{"id":3761,"date":"2015-06-25T07:52:02","date_gmt":"2015-06-25T14:52:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3761"},"modified":"2015-06-25T07:52:02","modified_gmt":"2015-06-25T14:52:02","slug":"sergio-godinho-entrevista-a-tinta-permanente-e-a-mais-volatil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/06\/25\/sergio-godinho-entrevista-a-tinta-permanente-e-a-mais-volatil\/","title":{"rendered":"S\u00e9rgio Godinho &#8211; Entrevista (A Tinta Permanente \u00c9 A Mais Vol\u00e1til)"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>5 de Maio de 1993<\/p>\n<p><strong>\u201cTinta Permanente\u201d \u00e9 o 15\u00ba \u00e1lbum da discografia de S\u00e9rgio Godinho, quatro anos depois do lan\u00e7amento de \u201cAos Amores\u201d, \u00faltimo \u00e1lbum de originais, e dois depois do duplo com novas vers\u00f5es de temas antigos, \u201cEscritor de Can\u00e7\u00f5es\u201d. Sem apresentar muitas novidades em termos formais em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua obra anterior, \u201cTinta Permanente\u201d te, entre outras, a virtude de mostrar que S\u00e9rgio Godinho permanece atento e vigilante \u00e0s hist\u00f3rias do quotidiano e \u00e0s hist\u00f3rias que se v\u00e3o desenrolando no interior de si pr\u00f3prio.<br \/>\nGravado entre Dezembro do ano passado e Mar\u00e7o deste ano, \u201cTinta Permanente\u201d tem produ\u00e7\u00e3o do autor e de Paulo Pulido Valente. Os arranjos e direc\u00e7\u00e3o musical levam a assinatura de Jo\u00e3o Esteves da Silva, que j\u00e1 havia colaborado com S\u00e9rgio Godinho no \u00e1lbum de 1983, \u201cCoincid\u00eancias\u201d.<br \/>\nEntre os m\u00fasicos convidados, contam-se Jos\u00e9 Salgueiro, Paleka, Tom\u00e1s Pimentel, Pedro Wallenstein e Jo\u00e3o Paulo Esteves da Silva e um quarteto vocal feminino composto por Teresa Salgueiro, Filipa Pais, Dora Fidalgo e Sandra Fidalgo. O alinhamento de temas \u00e9 o seguinte: \u201cO Elixir da eterna juventude\u201d, \u201cO primeiro gomo da tangerina\u201d, \u201cA face vis\u00edvel da Lua\u201d, \u201cEnfim SOS\u201d (do filme de S\u00e9rgio Godinho \u201cSOS Stress\u201d), \u201cMelhor que o amor\u201d, \u201cO fim de tudo\u201d, \u201cPequenos del\u00edrios dom\u00e9sticos\u201d (com m\u00fasica de Jorge Constante Pereira), \u201cOs hinos\u201d e \u201cFotos do fogo\u201d.<br \/>\nInicialmente programado para sair a 11 de Maio, problemas t\u00e9cnicos obrigaram a um adiamento, prevendo-se que \u201cTinta Permanente\u201d seja editado ainda antes do final do m\u00eas.<\/p>\n<p>\u201cA TINTA PERMANENTE \u00c9 A MAIS VOL\u00c1TIL\u201d<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=3762\" rel=\"attachment wp-att-3762\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sg-300x300.jpg\" alt=\"sg\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3762\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sg-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sg-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sg-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/sg.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>As suas palavras dizem tudo. Ou quase. S\u00e9rgio Godinho, \u201cescritor de can\u00e7\u00f5es\u201d, regressa com novas hist\u00f3rias. Casos de amor, golpes de dor, partidas que a mem\u00f3ria prega. At\u00e9 de \u201cdar porrada\u201d, quando \u00e9 preciso. Escritas, todas, a tinta permanente.<\/p>\n<p>\u201cTinta Permanente\u201d, primeiro disco de originais depois de \u201cAos Amores\u201d, de 1989, renova o encontro de S\u00e9rgio Godinho com as palavras, a m\u00fasica das palavras, e as palavras com que desde 1971 vem escrevendo a vida em forma de can\u00e7\u00f5es. Entre o sonho e o esquecimento, continua a ser o primeiro dia.