{"id":4199,"date":"2015-11-28T12:35:57","date_gmt":"2015-11-28T19:35:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=4199"},"modified":"2015-11-28T12:37:30","modified_gmt":"2015-11-28T19:37:30","slug":"4199","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/11\/28\/4199\/","title":{"rendered":"Balan\u00e7o do Ano de 1993 &#8211; World Music"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>5 JANEIRO 1994<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>O ANO EM WORLD<\/p>\n<p>O ANO DO DIL\u00daVIO<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4200\" rel=\"attachment wp-att-4200\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/moller.jpg\" alt=\"moller\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-full wp-image-4200\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/moller.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/moller-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/11\/moller-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Para muitos, cada vez mais, a m\u00fasica tradicional, ou de raiz tradicional, \u00e9 a m\u00fasica do futuro. Uma m\u00fasica que nasceu com o nascimento da pr\u00f3pria m\u00fasica. Que religa e se projecta nas tr\u00eas dimens\u00f5es que cruzam o ser: Deus, Homem, e Natureza. Uma m\u00fasica que incessantemente muda de forma sem perder o cora\u00e7\u00e3o. Eixo de sons, terreiro de dan\u00e7as. De palavras que contam hist\u00f3rias. Arqu\u00e9tipos da viv\u00eancia humana, transmitidos de gera\u00e7\u00e3o em gera\u00e7\u00e3o. A \u201cworld music\u201d \u2013 designa\u00e7\u00e3o que neste suplemento, por conveni\u00eancia de arruma\u00e7\u00e3o, se aplica num sentido lato a todas as m\u00fasicas que integrem elementos tradicionais \u2013 ganha a cada dia novos adeptos e maior vitalidade. Na Europa \u00e9 vis\u00edvel a import\u00e2ncia crescente do g\u00e9nero, na multiplica\u00e7\u00e3o dos lan\u00e7amentos discogr\u00e1ficos e dos festivais, na cria\u00e7\u00e3o de novos organismos e circuitos de divulga\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o. Em Portugal s\u00e3o tamb\u00e9m em cada vez maior n\u00famero aqueles que descobrem na folk, na \u00e9tnica, nas diversas s\u00ednteses do novo mundo um universo intermin\u00e1vel de m\u00faltiplas geografias, exteriores e interiores.<\/p>\n<p>Se em anos n\u00e3o t\u00e3o afastados como isso, era dif\u00edcil aos amantes desta m\u00fasica encontrarem no mercado portugu\u00eas os discos pretendidos, essa situa\u00e7\u00e3o inverteu-se totalmente nos \u00faltimos tempos. E, se os discos ainda n\u00e3o chegam aos nossos escaparates na sua totalidade (o que ser\u00e1 das pobres carteiras do mel\u00f3mano consumidor quando tal acontecer?!&#8230;), para l\u00e1 caminhamos, com os CD a chegarem em quantidade e em ritmo regular n\u00e3o s\u00f3 \u00e0s discotecas da especialidade, como tamb\u00e9m \u00e0s sec\u00e7\u00f5es (por vezes escondidas e ainda dando mostras de uma certa timidez, fruto do medo de arriscar e de alguma ignor\u00e2ncia na mat\u00e9ria\u2026) dedicadas a este tipo de m\u00fasica.<br \/>\n\tMaurizio Martinotti e Beppe Greppi, dos Ciapa Rusa, estiveram entre 28 de Maio e 2 de Junho em Castro Verde, no Alentejo, para gravarem o \u201ccante\u201d do grupo Ganh\u00f5es desta localidade, cuja edi\u00e7\u00e3o em compacto est\u00e1 prevista para breve na Robi Droli, em It\u00e1lia, e que no nosso pa\u00eds ter\u00e1 o selo Etnia, que entretanto alargou o seu campo de actividades \u00e0 edi\u00e7\u00e3o discogr\u00e1fica. Neste selo foi j\u00e1 lan\u00e7ado, no final do ano, a estreia em compacto dos Toque de Caixa, \u201cHist\u00f3rias do Som\u201d, que ser\u00e1 objecto de an\u00e1lise numa das pr\u00f3ximas edi\u00e7\u00f5es do Pop Rock.<br \/>\n\tTamb\u00e9m este ano duas novas revistas dedicadas \u00e0 folk vieram juntar-se \u00e0 \u201cFolk Roots\u201d. Primeiro a \u201cTrad. Magazine\u201d francesa, a que se seguiu, alguns meses depois, a \u201cThe Living Tradition\u201d escocesa, uma \u201cprincipiante absoluta\u201d nestas andan\u00e7as. Ambas distribu\u00eddas pela MC \u2013 Mundo da Can\u00e7\u00e3o que \u2013 tr\u00eas vivas! \u2013 come\u00e7ar\u00e1 igualmente, j\u00e1 a partir de Janeiro, a distribuir tamb\u00e9m a \u201cDirty Linen\u201d, uma das melhores publica\u00e7\u00f5es do g\u00e9nero.