{"id":3785,"date":"2015-07-03T07:26:16","date_gmt":"2015-07-03T14:26:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3785"},"modified":"2015-07-03T07:26:16","modified_gmt":"2015-07-03T14:26:16","slug":"mike-oldfield-sinosite-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/07\/03\/mike-oldfield-sinosite-entrevista\/","title":{"rendered":"Mike Oldfield &#8211; Sinosite (Entrevista)"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>22 de Setembro de 1993<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>SINOSITE<\/p>\n<p>Mike Oldfield: um homem, uma guitarra de som inconfund\u00edvel, uma personalidade inst\u00e1vel e um disco onde coube tudo: \u201cTubular Bells\u201d. Em dois volumes, separados por duas d\u00e9cadas, a marcarem a dist\u00e2ncia entre o g\u00e9nio e a banalidade.<\/strong><br \/>\n<center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=3786\" rel=\"attachment wp-att-3786\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/mo-300x225.jpg\" alt=\"mo\" width=\"300\" height=\"225\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3786\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/mo.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/mo-100x75.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><br \/>\nO autor de um dos discos mais vendidos a m\u00fasica Rock, \u201cTubular Bells\u201d, o primeiro, pois claro, vai tocar numa pra\u00e7a de touros. Uma actua\u00e7\u00e3o em registo orquestral a exigir enorme concentra\u00e7\u00e3o. Com a guitarra, v\u00e1rios tipos de guitarra, no comando das opera\u00e7\u00f5es. Menos a portuguesa, de que Mike Oldfield, estranhamente, nunca ouviu falar.<br \/>\nP\u00daBLICO \u2013 Que motivos o levaram a gravar \u201cTubular Bells II\u201d?<br \/>\nMike Oldfield \u2013 Pensei que fosse uma boa ideia e agradou-me imenso faz\u00ea-lo. Tinha essa inten\u00e7\u00e3o j\u00e1 h\u00e1 cerca de cinco anos, mas queria faz\u00ea-lo com uma nova editora. J\u00e1 n\u00e3o me sentia feliz na Virgin e tive de romper o contrato.<br \/>\nP. \u2013 Por que raz\u00e3o se aborreceu com a editora?<br \/>\nR. \u2013 As pessoas originais foram-se embora e as que vieram n\u00e3o eram grandes apreciadoras de m\u00fasica instrumental. Pensavam que era um formato dif\u00edcil de promover. Depois, Richard Branson estava mais preocupado com a sua companhia de avia\u00e7\u00e3o, enquanto no passado se preocupava mais com a m\u00fasica. Foram 17 anos na mesma editora e achei que era tempo de mudar.<br \/>\nP. \u2013 Poderia ter feito \u201cTubular Bells II\u201d com m\u00fasica original, mas em vez disso preferiu apenas alterar os arranjos. Porqu\u00ea essa op\u00e7\u00e3o?<br \/>\nR. \u2013 As sequ\u00eancias n\u00e3o s\u00e3o as mesmas\u2026 mas porque \u00e9 que me est\u00e1 sempre a perguntar \u201cporqu\u00ea\u201d?<br \/>\n<center><br \/>\n<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=3787\" rel=\"attachment wp-att-3787\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/TubularBellsII-300x292.jpg\" alt=\"TubularBellsII\" width=\"300\" height=\"292\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3787\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/TubularBellsII-300x292.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/TubularBellsII-100x97.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/07\/TubularBellsII.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><br \/>\n<\/center><br \/>\nP. \u2013 Porque o p\u00fablico portugu\u00eas quer ficar a saber\u2026<br \/>\nR. \u2013 Oh! (suspiro). N\u00e3o h\u00e1 uma raz\u00e3o para tudo o que fa\u00e7o, portanto n\u00e3o faz sentido perguntar-me \u201cporqu\u00ea\u201d. N\u00e3o tenho explica\u00e7\u00e3o para as coisas. N\u00e3o sei por que raz\u00e3o h\u00e1 seres humanos sobre o planeta, n\u00e3o sei explicar os enigmas do universo. As coisas simplesmente existem. Eu fa\u00e7o coisas n\u00e3o por este ou aquele motivo. Fa\u00e7o-as e pronto.<br \/>\nP. \u2013 A sua obra tem-se caracterizado por dois campos musicais separados: longas pe\u00e7as instrumentais e, por outro lado, pequenas can\u00e7\u00f5es curtas\u2026<br \/>\nR. \u2013 Resolvi deixar essas can\u00e7\u00f5es de lado por uns tempos. Comecei a sentir aborrecimento a escrever can\u00e7\u00f5es, que me estava a repetir. H\u00e1 muitas pessoas no mundo a escrever can\u00e7\u00f5es mas muito poucas a compor pe\u00e7as instrumentais. Uso um pouco as vozes, \u00e9 claro, mas n\u00e3o no formato tradicional de can\u00e7\u00f5es.