{"id":4568,"date":"2016-04-05T08:40:08","date_gmt":"2016-04-05T15:40:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=4568"},"modified":"2016-04-05T08:40:08","modified_gmt":"2016-04-05T15:40:08","slug":"king-crimson-thrak","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/04\/05\/king-crimson-thrak\/","title":{"rendered":"King Crimson &#8211; &#8220;Thrak&#8221;"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock<\/p>\n<p>29 de Mar\u00e7o de 1995<br \/>\n\u00e1lbuns poprock<\/p>\n<p><strong>EIS O HOMEM ESQUIZ\u00d3IDE DO S\u00c9CULO XXI<\/p>\n<p>KING CRIMSON<br \/>\nThrak (8)<\/strong><br \/>\nVirgin, distri. EMI-VC<\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4569\" rel=\"attachment wp-att-4569\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/kc.jpg\" alt=\"kc\" width=\"225\" height=\"224\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4569\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/kc.jpg 225w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/kc-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/04\/kc-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Regresso em grande, este do \u201cdinossauro\u201d Robert Fripp, um dos grandes inovadores da guitarra el\u00e9ctrica no rock, correspondente \u00e0 quarta encarna\u00e7\u00e3o dos King Crimson. Expliquemos: os King Crimson tiveram uma primeira vida que durou desde a estreia de \u201cIn the Court of the Crimson King\u201d (1969) at\u00e9 \u201cEarthbound\u201d, registo ao vivo de 1973. A segunda teve in\u00edcio ainda no mesmo ano, com \u201cLark\u2019s Tongues in Aspic\u201d, prosseguiu no ano seguinte com \u201cStarless and Bible Black\u201d e \u201cRed\u201d, terminando em 1975 com novo disco ao vivo, \u201cU. S. A.\u201d, gravado nos Estados Unidos, tal como \u201cEarthbound\u201d. Os King Crimson regressaram nos anos 80 com o tr\u00edptico \u201cDiscipline\u201d, \u201cBeat\u201d e \u201cThree of a Perfect Pair\u201d. Depois de v\u00e1rios projectos a solo nos quais Fripp p\u00f4de explanar as suas teorias musicais e sociol\u00f3gicas, com graus variados de sucesso, este novo \u00e1lbum da banda surge um pouco como uma surpresa, embora venha antecedido pelo mini-\u00e1lbum \u201cVROOOM\u201d. Acompanham-no tr\u00eas elementos de forma\u00e7\u00f5es anteriores, o guitarrista Adrian Belew, o baixista Tony levin, o baterista Bill Bruford, aos quais se juntaram Trey Gunn (no \u201cChapman stick\u201d \u2013 algo como um computador de guitarra -, que esteve presente no \u00faltimo projecto de Fripp, um quinteto de cordas, com o \u00e1lbum \u201cThe Bridge Between\u201d) e o rec\u00e9m-chegado Pat Mastelotto, como segundo baterista. Os primeiros sons de \u201cThrak\u201d, no tema de abertura, \u201cVROOOM\u201d, d\u00e3o o tom geral, uma revitaliza\u00e7\u00e3o do passado, aqui num classicismo reminiscente de \u201cIslands\u201d e \u201cLark\u2019s Tongues in Aspic\u201d. Logo cortado pela entrada triunfal do velho \u201cmellotron\u201d e da guitarra, em alt\u00edssima forma, do mestre, ao n\u00edvel dos grandes \u00e9picos da fase \u201cLark\u2019s Tongues\u201d, \u201cStarless\u201d e \u201cRed\u201d. Ou seja, os King Crimson retomaram a tradi\u00e7\u00e3o e com ela fizeram um \u00e1lbum com a solidez dos antigos, ao mesmo tempo que empreenderam