{"id":4116,"date":"2015-10-29T08:01:59","date_gmt":"2015-10-29T15:01:59","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=4116"},"modified":"2015-10-29T08:01:59","modified_gmt":"2015-10-29T15:01:59","slug":"david-byrne-david-byrne","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/10\/29\/david-byrne-david-byrne\/","title":{"rendered":"David Byrne &#8211; &#8220;David Byrne&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>18 de Maio de 1994<br \/>\n\u00c1LBUNS POPROCK<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>NU NO FIM DA ESTRADA<\/p>\n<p>DAVID BYRNE<br \/>\nDavid Byrne&#8230;<\/strong><br \/>\nLuaka Bop, distri. Warner Music<\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=4117\" rel=\"attachment wp-att-4117\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/db1-300x300.jpg\" alt=\"db\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-4117\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/db1-300x301.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/db1-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/db1-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/db1.jpg 336w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Apenas um nome a encabe\u00e7ar um conjunto de can\u00e7\u00f5es que nas palavras do pr\u00f3prio Byrne s\u00e3o as suas mais intimistas de sempre. Mesmo levando em conta que com ele nunca se sabe onde termina a sinceridade e come\u00e7a a simula\u00e7\u00e3o. Tenha-se em considera\u00e7\u00e3o as retic\u00eancias!&#8230; No in\u00edcio de \u201cDavid Byrne\u2026\u201d \u2013 primeiro \u00e1lbum de t\u00edtulo hom\u00f3nimo na carreira de Byrne, com o carimbo na produ\u00e7\u00e3o de Arto Lindsay e Susan Rogers (Prince, Michael Jackson\u2026) \u2013, um cowboy desce das nuvens. Entre brumas, num quase sussurro. O ritmo instala-se logo de seguida, abrupto, \u00e0 boa maneira dos Talking Heads, com Byrne a cantar, a gritar, a declamar e a auto-estimular-se, em \u201cAngels\u201d. Recuo aos anos 50 em \u201cCrash\u201d que poderia ser um bom complemento para o \u00e1lbum de estreia dos Roxy Music. O vibrafone de Mauro Refosco, um dos elementos da nova banda de Byrne, juntamente com Todd Turkisher na bateria e Paul Socolow no baixo, introduz e d\u00e1 o mote ao longo de todo o tema seguinte, \u201cA self-made man\u201d, possuidor de um balan\u00e7o que prende de imediato a cabe\u00e7a e o esp\u00edrito. O sinal de alarme soa no tema seguinte, \u201cBack in the box\u201d, na guitarra do ex-cabe\u00e7a falante cujas can\u00e7\u00f5es falam, segundo o seu autor, de \u201csexo, nudez, amor, viol\u00eancia, inoc\u00eancia, morte, fuga, da Am\u00e9rica e do mundo \u2013 depois da vida, depois do medo\u201d, sobre o ritmo sincopado que desde sempre caracterizou os Talking Heads. \u201cSad song\u201d vem a seguir e confirma o regresso \u00e0 pureza das linhas mel\u00f3dicas de \u201cTalking Heads\u2019 77\u201d. Neste caso j\u00e1 infiltrada pela influ\u00eancia da batida sul-americana que Byrne aprendeu a dominar a partir da voragem carnavalesca de \u201cRei Momo\u201d. O Brasil e a bossa-nova emergem na introdu\u00e7\u00e3o de \u201cMy love is you\u201d, outro tema em que a simplicidade predomina, derivando para os lugares para onde a vocaliza\u00e7\u00e3o imprevis\u00edvel de Byrne o leva.