{"id":3974,"date":"2015-09-15T10:33:16","date_gmt":"2015-09-15T17:33:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3974"},"modified":"2015-09-15T10:33:16","modified_gmt":"2015-09-15T17:33:16","slug":"mpp-a-geracao-dos-supercondutores-artigo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/09\/15\/mpp-a-geracao-dos-supercondutores-artigo\/","title":{"rendered":"MPP: A Gera\u00e7\u00e3o Dos Supercondutores &#8211; artigo"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock<\/p>\n<p>9 MAR\u00c7O 1994<\/p>\n<p>MPP: A GERA\u00c7\u00c3O DOS SUPERCONDUTORES<\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=3976\" rel=\"attachment wp-att-3976\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gcv-300x169.jpg\" alt=\"gcv\" width=\"300\" height=\"169\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3976\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gcv-300x169.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gcv-1024x576.jpg 1024w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gcv-100x56.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gcv.jpg 1280w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Pedro Barroso, Ganh\u00f5es de Castro Verde, Jos\u00e9 Peixoto e Roman\u00e7as editaram ou v\u00e3o editar novos discos cujo denominador comum \u00e9 a m\u00fasica de raiz tradicional. As cantigas de amigo da Idade M\u00e9dia, o \u201ccante\u201d alentejano, a influ\u00eancia \u00e1rabe e o folclore portugu\u00eas adaptados, recriados ou apresentados na sua pureza primitiva. Numa altura em que a Ronda dos Quatro Caminhos cometeu a proeza de ser o primeiro grupo de m\u00fasica tradicional portuguesa a entrar no \u201ctop\u201d nacional de venda de \u00e1lbuns, com \u201cUma Noite de M\u00fasica Tradicional\u201d, \u00e9 for\u00e7oso concluir que se est\u00e1 na presen\u00e7a de um movimento com for\u00e7a e pernas para andar. N\u00e3o s\u00f3 em termos est\u00e9ticos, mas tamb\u00e9m comerciais. H\u00e1 quem veja na m\u00fasica tradicional uma das m\u00fasicas do futuro. Em Portugal, cada vez mais pessoas come\u00e7am a perceber isso. Os artistas rock e pop procuram nas ra\u00edzes a fonte de inspira\u00e7\u00e3o. Uns v\u00e3o ao fado, outros aos arquivos, outros ainda procuram nos lugares geogr\u00e1ficos as palavras e os sons que h\u00e3o-de dar corpo aos seus projectos. Um n\u00famero crescente de m\u00fasicos nacionais compreende que a sua evolu\u00e7\u00e3o ser\u00e1 tanto mais segura quanto mais eles forem capazes de aprender e conduzir a tradi\u00e7\u00e3o. 1994 promete ser um ano diferente para a m\u00fasica portuguesa.<\/p>\n<p><strong>LUA NA POUSADA<\/strong><\/p>\n<p>O novo disco dos Roman\u00e7as, que sucede a \u201cMonte da Lua\u201d, chama-se \u201cAzuldesejo\u201d e dever\u00e1 ser editado com o selo Lumin\u00e1ria no pr\u00f3ximo m\u00eas de Abril. Traz a particularidade de ter sido gravado numa pousada situada na Serra de Sintra (afinal, o monte da Lua), perto de Santa Euf\u00e9mia \u2013 uma ideia que come\u00e7ou por ter a ver com custos mais baixos de produ\u00e7\u00e3o e acabou por ser determinante no pr\u00f3prio som do disco. \u201cNeste disco, decidimos experimentar muitas coisas\u201d, diz Pedro D\u2019 Orey, que, pela primeira vez, introduz o som da harpa na m\u00fasica dos Roman\u00e7as \u2013 \u201cQuer\u00edamos ter tempo e disponibilidade para isso. Ora, num est\u00fadio a quinze contos a hora, n\u00e3o se tem propriamente disponibilidade para andar a experimentar sozinhos\u2026\u201d Experi\u00eancias que passam tamb\u00e9m pela n\u00e3o utiliza\u00e7\u00e3o da bateria, substitu\u00edda pelas percuss\u00f5es (percuss\u00f5es industriais no tema \u201cAuto da cria\u00e7\u00e3o\u201d\u2026) de Fernando Molina, Jo\u00e3o Lu\u00eds Lobo e do convidado Jos\u00e9 Salgueiro, que, juntamente com Pedro D\u2019 Orey, produz \u201cAzuldesejo\u201d, pela contribui\u00e7\u00e3o na voz feminina de Filomena Pereira e por uma can\u00e7\u00e3o cantada em japon\u00eas. \u201cS\u00e3o salas vivas, salas reais\u201d, continua Pedro D\u2019 Orey, referindo-se ao local de grava\u00e7\u00e3o, \u201cnas quais grav\u00e1mos de manh\u00e3, de tarde e \u00e0 noite durante um m\u00eas, sem fins-de-semana\u2026 Por exemplo, as gaitas-de-foles [dos convidados Paulo Marinho e Rui Vaz] foram gravadas da sala de jantar e n\u00e3o t\u00eam um pingo de reverbera\u00e7\u00e3o artificial\u201d. Quanto ao projecto da banda, no essencial, permanece fiel ao original: \u201cFazer interpreta\u00e7\u00f5es de uma forma n\u00e3o \u2018tradicional\u2019, como se faia no s\u00e9culo passado, ou seja, utilizando uma linguagem moderna\u201d de composi\u00e7\u00f5es que, todavia, se baseiam em temas tradicionais. \u201cN\u00e3o queremos que nos considerem um grupo de m\u00fasica tradicional\u201d, diz Fernando Pereira (n\u00e3o confundir com o imitador), vocalista e guitarrista dos Roman\u00e7as, \u201cembora no disco haja quatro ou cinco temas cantados de maneira tradicional, pois n\u00e3o quer\u00edamos que houvesse um corte abrupto\u201d.