{"id":440,"date":"2009-05-20T05:42:23","date_gmt":"2009-05-20T12:42:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=440"},"modified":"2009-05-20T05:42:53","modified_gmt":"2009-05-20T12:42:53","slug":"uhf-69-stereo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/05\/20\/uhf-69-stereo\/","title":{"rendered":"UHF &#8211; 69 Stereo"},"content":{"rendered":"<p>11.12.1996<br \/>\nUHF<br \/>\n69 Stereo<br \/>\nEd. BMG<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/uhf_69stereo.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/uhf_69stereo.jpg\" alt=\"uhf_69stereo\" title=\"uhf_69stereo\" width=\"120\" height=\"120\" class=\"alignnone size-full wp-image-441\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/lix.in\/c37b0255\" target=\"_blank\">LINK<\/a> (H\u00e1 Rock no Cais &#8211; 2005)<\/p>\n<p>Deixou de fazer sentido falar dos UHF como sobreviventes do rock portugu\u00eas. N\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil encontrar raz\u00f5es que expliquem a longevidade do grupo de Almada. Mais do que o \u201calter ego\u201d de Ant\u00f3nio Manuel Ribeiro, os UHF cerram fileiras em torno, j\u00e1 n\u00e3o de uma causa , mas de um estado de esp\u00edrito. \u201c69 stereo\u201d \u00e9 um \u00e1lbum de afirma\u00e7\u00e3o e de cren\u00e7a. \u201cO Povo Do Mundo\u201d, tema de abertura, enceta uma das melhores colec\u00e7\u00f5es de can\u00e7\u00f5es de sempre dos UHF. Est\u00e1 ao n\u00edvel dos cl\u00e1ssicos com a gaita de foles de Paulo Marinho a refor\u00e7ar o tom de optimismo e universalismo do tema \u2013 um \u201chit\u201d. A seguir, \u201cAmor perdi\u201d, uma balada em duo com N\u00e9 Ladeiras, d\u00e1 a conhecer uma surpreendente depura\u00e7\u00e3o e conten\u00e7\u00e3o vocal de Ant\u00f3nio Manuel Ribeiro, apostando no registo do tipo Peter Gabriel mais Kate Bush, em \u201cDon\u00b4t Give Up\u201d. O papel de \u201crocker\u201d do mundo \u00e9 desempenhado por AMR com razo\u00e1vel convic\u00e7\u00e3o, em ingl\u00eas, numa vers\u00e3o de \u201cThe Passenger\u201d, de Iggy Pop. Excelente, o trabalho de baixo de Fernando Delaere e da guitarra ac\u00fastica de Rui Padinha, em \u201cSangue\u201d. \u201cO Primeiro Concero\u201d \u00e9 UHF na sua posi\u00e7\u00e3o mais cl\u00e1ssica, de \u201cRua do Carmo\u201d e \u201cCavalos de Corrida\u201d, numa das habituais incurs\u00f5es retrospectivas nos anos dourados da juventude p\u00f3s-25 de Abril. O tom autobiogr\u00e1fico, com passagem das folhas de um di\u00e1rio, prossegue em \u201cVelhos amigos\u201d. Surpreendente \u00e9, passados todos estes anos, AMR continuar com a mesma sinceridade e proximidade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vida dos outros, com os seus pequenos e grandes dramas. Quem se recorda de \u201cJorge Morreu\u201d sentir\u00e1 com mais for\u00e7a as palavras de AMR quando canta \u201cVelhos amigos onde estais, oi\u00e7o os gritos que soltais\u201d. \u201cFoge Comigo Maria\u201d \u00e9 Lou Reed \u201clights\u201d e \u201cNa Luiz da Noite\u201d um bom desempenho das guitarras el\u00e9ctricas em mais um tema \u201caverage\u201d UHF \u00e9 um desabafo de AMR num dos seus santu\u00e1rios preferidos: o quarto, na solid\u00e3o da noite. Esque\u00e7a-se a declama\u00e7\u00e3o de \u201cP\u00e1lidos olhos azuis\u201d, repescado do \u00e1lbum a solo do vocalista sa\u00eddo h\u00e1 tempos, e passe-se directamente para a lenta lamenta\u00e7\u00e3o de \u201cD\u00e3o-me prendas\u201d, antes da guitarra el\u00e9ctrica voltar a lan\u00e7ar labaredas em \u201cEla (como ningu\u00e9m)\u201d e no tema final, \u201cPede ao pai\u201d. Rock\u2019n\u2019roll de barba rija a fazer cara de mau e a piscar o olho aos anos 70, desta estereofonia na posi\u00e7\u00e3o 69, uma das produ\u00e7\u00f5es \u2013 com assinatura de AMR mais sofisticadas de sempre dos UHF. Um regresso \u00e0 boa forma de um grupo que n\u00e3o desiste de encarar o rock como um modo de vida. (8)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>11.12.1996 UHF 69 Stereo Ed. BMG LINK (H\u00e1 Rock no Cais &#8211; 2005) Deixou de fazer sentido falar dos UHF como sobreviventes do rock portugu\u00eas. N\u00e3o ser\u00e1 f\u00e1cil encontrar raz\u00f5es que expliquem a longevidade do grupo de Almada. 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