{"id":3961,"date":"2015-09-11T04:52:10","date_gmt":"2015-09-11T11:52:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3961"},"modified":"2015-09-11T04:52:10","modified_gmt":"2015-09-11T11:52:10","slug":"fredo-mergner-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/09\/11\/fredo-mergner-entrevista\/","title":{"rendered":"Fredo Mergner &#8211; Entrevista"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock<\/p>\n<p>16 de Novembro de 1994<br \/>\nEM P\u00daBLICO<\/p>\n<p><strong>FREDO MERGNER *<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=3962\" rel=\"attachment wp-att-3962\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/fredo-mergner-202x300.gif\" alt=\"fredo mergner\" width=\"202\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3962\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/fredo-mergner-202x300.gif 202w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/fredo-mergner-300x446.gif 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/fredo-mergner-67x100.gif 67w\" sizes=\"auto, (max-width: 202px) 100vw, 202px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><\/p>\n<p><strong>O seu primeiro disco a solo, \u201c\u00c0 Sombra da Figueira\u201d, soa por vezes bastante nost\u00e1lgico. \u00c9 uma pessoa triste?<\/strong><br \/>\nA tristeza \u00e9 sem d\u00favida um elemento presente. N\u00e3o sou propriamente uma pessoa triste mas sim sentimental. Mas essa tristeza, ou essa nostalgia, que diz sentir ao ouvir o disco, isso para mim j\u00e1 significa que consegui transmitir esses sentimentos.<\/p>\n<p><strong>Essa nostalgia tem a ver com o facto de ter nascido na Hungria, ou seja, de viver numa p\u00e1tria que n\u00e3o \u00e9 a sua?<\/strong><br \/>\nVim para Portugal em 1977, tinha 24 anos. Fiz a minha evolu\u00e7\u00e3o em Portugal. As minhas influ\u00eancias, recebi-as de Portugal. Considero-me um cidad\u00e3o portugu\u00eas. Falo portugu\u00eas\u2026 Mas \u00e9 dif\u00edcil ser-se portugu\u00eas em Portugal\u2026 Se estivesse na Am\u00e9rica, passados dois anos, podia logo dizer \u201cI\u2019m american\u201d e toda a gente acharia isso normal. Em Portugal \u00e9 diferente, \u00e9 um pa\u00eds antigo, cheio de tradi\u00e7\u00f5es, com ra\u00edzes culturais fortes. A adapta\u00e7\u00e3o \u00e9 muito mais dif\u00edcil do que num pa\u00eds muito novo como os Estados Unidos.<\/p>\n<p><strong>Que raz\u00f5es o levaram a deixar a Hungria?<\/strong><br \/>\nDeixei primeiro a Hungria para ir viver para a Alemanha, s\u00f3 depois \u00e9 que vim para c\u00e1. Tinha acabado o curso de Antropologia e n\u00e3o tinha nada planeado. Cheguei a Portugal e fui ficando por c\u00e1. Tive uns amigos portugueses que me perguntaram se n\u00e3o queria ficar a viver em Lisboa. Fiquei.<\/p>\n<p><strong>\u00c9 verdade que antes da guitarra estudou harpa?<\/strong><br \/>\nSim. Ali\u00e1s nasci numa fam\u00edlia que tem ra\u00edzes musicais fortes. Todas as pessoas que fazem parte dela t\u00eam jeito para a m\u00fasica. O meu primeiro instrumento, aos cinco anos, foi o acorde\u00e3o de bot\u00f5es. Aos de comecei a tocar trompete numa banda filarm\u00f3nica e aos dezasseis comecei a estudar harpa, que foi ali\u00e1s o \u00fanico instrumento em que tive aulas a s\u00e9rio. Claro que toquei sempre um bocado de guitarra, uns acordes. Fazia parte de uma banda de liceu, no fim dos anos 60. Mas s\u00f3 passei a dedicar-me \u00e1 guitarra a partir dos 18 anos. Mas como j\u00e1 tinha um \u201cbackground\u201d musical foi f\u00e1cil, ao fim de seis meses j\u00e1 tocava pe\u00e7as dif\u00edceis.<\/p>\n<p><strong>S\u00e3o percept\u00edveis neste disco certos fraseados na guitarra que lembram a harpa, Andreas Vollenweider por exemplo\u2026<\/strong><br \/>\nCertamente est\u00e3o l\u00e1 coisas da harpa, sobretudo nos harpejos e em certos acentos musicais.