<br \/>\nA provar que os Roman\u00e7as deixaram boas recorda\u00e7\u00f5es com o anterior \u201cMonte da Lua\u201d est\u00e1 o facto de j\u00e1 terem vendido dez mil exemplares do novo disco, cinco mil comprados pela entidade patrocinadora da grava\u00e7\u00e3o e a restante metade em pedidos antecipados, o que faz com que \u201cAzuldesejo\u201d, mesmo antes de ser lan\u00e7ado no mercado, j\u00e1 seja disco de prata. As composi\u00e7\u00f5es que integram o \u00e1lbum s\u00e3o \u201cAs vozes do mundo\u201d, \u201cMineta\u201d, \u201cGalicia\u201d, \u201cCandeia\u201d, \u201cJaneiradas\u201d, \u201cOceanos\u201d, \u201cSoredemo\u201d, \u201cCarolina\u201d, \u201cFim do dia\u201d, \u201cVindima\u201d, \u201cAuto da Cria\u00e7\u00e3o\u201d e uma vers\u00e3o instrumental de \u201cMulher da erva\u201d, de Jos\u00e9 Afonso.<\/p>\n<p><strong>O \u201cCANTE\u201d N\u00c3O ENTRA NO CAF\u00c9<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=3975\" rel=\"attachment wp-att-3975\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gcv2.jpg\" alt=\"gcv2\" width=\"222\" height=\"227\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3975\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gcv2.jpg 222w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/gcv2-98x100.jpg 98w\" sizes=\"auto, (max-width: 222px) 100vw, 222px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p>Ant\u00f3nio Eduardo Revez tem 57 anos de idade, duas filhas e \u00e9 taxista de profiss\u00e3o. \u00c9 tamb\u00e9m um dos elementos solistas do grupo de cante alentejano Ganh\u00f5es de Castro Verde, onde desempenha as fun\u00e7\u00f5es de \u201calto\u201d. \u201cNascido e criado na Alentejo\u201d, Ant\u00f3nio Revez perde \u201choras do servi\u00e7o profissional\u201d para se dedicar ao canto. Actividade vital \u2013 como a respira\u00e7\u00e3o, o trabalho ou o lazer \u2013, o canto alentejano vive do colectivo. Canta-se na taberna, na eira, na rua, ao luar. \u201cModas\u201d, estreia em disco do grupo, foi gravado num audit\u00f3rio. Sucederam-se os \u201ctakes\u201d entre a boa disposi\u00e7\u00e3o e, por vezes, alguma impaci\u00eancia. \u201cEu n\u00e3o diria que foi mais dif\u00edcil\u201d, diz Ant\u00f3nio Revez referindo-se ao local de grava\u00e7\u00f5es. \u201c\u00c9, talvez, a quest\u00e3o psicol\u00f3gica das pessoas que pode provocar algum nervosismo. O alentejano \u00e9 assim: quando tem um copo de vinho, a alegria chega mais depressa.\u201d De resto, est\u00e1 a perder-se aos poucos a tradi\u00e7\u00e3o de cantar nas tabernas, em parte porque este tipo de estabelecimento e local de conv\u00edvio tende a desaparecer, substitu\u00eddo pelo caf\u00e9. \u201cA mocidade de hoje s\u00f3 procura os caf\u00e9s. Os jovens deixaram de ir \u00e0s tabernas onde se juntavam antigamente as pessoas, que eram mais modestas na quest\u00e3o monet\u00e1ria.\u201d As filhas de Ant\u00f3nio Revez acham a actividade art\u00edstica do pai \u201cengra\u00e7ada\u201d e dizem que ele \u201cainda vai no uso antigo\u201d. Os jovens afastam-se: \u201c\u00c9 triste, n\u00e3o conseguem aprovar o patrim\u00f3nio que n\u00f3s t\u00ednhamos, o sistema cultural, a nossa m\u00fasica, os nossos cantares. Agora \u00e9 tudo mais moderno, as pessoas est\u00e3o voltadas para os rocks e isto e aquilo.\u201d No que diz respeito aos Ganh\u00f5es de Castro Verde, mant\u00eam-se fi\u00e9is \u00e0 voz do sangue e da terra que lhes deu origem.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/NsLUxPKAKyI\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 9 MAR\u00c7O 1994 MPP: A GERA\u00c7\u00c3O DOS SUPERCONDUTORES Pedro Barroso, Ganh\u00f5es de Castro Verde, Jos\u00e9 Peixoto e Roman\u00e7as editaram ou v\u00e3o editar novos discos cujo denominador comum \u00e9 a m\u00fasica de raiz tradicional. 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