{"id":4882,"date":"2016-07-12T08:34:26","date_gmt":"2016-07-12T15:34:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=4882"},"modified":"2016-07-12T08:35:39","modified_gmt":"2016-07-12T15:35:39","slug":"canto-chao-ventos-do-sul-grupo-coral-e-etnografico-os-camponeses-de-pias-o-cante-na-margem-esquerda-grupo-coral-e-etnografico-as-camponesas-de-castro-verde-vozes-das-terras-brancas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/07\/12\/canto-chao-ventos-do-sul-grupo-coral-e-etnografico-os-camponeses-de-pias-o-cante-na-margem-esquerda-grupo-coral-e-etnografico-as-camponesas-de-castro-verde-vozes-das-terras-brancas\/","title":{"rendered":"Canto Ch\u00e3o &#8211; &#8220;Ventos Do Sul&#8221; + Grupo Coral E Etnogr\u00e1fico Os Camponeses De Pias &#8211; &#8220;O Cante Na Margem Esquerda&#8221; + Grupo Coral E Etnogr\u00e1fico As Camponesas De Castro Verde &#8211; &#8220;Vozes Das Terras Brancas&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>3 de Julho de 1996<br \/>\nworld<\/p>\n<p><strong>Entre o c\u00e9u e o ch\u00e3o<\/p>\n<p>CANTO CH\u00c3O<br \/>\nVentos do Sul (4)<\/strong><br \/>\nCD Top<br \/>\n<strong>GRUPO CORAL E ETNOGR\u00c1FICO OS CAMPONESES DE PIAS<br \/>\nO Cante na Margem Esquerda (8)<\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4883\" rel=\"attachment wp-att-4883\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/pias-300x298.jpg\" alt=\"\" width=\"300\" height=\"298\" class=\"size-medium wp-image-4883\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/pias-300x298.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/pias-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/pias-768x764.jpg 768w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/pias-624x621.jpg 624w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/pias-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/pias.jpg 772w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>GRUPO CORAL E ETNOGR\u00c1FICO AS CAMPONESAS DE CASTRO VERDE<br \/>\nVozes das Terras Brancas (8)<\/strong><br \/>\nEmi-Terra, distri. EMI-VC<\/p>\n<p>Dois Alentejos. Duas maneiras diferentes de cantar o sol, a plan\u00edcie, a \u00e1gua das estrelas e a ansiedade da espera. Os dois grupos etnogr\u00e1ficos em boa hora recuperados pela Emi-Terra simbolizam o Alentejo profundo e o cante na sua express\u00e3o mais pura e genu\u00edna.<br \/>\n\tOs Canto Ch\u00e3o oferecem a m\u00fasica de fus\u00e3o, com a particularidade de serem, tanto quanto sabemos, o primeiro projecto deste tipo a tomar como base a m\u00fasica do Alentejo. De Pias e Castro Verde soergue-se o orgulho de um povo em permanente trabalho de parto com a natureza e em luta contra o centralismo cego e ignorante da uma pandilha governante, para quem o principal dos protocolos \u00e9 lamber a m\u00e3o aos donos da Europa. As mulheres de Pias venceram esse preconceito e essa ignor\u00e2ncia. Durante anos, o regime fascista, atrav\u00e9s do seu porta-voz e ministro da Propaganda, Ant\u00f3nio Ferro, quis fazer acreditar que o cante comunit\u00e1rio era vedado \u00e0s mulheres. N\u00e3o cantariam nas tabernas, sem d\u00favida lugar de cativeiro ou de abrigo do masculino tinto de pulm\u00f5es e de pujan\u00e7a. Nem nos malfadados ranchos com que se quis domesticar o genu\u00edno folclore do pa\u00eds, crime esse perpetrado do norte ao sul do territ\u00f3rio.<br \/>\n\tMas a verdade \u2013 de resto j\u00e1 defendida por Giacometti \u2013 \u00e9 que o canto e a voz da terra e dos rituais que ligam a gente a essa mesma terra sempre passaram no Alentejo pelo feminino. Nos baptizados, nos casamentos, nos bailes, nas festas, nos trabalhos do campo, onde quer que a m\u00fasica brotasse das gargantas e das almas a celebrar a vida, as mulheres cantavam ao lado dos homens.