<br \/>\n\tA este acompanhamento \u201cem cima do acontecimento\u201d do que se passou l\u00e1 fora n\u00e3o correspondeu, infelizmente, a edi\u00e7\u00e3o, em quantidade e qualidade, de discos portugueses. Descontando o j\u00e1 citado \u00e1lbum dos Toque de Caixa, foi o deserto. Resta-nos a consola\u00e7\u00e3o de sabermos ainda em exist\u00eancia de grupos da velha guarda como os Almanaque, Ra\u00edzes, Ronda dos Quatro Caminhos e Brigada Victor Jara. Para quando novos discos? Os Roman\u00e7as preparam material novo, enquanto circulam alguns rumores sobre o novo cap\u00edtulo da saga de Manuel Tent\u00fagal, com ou sem os Vai de Roda, a seguir ao magn\u00edfico \u201cTerreiro das Bruxas\u201d.<br \/>\n\tAs senhoras trocaram ideias, mas n\u00e3o houve meio de chegarem a acordo quanto ao famigerado grupo de supervozes femininas. Filipa Pais, Teresa Salgueiro, Minela e, mais a norte, na Galiza, Uxia para j\u00e1 n\u00e3o se entendem. Quem se esteve nas tintas e continuou a cantar de forma soberba foi Am\u00e9lia Muge, cujas \u201cm\u00fagi cas\u201d est\u00e3o prestes a reincidir num \u00e1lbum novo que, diz quem j\u00e1 ouviu algumas maquetas ser\u00e1 ainda melhor que a estreia da cantora. Am\u00e9lia Muge que, por seu lado, prepara tamb\u00e9m ela um grupo com algumas colegas de of\u00edcio, entre as quais Margarida Antunes, do coro feminino Cramol. Maria Jo\u00e3o, a grande senhora do pa\u00eds do jazz, ap\u00f3s alguns \u201cflirts\u201d com a m\u00fasica tradicional portuguesa parece querer mergulhar de corpo e voz nas ra\u00edzes. O disco, a acontecer, vai fazer ondas.<br \/>\n\tOs homens, esses, organizam-se. Dois novos grupos prometem fazer furor no ano que agora se inicia: o Grupo de Gaiteiros de Lisboa, de Paulo Marinho, Carlos Guerreiro, Rui Vaz e, acabado de recrutar dos Almanaque, Jos\u00e9 Manuel David, bem como os Realejo, de Fernando Meireles. 1994 poder\u00e1 bem ser o ano de arranque para novo \u201cboom\u201d da MPP, recuperando o elo perdido dos anos 70 e in\u00edcio dos 80. Sobre a \u201cm\u00fasica popularucha portuguesa\u201d e alguns discos que apareceram por a\u00ed a tentar vender banha da cobra basta dizer que os oportunismos n\u00e3o vingar\u00e3o e que o joio apenas medrou porque as espigas de trigo n\u00e3o cresceram (falta de adubo?). Esperemos pela nova colheita.<br \/>\n\tDe discos nacionais de m\u00fasica tradicional, de recolha ou de adapta\u00e7\u00f5es com novos arranjos, estamos conversados. Pura e simplesmente, com as excep\u00e7\u00f5es j\u00e1 mencionadas, n\u00e3o existiram. Mas h\u00e1 quem do outro lado da barricada, n\u00e3o desista. Jos\u00e9 Alberto Sardinha \u2013 antigo m\u00fasico dos Almanaque e autor dos tr\u00eas volumes de recolha de m\u00fasica tradicional da Beira Baixa e Tr\u00e1s-os-Montes, publicados em 1982, de gen\u00e9rico \u201cRecolhas Musicais da Tradi\u00e7\u00e3o Oral Portuguesa\u201d e de \u201cViola Campani\u00e7a \u2013 Um Outro Alentejo\u201d, em 1986 \u2013 tem no prelo o livro \u201cTradi\u00e7\u00f5es Musicais da Estremadura\u201d, que a Imprensa Nacional, \u201cpor n\u00e3o estar na sua ordem de prioridades\u201d, se recusou a editar.<br \/>\n\tDe entre o dil\u00favio de \u00e1lbuns chegados no ano findo ao nosso mercado, o destaque vai para a invas\u00e3o n\u00f3rdica iniciada em 1992 na Europa, mas que s\u00f3 este ano chegou at\u00e9 n\u00f3s numa onda que trouxe os Hedningarna, V\u00e4rttina, M\u00f6ller, Willemark &#038; Gudmunson, Niekku e Angelyn Tytot e que dever\u00e1 prosseguir o longo deste ano (aten\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m para as vagas \u00e1rabes e da Europa do Mediterr\u00e2neo!) com a chegada de nova horda \u201cviking\u201d.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NlRGY3Vlnvs\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 5 JANEIRO 1994 O ANO EM WORLD O ANO DO DIL\u00daVIO Para muitos, cada vez mais, a m\u00fasica tradicional, ou de raiz tradicional, \u00e9 a m\u00fasica do futuro. 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