{"id":4332,"date":"2016-01-09T09:40:00","date_gmt":"2016-01-09T16:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=4332"},"modified":"2016-01-09T09:40:00","modified_gmt":"2016-01-09T16:40:00","slug":"gaiteiros-de-lisboa-artigo-de-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/01\/09\/gaiteiros-de-lisboa-artigo-de-opiniao\/","title":{"rendered":"Gaiteiros De Lisboa &#8211; Artigo de Opini\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>18 de Outubro de 1995<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>Gaiteiros de Lisboa lan\u00e7am \u201cInvas\u00f5es B\u00e1rbaras\u201d<br \/>\n\u201cPARA REBENTAR AS COLUNAS\u201d<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4333\" rel=\"attachment wp-att-4333\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/gl.jpg\" alt=\"gl\" width=\"273\" height=\"185\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4333\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/gl.jpg 273w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/gl-100x68.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 273px) 100vw, 273px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>\u201cInvas\u00f5es B\u00e1rbaras\u201d d\u00e1 a volta ao texto da m\u00fasica de raiz tradicional feita em Portugal. Os Gaiteiros de Lisboa n\u00e3o facilitam e o seu disco de estreia promete n\u00e3o dar descanso a ningu\u00e9m. Longe v\u00e3o os tempos em que ajoelhavam para ouvir Giacometti. Com a ajuda de Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco, partiram em direc\u00e7\u00e3o desconhecida. N\u00e3o deixaram pedra sobre pedra.<\/p>\n<p>\u201cInvas\u00f5es B\u00e1rbaras\u201d. Guerra. Contra qu\u00ea ou quem? \u201cH\u00e1 uma invas\u00e3o de um espa\u00e7o que tem sido ocupado por outros grupos que se dedicam \u00e0 m\u00fasica popular portuguesa. A nossa proposta diverge bastante. O barbarismo aparece como conceito est\u00e9tico\u201d, diz Carlos Guerreiro, tocador de sanfona dos Gaiteiros. \u201cPor outro lado\u201d, continua, \u201cas pessoas que se sentarem tranquilamente em casa para ouvir o disco s\u00e3o capazes de ter uma surpresa e sentir-se tamb\u00e9m invadidos.\u201d Os Gaiteiros de Lisboa representam a fac\u00e7\u00e3o \u201chardcore\u201d da nossa m\u00fasica de raiz tradicional. \u201c\u00c9 um disco para rebentar as colunas!&#8230;\u201d<br \/>\n\tA m\u00fasica tradicional, mais do que uma base de trabalho, \u00e9 um pretexto. \u201cTemos essa refer\u00eancia\u201d, diz Jos\u00e9 Manuel David, gaiteiro e ex-Almanaque, \u201csimplesmente a ideia \u00e9 que n\u00e3o estamos aqui para ensinar nada a ningu\u00e9m, mas sim para defendermos um projecto est\u00e9tico que passa pela m\u00fasica tradicional, que abordamos por um caminho completamente diferente do que tem sido trilhado por outros grupos.\u201d Da \u201cesp\u00e9cie de \u2018jam sessions\u2019\u201d, segundo a express\u00e3o de Rui Vaz, outro dos sopradores de gaita-de-foles de grupo, ou \u201csess\u00f5es de laborat\u00f3rio\u201d, como prefere chamar-lhe Jos\u00e9 Manuel David, que constituem os ensaios, chegou-se a um som em que a presen\u00e7a de Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco desempenhou um papel importante, enquanto produtor e director musical.<br \/>\n\tCarlos Guerreiro assume parcialmente essa influ\u00eancia, at\u00e9 porque alinhou ao lado do autor de \u201cMargem de Certa Maneira\u201d no cadinho revolucion\u00e1rio do GAC. Mas p\u00f5e os pontos nos \u201cis\u201d, delimitando duas entidades distintas e aut\u00f3nomas: \u201cQuando convid\u00e1mos o Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco para este projecto, n\u00e3o foi \u00e0 espera que ele trouxesse ideias que definissem uma est\u00e9tica para o grupo, mas sim porque ach\u00e1vamos que ele se inseria bem numa est\u00e9tica nossa previamente delineada.