{"id":4696,"date":"2016-05-17T14:39:34","date_gmt":"2016-05-17T21:39:34","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=4696"},"modified":"2016-05-17T14:39:34","modified_gmt":"2016-05-17T21:39:34","slug":"norma-waterson-martin-eliza-carthy-waterson-carthy-a-l-lloyd-classic-a-l-lloyd-varios-hidden-english","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/05\/17\/norma-waterson-martin-eliza-carthy-waterson-carthy-a-l-lloyd-classic-a-l-lloyd-varios-hidden-english\/","title":{"rendered":"Norma Waterson, Martin &#038; Eliza Carthy &#8211; &#8220;Waterson: Carthy&#8221; + A. L. Lloyd &#8211; &#8220;Classic A. L. Lloyd&#8221; + V\u00e1rios &#8211; &#8220;Hidden English&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>15 de Mar\u00e7o de 1995<br \/>\n\u00e1lbuns world<\/p>\n<p>PARA GL\u00d3RIA DA VELHA ALBION<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>NORMA WATERSON, MARTIN &#038; ELIZA CARTHY<br \/>\nWaterson: Carthy (10)<br \/>\nTopic<br \/>\nA.L. LLOYD<br \/>\nClassic A. L. Lloyd (10)<br \/>\nFellside<br \/>\nV\u00c1RIOS<br \/>\nHidden English (10)<br \/>\nTopic<br \/>\nTodos distri. MC-Mundo da Can\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4697\" rel=\"attachment wp-att-4697\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/wc-300x296.jpg\" alt=\"wc\" width=\"300\" height=\"296\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4697\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/wc-300x296.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/wc-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/wc.jpg 405w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4698\" rel=\"attachment wp-att-4698\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/al-300x300.jpg\" alt=\"al\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4698\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/al-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/al-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/al-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/05\/al.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Deixemos por uma vez a Irlanda em paz e saltemos para o lado do seu \u201cinimigo\u201d ancestral, a Inglaterra. Os nossos irm\u00e3os da ilha h\u00e3o-de perdoar, mas, se hoje toda a gente fala dos grupos e da m\u00fasica irlandesa, tal fama deve-se aos ingleses, que, ainda nos anos 60, abriram as portas do \u201cfolk revival\u201d, atrav\u00e9s de grupos como os Fairport Convention e Steeleye Span. Claro que a folk \u2013 tanto a irlandesa como a inglesa \u2013 n\u00e3o come\u00e7ou a\u00ed, confundindo-se as suas origens com a dos povos que h\u00e1 mil\u00e9nios colonizaram as ilhas, como tamb\u00e9m \u00e9 verdade que, na Irlanda, tanto os Chieftains como os Dubliners j\u00e1 estavam em ac\u00e7\u00e3o, embora apenas para consumo interno. Foi preciso o rock vir dar uma ajuda para que as aten\u00e7\u00f5es do auditor comum se voltassem para uma heran\u00e7a musical at\u00e9 ent\u00e3o apenas do conhecimento de uma minoria. Mas antes ainda dos grupos citados, respons\u00e1veis pelo \u201cboom\u201d do folk-rock, outros havia que vinham investigando e perpetuando a tradi\u00e7\u00e3o, como os Hot Vultures, os Copper Family ou os Watersons, a par de um trabalho de divulga\u00e7\u00e3o e recolha levado a cabo pelos clubes ou pela veneranda institui\u00e7\u00e3o \u201cCecil Sharp House\u201d ou ainda pelos registos fonogr\u00e1ficos da Topic, que datam dos anos 50. \u00c9 preciso compreender tudo isto para compreender a import\u00e2ncia de um disco como \u201cWaterson: Carthy\u201d, considerado \u201cdisco do ano\u201d pela Folk Roots, cruzamento de tr\u00eas gera\u00e7\u00f5es, irmanadas numa esp\u00e9cie de cruzada contra o esquecimento e a discrimina\u00e7\u00e3o contra a folk sem fus\u00f5es nem concess\u00f5es de qualquer esp\u00e9cie. Norma Waterson \u2013 quem ouviu falar dela? \u2013 fez parte dos