{"id":4788,"date":"2016-06-15T07:00:15","date_gmt":"2016-06-15T14:00:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=4788"},"modified":"2016-06-15T07:00:15","modified_gmt":"2016-06-15T14:00:15","slug":"rui-junior-entrevista-na-catedral-do-tambor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/06\/15\/rui-junior-entrevista-na-catedral-do-tambor\/","title":{"rendered":"Rui J\u00fanior &#8211; Entrevista: &#8220;Na Catedral do Tambor&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>1 de Maio de 1996<\/p>\n<p><strong>Na catedral do tambor<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>O \u201c\u00d3\u201d que som tem, quando bate em \u201c\u00d3 Tambor\u201d? Tem o som que tinha h\u00e1 13 anos no \u00e1lbum hom\u00f3nimo de estreia, mas mais aberto. O acento refor\u00e7ou-se. Num maior poder de hipnose, na subtileza dos batimentos, no peso dos convidados. Um \u201cO\u201d de espanto.<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4789\" rel=\"attachment wp-att-4789\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/rj-300x239.jpg\" alt=\"rj\" width=\"300\" height=\"239\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4789\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/rj-300x239.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/rj-100x80.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/06\/rj.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Rui J\u00fanior, rosto e alma do projecto, Fernando Molina e Jos\u00e9 Salgueiro, tr\u00eas dos percussionistas de O \u00d3 Que Som Tem, sentem o ritmo no fundo, mas tamb\u00e9m \u00e0 flor da pele. A pele de um tambor. Um instrumento \u201cespiritual\u201d capaz de p\u00f4r um homem em transe.<\/p>\n<p>De \u201cO \u00d3 Que Som Tem\u201d para \u201c\u00d3 Tambor\u201d houve alguma mudan\u00e7a na orienta\u00e7\u00e3o do grupo?<br \/>\nRui J\u00fanior \u2013 Houve, naturalmente. Treze anos de diferen\u00e7a, todos n\u00f3s amadurecemos. Inclusive, havia temas que n\u00e3o consegu\u00edamos tocar e que hoje tocamos com facilidade.<br \/>\nP. \u2013 Referia-me \u00e0 est\u00e9tica\u2026<br \/>\nR.J. \u2013 Digamos que \u201c\u00d3 Tambor\u201d \u00e9 uma continua\u00e7\u00e3o do primeiro disco, no sentido de juntar instrumentos de percuss\u00e3o portugueses com outras culturas. A novidade est\u00e1 na exist\u00eancia de sons sintetizados, ao contr\u00e1rio do primeiro, que era todo ac\u00fastico. Actualmente, os sons sintetizados fazem parte do universo da m\u00fasica. Embora n\u00e3o goste da maior parte deles, reconhe\u00e7o que os h\u00e1 muito bonitos.<br \/>\nP. \u2013 O grupo s\u00f3 pode existir com este n\u00facleo de m\u00fasicos?<br \/>\nR.J. \u2013 Este g\u00e9nero de report\u00f3rio requer muitos meses, at\u00e9 anos, de ensaios. Nada melhor do que pegar nas pessoas que j\u00e1 sabem uma s\u00e9rie de temas de cor, em vez de passar novamente tr\u00eas, quatro anos a aperfei\u00e7o\u00e1-los com m\u00fasicos novos. Apesar de neste disco contarmos com percussionistas novos, o Jo\u00e3o Lobo, o M\u00e1rio Santos e o Jo\u00e3o Bal\u00e3o. O curioso \u00e9 que alguns destes temas j\u00e1 est\u00e3o a ser tocados por outros percussionistas e bateristas, como \u201cMody Dick\u201d, que est\u00e1 a ser usado pelo grupo de Jos\u00e9 Salgueiro.