<br \/>\nP\u00daBLICO \u2013 Desde 1989 que n\u00e3o gravava um \u00e1lbum de originais. A que se deve esta espera t\u00e3o longa?<br \/>\nS\u00c9RGIO GODINHO \u2013 Nunca funcionei com prazos nem contratos para gravar de tanto em tanto tempo. Depois, tenho interesses noutras \u00e1reas. O que aconteceu foi que, ap\u00f3s ter gravado o \u201cAos Amores\u201d, senti um certo cansa\u00e7o, que era um bocado o fim da linha de uma determinada f\u00f3rmula. Resolvi repensar tudo e fazer o espect\u00e1culo Escritor de Can\u00e7\u00f5es, em que reformulei a no\u00e7\u00e3o de acompanhamento e fiz uma revisita\u00e7\u00e3o de antigas can\u00e7\u00f5es sob roupagens diferentes.<br \/>\nP. \u2013 Essa pausa prende-se com os projectos que desenvolveu em cinema?<br \/>\nR. \u2013 \u00c9 evidente. Fiz na altura o Luz na Sombra, uma s\u00e9rie de programas sobre seis figuras e fun\u00e7\u00f5es menos conhecidas do mundo da m\u00fasica, com toda a anarquia inerente a trabalhar numa produ\u00e7\u00e3o da RTP. Foi muito absorvente. Depois houve tamb\u00e9m um projecto de tr\u00eas filmes de fic\u00e7\u00e3o, de t\u00edtulo gen\u00e9rico \u201cUltimactos\u201d, que acabei por filmar s\u00f3 em Janeiro do ano passado. Ficaram prontos em Setembro e programados para a grelha da RTP de Novembro, cuja reformula\u00e7\u00e3o, devido a esta est\u00fapida guerra de audi\u00eancias que existe, acabou por privilegiar, como produ\u00e7\u00e3o portuguesa, apenas telenovelas e \u201csitcoms\u201d. Os meus filmes ficaram em \u201cstand by\u201d\u2026<br \/>\nP. \u2013 O t\u00edtulo do novo \u00e1lbum, \u201cTinta Permanente\u201d, como o anterior, remete de imediato para a no\u00e7\u00e3o de escrita. Desta vez com a sugest\u00e3o de um cl\u00e1ssico\u2026<br \/>\nR. \u2013 Em metade dos meus \u00e1lbuns tive dificuldade em encontrar um t\u00edtulo. O que \u00e9 um bocado absurdo, tendo em conta que mexo imenso com as palavras\u2026 H\u00e1 discos em que encontrei o t\u00edtulo em primeiro lugar, como \u201cCoincid\u00eancias\u201d, \u201cSal\u00e3o de Festas\u201d ou \u201cAos Amores\u201d. Mas houve outros em que, j\u00e1 depois do disco estar feito, foi como que ter de encontrar o nome para um filho vendo primeiro a cara dele. \u201cTinta Permanente\u201d tem um bocado essa no\u00e7\u00e3o, daquilo que fica, que vai permanecendo, mas tamb\u00e9m do que foge: a tinta permanente \u00e9 a tinta mais vol\u00e1til. H\u00e1 portanto uma ilus\u00e3o. E uma ironia. Essa perman\u00eancia traz consigo uma contradi\u00e7\u00e3o. Dupla ironia.<\/p>\n<p>\u201cLuta permanente\u201d<\/p>\n<p>P. \u2013 Depois de \u201cEscritor de Can\u00e7\u00f5es\u201d, que de certa forma pode ser entendido como o fecho de um ciclo, \u201cTinta Permanente\u201d n\u00e3o avan\u00e7a grandes novidades em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sua obra anterior. Ser\u00e1 que esse estatuto de \u201cescritor de can\u00e7\u00f5es\u201d impede qualquer tipo de ruptura?<br \/>\nR. \u2013 Nunca fui, at\u00e9 por forma\u00e7\u00e3o, uma pessoa de rupturas totais. H\u00e1 caminhos pr\u00f3prios e o retomar de certos elementos. A minha proposta continua a ser mexer com o meu imagin\u00e1rio po\u00e9tico e tocar no imagin\u00e1rio das pessoas.<br \/>\nP. \u2013 Mas n\u00e3o receia a institucionaliza\u00e7\u00e3o do seu som? A n\u00edvel dos arranjos ou de f\u00f3rmulas mel\u00f3dicas, por exemplo? De uma certa maneira de vestir as can\u00e7\u00f5es que parece ter cristalizado?<br \/>\nR. \u2013 S\u00f3 vendo can\u00e7\u00e3o a can\u00e7\u00e3o. A n\u00edvel musical acho que h\u00e1 uma esp\u00e9cie de apuro, uma din\u00e2mica da melodia\u2026<br \/>\nP. \u2013 Sempre atr\u00e1s da musicalidade das palavras?