{"id":410,"date":"2009-05-13T12:33:15","date_gmt":"2009-05-13T19:33:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=410"},"modified":"2009-05-13T12:33:15","modified_gmt":"2009-05-13T19:33:15","slug":"eileen-ivers-crossing-the-bridge-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/05\/13\/eileen-ivers-crossing-the-bridge-conj\/","title":{"rendered":"Eileen Ivers &#8211; Crossing The Bridge (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>19.02.1999<br \/>\nFolk<br \/>\nDos Dois Lados Da Ponte<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/eillenivers_crossing.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/eillenivers_crossing.jpg\" alt=\"eillenivers_crossing\" title=\"eillenivers_crossing\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"alignnone size-full wp-image-411\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/eillenivers_crossing.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/eillenivers_crossing-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/eillenivers_crossing-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.megaupload.com\/?d=UG87UXMO\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p>\u201cWild Blue\u201d, o anterior \u00e1lbum de Eileen Ivers, apresentava j\u00e1 os sinais inconfund\u00edveis de uma int\u00e9rprete com aspira\u00e7\u00f5es ao estrelato, ou, pelo menos, a uma maior projec\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica. O novo passo da violinista, \u201cCrossing the Bridge\u201d, assinala, de facto, a passagem de uma ponte. Da anterior editora Green Linnet para a actual Sony vai a dist\u00e2ncia que separa uma executante dedicada, prioritariamente, \u00e0 m\u00fasica tradicional (embora j\u00e1 numa perspectiva n\u00e3o redutora) de uma aspirante a voos mai saltos. \u201cGravewalk\u201d, o tema de abertura, comprova de imediato a mudan\u00e7a de agulhas, com uma guitarra el\u00e9ctrica a fazer as despesas e um ritmo bem marcado de folk rock, mais rock do que folk. E, se os compassos do \u201creel\u201d ou do \u201cjig\u201d ainda s\u00e3o percept\u00edveis nos \u201csets\u201d instrumentais, as orquestra\u00e7\u00f5es, em ecr\u00e3 gigante e technicolor, remetem temas como \u201cBygone Days\u201d para as exposi\u00e7\u00f5es galantes de \u201cRiverdance\u201d oupara a vertente mais \u201csuperstar\u201d dos Chieftains. \u201cWhiskey &#038; Sangria\u201d \u00e9 um flamenco-reel com muito pouco \u201cwhiskey\u201d e \u201cCrossing The Bridge\u201d um exerc\u00edcio de hip hop com direito a sopros de jazz, violinices grapellianas e, pasme-se, riscos de \u201cscratch\u201d.<br \/>\nSeja qual for o ponto de vista com que se encare esta evolu\u00e7\u00e3o brutal de Eileen Ivers, o resusltado soa como uma fus\u00e3o e alt\u00edssima qualidade, a milhas de dist\u00e2ncia dos arremedos, com o mesmo intuito e bem menos conseguidos, da violinista rival, Eliza Carthy, em \u201cRed Rice\u201d. A partir daqui as coisas tornam-se mais tradicionais, o mesmo n\u00e3o \u00e9 dizer convencionais. As sonoridades \u201ccool\u201d de um \u00f3rg\u00e3o Hammond, compassos h\u00edbridos (de calipso, em \u201cIslanders\u201d) e, sempre, execu\u00e7\u00f5es violoin\u00edsticas de alt\u00edssimo quilate (como numa, talvez demasiado rebuscada e \u00e1vida de exibicionismo, \u201cPolka.com\u201d, ou no fant\u00e1stico \u201cdrive\u201d de \u201cCrowley\u2019s\/Jackson\u2019s\u201d) est\u00e3o longe de se pautar pelo convencionalismo. Num \u00e1lbum com estas caracter\u00edsticas \u00e9 condi\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria a presen\u00e7a de convidados de renome e, neste aspecto, \u201cCroosing The Bridge\u201d n\u00e3o fica atr\u00e1s de nenhuma das listas elaboradas pelos Chieftains, Dan Ar Braz ou Carlos Nunez apresentando como credenciais os nomes de Seamus Egan, Steve Gadd (baterista de jazz), Jerry O\u2019Sullivan, Joanie Madden, John Boswell (pianista new age), A Di Meola (guitarrista de jazz rock que dispensa apresenta\u00e7\u00f5es), Alex Acuna, Tommy Hayes e Lew Soloff (trompetista de jazz). Com m\u00faltiplos sabores, dos mais tradicionais \u00e0 nova cozinha, \u201cCrossing the Bridge\u201d pretende agradar a gregos e troianos. E agrada, se o cortarmos em fatias. (Sony Classics, distri. Sony Music, 7.)