<br \/>\nJos\u00e9 Salgueiro &#8211; \u2026 Um grupo actualmente com mais cinco bateristas, que surgiu a partir de um \u201cworkshop\u201d com o Max Roach. Quanto a \u201cMoby Dick\u201d, tem sido transmitido oralmente aos meus alunos mais novos, que por sua vez o tocam. [N.R. Na origem, \u201cMoby Dick\u201d \u00e9 uma homenagem aos Led Zeppelin e ao tema com este nome.]<br \/>\nP. \u2013 Um dos aspectos mais interessantes de \u201c\u00d3 Tambor\u201d \u00e9 a estrutura da maior parte dos temas, que partindo de uma entrada simples se v\u00e3o tornando progressivamente mais complexos, segundo uma estrat\u00e9gia de subtil adi\u00e7\u00e3o.<br \/>\nJ.S. \u2013 O Rui sempre encarou a percuss\u00e3o como sendo melodia tamb\u00e9m. Como numa melodia simples, com a percuss\u00e3o as coisas tamb\u00e9m v\u00e3o acontecendo aos poucos. Hoje em dia, quando se ouve percuss\u00e3o, ouve-se uma quantidade de instrumentos a tocarem ao mesmo tempo. N\u00e3o d\u00e1 para perceber que ritmo \u00e9 que faz cada um. \u00c9 uma massa sonora, que at\u00e9 pode ter um balan\u00e7o incr\u00edvel. No nosso disco acontece o contr\u00e1rio, os sons v\u00e3o-se somando e mudando a percep\u00e7\u00e3o das pessoas.<br \/>\nP. \u2013 Onde foram buscar o estranho poema que Jos\u00e9 M\u00e1rio branco declama no t\u00edtulo-tema?<br \/>\nR.J. \u2013 \u00c9 um trecho dos textos v\u00e9dicos, uma esp\u00e9cie de cor\u00e3o dos indianos. H\u00e1 a\u00ed pequenos textos que falam de percuss\u00e3o, nomeadamente quando o xam\u00e3 aparece com o seu tambor, que toca para comunicar com os esp\u00edritos e ter as vis\u00f5es para orientar as pessoas. O texto que escolhi \u00e9 uma invoca\u00e7\u00e3o \u00e0 for\u00e7a dos tambores. H\u00e1 uma lenda africana que diz que o mundo nasceu de um tambor.<br \/>\nP. \u2013 \u201c68\u201d \u00e9 um t\u00edtulo um pouco enganador, remetendo de imediato para o m\u00edtico Maio desse ano\u2026<br \/>\nR.J. \u2013 \u00c9 o tema com as Fincap\u00e9. Uma coisa extraordin\u00e1ria que acontece c\u00e1 em Portugal, relativa a certas vis\u00f5es da m\u00fasica popular. Sempre disse que muitas pessoas olham para longe sem verem o que est\u00e1 perto. Esse grupo, genuinamente africano, representa a \u00c1frica aqui em Lisboa. Mais concretamente na Buraca, onde os seus elementos residem. Elas \u00e9 que escolheram o tema, dedicado a Am\u00edlcar Cabral.<br \/>\nP. \u2013 Em \u201cMoby Dick\u201d, s\u00e3o utilizadas t\u00e9cnicas vocais indianas. De onde lhe veio esse interesse pela \u00cdndia? Relaciona-se com alguma necessidade espiritual? As tablas s\u00e3o mais espirituais que um bombo?<br \/>\nR.J. \u2013 Mas tamb\u00e9m sinto as nossas percuss\u00f5es de forma espiritual, como se percebe logo no tema de abertura, \u201cMusti\u201d, no modo como emprego as caixas. Por outro lado, sei que em Taiwan [!] acham bastante piada a este disco. A rela\u00e7\u00e3o entre determinados instrumentos e a espiritualidade sentimo-la tanto em rela\u00e7\u00e3o a sons que nos s\u00e3o mais distantes e estranhos como em rela\u00e7\u00e3o aos nossos.<br \/>\nJ.S. \u2013 Embora a espiritualidade esteja, de facto, mais ligada \u00e0 \u00c1sia, \u00e0 \u00cdndia, ao Jap\u00e3o. Eles usam a percuss\u00e3o e a espiritualidade como partes de um todo. Na Europa n\u00e3o temos tanto essa rela\u00e7\u00e3o.<br \/>\nP. \u2013 Outra influ\u00eancia que permanece do primeiro \u00e1lbum \u00e9 o cano gregoriano, em \u201cRecolhimento\u201d.<br \/>\nR.J. \u2013 S\u00e3o coisas que nos acompanham desde a inf\u00e2ncia. Sempre gostei de boas vozes, bem cantadas. Os cantos gregorianos comovem-me.