citados Watersons, bem como Martin Carthy, este j\u00e1 um nome conhecido, a partir do momento em que fundou, com Ashley Hutchings, os Steeleye Span. A sua filha, Eliza, benjamim do trio, revelou-se como not\u00e1vel violinista num duo, formado recentemente, com outra int\u00e9rprete deste instrumento, Nancy Kerr. O encontro dos tr\u00eas resultou em pura magia. Escutar o canto e a voz de Norma Waterson \u00e9 por si s\u00f3 uma experi\u00eancia que n\u00e3o se explica por palavras. As suas interpreta\u00e7\u00f5es em \u201cBold Doherty\u201d, \u201cWith Kitty I\u2019ll go\u201d, \u201cWhen first I came to Caledonia\u201d, \u201cSleep on beloved\u201d (com harmoniza\u00e7\u00f5es de Martin e Eliza, num arranjo a fazer recordar os Watersons), e \u201cMidnight on the water\u201d (com apoios vocais de Eliza Carthy) s\u00e3o, todas elas, de antologia e \u2013 para quem j\u00e1 tiver sido trabalhado nesse sentido \u2013 arrepiantes. Martin Carthy n\u00e3o lhe fica atr\u00e1s, naquele registo \u00e9pico que o caracteriza, em \u201cYe mariners all\u201d e \u201cJohn Hamilton\u201d (nova harmoniza\u00e7\u00e3o a tr\u00eas vozes, numa das especialidades deste cantor-guitarrista, a balada biogr\u00e1fica, magistralmente exemplificada nos \u00e1lbuns \u201cOut of the Cut\u201d e \u201cRights of Passage\u201d). A sua filha \u00e9, em primeiro lugar, uma violinista em cujo estilo est\u00e1 presente a marca dos cl\u00e1ssicos, j\u00e1 que a voz n\u00e3o tem por enquanto, como \u00e9 natural, a \u201cpatine\u201d e a riqueza de \u201cnuances\u201d dram\u00e1ticas da sua companheira mais velha.<br \/>\n\u201cWaterson: Carthy\u201d pode ser ainda um cart\u00e3o de acesso para um passado ainda mais antigo, como aparece reunido na colec\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es do lend\u00e1rio cantor, emigrante, escritor, radialista, ensa\u00edsta, aventureiro e comunista Albert Lancaster Lloyd, A. L. Lloyd, como \u00e9 mais conhecido. Na companhia da concertina de Alf Edwards e o violino de Dave Swarbrick, mestre dos mestres. Ou na excepcional antologia de vozes da gera\u00e7\u00e3o antiga, personificada por lendas como Bob e Ron Copper, Walter Pardon, William Kimber, Louise Fuller, Cyril Poacher, Bob Hart ou Fred Jordan, que a Topic tinha registadas em vinilo, em edi\u00e7\u00f5es que alguns, mais velhos, recordar\u00e3o das cr\u00f3nicas que sobre elas se publicaram no tempo em que se escrevia sobre folk no \u201cMelody Maker\u201d, pela pena de Colin Irwin. Grava\u00e7\u00f5es em as quais, como se refere no livrete, \u201co nosso conhecimento colectivo sobre o que a m\u00fasica tradicional realmente representa seria virtualmente inexistente\u201d e que, ao mesmo tempo, \u201crecolocam algumas das vozes do primeiro \u2018folk revival\u2019 num contexto necessariamente mais vivo e actual\u201d. Documentos a ouvir e conservar com urg\u00eancia.<\/p>\n<p>Nota \u2013 H\u00e1 cerca de 15 dias, no \u201cExpresso\u201d, uma voz houve que ousou desautorizar os \u201csumo-sacerdotes do templo\u201d. Foi tal o desplante, a f\u00faria e o destrambelho da invectiva que, por pouco, o herege quase se esquecia de criticar o disco em an\u00e1lise \u2013 no caso, o mais recente dos Chieftains -, empenhado que estava na destrui\u00e7\u00e3o, um pouco tonta, \u00e9 certo, das raz\u00f5es alheias, insuport\u00e1veis pelo simples facto de n\u00e3o serem as suas. Assim, como repara\u00e7\u00e3o, os deuses condenam o faltoso \u00e0 audi\u00e7\u00e3o da obra completa de Tom Jones. E a escrever mil vezes \u201cN\u00e3o invocarei o santo nome dos Monty Python em v\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/zmtEy_2rv3Y\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 15 de Mar\u00e7o de 1995 \u00e1lbuns world PARA GL\u00d3RIA DA VELHA ALBION NORMA WATERSON, MARTIN &#038; ELIZA CARTHY Waterson: Carthy (10) Topic A.L. 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