{"id":4819,"date":"2016-06-25T08:54:31","date_gmt":"2016-06-25T15:54:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=4819"},"modified":"2016-06-25T08:54:31","modified_gmt":"2016-06-25T15:54:31","slug":"artigo-de-opiniao-isabel-silvestre-cantar-e-trabalhar-do-peito","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/06\/25\/artigo-de-opiniao-isabel-silvestre-cantar-e-trabalhar-do-peito\/","title":{"rendered":"Artigo de Opini\u00e3o &#8211; Isabel Silvestre &#8211; &#8220;Cantar \u00c9 Trabalhar Do Peito&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>POP ROCK<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>23 de Outubro de 1996<\/p>\n<p><strong>Isabel Silvestre recria hino nacional na sua estreia a solo<\/p>\n<p>\u201cCantar \u00e9 trabalhar do peito\u201d<\/p>\n<p>Isabel Silvestre \u00e9 \u201cA Portuguesa\u201d, t\u00edtulo do seu primeiro \u00e1lbum sem a companhia das vozes de Manhouce. A\u00ed o hino da Rep\u00fablica transforma-se em tradi\u00e7\u00e3o mais antiga e mon\u00e1rquica em que \u201cas armas s\u00e3o outras\u201d. A\u00ed as can\u00e7\u00f5es de Rui Veloso, Varia\u00e7\u00f5es, Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco e Jos\u00e9 Afonso, entre outros, ganham a eleva\u00e7\u00e3o e a pureza de uma serra junto ao c\u00e9u.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4820\" rel=\"attachment wp-att-4820\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/is.jpg\" alt=\"is\" width=\"259\" height=\"194\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4820\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/is.jpg 259w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/is-100x75.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 259px) 100vw, 259px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4822\" rel=\"attachment wp-att-4822\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/isp.jpg\" alt=\"isp\" width=\"225\" height=\"225\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4822\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/isp.jpg 225w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/isp-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/isp-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\u201c\u00c9 um projecto j\u00e1 muito antigo, desde que grav\u00e1mos o primeiro disco\u201d, come\u00e7a por dizer a Isabel Silvestre a prop\u00f3sito de \u201cA Portuguesa\u201d. \u201cSimplesmente, na altura achei que n\u00e3o devia fazer isso, na medida em que o grupo estava a come\u00e7ar.\u201d Havia que encontrar espa\u00e7o fora do Grupo de Cantares de Manhouce, sem descurar certos cuidados. \u201cA responsabilidade \u00e9 uma coisa complicada. Sinto-me respons\u00e1vel pelo grupo da mesma maneira, s\u00f3 que, ao mesmo tempo, tamb\u00e9m mais liberta, tendo a certeza de que o grupo \u00e9 capaz de n\u00e3o parar. J\u00e1 anda com os seus pr\u00f3prios p\u00e9s, mesmo sem mim.\u201d<br \/>\nO processo que levou \u00e0 grava\u00e7\u00e3o foi gradual, de matura\u00e7\u00e3o lenta. \u201cO M\u00e1rio Martins foi o primeiro que me abordou, ainda a meio do primeiro disco do grupo. Depois, por uma raz\u00e3o ou por outra, as coisas foram-se arrastando at\u00e9 que por fim acab\u00e1mos por escolher as can\u00e7\u00f5es, eu, o Jo\u00e3o Gil, o dr. Jo\u00e3o Teixeira, o David Ferreira. Foi de todos esses encontros que o disco nasceu.\u201d As diferen\u00e7as entre cantar com o grupo de m\u00fasica tradicional e cantar a solo can\u00e7\u00f5es de outros, explica-as Isabel Silvestre como opera\u00e7\u00f5es da sensibilidade. \u201cNa popular, transmito a maneira de ser e de estar do povo. Neste disco, atrav\u00e9s do que canto traduzo aquilo que ela \u00e9 capaz de me sensibilizar e dizer.