{"id":4316,"date":"2016-01-04T09:39:25","date_gmt":"2016-01-04T16:39:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=4316"},"modified":"2016-01-04T09:39:25","modified_gmt":"2016-01-04T16:39:25","slug":"bizarra-locomotiva-artigo-de-opiniao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2016\/01\/04\/bizarra-locomotiva-artigo-de-opiniao\/","title":{"rendered":"Bizarra Locomotiva &#8211; Artigo de Opini\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>POP ROCK<\/p>\n<p>22 de Mar\u00e7o de 1995<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>CAMINHOS DE FERRO<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4317\" rel=\"attachment wp-att-4317\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/bl-300x195.jpg\" alt=\"bl\" width=\"300\" height=\"195\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4317\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/bl-300x195.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/bl-100x65.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2016\/01\/bl.jpg 700w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>BIZARRA LOCOMOTIVA, UM NOME DIFERENTE PARA UMA BANDA CUJA M\u00daSICA N\u00c3O D\u00c1 tr\u00e9guas nem ao ouvido nem ao corpo. Depois da estreia discogr\u00e1fica hom\u00f3nima editada no ano passado e inclu\u00edda no lote dos \u201cmelhores do ano\u201d de 1994 pelo Poprock, o grupo acabou de lan\u00e7ar um segundo compacto, \u201cFirst Crime then Live\u201d, distribu\u00eddo pela Symbiose. Cinco originais de est\u00fadio acoplados a quatro presta\u00e7\u00f5es ao vivo gravadas em Fran\u00e7a, no \u201cPrintemps de Bourges\u201d. A locomotiva \u00e9 conduzida por tr\u00eas maquinistas, Armando Teixeira, manipulador de \u201csamplers\u201d (\u201cmaquinaria\u201d, como ele diz), Sid\u00f3nio Ferreira, vocalista, e Marco Franco, baterista que veio substituir Ant\u00f3nio Pinto, ainda presente no disco. \u201cFirst Crime then Live\u201d \u00e9, segundo os seus autores, \u201cuma ponte\u201d entre o primeiro e um pr\u00f3ximo trabalho, j\u00e1 gravado e com t\u00edtulo escolhido, embora eles prefiram por enquanto n\u00e3o dizer qual. A inclus\u00e3o de temas ao vivo justifica-se porque \u201ca Bizarra vive mesmo \u00e9 das presta\u00e7\u00f5es ao vivo\u201d, afirmam os tr\u00eas elementos desta banda para quem a for\u00e7a do colectivo \u00e9 o mais importante. Recentemente deram um concerto na Foz do Arelho que nunca mais esquecer\u00e3o, com \u201cmuita gente a fazer \u2018mosh\u2019\u201d, contagiada pela energia, por vezes brutal, que a Bizarra Locomotiva costuma libertar em palco. \u201cQueremos envolver as pessoas pelo ritmo e por uma imagem de for\u00e7a. \u00c9 um divertimento como estar a ver um filme como \u2018C\u00e3es Danados\u2019\u201d [estreia do cineasta Quentin Tarantino].<br \/>\n\tOs textos de \u201cFirst Crime\u201d s\u00e3o violentos, a palavra \u201cdor\u201d surge na maior parte dos temas. \u201c\u00c9 um disco tem\u00e1tico, como um conto de terror\u201d, dizem. Ou \u201cuma autotortura\u201d. Por outro lado, admitem que \u201c\u00e0 viol\u00eancia das letras corresponde uma atitude violenta em cima do palco\u201d. Uma forma de liberta\u00e7\u00e3o de energia mas tamb\u00e9m \u201cde alguma frustra\u00e7\u00e3o e do medo crescente no dia-a-dia\u201d. Algumas pessoas pr\u00f3ximas do grupo acham-no com uma \u201catitude sadomasoquista\u201d mas eles recusam tal conota\u00e7\u00e3o. N\u00e3o se consideram de forma alguma \u201cuma entidade negativa, igual a muitas que existem no nosso planeta hoje em dia, inclusive grupos musicais\u201d. \u201cSomos gajos limpos\u201d, garantem, num alus\u00e3o a certas pessoas \u201cque iam ao Rock Rendez-Vous e n\u00e3o mudaram desde ent\u00e3o, mantendo os cabelos grandes, frequentando antros e sempre rodeados de fumo e drogas\u201d.<br \/>\n\tAo escutar a m\u00fasica da Bizarra locomotiva, \u00e9 imposs\u00edvel n\u00e3o pensar em grupos como os Young Gods, Ministry ou Laibach. Em rela\u00e7\u00e3o aos primeiros, apenas aceitam a exist\u00eancia de uma \u201catitude id\u00eantica\u201d. Agressivos? Talvez, como forma de luta. \u201cO que \u00e9 negativo \u00e9 durante o dia um gajo ligar a r\u00e1dio e s\u00f3 ouvir coisas que contribuem para o atrofiamento geral, sempre as mesmas m\u00fasicas da Tina Turner ou do Bryan Adams.\u201d \u201cEnergia\u201d volta a ser a palavra-chave. \u201cEnergia sexual\u201d, dizem. No som e nas palavras. \u201cTudo tem a ver com sexo\u201d. De resto, a pr\u00f3pria designa\u00e7\u00e3o do grupo tem conota\u00e7\u00f5es sexuais. A locomotiva \u00e9 um s\u00edmbolo f\u00e1lico \u2013 bizarra porque \u201cfaltam as duas bolinhas\u201d \u2013 que simboliza \u201ca pujan\u00e7a, o poder\u201d. Uma locomotiva pesada, dif\u00edcil de parar, constru\u00edda com m\u00fasculo e suor. Uma defini\u00e7\u00e3o para a sua m\u00fasica? Eles n\u00e3o hesitam: \u201cSomos o metal da m\u00fasica electr\u00f3nica.\u201d<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/Pc-lf-pJ-kk\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>POP ROCK 22 de Mar\u00e7o de 1995 CAMINHOS DE FERRO BIZARRA LOCOMOTIVA, UM NOME DIFERENTE PARA UMA BANDA CUJA M\u00daSICA N\u00c3O D\u00c1 tr\u00e9guas nem ao ouvido nem ao corpo. 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