{"id":48,"date":"2009-02-28T10:49:16","date_gmt":"2009-02-28T17:49:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=48"},"modified":"2017-04-24T10:03:04","modified_gmt":"2017-04-24T17:03:04","slug":"48","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/02\/28\/48\/","title":{"rendered":"Groundhogs &#8211; Hogwash (conj.)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>22.01.1999<br \/>\nReedi\u00e7\u00f5es<br \/>\nObrigado, Cristo Pela Bomba<br \/>\nOs \u201cblues\u201d e a paran\u00f3ia, o rock sinf\u00f3nico e a poesia de um bardo celta &#8211; tr\u00eas apontamentos nas margens dos anos 70.<\/p>\n<p>Os Groundhogs nasceram no final dos anos 60, isnpirados pelos \u201cblues\u201d de John Lee Hooker e pela pop dos Beatles e dos Kinks. Mas \u00e9 no in\u00edcio da d\u00e9cada seguinte que o grupo do guitarrista Tony McPhee atinge a maturidade e a popularidade. \u201cThank Christ For the Bomb\u201d, de 1970 (reedi\u00e7\u00e3o remasterizada), terceiro \u00e1lbum da banda, reflecte a nota de estranheza que sempre caracterizou a m\u00fasica do grupo. A tem\u00e1tica antibelicista, perspectivada com uma ironia e uma crueza pouco habituais na \u00e9poca, funciona como suporte de uma m\u00fasica assombrada por melodias aveludadas (John Peel tocou at\u00e9 m\u00c0 exaust\u00e3o o tema \u201cSoldier\u201d, cujas mudan\u00e7as de tom e \u201cnuances\u201d vocais deixam adivinhar a presen\u00e7a fantasmag\u00f3rica de Paul McCartney e Ray Davies&#8230;) e uma leitura dos \u201cblues\u201d pautada pela suavidade. Uma sonoridade estranha, fora do tempo e das regras de um estilo, \u201cos blues\u201d, que tony McPhee condensa no formato guitarra\/baixo\/bateria de forma inigual\u00e1vel.<br \/>\nEsta estranheza acentua-se em \u201cSplit\u201d, de 1971, com reedi\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m remasterizada. \u201cSplit\u201d disseca a paran\u00f3ia e a dissocia\u00e7\u00e3o de personalidade sofridas por McPhee, na consequ\u00eancia de um \u201cflipan\u00e7o\u201d (seis meses de \u201cbad trip\u201d, incluindo a ressaca&#8230;) provocado pela ingest\u00e3o involunt\u00e1ria (?) de LSD. A guitarra explode literalmente, nas quatro sec\u00e7\u00f5es que comp\u00f5em o t\u00edtulo-tema, em solos de uma viol\u00eancia, intensidade e experimenta\u00e7\u00e3o s\u00f3nica que tocam o g\u00e9nio de Jimi Hendrix. O p\u00fablico brit\u00e2nico vibrou com o sofrimento e fez de \u201cSplit\u201d um dos \u00e1lbuns mais vendidos de toda a carreira dos Groundhogs &#8211; chegando ao 5\u00ba lugar do top.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=5842\" rel=\"attachment wp-att-5842\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/gr.jpg\" alt=\"gr\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-full wp-image-5842\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/gr.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/gr-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/02\/gr-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/57014875\/grhoH.rar\" target=_\"blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p>\u201cHogwash\u201d, de 1972, j\u00e1 com Clive Brooks, ex-Egg, no baixo, em substitui\u00e7\u00e3o de Pete Cruickshank (que nunca chegou a recuperar a sanidade mental, tamb\u00e9m ele exagerando na dose de LSD&#8230;), introduz pela primeira vez a electr\u00f3nica na