{"id":4454,"date":"2016-02-26T11:53:26","date_gmt":"2016-02-26T18:53:26","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=4454"},"modified":"2016-02-26T11:53:26","modified_gmt":"2016-02-26T18:53:26","slug":"future-sound-of-london-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/02\/26\/future-sound-of-london-entrevista\/","title":{"rendered":"Future Sound Of London &#8211; Entrevista"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>14 de Junho de 1995<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>Future Sound of London explicam \u201cLifeforms\u201d<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 a tecnologia em si que \u00e9 importante\u201d<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4455\" rel=\"attachment wp-att-4455\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/fsol-300x300.jpg\" alt=\"fsol\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4455\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/fsol-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/fsol-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/fsol-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/02\/fsol.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\u201cLifeforms\u201d e \u201cISDN\u201d s\u00e3o dois mosaicos significativos da m\u00fasica electr\u00f3nica actual por um dos seus criadores mais ambiciosos, os Future Sound of London. Entre as actividades do grupo, contam-se um programa de televis\u00e3o de gen\u00e9rico Ensinamentos do C\u00e9rebro Electr\u00f3nico, onde valorizam o poder da palavra escrita e falada. Na liga\u00e7\u00e3o da electr\u00f3nica aos meios de informa\u00e7\u00e3o v\u00eaem o expoente m\u00e1ximo do entretenimento para os anos 90. Enquanto chamam uns aos outros \u201cgelatina invertebrada\u201d.<\/p>\n<p>Garry Cobain explicou ao P\u00daBLICO a biologia das \u201cLifeforms\u201d que o grupo elabora em est\u00fadio, os processos dessa mesma cria\u00e7\u00e3o e as implica\u00e7\u00f5es, est\u00e9ticas e morais, que dela resultam. Os Future Sound of London querem ser algo mais que um simples grupo de m\u00fasica e transformar-se num sistema global de informa\u00e7\u00e3o.<br \/>\nP\u00daBLICO \u2013 As imagens desempenham um papel t\u00e3o importante como o da m\u00fasica na est\u00e9tica global dos Future Sound of London?<br \/>\nGARRY COBAIN \u2013 Sim, v\u00e3o at\u00e9 um pouco mais longe. Se ouviu o \u00e1lbum \u201cISDN\u201d, saber\u00e1 que a m\u00fasica foi transmitida via r\u00e1dio para v\u00e1rios pontos de globo. Neste momento estamos a fazer transmiss\u00f5es de televis\u00e3o e a desenvolver um programa chamado Teachings from the Electronic Brain [Ensinamentos do C\u00e9rebro Electr\u00f3nico].<br \/>\nP. \u2013 \u201cLifeforms\u201d sugere processos biol\u00f3gicos, formas de vida criadas no computador\u2026<br \/>\nR. \u2013 O que quer\u00edamos dizer com \u201cLifeforms\u201d tem mais humor do que isso, embora tenha come\u00e7ado como uma coisa s\u00e9ria. T\u00ednhamos deixado para tr\u00e1s o circuito dos clubes e pass\u00e1mos a prestar mais aten\u00e7\u00e3o a n\u00f3s pr\u00f3prios e ao que nos rodeava. Numa perspectiva como que microsc\u00f3pica. Ao ponto de tudo o que observ\u00e1vamos, em n\u00f3s ou no est\u00fadio onde grav\u00e1vamos, ganhar caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, como em \u201cSpineless jelly\u201d, nome que demos a uma determinada forma de vida. Pass\u00e1mos a chamar-nos uns aos outros \u201cspineless jellies\u201d [geleia ou gelatina sem espinha, invertebrada] sempre que algum de n\u00f3s dava qualquer sinal de fraqueza. \u201cHey, you, spineless jelly!\u201d O disco n\u00e3o trata exactamente de formas de vida do exterior, mas mais uma analogia sobre formas de vida sint\u00e9ticas que cri\u00e1vamos no meio restrito em que nos moviment\u00e1vamos.<br \/>\nP. \u2013 S\u00e3o l\u00edcitas as compara\u00e7\u00f5es entre a m\u00fasica do grupo e o som das bandas c\u00f3smicas alem\u00e3s dos anos 70, como os Tangerine Dream?<br \/>\nR. \u2013 Quando come\u00e7\u00e1mos a \u201csamplar\u201d sons, o que continuamos a fazer, ouv\u00edamos bastante m\u00fasica al\u00e9m da electr\u00f3nica. O nosso som relaciona-se com toda a hist\u00f3ria da m\u00fasica. Aproveitamos todos os \u201cmomentos de grande som\u201d, seja na televis\u00e3o ou sons naturais, de rock ou de jazz, ou do psicadelismo dos anos 70. Nesta perspectiva, somos bastante mais livres que um grupo como os Tangerine Dream.