<br \/>\nP. \u2013 Agora est\u00e3o na moda, desde os monges de Silos aos Enigma\u2026<br \/>\nR.J. \u2013 J\u00e1 no nosso primeiro disco mistur\u00e1vamos o canto gregoriano com adufes. Dez anos depois surgem os pseudo-gregorianos\u2026<br \/>\nFernando Molina \u2013 Os monges de Silos deram um bal\u00fardio de dinheiro \u00e0 editora. E s\u00e3o tipos contemplativos, nada virados para os bens materiais\u2026 Deram-lhes em troca uma cozinha nova!<br \/>\nP. \u2013 Que significam os temas \u201c5\u00aa feira\u201d e \u201c6\u00aa feira\u201d?<br \/>\nR.J. \u2013 \u201c5\u00aa feira\u201d \u00e9 um tema meu, cujo nome parte do compasso, um 5\/8 (cinco por oito). \u201c6\u00aa feira\u201d foi composto pelo Fernando Molina.<br \/>\nF.M. \u2013 \u2026 Numa sexta-feira, 13! Com um \u201cFostexzinho\u201d [gravador], em casa, pus-me a fazer experi\u00eancias. Calhou nessa noite. Cheguei fora de horas a casa, vindo de tocar num bar. Estava particularmente inspirado e fiquei at\u00e9 \u00e0s seis e meia da manh\u00e3 \u00e0 volta daquilo.<br \/>\nP. \u2013 O disco termina num registo quase paradoxal, n\u00e3o tanto pela primeira parte, com o \u201csample\u201d das crian\u00e7as a entoarem a lengalenga, mas pela orquestra\u00e7\u00e3o final, samplada, julgo que em tom de ironia, pomposa e quase despropositada\u2026<br \/>\nF.M. \u2013 Um \u201cthe end\u201d \u00e0 maneira de um filme americano!&#8230;<br \/>\nR.J. \u2013 A ideia \u00e9 essa. Vejo este disco como uma viagem. Que, por exemplo passa por \u00c1frica, no tema das Fincap\u00e9. A\u00ed fui espectador e aprendiz. Todo o disco segue a sequ\u00eancia de uma viagem. Viagem-filme. S\u00f3 tenho pena de as imagens n\u00e3o sa\u00edrem dos olhos directamente para a fita. \u00c9 a banda sonora de um filme que tenho na cabe\u00e7a. Acaba como acaba o filme. No fim, v\u00ea-se o gen\u00e9rico.<br \/>\nP. \u2013 A Am\u00e9lia Muge est\u00e1 como peixe na \u00e1gua no meio das percuss\u00f5es.<br \/>\nR.J. \u2013 A Am\u00e9lia consegue trazer melodia aonde eu n\u00e3o consigo. Ela sente as percuss\u00f5es muito bem, que ali \u00e9 para cantar de determinada maneira e n\u00e3o de outra.<br \/>\nP. \u2013 Um dos temas mais belos do disco \u00e9, precisamente, \u201c6\u00aa feira\u201d, no modo como o violoncelo se ergue a cantar de entre as percuss\u00f5es.<br \/>\nF.M. \u2013 \u00c9 uma composi\u00e7\u00e3o minha em que dou o mote numa \u201cgato drum\u201d. Compus aquilo num \u201cOctapad\u201d [percuss\u00e3o sint\u00e9tica], por motivos \u00f3bvios, \u00e0 noite. Depois, em est\u00fadio, o Rui n\u00e3o gostou muito do som. Agarr\u00e1mos no \u201cgato drum\u201d e realmente soava bastante mais quentinho. \u00c9 um tema obsessivo. Um percussionista adora como ningu\u00e9m explorar isso. Um gajo chega a Marrocos e v\u00ea aqueles tipos durante meia hora a tocarem uma malha.<br \/>\nP. \u2013 \u201c\u00d3 Tambor\u201d explora, precisamente, esse lado ritual das percuss\u00f5es\u2026<br \/>\nR.J. \u2013 O transe. Um bendir ou um adufe, para mim, \u00e9 andar \u00e0 volta de uma mesa, de olhos fechados, a tocar [imita o som]. \u00c9 um mundo.<br \/>\nF.M. \u2013 Num dos ensaios fizemos uma experi\u00eancia muito gira. Uma coisa \u00e9 ter os temas estruturados e debit\u00e1-los mecanicamente. Outra, \u00e9 como Rui faz, um exerc\u00edcio em que fechamos todos os olhos, agarramos num padr\u00e3o mais conseguido, e ficamos ali cinco, dez, quinze minutos, a girar em torno dele, obsessivamente.