a sua potencializa\u00e7\u00e3o. \u201cDinosaur\u201d, t\u00edtulo ir\u00f3nico, insere-se na caracter\u00edstica tradi\u00e7\u00e3o crimoniana das baladas, por vezes duras, neste caso com uma vocaliza\u00e7\u00e3o de Adrian Belew a fazer lembrar de forma ins\u00f3lita John Lennon. \u201cWalking on air\u201d, outra balada, pelo contr\u00e1rio, \u00e9 anos 70 sem tirar nem p\u00f4r, numa autocita\u00e7\u00e3o onde nem sequer faltam as \u201cfrippertronics\u201d e o \u201cmellotron\u201d orquestral de \u00e1lbuns como \u201cIn the Wake of Poseidon\u201d e \u201cLizard\u201d. \u201cB\u2019 boom\u201d, tribal e corrosivo, com um solo das duas baterias pelo meio (h\u00e1 quanto n\u00e3o se ouviam discos com solos de bateria?!&#8230;), deita para o lixo coisas como os Transglobal Underground e deveria merecer uma olhadela de Bill Laswell. No t\u00edtulo-tema, a guitarra explode toda a sua raiva, num registo bem pr\u00f3ximo de \u201cRed\u201d. \u201cInner garden\u201d, separada em duas vers\u00f5es, \u00e9 mais uma balada, desta feita com guitarra ac\u00fastica, nost\u00e1lgica at\u00e9 \u00e0s l\u00e1grimas; e \u201cPeople\u201d, com nova vocaliza\u00e7\u00e3o de Belew, est\u00e1 na linha das can\u00e7\u00f5es da d\u00e9cada de 80 do grupo, aqui com uma marca\u00e7\u00e3o r\u00edtmica semelhante \u00e0 dos Talking Heads. \u201cRadio I\u201d e \u201cRadio II\u201d s\u00e3o pequenos apontamentos electr\u00f3nicos ao servi\u00e7o das entidades luciferinas e possivelmente uma cita\u00e7\u00e3o a um grande filme ignorado dos anos 80, \u201cRadio on\u201d, de Christopher Petit, para o qual Fripp comp\u00f4s parte da banda sonora. J\u00e1 agora, vale a pena ver o ouvir outro filme que conta com a participa\u00e7\u00e3o, na banda sonora, do guitarrista, este emblem\u00e1tico do cinema \u201cunderground\u201d nova-iorquino, \u201cSubway Riders\u201d, em portugu\u00eas \u201cOs Viajantes da Noite\u201d, com a assinatura de Amos Poe. \u201cOne time\u201d \u00e9 das poucas can\u00e7\u00f5es inconsequentes de \u201cThrak\u201d, na sua progress\u00e3o inexor\u00e1vel mas um pouco a metro. Nova revisita\u00e7\u00e3o ao passado, em \u201cSex sleep eat drink dream\u201d, guitarra desvairada sobreposta ao \u201cmellotron\u201d e vocaliza\u00e7\u00e3o rouca, que, quem se lembrar, associar\u00e1 de imediato a \u201cCat food\u201d, um tema de \u201cIn the Wake of Poseidon\u201d. \u201cThrak\u201d fecha com mais duas vers\u00f5es do enigm\u00e1tico \u201cVROOOM\u201d. A segunda, uma coda, intitulada \u201cVROOOM VROOOM\u201d. Uma das imagens da capa mostra um autom\u00f3vel, s\u00edmbolo do homem esquiz\u00f3ide dos tempos modernos: velocidade e mec\u00e2nica. Em ambas, Fripp volta a manipular na guitarra aquela din\u00e2mica de tens\u00f5es que faz dele um aut\u00eantico mestre do Tantrismo aplicado \u00e0 arte musical. \u00c0 beira dos anos 90, os King Crimson olham para tr\u00e1s. Como que a avisar-nos de que o \u201c21st century schizoid man\u201d a\u00ed est\u00e1.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8gQ1aAaV2H0\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 29 de Mar\u00e7o de 1995 \u00e1lbuns poprock EIS O HOMEM ESQUIZ\u00d3IDE DO S\u00c9CULO XXI KING CRIMSON Thrak (8) Virgin, distri. 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