<br \/>\nP. \u2013 Por falar em psicadelismo, o uso de drogas facilita de alguma maneira a percep\u00e7\u00e3o da vossa m\u00fasica?<br \/>\nR. \u2013 Digamos que encorajaria qualquer pessoa a experimentar seja o que for desde que isso a ajudasse a diversificar o mais poss\u00edvel as suas opini\u00f5es e a sua pr\u00f3pria consci\u00eancia. Mesmo se isso significar algo t\u00e3o horrivelmente \u201ccareta\u201d como levar o pensamento anal\u00edtico a um extremo. As drogas s\u00e3o apenas um meio para fazer estremecer o sistema de cada um. Acho isso bastante positivo.<br \/>\nP. \u2013 N\u00e3o se dar\u00e1 o caso de estarmos a viver tempos perigosos para as viagens psicad\u00e9licas? \u00c9 que a polui\u00e7\u00e3o em redor \u00e9 muita, mesmo a n\u00edvel mental\u2026<br \/>\nR. \u2013 Sim, demasiado pensamento, demasiadas \u201chead trips\u201d podem ser perigoso. Por exemplo, resultarem em algo como \u201cLifeforms\u201d [risos]. Mas \u00e9 uma mat\u00e9ria complexa\u2026<br \/>\nP. \u2013 Concorda que a m\u00fasica tecno ou \u201chouse\u201d \u2013 com a utiliza\u00e7\u00e3o \u201ccient\u00edfica\u201d de determinadas pulsa\u00e7\u00f5es r\u00edtmicas e mensagens subliminares \u2013 pode servir de ferramenta para a manipula\u00e7\u00e3o dos jovens que se deixam possuir pelo transe da dan\u00e7a nas discotecas?<br \/>\nR. \u2013 Nos Future Sound of London cheg\u00e1mos a uma fase em que nos interessamos bastante pela palavra falada, pela palavra com um ritmo. \u00c9 uma forma determinada que faz parte de uma evolu\u00e7\u00e3o constante. Agora que estamos a fazer televis\u00e3o, estamos a aplicar a nossa criatividade em fazer passar mensagens atrav\u00e9s da palavra. E, na \u201cnet web\u201d, atrav\u00e9s da palavra escrita. Tamb\u00e9m estamos a escrever um livro. Todas estas coisas tornaram-se muito, muito poderosas. Vivemos numa cultura que cada vez mais aceita e integra a m\u00fasica instrumental. De tal forma que tanto a palavra falada como a palavra escrita est\u00e3o, de uma forma quase subliminar, a ganhar cada vez mais poder. \u00c9 neste aspecto que estamos a investir actualmente, na programa\u00e7\u00e3o de discursos.<br \/>\nP. \u2013 Acabou de se referir a uma \u201cevolu\u00e7\u00e3o\u201d. Qual \u00e9 o objectivo \u00faltimo dessa evolu\u00e7\u00e3o?<br \/>\nR. \u2013 O objectivo, no nosso caso, \u00e9 tornarmo-nos um sistema de transmiss\u00e3o global que esteja receptivo e, ao mesmo tempo, exponha as nossas ideias e os nossos modelos. Um sistema que projecte a \u201csopa electr\u00f3nica\u201d a uma audi\u00eancia maci\u00e7a. Acreditamos que a liga\u00e7\u00e3o da m\u00fasica electr\u00f3nica a outros \u201cmedia\u201d, como a r\u00e1dio, a televis\u00e3o ou as superauto-estradas da informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 verdadeiramente o meio de entretenimento mais forte dos anos 90. Acreditamos que podemos atingir algo que fique para a Hist\u00f3ria, um momento crucial no campo do entretenimento. N\u00e3o \u00e9 a tecnologia em si que \u00e9 importante. Quando a tecnologia se torna demasiado importante \u00e9 porque algo correu mal.<br \/>\nP. \u2013 Qual \u00e9 o lugar, nesse sistema, para a alma humana, se \u00e9 que acredita na sua exist\u00eancia?<br \/>\nR. \u2013 Sim\u2026 Somos bastante crentes nesse aspecto. Damos a ver as nossas almas de muitas maneiras diferentes. \u00c9 bastante interessante, como se revel\u00e1ssemos centenas de almas, em vez de uma s\u00f3. Podemos jogar com centenas de opini\u00f5es, centenas de contradi\u00e7\u00f5es, centenas de vozes e rostos diferentes. Na chamada idade da experi\u00eancia, \u00e9 o mais interessante que pode haver.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/LeVZX8OqhFY\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 14 de Junho de 1995 Future Sound of London explicam \u201cLifeforms\u201d \u201cN\u00e3o \u00e9 a tecnologia em si que \u00e9 importante\u201d \u201cLifeforms\u201d e \u201cISDN\u201d s\u00e3o dois mosaicos significativos da m\u00fasica electr\u00f3nica actual por um dos seus criadores mais ambiciosos, os Future Sound of London. 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