{"id":392,"date":"2009-05-08T10:29:55","date_gmt":"2009-05-08T17:29:55","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=392"},"modified":"2009-05-08T10:29:55","modified_gmt":"2009-05-08T17:29:55","slug":"embryo-father-son-holy-ghost-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/05\/08\/embryo-father-son-holy-ghost-conj\/","title":{"rendered":"Embryo &#8211; Father, Son &#038; Holy Ghost (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>14.07.2000<br \/>\nReedi\u00e7\u00f5es<br \/>\nO Embri\u00e3o \u201cFreak\u201d<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/embryo_father.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/embryo_father.jpg\" alt=\"embryo_father\" title=\"embryo_father\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"alignnone size-full wp-image-393\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/embryo_father.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/embryo_father-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/embryo_father-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/227420544\/Embryo_-_Father__Son_and_Holy_Ghosts__1972_.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p>Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, os alem\u00e3es Embryo foram a primaira banda a actuar ao vivo, no in\u00edcio dos anos 70, em Portugal, no cinema Alvalade. A sess\u00e3o de free rock \u2018n\u2019 jazz ent\u00e3o oferecida foi acolhida com alguma frieza, para n\u00e3o dizer hostilidade.<br \/>\nNuma altura em que o termo \u201ckrautrock\u201d ainda n\u00e3o se generalizara, corria ent\u00e3o no circuito de importa\u00e7\u00e3o o \u00e1lbum \u201cEmbryo\u2019s Rache\u201d (1971) e os mais conhecedores discutiam se o nome da banda se devia pronunciar \u201c\u00e0 inglesa\u201d, \u201cembraio\u201d, ou no alem\u00e3o aportuguesado, \u201cembrio\u201d.<br \/>\nPor\u00e9m, com a chegada a Portugal da primeira vaga do krautrock, atrav\u00e9s de \u00e1lbuns de Klaus Schulze, Tangerine Dream, Neu!, Harmonia, Cluster ou Popol Vuh, o nome Embryo caiu no esquecimento. Mesmo Julian Cope, no seu livro \u201cKrautrocksampler\u201d n\u00e3o faz qualquer men\u00e7\u00e3o ao grupo.<br \/>\nQuando o krautrock se transformou numa caricatura, assistindo-se a bandas como os Eloy ou os Atlantis a obterem no mercado internacional o suceso que nunca tiveram os revolucion\u00e1rios do movimento, os Embryo prosseguiram a sua carreira imp\u00e1vidos e serenos. O jazz adoptou-os.<br \/>\n\u201cFather, Son &#038; Holy Ghost\u201d (1972) evidencia os mesmos atributos que caracterizam \u201cEmbryo\u2019s Rache\u201d, o gosto pela improvisa\u00e7\u00e3o colhendo elementos do rock, do jazz e do psicadelismo, em \u201cjam sessions\u201d semi-estruturadas \u00e0 boa maneira 2freak\u201d, como em \u201cFree\u201d, incofundivelmente da casta dos Amon D\u00fc\u00fcl, embora imbu\u00edda do esp\u00edrito do jazz. N\u00e3o por acaso Miles Davis chamava aos Embryo \u201co grupo hippie alem\u00e3o com o qual Mal Waldron costumava tocar\u201d capaz de fazer \u201ccoisas interessantes\u201d. \u201cMariambaroos\u201d explorava um lado mais \u00e9tnico que ompregnaria posteriormente toda a m\u00fasica do grupo, enquanto \u201cForgotten sea\u201d percorre os caminhos de fus\u00e3o abertos pelos Soft Machine e que outra banda alem\u00e3 incorporara de forma n\u00e3o menos interessante, os Release Music Orchestra (Disconforme, import. Megam\u00fasica, 7\/10).<br \/>\n\u201cSteig\u2019aus\u201d, de 1972, \u00e9 um dos \u00e1lbuns mais recomend\u00e1veis dos Embryo. Ao lado dos l\u00edderes Burchard e Edgar Hoffman (sax soprano e violino) estavam agora Roman Bunka na guitarra e Jimmy Jackson (convidado habitual nas sess\u00f5es dos Amon D\u00fc\u00fcl), no mellotron e \u00f3rg\u00e3o, para sintonizarem na frequ\u00eancia da \u201cRadio Marrakesch\u201d e das sonoridades ligadas ao transe. Tr\u00eas longos temas criam uma m\u00fasica mesclada de exotismo e de deambula\u00e7\u00f5es pelo jazz na sua veia mais psicad\u00e9lica e experimental (como os Et Cetera, de Wolfgang Dauner), cortada por efeitos electr\u00f3nicos, passagens funky e fragmentos c\u00f3smicos, nos quais o vibrafone de Burchard encontrava cada vez mais terreno livre para se exercitar. Mal Waldron, pianista de jazz, entra pela primeira vez no grupo, com a composi\u00e7\u00e3o da primeira parte de \u201cCall\u201d, 17 minutos de jam alucinada que deitavam por terra quantos insistiam em ver no grupo uma vers\u00e3o teut\u00f3nica da Mahavishnu Orchestra (Repertoire, import. Lojas Valentim de Carvalho, 8\/10).