<\/p>\n<p>Sempre em forma, h\u00e1 longos anos, est\u00e3o os escoceses Tannahill Weavers. O seu mais recente trabalho, \u201cEpona\u201d (deusa celta identificada com o cavalo), \u00e9 a continua\u00e7\u00e3o de um trabalho cuja qualidade, dignidade, seriedade e longevidade apenas ter\u00e3o paralelo, em terras do Norte, com os Whistlebinkies ou os House Band. Uma seriedade que aqui chega ao ponto de incluir, no livrete, um gloss\u00e1rio de termos ga\u00e9licos ou simplesmente da g\u00edria popular. Logo no tema inicial, sentimo-nos imediatamente fulminados por uma execu\u00e7\u00e3o \u201cassassina\u201d, nas \u201chighland pipes\u201d e nas \u201cscottish small pipes\u201d, de Duncan J. Nicholson, num \u201cInterceltic set\u201d de fazer gemer de prazer. A voz de Roy Gullane, daquelas nasaladas e com tudo no s\u00edtio, como se costuma dizer, provoca o mesmo efeito no tema seguinte, \u201cWhen the kye come hame\u201d. E assim sucesivamente, at\u00e9 ao fim, com o prazer a renovar-se, faixa a faixa, atrav\u00e9s daquilo que de melhor a boa m\u00fasica celta tem para oferecer: poder de evoca\u00e7\u00e3o, a poesia e for\u00e7as que a massifica\u00e7\u00e3o e os sonhos virtuais n\u00e3o conseguem vencer. Nas notas de capa o grupo declara, ali\u00e1s, num texto cheio de ironia, que este seu 14\u00ba \u00e1lbum ser\u00e1 o \u00faltimo deste s\u00e9culo, avisando que o pr\u00f3ximo poder\u00e1 \u201cser gravado num suporte suficientemente pequeno para subsituir um bot\u00e3o de camisa\u201d ou at\u00e9 \u201cser metido, por engano, na ranhura de um parqu\u00edmetro\u201d.<br \/>\n\u201cEpona\u201d faz brotar algo de profundo, que n\u00e3o pode ser traduzido por palavras. As entoa\u00e7\u00f5es e ornamenta\u00e7\u00f5es e a conson\u00e2ncia interior que provocam n\u00e3o se eencontram em mais nenhuma m\u00fasica do mundo. Chamem-lhe magia. Chamem-lhe um sonho com a capacidade de, respondendo ao chamamento, se tornar realidade. Chamem-lhe a brisa, a pedra e o musgo que nascem dentro de cada um de n\u00f3s. A deusa \u201cEpona\u201d leva-nos no seu dorso at\u00e9 ao cora\u00e7\u00e3o do mist\u00e9rio. (Green Linnet, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 8.)<\/p>\n<p>Sem surpresas, mas com o virtuosismo que sempre acompanha as melhores forma\u00e7\u00f5es irlandesas, os Moving Cloud apresentamse no mercado portugu\u00eas com \u201cFoxglove\u201d, um \u00e1lbum ortodoxo pautado pelas presta\u00e7\u00f5es instrumentais de Paul Brock, no acorde\u00e3o de bot\u00f5es, Maove Donnelly e Manus NcGuire, ambos no violino, e Kevin Crawford, na flauta, \u201ctin whistle\u201d e \u201cbodhran\u201d, com o acompanhamento de piano de Carl Hession. A estes juntam-se as participa\u00e7\u00f5es de tr\u00eas convidados muito especiais, Gerry O\u2019Connor, ex-Four Men &#038; A Dog, no banjo, Johnny \u201cRingo\u201d McDonnagh, ex-De Danann e membro actual dos Arcady, nos \u201cbones\u201d, Garry O\u2019Briain, ex-Skaylark, actualmente nos Buttons &#038; Bows, na guitarra r\u00edtmica, e Trevor Hutchinson, da banda de Sharon Shannon, no contrabaixo. Sequ\u00eancias imaculadamente interpretadas de \u201creels\u201d, \u201cjigs\u201d e outras dan\u00e7as dos report\u00f3rios irland\u00eas, baile musette, franco-canadiano, escoc\u00eas e de Cape Breton formam um todo instrumental que coloca os Moving Cloud na primeira divis\u00e3o das bandas exclusivamente dedicadas \u00e0 m\u00fasica de dan\u00e7a. (Green Linnet, distri. MC &#8211; Mundo da Can\u00e7\u00e3o, 8.)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>19.02.1999 Folk Dos Dois Lados Da Ponte LINK \u201cWild Blue\u201d, o anterior \u00e1lbum de Eileen Ivers, apresentava j\u00e1 os sinais inconfund\u00edveis de uma int\u00e9rprete com aspira\u00e7\u00f5es ao estrelato, ou, pelo menos, a uma maior projec\u00e7\u00e3o medi\u00e1tica. O novo passo da violinista, \u201cCrossing the Bridge\u201d, assinala, de facto, a passagem de uma ponte. 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