<br \/>\nP. \u2013 Mas, sobretudo nos \u00faltimos anos, foram essas can\u00e7\u00f5es que lhe deram mais dinheiro\u2026<br \/>\nR. \u2013 Nunca fiz nada por dinheiro. \u00c0 parte quando era muito novo e trabalhava porque necessitava dele. Passei a ter sempre dinheiro desde \u201cTubular Bells\u201d. A maioria das pessoas pensa que se age sempre a pensar em dinheiro, mas eu fa\u00e7o as coisas por outras raz\u00f5es, pelo prazer que sinto, por exemplo. Quando deixar de sentir esse prazer, paro, e vou fazer outra coisa.<br \/>\nP. \u2013 Passados todos estes anos, continua a sentir prazer em tocar ao vivo?<br \/>\nR. \u2013 Sim, especialmente nesta digress\u00e3o, em que os processos utilizados s\u00e3o diferentes. N\u00e3o vai ser como em digress\u00f5es anteriores, em que fazia vers\u00f5es rock dos \u00e1lbuns. Tinha j\u00e1 tudo escrito, como se fosse uma pe\u00e7a orquestral, os m\u00fasicos v\u00e3o cingir-se \u00e0s respectivas partituras. Os actuais concertos soam bastante aos \u00e1lbuns, embora num contexto \u201cao vivo\u201d, com v\u00e1rias partes separadas que se complementam e que exigem uma grande concentra\u00e7\u00e3o, de modo a conseguir-se a ordem correcta. T\u00eam a dura\u00e7\u00e3o de uma hora e meia, o que, nos dias que correm, pode parecer um pouco curto. N\u00e3o se trata de pregui\u00e7a, mas sim da tal concentra\u00e7\u00e3o.<br \/>\nP. \u2013 V\u00e3o ser tocados temas novos ou s\u00f3 os arranjos \u00e9 que variam?<br \/>\nR. \u2013 Novos arranjos. Vou tocar um pouco de \u201cTubular Bells II\u201d, um pouco de flamenco, que adoro\u2026<br \/>\nP. \u2013 Sempre mostrou interesse pela m\u00fasica tradicional, nomeadamente de inspira\u00e7\u00e3o celta\u2026 Tocou recentemente num clube de m\u00fasica tradicional na Galiza\u2026<br \/>\nR. \u2013 \u00c9 verdade. A minha namorada \u00e9 galega e fomos visitar os pais dela. Conheci o grupo Luar na Lubre e toc\u00e1mos juntos nesse clube. Adoro m\u00fasica celta.<br \/>\nP. \u2013 Continua a viver no campo?<br \/>\nR. \u2013 Sim, em Inglaterra, algumas vezes.<br \/>\nP. \u2013 Tem medo da cidade?<br \/>\nR. \u2013 Tenho uma casa em Los Angeles que \u00e9 uma das maiores cidades dos Estados Unidos, s\u00f3 que fica um pouco \u00e0 margem, no alto de um monte. Gosto de me sentir pr\u00f3ximo da cidade, mas n\u00e3o no meio dela.<br \/>\nP. \u2013 Descontando \u201cTubular Bells II\u201d, pensa regressar ao estilo e \u00e0 complexidade de um \u00e1lbum como \u201cAmarok\u201d, por sinal excelente?<br \/>\nR. \u2013 Complexo, sim, mas feito de forma muito espont\u00e2nea. Costumava levantar-me de manh\u00e3 e pensar em algo, uma t\u00e9cnica de composi\u00e7\u00e3o que resultou bem. H\u00e1 nesse disco sec\u00e7\u00f5es maravilhosas, mas, na generalidade, \u00e9 um disco em que existe raiva, um disco negativo. N\u00e3o estou a dizer que seja mau\u2026<br \/>\nP. \u2013 Sabe-se que costuma ser sens\u00edvel a estes aspectos negativos, mas o curioso \u00e9 que se desprende da sua m\u00fasica uma sensa\u00e7\u00e3o de harmonia. Usa a m\u00fasica como terapia?<br \/>\nR. \u2013 Sim, \u00e9 uma esp\u00e9cie de terapia. Nos primeiros tempos, a m\u00fasica era algo que me fazia sentir feliz e seguro, mas se se reparasse bem, n\u00e3o era uma m\u00e1usica feliz, embora possa dizer que era uma m\u00fasica positiva.<br \/>\nP. \u2013 Define-se primeiro que tudo como um guitarrista?<br \/>\nR. \u2013 Absolutamente. Quando vir o concerto reparar\u00e1 que me concentro muito na guitarra. Vou tocar v\u00e1rios tipos de guitarra: espanhola, cl\u00e1ssica, el\u00e9ctrica\u2026<br \/>\nP. \u2013 E guitarra portuguesa?<br \/>\nR. \u2013 O qu\u00ea? Nunca vi uma guitarra portuguesa, o que \u00e9 isso?<br \/>\nP. \u2013 N\u00e3o sabe o que \u00e9?<br \/>\nR. \u2013 N\u00e3o, mas vou tentar investigar, manter os ouvidos abertos para ela.<\/p>\n<p>DIA 22, DRAM\u00c1TICO DE CASCAIS, 21H30<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/q7U1fvpuWWU\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 22 de Setembro de 1993 SINOSITE Mike Oldfield: um homem, uma guitarra de som inconfund\u00edvel, uma personalidade inst\u00e1vel e um disco onde coube tudo: \u201cTubular Bells\u201d. Em dois volumes, separados por duas d\u00e9cadas, a marcarem a dist\u00e2ncia entre o g\u00e9nio e a banalidade. 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