<br \/>\nDepois de \u201cWe Keep On\u201d, onde os Embryo refor\u00e7avam a sua tend\u00eancia para o jazz, integrando nas suas fileiras, al\u00e9m de Maldron, o saxofonista Charlie Mariano (faria carreira a solo na ECM, colaborando assiduamente com o grupo indiano de percuss\u00f5es Karnathaka), \u201cRock Session\u201d (1973) \u00e9 mais uma pe\u00e7a fundamental dos Embryo, com Mal Waldron, no piano el\u00e9ctrico, e Jimmy Jackson, no \u00f3rg\u00e3o, a empurrarem a locomotiva de ritmos funky pelo deserto africano. Os c\u00e2nticos dos Amon D\u00fc\u00fcl juntam-se \u00e0s fuma\u00e7as de haxixe dos ainda mais freaks Agitation Free (uma das bandas injustamente ignoradas do krautrock). Os Can tamb\u00e9m n\u00e3o andavam longe, em \u201cEntrances\u201d, um quarto de hora de proto-groove tribal, boa companhia para safaris pelo c\u00e9rebro. Confundidos com uma \u201cbanda rock afro-asi\u00e1tica\u201d, antes de Jah Wobble, antes dos Loop Guru, os Embryo juntaram os continentes (Repertoire, import. Lojas Valentim de Carvalho, 8\/10).<br \/>\nJ\u00e1 sem Edgar Hoffman, faltou a Christian Burchard a capacidade para orientar sozinho a m\u00fasica dos Embryo, em \u201cApo-calypso\u201d, \u00e1lbum de 1977 que surge na sequ\u00eancia de uma visita do percussionista \u00e0 \u00cdndia e que conta com o percussionista Trilok Gurtu. Em vez das longas aventuras em busca dos tesouros da imagina\u00e7\u00e3o, surgem can\u00e7\u00f5es alimentadas pelos lugares-comuns do jazz rock, perme\u00e1veis a alguma nostalgia pela escola de costumes de Canterbury e arrancadas da pasmaceira por intempestivas irrup\u00e7\u00f5es de irracionalidade. Um \u00e1lbum de contrastes, onde as boas ideias (e os excepcionais solos de Burchard no vibrafone) emergem para logo se apagarem num mar de indefini\u00e7\u00f5es (Disconforme, import. Megam\u00fasica, 7\/10).<\/p>\n<p>Com cheiro a enxofre, os Atomic Rooster, nasceram das cinzas dos Crazy World of Arthur Brown. O guitarrista John Caan e o organista Vincent Crane, \u00e9mulo diab\u00f3lico de Keith Emerson, eram as principais figuras desta banda, da qual Carl Palmer tamb\u00e9m fez parte antes de transportar a sua bateria para os Emerson, Lake &#038; Palmer. Em \u201cIn Hearing Of\u201d (1971) o demo apenas levanta a voz no \u201cbonus-track\u201d, \u201cThe Devil\u2019s Answer\u201d, mas o \u00e1lbum mant\u00e9m intactos a vitalidade e o talento para fabricar riffs irresist\u00edveis que fizeram dos Atomic Rooster uma das bandas pioneiras e mais originais do hard rock ingl\u00eas dos anos 70 (Repertoire, import. Lojas Valentim de Carvalho, 7\/10).<\/p>\n<p>Soberbo, \u201cKanguru\u201d, de 1972, \u00e9 o melhor \u00e1lbum dos Guru Guru. Adeptos da liberdade, da cacofonia, do riff de arame farpado electrificado, de Hendrix e, em geral, de todo o tipo de libertinagens autorizadas pelo LSD (o grupo gravou mesmo um hino\/marcha dedicado a esta subst\u00e2ncia, no \u00e1lbum de estreia, \u201cUFO\u201d), os Guru Guru eram um \u201cpower trio\u201d accionado pelas opera\u00e7\u00f5es percussivas de Mani Neumeier, em conjunto com as descargas de electricidade tripante do guitarrista Ax Genrich e a lava do baixista Uli Trepte (passou pelos Faust\u2026). Mas \u201cKanguru\u201d \u00e9 mais do que o \u201cfree rock\u201d (ou \u201cfreak\u201d rock?) que a banda cultivou n\u00e3o s\u00f3 em \u201cUFO\u201d, como em \u201cHinten\u201d e \u201cGuru Guru\u201d, dando um salto em direc\u00e7\u00e3o ao cosmo. \u00c9 o \u00e1lbum mais electr\u00f3nico dos Guru Guru e os quatro temas que o comp\u00f5em s\u00e3o outras tantas viagens atrav\u00e9s dos pulsares, burcaos negros e gal\u00e1xias de uma mente em combust\u00e3o, no ponto em que \u201cElectronic Meditation\u201d dos Tangerine Dream entra em curto-circuito, passando para outra dimens\u00e3o. Jimi Hendrix, onde estiver, deve tocar uma m\u00fasica como esta. Um cl\u00e1ssico do krautrock (Metronome, import. Lojas Valentim de Carvalho, 9\/10).<\/p>\n<p>Pelo contr\u00e1rio, os Quintessence tocavam a luz. Formado por m\u00fasicos indianos residentes em Londres, o grupo cultivava uma m\u00fasica fluida onde os c\u00e2nticos de louvor a Buda e a Shiva deslizavam ao ritmo suave de instrumentais jazzy e de flautas flor de l\u00f3tus. A colect\u00e2nea \u201cEpitaph for Tomorrow\u201d junta composi\u00e7\u00f5es dos \u00e1lbuns \u201cIn Blissful Company\u201d (1969), \u201cQuintessence\u201d (1970) e \u201cDive Deep\u201d (1971). Envoltos numa nuvem de incenso, os Quintessence sonhavam com a convers\u00e3o dos Jethro Tull ao budismo mas, curiosamente, soavam ami\u00fade a uma vers\u00e3o ang\u00e9lica dos Hawkwind\u2026 Hare-Krishna (Drop Out, import. Lojas Valentim de Carvalho, 6\/10).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>14.07.2000 Reedi\u00e7\u00f5es O Embri\u00e3o \u201cFreak\u201d LINK Por incr\u00edvel que pare\u00e7a, os alem\u00e3es Embryo foram a primaira banda a actuar ao vivo, no in\u00edcio dos anos 70, em Portugal, no cinema Alvalade. 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