<br \/>\n\tO presente registo, efectuado h\u00e1 dois anos no Cine-Teatro de Castro Verde, com direc\u00e7\u00e3o art\u00edstica de Jos\u00e9 Francisco Cola\u00e7o Guerreiro e produ\u00e7\u00e3o de Vitorino Salom\u00e9, \u00e9 hist\u00f3rico, na medida em que \u00e9 o primeiro a ficar gravado em disco. O Grupo de Castro verde mant\u00e9m vivas as modas e o cante alentejanos. Com a mesma for\u00e7a e legitimidade dos homens. Numa outra rela\u00e7\u00e3o, mais vibr\u00e1til, com os sons que atravessam e crucificam as terras brancas de uma alma com a extens\u00e3o da plan\u00edcie.<br \/>\n\tOs homens de Pias n\u00e3o lhes ficam atr\u00e1s. Gravado em 1993 no sal\u00e3o da igreja paroquial da vila, \u201cO Cante na Margem Esquerda\u201d, igualmente com produ\u00e7\u00e3o de Vitorino, \u00e9 o manifesto vivo deste agrupamento renascido do antigo Grupo Coral da Casa do Povo de Pias, que se dissolveu em meados dos anos 60, para ressurgir em 1967 j\u00e1 com a nova designa\u00e7\u00e3o, gra\u00e7as ao empenho e trabalho do padre Gaud\u00eancio, p\u00e1roco de Pias, j\u00e1 falecido, e de Bar\u00e3o Espada Cachola, que permaneceu at\u00e9 hoje como director art\u00edstico e ensaiador do grupo.<br \/>\n\tEntre 1971, data de lan\u00e7amento do primeiro \u00e1lbum dos Camponeses de Pias, at\u00e9 1993, mudaram o Alentejo (n\u00e3o muito\u2026) e a atitude dos homens para com o cante. Como antes j\u00e1 outras mudan\u00e7as, radicais, tinham acontecido. Do comunitarismo sem brechas e do canto ao improviso, at\u00e9 \u00e0 entrada em cena da r\u00e1dio, primeiro, e da televis\u00e3o, no final da d\u00e9cada de 50, a jornada foi longa. A pequena caixa demon\u00edaca trouxe da estranja as m\u00fasicas de rapazes ingleses de cabelos compridos e guitarras el\u00e9ctricas para dentro das tabernas e dos sal\u00f5es de bailes. Os novos afastaram-se e duvidaram. O cante emigrou para perto da capital, onde sobreviveu a cantar com o a\u00e7o cravado nas entranhas. O Grupo Coral e Etnogr\u00e1fico Os Camponeses de Pias souberam resguardar a alegria e a verdade da sua m\u00fasica contra as investidas da \u201cmodernidade\u201d. Uma modernidade que afinal recebeu de bra\u00e7os abertos a voz antiga, a voz que este grupo soube manter acesa e actuante.<br \/>\n\tDepois de se escutar estes dois grupos, a audi\u00e7\u00e3o dos Canto Ch\u00e3o arrefece os \u00e2nimos. Atr\u00e1s deles vem a \u00f3bvia invas\u00e3o da m\u00fasica \u00e1rabe, com todos os lugares-comuns que a ela se associam. O tema de abertura \u00e9 pimba, sem d\u00favida para causar impacte nas feiras de cassete. Do resto, aproveita-se pouca coisa. A influ\u00eancia de Vitorino e Janita Salom\u00e9 (\u201cExtravagante\u201d) nas vocaliza\u00e7\u00f5es de Arlindo Costa \u00e9 not\u00f3ria e a heresia de um teclado a imitar uma gaita-de-foles, em \u201cSenhora Maria\u201d, n\u00e3o afasta a sensa\u00e7\u00e3o geral de facilidade (at\u00e9 porque os Canto Ch\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o propriamente os Gaiteiros de Lisboa\u2026) e, por vezes, de um certo maus gosto, na forma como o grupo (n\u00e3o) resolveu o problema dos arranjos. H\u00e1 um cheirinho a Roman\u00e7as, a Azucar Moreno e a Shegundo Galarza neste \u201cetno easy listening\u201d de trazer por casa. Escutam-se com mais respeito \u201cExtravagante\u201d e \u201cRouxinol repenica o cante\u201d, temas onde a fus\u00e3o n\u00e3o retira dignidade \u00e0s verdadeiras m\u00fasicas do Sul. Algo, por\u00e9m, que os irm\u00e3os Salom\u00e9 j\u00e1 tinham feito antes e infinitamente melhor.<br \/>\n\t\u201cVentos do Sul\u201d possui algumas ideias curiosas mas n\u00e3o resiste ao desequil\u00edbrio de querer conciliar a \u00e2nsia de agradar a todo o custo com o desejo de uma pesquisa em maior profundidade.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/EPDqPy4XwmE\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 3 de Julho de 1996 world Entre o c\u00e9u e o ch\u00e3o CANTO CH\u00c3O Ventos do Sul (4) CD Top GRUPO CORAL E ETNOGR\u00c1FICO OS CAMPONESES DE PIAS O Cante na Margem Esquerda (8) GRUPO CORAL E ETNOGR\u00c1FICO AS CAMPONESAS DE CASTRO VERDE Vozes das Terras Brancas (8) Emi-Terra, distri. EMI-VC Dois Alentejos. 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