<br \/>\nO segundo lado (nas vers\u00f5es vinil e cassete, claro) abre com nova semideclama\u00e7\u00e3o sobre um ritmo ultra \u201ccool\u201d, em \u201cNothing at all\u201d. Confirma-se a tend\u00eancia para um som mais depurado que dispensa o alarido de sec\u00e7\u00f5es de metais  ou de harmonias vocais complexas. Percebe-se agora que o \u00e1lbum anterior, \u201cUh-Oh\u201d, era um momento de transi\u00e7\u00e3o para a desacelera\u00e7\u00e3o e o intimismo desta nova fase do compositor nova-iorquino. Nova hist\u00f3ria, novo \u201cpuzzle\u201d de recortes e retalhos do quotidiano. S\u00f3 que agora com a focagem regulada. \u201cPenso que este disco, considerado como um todo, tem algo para dizer. Ele fala de mim, da minha vida, de como vivo e de como me relaciono com as pessoas\u201d. O quebrar dos espelhos e das muralhas. A estrada de \u201cTrue Stories\u201d que parecia terminar sempre al\u00e9m do horizonte deixa de funcionar como limite paralisante para passar a ser lugar de encontro. N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que as imagens e a mensagem s\u00e3o agora mais directas. Como directo \u00e9, por exemplo, o terr\u00edvel solo de vibrafone que vai ao fundo da quest\u00e3o, que \u00e9 como quem diz, \u00e0 ess\u00eancia do \u201cswing\u201d, no fecho de \u201cLillies of the valley\u201d. Ao David Byrne conceptualista dos tr\u00eas primeiros \u00e1lbuns a solo, \u201cSongs from the Brodway Production of \u2018Catherine Wheel\u2019\u201d, \u201cSongs from the Knee Plays\u201d e \u201cThe Forest\u201d, ao explorador das m\u00fasicas do terceiro mundo de \u201cRei Momo\u201d e ap\u00f3s o intervalo de espera algo inconsequente de \u201cUh-Oh\u201d, segue-se o David Byrne compositor que se redescobriu a olhar o mundo (mais ou menos) de frente. Sob este aspecto, \u201cDavid Byrne\u2026\u201d consegue reunir um naipe de can\u00e7\u00f5es apenas compar\u00e1vel ao dos quatro primeiros discos dos Talking Heads, correspondentes ao per\u00edodo dourado compreendido entre a estreia \u201c77\u201d e \u201cRemain in Light\u201d. A euforia da Am\u00e9rica do Sul, embora filtrada por uma sensibilidade declaradamente pop, regressa em for\u00e7a em \u201cYou &#038; eye\u201d, um dos temas mais vocacionados para a dan\u00e7a de \u201cDavid Byrne\u2026\u201d. \u201cStrange Ritual\u201d, a composi\u00e7\u00e3o mais longa, remete para a respira\u00e7\u00e3o de sombras e claustrofobia de \u201cFear of Music\u201d enquanto o tema final \u201cBuck naked\u201d \u2013 o \u00fanico do novo disco que integra a compila\u00e7\u00e3o v\u00eddeo de longa dura\u00e7\u00e3o \u201cBetween the Teeth\u201d \u2013 n\u00e3o anda longe de soar em certas alturas como uma \u201cpastiche\u201d de Lou Reed. Um final estranho mas onde as palavras, por uma vez e num instante de ilumina\u00e7\u00e3o, n\u00e3o se escondem atr\u00e1s de segundos sentidos. Num disco em que David Byrne procedeu a uma opera\u00e7\u00e3o de limpeza e depura\u00e7\u00e3o at\u00e9 hoje sem precedentes na sua carreira: \u201cEstamos todos nus (\u2026) nus por dentro (\u2026) estou nu cora\u00e7\u00e3o, nu na minha alma (\u2026) n\u00e3o h\u00e1 nada a recear, nada que possas fazer\u201d. Um longo adeus a Nova Iorque, \u00e0 Am\u00e9rica e ao mundo, vistos de longe, vistos do alto, \u201cdepois da vida e do medo\u201d \u2013 \u201cna casa do Senhor\u201d. Os anjos que no in\u00edcio desceram \u00e0 terra para mostrar a David Byrne a realidade vista ao n\u00edvel do solo em vez da perspectiva a\u00e9rea em que se refugiava antes, cumprida a miss\u00e3o, voltam a casa. O \u201cgospel\u201d, novamente e sempre como ponto de fuga e de chegada de um artista que parece ter encontrado em Deus o \u00faltimo dos interlocutores. (8)<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/fYeeRKmjemc\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 18 de Maio de 1994 \u00c1LBUNS POPROCK NU NO FIM DA ESTRADA DAVID BYRNE David Byrne&#8230; Luaka Bop, distri. Warner Music Apenas um nome a encabe\u00e7ar um conjunto de can\u00e7\u00f5es que nas palavras do pr\u00f3prio Byrne s\u00e3o as suas mais intimistas de sempre. 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