<\/p>\n<p><strong>\u201c\u00c0 Sombra da Figueira\u201d pretende ser um disco de m\u00fasica portuguesa? \u00c9 que por vezes \u00e9 not\u00f3ria a dist\u00e2ncia, um certo desfasamento de sensibilidades\u2026<\/strong><br \/>\n\u00c9 uma fus\u00e3o. As influ\u00eancias v\u00eam da m\u00fasica portuguesa e da m\u00fasica sul-americana, brasileira por exemplo, e da m\u00fasica espanhola. \u201cAlmas perfumadas\u201d, por exemplo, \u00e9 uma fus\u00e3o entre um fadinho e o chorinho. Tive uma fase em que estudei mesmo o chorinho. Tenho uma grande colec\u00e7\u00e3o de partituras de chorinho. Por outro lado, a utiliza\u00e7\u00e3o da guitarra portuguesa \u00e9 diferente. Uso a guitarra portuguesa de uma maneira diferente do fado, onde a viola \u00e9 quase um escravo. De certo modo inverto os respectivos pap\u00e9is. A m\u00fasica espanhola vem tamb\u00e9m daqui, do ambiente que se vive em Portugal.<\/p>\n<p><strong>Como definiria esse ambiente?<\/strong><br \/>\nUm pergunta um bocado dif\u00edcil. Como j\u00e1 disse, fiz a minha evolu\u00e7\u00e3o aqui, como autodidacta. Nunca ningu\u00e9m me mostrou nada. Nu fundo, tudo o que sei e fa\u00e7o em m\u00fasica foi conseguido por mim sozinho, sem aux\u00edlio, deixando actuar sobre mim os ambientes. Ambientes que os pr\u00f3prios portugueses, por dificuldades v\u00e1rias, econ\u00f3micas e outras, n\u00e3o sabem aproveitar.<\/p>\n<p><strong>Concorda que o disco se pode inscrever na categoria do \u201cmuzak\u201d, m\u00fasica de fundo sem grandes pretens\u00f5es?<\/strong><br \/>\nN\u00e3o \u00e9 um disco de m\u00fasica instrumental vulgar. Normalmente, a fun\u00e7\u00e3o da m\u00fasica instrumental \u00e9 servir de m\u00fasica de fundo. Penso que o meu \u00e1lbum exige uma audi\u00e7\u00e3o um bocado mais atenta. As pessoas costumam comentar e p\u00f4r algumas retic\u00eancias por ser um disco sem voz. Costumo dizer que \u00e9 a guitarra que canta. \u00c9 um instrumento que, bem tocado, tem as possibilidades expressivas de uma voz. Pode-se bater nela ou ser suave e fazer-lhe festinhas. Consoante o caso, assim sai o som.<\/p>\n<p><strong>E uma forma de resist\u00eancia aos Resist\u00eancia?<\/strong><br \/>\n\u00c9 importante dizer que sou compositor, al\u00e9m de executante. Nos Resist\u00eancia, o meu trabalho a minha contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para o som do grupo. Mas isso n\u00e3o impede que, enquanto compositor, n\u00e3o sinta necessidade de p\u00f4r as minhas composi\u00e7\u00f5es c\u00e1 fora. J\u00e1 tenho uma obra escrita bastante volumosa, os nove temas do disco foram escritos para agradar o mais poss\u00edvel \u00e0s pessoas. N\u00e3o quis que fosse um disco supervirtuoso, mas sim um disco instrumental que agrade a muita gente e venda minimamente, mantendo um m\u00ednimo de virtuosismo e bom gosto. N\u00e3o pretendi fazer um disco para ficar na prateleira, em que s\u00f3 uma elite reconhece a qualidade.<\/p>\n<p><strong>De onde veio a ideia de tocar ao vivo nos locais onde tem dado entrevistas de promo\u00e7\u00e3o? (Por ocasi\u00e3o desta entrevista, Fredo Mergner interpretou em guitarra portuguesa tr\u00eas temas de \u201c\u00c0 Sombra da Figueira\u201d na redac\u00e7\u00e3o do P\u00daBLICO, acompanhado por Pedro de Faro, na guitarra.)<\/strong><br \/>\nEm certa medida, \u00e9 \u201cmarketing\u201d. Mas o importante \u00e9, tendo um disco instrumental c\u00e1 fora, conseguir construir a minha imagem como solista, como guitarrista. Procuro que as pessoas me vejam com o instrumento na m\u00e3o, que me associem ao instrumento. E ao mesmo tempo mostrar que consigo tocar em qualquer lado e em qualquer situa\u00e7\u00e3o. Sou um tocador de guitarra. De resto, estou a preparar uma banda para tocar comigo ao vivo. Com o Pedro de Faro, dois percussionistas, um baixista e um teclista.<\/p>\n<p>* guitarrista dos Resist\u00eancia, acabou de lan\u00e7ar a sua estreia a solo, \u201c\u00c0 Sombra da Figueira\u201d<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/05kCZcYBecs\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 16 de Novembro de 1994 EM P\u00daBLICO FREDO MERGNER * O seu primeiro disco a solo, \u201c\u00c0 Sombra da Figueira\u201d, soa por vezes bastante nost\u00e1lgico. \u00c9 uma pessoa triste? A tristeza \u00e9 sem d\u00favida um elemento presente. N\u00e3o sou propriamente uma pessoa triste mas sim sentimental. 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