<br \/>\nR. \u2013 N\u00e3o, \u00e0 partida. Come\u00e7o de uma base musical. O grande equ\u00edvoco \u00e9 que, como as minhas palavras s\u00e3o bastante fortes, presume-se que elas surgem antes da m\u00fasica. Na verdade, \u00e9 a m\u00fasica que vai determinar o que ser\u00e3o as palavras. Quando falo em \u201cluta permanente\u201d, no texto de introdu\u00e7\u00e3o, refiro-me \u00e0 luta que existe no acto de compor. \u00c9 estranh\u00edssimo. Tenho dias em que n\u00e3o consigo fazer nada, um desgosto pela cria\u00e7\u00e3o\u2026 at\u00e9 que de repente h\u00e1 uma fulgur\u00e2ncia que me coloca outra vez na senda. Uma luta feita de jogos interactivos entre a melodia e o ritmo. Depois as palavras come\u00e7am a aparecer, apesar disso e com isso.<br \/>\nNeste disco retomei tr\u00eas ou quatro coisas que procurei desenvolver, como a presen\u00e7a de coros femininos, que \u00e9 quase uma constante do disco e que d\u00e1, de certo modo, um contraponto \u00e0 minha maneira de cantar, mais enf\u00e1tica. Por outro lado, a presen\u00e7a de percuss\u00e3o. S\u00f3 h\u00e1 tr\u00eas can\u00e7\u00f5es com bateria. Por outro, ainda, o retomar da guitarra ac\u00fastica, que eu quase tinha abandonado e \u00e9 o instrumento no qual componho. Abandon\u00e1-la seria quase uma trai\u00e7\u00e3o a qualquer coisa que me \u00e9 intr\u00ednseca.<br \/>\nP. \u2013 Em \u201cTinta Permanente\u201d assoma com muita for\u00e7a uma dimens\u00e3o que tem marcado toda a sai obra, a do tempo e das hist\u00f3rias que lhe servem de medida. O disco inicia-se com um \u201cElixir da eterna juventude\u201d\u2026<br \/>\nR. \u2013 \u00c9 uma can\u00e7\u00e3o profundamente ir\u00f3nica, mas ao mesmo tempo s\u00e9ria. Em quadras que jocosamente v\u00e3o descrevendo essa passagem do tempo e, em simult\u00e2neo, uma falsa declara\u00e7\u00e3o de envelhecimento. Por isso acabo com esse semi-\u201crap\u201d: \u201cEstou velho, d\u00f3i-me o joelho, a parte interna de uma perna\u201d\u2026<br \/>\nP. \u2013 Como encara o seu pr\u00f3prio envelhecimento?<br \/>\nR. \u2013 A minha vis\u00e3o \u00e9 muito estranha. Por um lado, sou muito pouco geracional, n\u00e3o me situo nem sobrevalorizo determinada \u00e9poca \u201cversus\u201d outra. At\u00e9 em termos pessoais, tenho um bocado de dificuldade em definir a minha idade. Sinto-me muito puto. Com uma receptividade natural ao que est\u00e1 a acontecer.<br \/>\nP. \u2013 A experi\u00eancia n\u00e3o conta?<br \/>\nR. \u2013 A experi\u00eancia acumulada, seja em termos de cria\u00e7\u00e3o ou das desilus\u00f5es da vida, vai-me dando um certo calo. O que me permite neste momento falar do envelhecimento, da morte\u2026<br \/>\nP. \u2013 O tema da morte surge v\u00e1rias vezes neste disco\u2026<br \/>\nR. \u2013 Falo, de facto, v\u00e1rias vezes da morte, mas \u2013 \u00e9 curioso \u2013 n\u00e3o num sentido depreciativo.<br \/>\nP. \u2013 Como fim e recome\u00e7o, talvez?<br \/>\nR. \u2013 O renovar das for\u00e7as \u00e9 essencial. Quando acabo um disco, por exemplo, fico sem vontade sequer de ouvir ou de compor. \u00c9 um trabalho que esgota as energias criativas. Ent\u00e3o sinto uma necessidade meio vamp\u00edrica de me alimentar de outro tipo de cria\u00e7\u00e3o. Mas voltando ao tema da morte, penso que este disco \u00e9 at\u00e9 bastante luminoso. Embora tenha arriscado termin\u00e1-lo num tom sombrio, com \u201cAs fotos do fogo\u201d.<br \/>\nP. \u2013 Um tema como \u201cO primeiro gomo da tangerina\u201d \u00e9 quase \u201cO primeiro dia\u201d sem \u201co resto da tua vida\u201d\u2026<br \/>\nR. \u2013 Isso \u00e9 engra\u00e7ado. Essa can\u00e7\u00e3o foi composta ao ver a minha filha mais pequena comer a primeira tangerina.<\/p>\n<p>Entre dois fogos<\/p>\n<p>P. \u2013 Em \u201cAs fotos do fogo\u201d recua ao per\u00edodo da guerra colonial. O que o levou a regressar a esse passado doloroso da hist\u00f3ria portuguesa?