m\u00fasica dos Groundhogs, acentuando ainda mais a dicotomia entre a for\u00e7a e a simplicidade emocional aprendidas com os mestres dos \u201cblues\u201d e um lado mais conceptualista e abstracto que McPhee constr\u00f3i com o \u201cmellotron\u201d e uma pan\u00f3plia de sintetizadores. Entre os \u201cblues\u201d psicad\u00e9licos e uma muta\u00e7\u00e3o aberrante da m\u00fasica c\u00f3smico-progressiva, \u201cHogwash\u201d infecta como uma bact\u00e9ria demon\u00edaca. (BGO, Distri. Megam\u00fasica, 8, 8, e 8)<\/p>\n<p>Curiosamente, em paralelo com estas tr\u00eas reedi\u00e7\u00f5es, foi lan\u00e7ado no ano passado um novo \u00e1lbum dos Groundhogs, \u201cHogs in Wolf\u2019s Clothing\u201d, que assinala o regresso de Tony McPhee \u00e0s origens, com uma colec\u00e7\u00e3o de vers\u00f5es de temas de outro dos seus her\u00f3is, Howlin\u2019 Wolf, \u201cbluesman\u201d do Inferno, do abandono e do desespero absolutos. Uma viagem atrav\u00e9s da noite e da solid\u00e3o, com a guitarra el\u00e9ctrica de McPhee galgando at\u00e9 aos limites da desola\u00e7\u00e3o. (HTD, Distri. Megam\u00fasica, 7)<\/p>\n<p>No extremo oposto do espectro da m\u00fasica dos anos 70, est\u00e3o os Strawbs. \u201cHero and Heroine\u201d e \u201cGhosts\u201d, ambos editados em 1974, regressam remasterizados, como exemplo de uma m\u00fasica que nessa altura j\u00e1 deixara para tr\u00e1s a heran\u00e7a folk dos primeiros \u00e1lbuns e superara o trauma provocado pela sa\u00edda de Rick Wakeman. Nasciam os grandes instrumentais e as profundas tiradas po\u00e9ticas t\u00edpicas do rock sinf\u00f3nico, na sombra dos Genesis e da heran\u00e7a dos Beatles, para onde Dave Cousins, vocalista de inquestion\u00e1vel carisma, empurrara o grupo. Sem atingir o brilho e a originalidade dos anteriores \u201cFrom the Witchwood\u201d e \u201cGrave New World\u201d, os Strawbs aproximavam-se aqui do fim de uma carreira, que se foi esvaindo num rasto de teatralidade e eleg\u00e2ncia. (A&#038;M, import. Lojas Valentim de Carvalho, 6 \/ 6)<\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de Dave Cousins, Robin Williamson \u00e9 um verdadeiro bardo. O cantor e multi-instrumentista dos Incredible String Band, extinta a sua parceria, nesta banda, com Mike Heron, pegou na harpa, viajou para a sua Esc\u00f3cia natal e perdeu-se nas n\u00e9voas da mitologia e m\u00fasica c\u00e9lticas. N\u00e3o \u00e9 bem o caso de \u201cDream Journals 1966-76\u201d, fragmentos instrumentais e pe\u00e7as declamat\u00f3rias (exploradas por Williamson nos Merry Band), que o m\u00fasico recuperou e alterou para criar um novo painel de sonhos onde o surrealismo se cruza com a magia das hist\u00f3rias e lendas que o ex-Incredible String Band narra de forma quase radiof\u00f3nica. \u201cDream Journals\u201d devolve-nos o prazer da escuta dapalavra. Da sua m\u00fasica, dos seus desenhos, das suas entoa\u00e7\u00f5es m\u00e1gicas. (Pigs Whisker, import. Virgin, 7)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>22.01.1999 Reedi\u00e7\u00f5es Obrigado, Cristo Pela Bomba Os \u201cblues\u201d e a paran\u00f3ia, o rock sinf\u00f3nico e a poesia de um bardo celta &#8211; tr\u00eas apontamentos nas margens dos anos 70. Os Groundhogs nasceram no final dos anos 60, isnpirados pelos \u201cblues\u201d de John Lee Hooker e pela pop dos Beatles e dos Kinks. 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