<br \/>\nA\u00ed \u00e9 que um gajo come\u00e7a a sentir a inten\u00e7\u00e3o que a t\u00e9cnica n\u00e3o consegue transmitir. Um estado em que se v\u00eaem din\u00e2micas lind\u00edssimas. J\u00e1 tem acontecido, \u00e0s tantas, desatarmo-nos a rir com os efeitos que se conseguem. Emocionamo-nos mesmo. Cria-se uma empatia tal entre n\u00f3s\u2026 quase religiosa. De repente, sentimos num determinado tempo que aquilo tem que parar. Fica um sil\u00eancio\u2026 Um gajo at\u00e9 sust\u00e9m a respira\u00e7\u00e3o\u2026<br \/>\nP. \u2013 Ningu\u00e9m sente necessidade de desbundar, de explodir?<br \/>\nJ.S. \u2013 Sem d\u00favida que \u00e0s vezes apetece! A\u00ed o Rui sempre foi um disciplinador. A desbunda, por muito que apete\u00e7a, n\u00e3o nos leva a lado nenhum. Ou leva-nos a alguns s\u00edtios, mas nunca com certezas. O melhor, nessas alturas, \u00e9 andarmos para tr\u00e1s, quando as pessoas se deixam de escutar umas \u00e0s outras. Olhamos todos para o Rui e l\u00e1 est\u00e1 ele, com uma cara de mono [risos]. \u201cO.k., vamos l\u00e1 parar e come\u00e7ar outra vez!\u201d<br \/>\nP. \u2013 Nesta nova etapa da sua exist\u00eancia, O \u00d3 Que Som Tem, pode ser encarado como o p\u00f3lo complementar dos Gaiteiros de Lisboa? Eles a falarem alto, voc\u00eas mais em surdina?<br \/>\nJ.S. \u2013 Complementam-se, em termos de enriquecimento da nossa m\u00fasica tradicional, que tem que evoluir e ser trabalhada. Durante muitos anos muita \u00e1gua correu, mas o barco nunca chegou. Agora o barco chegou e estamos todos a embarcar num que nos pode levar a qualquer s\u00edtio.<br \/>\nP. \u2013 A m\u00fasica tradicional n\u00e3o passa de um ponto de partida, quase um pretexto, para o vosso projecto, n\u00e3o concordam?<br \/>\nR.J. \u2013 As refer\u00eancias existem, simplesmente, nada nos prende a\u00ed, nem a nenhum s\u00edtio. Nenhum de n\u00f3s \u00e9 pesquisador ou estudioso, ou etn\u00f3logo, \u00e0 excep\u00e7\u00e3o talvez do Rui Vaz, que tem conhecimentos a esse n\u00edvel. J\u00e1 por ocasi\u00e3o do primeiro disco tentaram conotar-nos, com alguma boa vontade, com trabalhos de recolha. Sempre rejeit\u00e1mos isso.<br \/>\nJ.S. \u2013 H\u00e1 uma procura de uma estiliza\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s bases r\u00edtmicas portuguesas. Queremos fazer evoluir isso. Sentimos o \u201ctum tum tum- tacatacataca- tum- tum tum tum\u201d. \u00c9 a chula, que n\u00f3s temos c\u00e1 dentro. S\u00f3 que podemos evoluir, assim como os espanh\u00f3is fizeram com o flamenco. \u00c9 essa a nossa procura, sem nunca perder de vista a estrela.<br \/>\nF.M. \u2013 J\u00e1 no primeiro \u00e1lbum o Rui provou que se estava a marimbar para as ideias pr\u00e9-concebidas, que o disco fosse isto ou aquilo, em termos de aproveitamento promocional.<br \/>\nR.J. \u2013 Est\u00e1 l\u00e1 um tema chamado \u201cMarimbando\u201d\u2026 [risos]<\/p>\n<p>Nota: Quem quiser saber outros pormenores de O \u00d3 Que Som Tem pode procurar no endere\u00e7o que o grupo abriu na Internet: http:\/\/www.ip.pt\/ruijunior.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/gcvAUaubZWs\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 1 de Maio de 1996 Na catedral do tambor O \u201c\u00d3\u201d que som tem, quando bate em \u201c\u00d3 Tambor\u201d? 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