\u201d Chegou a pensar-se que Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco seria o quinto elemento dos Gaiteiros.<br \/>\n\t\u201cEle tamb\u00e9m chegou a pensar isso!\u201d [Risos.] Foi ainda uma quest\u00e3o de percurso\u201d, acrescenta Rui Vaz. \u201cQuando o abord\u00e1mos, ele estava numa situa\u00e7\u00e3o de baixa na sua vida, numa \u2018down\u2019. N\u00f3s aproveit\u00e1mos um bocado isso. Quando ele come\u00e7ou a trabalhar connosco, come\u00e7ou a subir e, como provavelmente j\u00e1 n\u00e3o criava nem fazia nada h\u00e1 uma s\u00e9rie de tempo, estava com uma for\u00e7a criadora enorme. (\u2026) Mas nunca acredit\u00e1mos que o Jos\u00e9 M\u00e1rio Branco se pudesse diluir num grupo como os Gaiteiros.\u201d Ponto final e uma pedra sobre o assunto.<br \/>\n\tEm concreto, \u201cInvas\u00f5es B\u00e1rbaras\u201d n\u00e3o \u00e9 um disco de gaita-de-foles. \u201cOs S\u00e9tima Legi\u00e3o n\u00e3o s\u00e3o romanos, nem os Her\u00f3is do Mar eram marinheiros\u201d, brinca Paulo Marinho, que divide a sua gaita-de-foles entre os Gaiteiros e a S\u00e9tima Legi\u00e3o, numa alus\u00e3o \u00e0s conota\u00e7\u00f5es que o nome da banda pode originar. As polifonias vocais est\u00e3o na linha da frente. Para Carlos Guerreiro, \u201ca m\u00fasica portuguesa tem muita harmonia e jogos de vozes. Os instrumentos sobre os quais tem assentado a maior parte do trabalho dos outros grupos na nossa \u00e1rea andam \u00e0 volta das braguesas e dos cavaquinhos\u201d. Os gaiteiros resolveram \u201caceitar o desafio de n\u00e3o usar esses instrumentos, os cordofones populares\u201d. A op\u00e7\u00e3o incidiu nos instrumentos de palheta e nas vozes. \u201cComo quando a sanfona aparece no \u2018cante\u2019 alentejano, capaz de escandalizar muitos puristas\u201d. \u201cN\u00f3s pr\u00f3prios olh\u00e1vamos muitas vezes, espantados, uns para os outros!\u201d \u201cConseguimos ultrapassar algumas coisas que t\u00ednhamos na cabe\u00e7a, aquele respeito ilimitado pelo que consider\u00e1vamos ser uno e indivis\u00edvel.\u201d \u201cUm culto incr\u00edvel\u201d pela tradi\u00e7\u00e3o, nas palavras de Jos\u00e9 Manuel David. \u201cQuase que ouv\u00edamos o Giacometti de joelhos\u201d, recorda, divertido, Carlos Guerreiro.<br \/>\n\tPoder\u00edamos arriscar, pela ideia de confronto aliada a um sentido l\u00fadico exacerbado, a compara\u00e7\u00e3o com os suecos Hedningarna. Ser\u00e3o os gaiteiros os Hedningarna nacionais? \u00c9 Carlos guerreiro quem responde \u00e0 nossa \u201cprovoca\u00e7\u00e3o\u201d: \u201cQuando vi os Hedningarna pela primeira vez, senti uma certa identifica\u00e7\u00e3o, disse at\u00e9 na brincadeira que gostava de ter um grupo como aquele. [\u2018J\u00e1 tinha!\u2019 lan\u00e7a Paulo Marinho, numa aparte]. Mas \u00e9 uma identifica\u00e7\u00e3o pela irrever\u00eancia, pela forma como os gajos brincam com aquilo que no fundo \u00e9 sagrado para os puristas. Uma atitude completamente \u2018punk\u2019!\u201d<br \/>\n\t\u201cPara fazer o que fazem os Hedningarna \u00e9 preciso muito, mas muito conhecimento do que est\u00e3o a fazer\u201d, diz Rui Vaz, a concluir. \u201cCom certeza que fizeram muita coisa antes [\u2018Devem ter andado todos em ranchos folcl\u00f3ricos!\u2019 \u2013 outro aparte, agora de Carlos Guerreiro.] \u00c9 outro ponto em comum que t\u00eam connosco.\u201d<br \/>\n\tOs Gaiteiros de Lisboa dever\u00e3o actuar ao vivo nos dias 8 e 9 de Novembro, no Centro Cultural de Bel\u00e9m.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/04sVKTKshpo\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 18 de Outubro de 1995 Gaiteiros de Lisboa lan\u00e7am \u201cInvas\u00f5es B\u00e1rbaras\u201d \u201cPARA REBENTAR AS COLUNAS\u201d \u201cInvas\u00f5es B\u00e1rbaras\u201d d\u00e1 a volta ao texto da m\u00fasica de raiz tradicional feita em Portugal. 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