<br \/>\nR. \u2013 Faz-me um bocado impress\u00e3o a falta de mem\u00f3ria activa deste pa\u00eds. A incapacidade de construir a partir de uma experi\u00eancia que foi fort\u00edssima para o imagin\u00e1rio portugu\u00eas \u2013 a guerra. Essa experi\u00eancia est\u00e1 presente nas tatuagens que se v\u00eaem no Ver\u00e3o, nos bra\u00e7os por baixo de camisas de manga curta. No outro dia vi um tipo com uma tatuagem de um corpo de mulher que dizia, suponhamos, \u201cLena, amo-te\u201d, riscado e corrigido para \u201cCarla, amo-te\u201d e de novo riscado e substitu\u00eddo por um terceiro nome.<br \/>\nConcretamente houve duas coisas que me levaram a escrever essa can\u00e7\u00e3o: uma reportagem do \u201cExpresso\u201d sobre o massacre de Wiryiamu [Mo\u00e7ambique, 1972] e, quase paralelamente, a hist\u00f3ria de militares que violaram mulheres sob ordens, na B\u00f3snia. Quis ficcionar sobre o que leva as pessoas aparentemente s\u00e3s a, debaixo de certas circunst\u00e2ncias, fazerem coisas que s\u00e3o contra todos os seus princ\u00edpios e natureza. E depois, por outro lado, por que \u00e9 que as pessoas se v\u00e3o esquecendo disso. N\u00e3o \u00e9 s\u00f3 por bloqueio, porque o quotidiano tende a normalizar essas coisas, a diminuir a sua import\u00e2ncia. O tipo da can\u00e7\u00e3o come\u00e7a a ver as fotos da guerra, junto ao fogo da lareira, e vai vendo progressivamente menos. At\u00e9 que acaba por fechar o \u00e1lbum.<br \/>\nP. \u2013 Curioso como volta a assumir, em \u201cTinta Permanente\u201d, um lado mais \u201cintervencionista\u201d para a sua m\u00fasica\u2026<br \/>\nR. \u2013 Nunca fui grande f\u00e3 desse r\u00f3tulo de \u201cm\u00fasica de interven\u00e7\u00e3o\u201d\u2026<br \/>\nP. \u2013 Referia-me ao p\u00f4r o dedo em alguns tiques e taras da sociedade portuguesa.<br \/>\nR. \u2013 Essa palavra, \u201cinterven\u00e7\u00e3o\u201d, creio que se esgotou. Acabou por dizer menos do que aquilo que queremos dizer.<br \/>\nP. \u2013 Sente-se ent\u00e3o na posi\u00e7\u00e3o do artista afastado do mundo, que cria num limbo?<br \/>\nR. \u2013 Como criador e como artista, falo de coisas de que gosto e de outras de que n\u00e3o gosto. Com contund\u00eancia e com poesia. A contund\u00eancia, assim como o humor s\u00e3o segundas naturezas. Como tocar naquele ponto nervoso que provoca uma reac\u00e7\u00e3o em todo o corpo. \u00c9 isto que eu quero fazer. Trabalhando de dentro para fora e n\u00e3o de fora para dentro.<br \/>\nP. \u2013 Em \u201cOs hinos\u201d \u00e9 bastante contundente.<br \/>\nR. \u2013 Em \u201cOs hinos\u201d eu tinha que dar porrada\u2026<br \/>\nP. \u2013 \u201cQuantos sentidos tem a palavra que o hino tomou por escrava\u201d, n\u00e3o \u00e9?<br \/>\nR. \u2013 Essa e outra frase essencial do mesmo tema: \u201cEm cama onde n\u00e3o durmas n\u00e3o te deites\u201d. \u201cTinta Permanente\u201d \u00e9 um disco ir\u00f3nico. Com uma utiliza\u00e7\u00e3o muito sarc\u00e1stica da ideia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/minhateca.com.br\/pedroassisteixeira\/M*c3*9aSICA\/PORTUGUESA++-++DIVERSOS+INT*c3*89RPRETES\/S*c3*89RGIO++GODINHO+*2b\/S*c3*a9rgio+Godinho+-+Tinta+Permanente\" target=\"_blank\">aqui<\/a><\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/8Tx0JVNMHFg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 5 de Maio de 1993 \u201cTinta Permanente\u201d \u00e9 o 15\u00ba \u00e1lbum da discografia de S\u00e9rgio Godinho, quatro anos depois do lan\u00e7amento de \u201cAos Amores\u201d, \u00faltimo \u00e1lbum de originais, e dois depois do duplo com novas vers\u00f5es de temas antigos, \u201cEscritor de Can\u00e7\u00f5es\u201d. 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