{"id":4805,"date":"2016-06-20T03:47:52","date_gmt":"2016-06-20T10:47:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=4805"},"modified":"2016-06-20T03:47:52","modified_gmt":"2016-06-20T10:47:52","slug":"artigo-de-opiniao-especial-balanco-95-da-musica-portuguesa-herois-do-mar-frei-fado-del-rey-dancas-ocultas-polo-norte","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/06\/20\/artigo-de-opiniao-especial-balanco-95-da-musica-portuguesa-herois-do-mar-frei-fado-del-rey-dancas-ocultas-polo-norte\/","title":{"rendered":"Artigo de Opini\u00e3o &#8211; Especial: Balan\u00e7o 95 da M\u00fasica Portuguesa &#8211; &#8220;Her\u00f3is Do Mar! &#8211; Frei Fado d\u2019el Rey, Dan\u00e7as Ocultas, P\u00f3lo Norte"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>3 de Janeiro de 1996<br \/>\nEspecial Balan\u00e7o 95 da M\u00fasica Portuguesa<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>HER\u00d3IS DO MAR<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4806\" rel=\"attachment wp-att-4806\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ff-300x204.jpg\" alt=\"ff\" width=\"300\" height=\"204\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4806\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ff.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/ff-100x68.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><em>Frei Fado d\u2019el Rey, Dan\u00e7as Ocultas, P\u00f3lo Norte<\/em>. O que t\u00eam em comum estes tr\u00eas grupos, al\u00e9m de serem portugueses, ostentarem designa\u00e7\u00f5es, no m\u00ednimo, curiosas e terem lan\u00e7ado \u00e1lbuns no ano passado? O facto de, mais do que seguirem a inspira\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria, seguirem um modelo alheio. Na m\u00fasica, mas tamb\u00e9m na pose e nas vestimentas. Os Madredeus, no caso dos Frei Fado e das Dan\u00e7as. O eixo Resist\u00eancia-Delfins-S\u00e9tima Legi\u00e3o, no caso dos P\u00f3lo Norte. O ano de 1995 foi pois o ano dos filhos menores.<br \/>\nO caso n\u00e3o mereceria reparo de maior, n\u00e3o fora estar em jogo a releitura de uma s\u00e9rie de valores tidos como \u201cnacionais\u201d que qualquer das bandas mencionadas gosta de apregoar. Ele \u00e9 a nossa Hist\u00f3ria (sobretudo o cap\u00edtulo dos Descobrimentos), ele \u00e9 o fado e a saudade (de prefer\u00eancia pelo lado mais esot\u00e9rico e liter\u00e1rio), ele \u00e9 a sina de termos nascido portugueses, ele \u00e9 o mar e, se n\u00e3o puder ser, o Tejo, aqui mais \u00e0 m\u00e3o. Infelizmente nenhuma destas bandas segue o exemplo dos seus antepassados e coragem \u00e9 coisa que n\u00e3o se divisa na sua m\u00fasica. Uma coisa \u00e9 ler \u201cOs Lus\u00edadas\u201d. Outra, completamente diferente, \u00e9 ler um resumo da mesma obra no livro de leitura da 4\u00aa classe (perd\u00e3o, 4\u00ba ano de escolaridade). A leitura da vers\u00e3o original, sem cortes, \u00e9, pensamos n\u00f3s, bastante mais exaltante e proveitosa.<br \/>\nEst\u00e1 fora de quest\u00e3o a qualidade da m\u00fasica destes grupos, a qual, na generalidade, se encontra alguns furos acima da m\u00e9dia \u2013 \u00edamos dizer mediania \u2013 nacional. N\u00e3o se critica, de igual forma, a defesa do \u201cportuguesismo\u201d, se bem que o aprofundamento desta vertente nos pudesse levar a algumas perplexidades. Critica-se, isso sim, o comodismo que n\u00e3o pode estar ausente de uma op\u00e7\u00e3o em que, no lugar da investiga\u00e7\u00e3o e do desenvolvimento de caracter\u00edsticas musicais pr\u00f3prias, se prefere deglutir a papinha preparada por outrem. Os Madredeus ou os Resist\u00eancia, para mencionar apenas duas bandas paradigmas de outras tantas formas de se ser portugu\u00eas, ou do ser portugu\u00eas, que se completam (o Portugal-mito do grupo de Pedro Ayres Magalh\u00e3es; o Portugal suburbano, dos desenraizados e do desemprego, do grupo de Pedro Ayres Magalh\u00e3es), dispensaram os intermedi\u00e1rios. Pensaram e agiram pela pr\u00f3pria cabe\u00e7a. Arriscaram e, por isso, petiscaram. Os tais grupos da nova gera\u00e7\u00e3o limitaram-se, pelo contr\u00e1rio, a ir na onda, sabe-se l\u00e1 se instigados pelas respectivas editoras\u2026<br \/>\nDepois, vestem-se de negro, n\u00e3o se riem e tocam sentados em cadeiras, o que, desde que os Joy Division se finaram, se tornou um bocado ma\u00e7ador. Mas \u2013 oh, milagre! \u2013 tanto os Frei Fado como os Dan\u00e7as Ocultas t\u00eam em seu poder alguns trunfos na manga e condi\u00e7\u00f5es para singrar contra ventos e mar\u00e9s. Os Frei Fado \u2013 que em 1995 lan\u00e7aram o seu \u00e1lbum de estreia, \u201cDan\u00e7as no Tempo\u201d \u2013 disp\u00f5em de Carla Lopes, uma voz que n\u00e3o fica atr\u00e1s da de Teresa Salgueiro, e todo o manancial da m\u00fasica antiga por explorar. Os Dan\u00e7as Ocultas t\u00eam uma quantidade de concertinas, o que lhes garante, \u00e0 partida, a possibilidade de um som \u201cdiferente\u201d. Quanto aos P\u00f3lo Norte, depois do \u00e1lbum do ano passado, \u201cExpedi\u00e7\u00e3o\u201d, ainda n\u00e3o ter\u00e3o descoberto o tal trunfo escondido.<br \/>\nPropositadamente, deix\u00e1mos para o fim outra banda que, defendendo embora os mesmos valores do Portugal hist\u00f3rico, bl\u00e1, bl\u00e1, bl\u00e1, o faz de uma forma original, sem c\u00f3pias, nem contas e ditados, a Ala dos Namorados \u2013 com a voz \u201csui generis\u201d de Nuno Guerreiro e as palavras de Jo\u00e3o Monge \u2013 que em \u201cPor Minha Dama\u201d deram a volta ao fado e \u00e0s marchas de Lisboa, ao \u201ccante\u201d alentejano e, em geral, \u00e0s faces sisudas dos que levam tudo demasiado a s\u00e9rio.<br \/>\nEm 1996, ser\u00e1 que ainda ouviremos cantar muitas vezes o \u201cHino nacional\u201d?<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/FzMmkMWt2HU\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 3 de Janeiro de 1996 Especial Balan\u00e7o 95 da M\u00fasica Portuguesa HER\u00d3IS DO MAR Frei Fado d\u2019el Rey, Dan\u00e7as Ocultas, P\u00f3lo Norte. 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