSpiritchaser\u201d, onde p\u00f5em em destaque a faceta mais ritual da sua m\u00fasica. Afinal, num alinhamento de 14 temas, fora os \u201cencores\u201d, apenas quatro sa\u00edram desse disco: \u201cNierika\u201d, a abrir, \u201cSong of the dispossessed\u201d, \u201cThe snake and the moon\u201d e \u201cIndus\u201d, no fecho. Talvez porque as subtilezas que caracterizam \u201cSpiritchaser\u201d n\u00e3o se compade\u00e7am por enquanto com as limita\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas de uma actua\u00e7\u00e3o ao vivo.<br \/>\n\tAs percuss\u00f5es dominaram. Batuques, tambores, derboukas, bendirs, \u201crattlesnakes\u201d, pequenas campainhas\u2026 \u201cNierika\u201d e \u201cRakim\u201d ribombaram, causando sobressaltos nos est\u00f4magos, numa invoca\u00e7\u00e3o aos esp\u00edritos da Natureza que deu raz\u00e3o \u00e0s doutrinas animistas professadas pela banda. Ouviram-se cantar as for\u00e7as elementares, rochas, feras e vento, mas tamb\u00e9m a erva, os calhaus, as flores e pequenos bichinhos com muitas patas e antenas.<br \/>\n\t\u201cSong of the dispossessed\u201d mostrou Brendan Perry numa \u201cimita\u00e7\u00e3o\u201d vocal de Sting e \u201cYulunga\u201d soltou da tumba as mem\u00f3rias do canto gregoriano, das trevas e luzes da Idade M\u00e9dia, embora sem os sintomas de peste que infectam as flores bizantinas dos SPK, em \u201cZamia Lehmanni\u201d. O gelo derreteu-se em seguida com o Brasil a torcer-se de samba no balan\u00e7o de \u201cThe snake and the moon\u201d, para na parte final Brendan Perry experimentar as suas aptid\u00f5es como guitarrista.<br \/>\n\tChegados a \u201cTristan\u201d, Lisa deixou ficar nos bastidores o manto de brancura, para se transformar na pr\u00f3pria imagem de uma alma penada, errando por c\u00e2nticos de s\u00faplica e apelos a divindades pag\u00e3s. Trist\u00e3o e Isolda, ela e Brendan em di\u00e1logo de necromantes, sobre a liturgia de um \u00f3rg\u00e3o de filmes de terror. Neste, como em todos os temas que cantou ao longo da noite, Lisa demonstrou a imensa gama de potencialidades e registos de que a sua voz \u00e9 capaz, qual Monserrat Figueras pop, borboleta esvoa\u00e7ando entre as estrelas mas tamb\u00e9m v\u00edtima da sedu\u00e7\u00e3o dos vermes e da putrefac\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\tO \u201cslow\u201d e vocaliza\u00e7\u00e3o \u201c\u00e0 maneira antiga\u201d de sal\u00e3o de baile, de Brendan, em \u201cDolphins\u201d, foram uma parte gaga para esquecer, o mesmo n\u00e3o acontecendo quando Lisa solou pela primeira vez na c\u00edtara, em \u201cGreek rembetiki\u201d, de resson\u00e2ncias bizantinas. Mais guitarradas, em \u201cAmerican dreams\u201d, antecederam o final, de novo em directo da campa, com seres sa\u00eddos das profundezas a porem um sol negro pendurado sobre \u201cIndus\u201d.<br \/>\n\tPara tr\u00e1s tinham ficado quase duas horas de transe e nem uma \u00fanica palavra dirigida a um p\u00fablico que n\u00e3o poderia ser mais fan\u00e1tico nem vibrante. S\u00f3 j\u00e1 perto do final \u00e9 que Lisa e Brendan se libertaram da tens\u00e3o, consentindo em sorrisos que tra\u00edram o esp\u00edrito de celebra\u00e7\u00e3o \u201czombie\u201d da noite. George Romero n\u00e3o teria encenado melhor esta prociss\u00e3o de figuras e sons em tr\u00e2nsito entre este mundo e o outro. Se \u00e9 verdade, como j\u00e1 dissemos, que o vel\u00f3rio g\u00f3tico se sobrep\u00f4s aos rituais \u201cetno\u201d de \u201cSpiritchaser\u201d, n\u00e3o o \u00e9 menos que os Dead Can Dance souberam teatralizar na perfei\u00e7\u00e3o o seu \u201cgrand guignol\u201d de fantasmas diplomados nos v\u00e1rios folclores do globo.<br \/>\n\tTr\u00eas encores, exigidos e recebidos pelo p\u00fablico madrileno com \u201col\u00e9s\u201d, fizeram esquecer em definitivo a desfeita que lhe fora feita de tarde, aos pontap\u00e9s na bola, pelos bifes. Um \u201cbolero\u201d de mortos-vivos, uma batucada infernal no instrumental \u201cTanamakoa\u201d e \u201cDreams made flesh\u201d, com Lisa e Brendan fazendo par na c\u00edtara e nas vozes, puseram ponto final no \u201crond\u00f3\u201d. Os sonhos fizeram-se carne e espantaram os esp\u00edritos. Dead Can Dance. Os mortos podem dan\u00e7ar.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FbpvQHlhvWg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 26 de Junho de 1996 Dead Can Dance assombram Madrid ESPANTA ESP\u00cdRITOS Madrid assistiu no S\u00e1bado passado ao ritual g\u00f3tico dos Dead Can Dance perante uma assist\u00eancia alucinada que se vestiu a preceito de \u201czombies\u201d e vampiros para os receber. 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