\u201d Exemplifica: \u201cAs m\u00fasicas do Zeca Afonso identificam-se um pouco comigo, com a minha maneira de ser. Mas gosto de todos os outros, do Rui Veloso, que tem uma outra maneira de estar e de dizer. O tema que eu canto dele tem a ver, n\u00e3o s\u00f3 comigo pr\u00f3pria, como com o meio em que vivo. O Ant\u00f3nio Varia\u00e7\u00f5es, acho-o uma maravilha, tinha letras e m\u00fasicas lind\u00edssimas. Era uma mensagem constante de carinho e de ternura, na cantiga onde ele fala com a m\u00e3e [\u201cDeolinda de Jesus\u201d]. Penso que encontramos l\u00e1 a nossa pr\u00f3pria m\u00e3e. J\u00e1 tinha cantado outra can\u00e7\u00e3o dele, \u2018Estou al\u00e9m\u2019.\u201d<br \/>\nEm est\u00fadio, \u201cfoi voz por um lado e instrumentos por outro\u201d. \u201cNa brincadeira, quando se fez a \u2018Pron\u00fancia do Norte\u2019, dizia ao Rui [Reininho] que estou habituada a cantar e a m\u00fasica a vir atr\u00e1s de mim. Na m\u00fasica tradicional tem sido assim. O acompanhamento \u00e9 muito simples, eu canto e os instrumentos acompanham-me. Tem sido assim desde menina. Ao passo que aqui \u00e9 um pouco diferente. Gravou-se primeiro os instrumentos e depois a voz, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o de \u2018A Portuguesa\u2019, que foi ao vivo.\u201d<br \/>\nIsabel Silvestre conta como surgiu a ideia de cantar o hino nacional. \u201cNas nossas andan\u00e7as tem havido espect\u00e1culos que s\u00e3o p\u00e1ginas da nossa vida. Uma delas foi em Espanha, no dia 10 de Junho. Pediram-nos para cantar, a abrir, \u2018A Portuguesa\u2019, coisa que o grupo nunca tinha feito. No meu tempo de aluna, ainda pequenita, antes de come\u00e7armos o primeiro dia de aulas, a primeira coisa que se fazia era cantar o hino. Em Espanha, fic\u00e1mos um bocado aflitas. Mas cant\u00e1mos e tudo correu bem. At\u00e9 aquela parte, \u2018\u00e0s armas, \u00e0s armas\u2019. A\u00ed as armas foram outras, o sentimento bateu \u00e0 porta de cada uma e, em vez de uma for\u00e7a exterior, essa for\u00e7a interiorizou-se, foi um bocado complicado\u2026\u201d<br \/>\nCantar a tradi\u00e7\u00e3o \u00e9, para Isabel Silvestre, tarefa sagrada, como cuidar de um filho ou pegar numa rel\u00edquia. \u201cAlgu\u00e9m dizia que cantar \u00e9 trabalhar do peito. Depois da letra, depois da m\u00fasica, h\u00e1 que dar sentimento a essas duas vertentes. J\u00e1 andamos nisto h\u00e1 20 anos. J\u00e1 por uma vez ou outra quisemos, ou quiseram as pessoas que estavam encarregadas da parte musical e instrumental, dar uma volta \u00e0s cantigas, no \u2018Vozes da Terra\u2019 e n\u00e3o s\u00f3. Eu opus-me terminantemente, porque, se estamos na m\u00fasica tradicional, temos que d\u00e1-la com a sua autenticidade e verdade. Se estamos a cantaras cantigas de Manhouce, temos que ir \u00e0s ra\u00edzes e n\u00e3o sair delas, sen\u00e3o n\u00e3o estamos a fazer nada, estamos a desfazer. Para isso era melhor deixar estar tudo quietinho, n\u00e3o levantar o p\u00f3, ter cuidado de n\u00e3o riscar.\u201d<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/02d6q2_PSkA\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POP ROCK 23 de Outubro de 1996 Isabel Silvestre recria hino nacional na sua estreia a solo \u201cCantar \u00e9 trabalhar do peito\u201d Isabel Silvestre \u00e9 \u201cA Portuguesa\u201d, t\u00edtulo do seu primeiro \u00e1lbum sem a companhia das vozes de Manhouce. 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