{"id":3718,"date":"2015-06-11T09:55:09","date_gmt":"2015-06-11T16:55:09","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3718"},"modified":"2015-06-11T09:55:09","modified_gmt":"2015-06-11T16:55:09","slug":"planxty-planxty-the-well-below-the-valley-cold-blow-and-the-rainy-night-after-the-break-the-woman-i-loved-so-well-words-and-music-reedicoes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/06\/11\/planxty-planxty-the-well-below-the-valley-cold-blow-and-the-rainy-night-after-the-break-the-woman-i-loved-so-well-words-and-music-reedicoes\/","title":{"rendered":"Planxty &#8211; &#8220;Planxty&#8221; + &#8220;The Well Below The Valley&#8221; + &#8220;Cold Blow And The Rainy Night&#8221; + &#8220;After The Break&#8221; + &#8220;The Woman I Loved So Well&#8221; + Words And Music&#8221; (Reedi\u00e7\u00f5es)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Pop Rock<\/p>\n<p>21 OUTUBRO 1992<br \/>\nREEDI\u00c7\u00d5ES<\/p>\n<p><strong>PLANXTY: UM RASTO DE LUZ<\/strong><\/p>\n<p><strong>Planxty (9)<br \/>\nThe Well below the Valley (10)<br \/>\nCold Blow and the Rainy Night (10)<\/strong><br \/>\nCD, Shanachie, distri. MC \u2013 Mundo da Can\u00e7\u00e3o<br \/>\n<strong>After the Break (9)<br \/>\nThe Woman I Loved so Well (9)<br \/>\nWords and Music (8)<\/strong><br \/>\nCD Tara, distri. MC \u2013 Mundo da Can\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><strong>Com a reedi\u00e7\u00e3o recente em compacto de \u201cCold Blow and the Rainy Night\u201d, fica a partir de agora dispon\u00edvel, neste formato, a obra completa de uma das bandas que de modo exemplar contribu\u00edram para implantar e desenvolver o movimento de renova\u00e7\u00e3o da m\u00fasica tradicional irlandesa ocorrido em in\u00edcios dos anos 60.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=3719\" rel=\"attachment wp-att-3719\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/planxty.jpg\" alt=\"planxty\" width=\"225\" height=\"225\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3719\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/planxty.jpg 225w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/planxty-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/planxty-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Aos Planxty de deve grande parte do impacte que este g\u00e9nero musical teve sobre as gera\u00e7\u00f5es mais novas do Reino Unido, Estados Unidos e Europa. Antes deles havia a tradi\u00e7\u00e3o, no sentido mais ortodoxo do termo, celebrada por praticantes como os Clancy Brothers, Dubliners e Chieftains \u2013 estes os \u00fanicos, e tardiamente, a ousarem a reconvers\u00e3o para modalidades menos arreigadas \u00e0s regras que limitavam a projec\u00e7\u00e3o desta m\u00fasica numa escala mais alargada. Rompendo com a estagna\u00e7\u00e3o e inovando sem trair o passado, os Planxty fizeram hist\u00f3ria. Os tr\u00eas primeiros \u00e1lbuns, gravados respectivamente em 1972, 73 e 74, para a Polydor, formam uma trilogia seminal que, nessa altura, abalou a estagna\u00e7\u00e3o em que se encontrava o \u201cFolk Revival\u201d irland\u00eas, atrasado em rela\u00e7\u00e3o ao dos vizinhos ingleses, que j\u00e1 ent\u00e3o se orgulhavam de ter apresentado o trabalho pioneiro de bandas como os Fairport Convention, Steeleye Span, Pentangle e Strawbs, entre outras de segunda linha. Gra\u00e7as aos Planxty e ao consequente \u201cboom\u201d de novos grupos por ele motivado, a Irlanda n\u00e3o s\u00f3 passou para a frente como \u00e9 hoje o maior viveiro e cadinho de todas as experi\u00eancias realizadas com e sobre a tradi\u00e7\u00e3o de raiz celta.<br \/>\n\u201cPlanxty\u201d, a estreia discogr\u00e1fica, pecar\u00e1 apenas por uma produ\u00e7\u00e3o que se revelou n\u00e3o se a mais adequada para o tipo de sonoridade que viria a caracterizar a banda \u2013 uma espantosa combina\u00e7\u00e3o dos instrumentos de corda dedilhada (\u201cbouzouki\u201d, bandolim, guitarra) com as \u201cuillean pipes\u201d e a originalidade de vocaliza\u00e7\u00f5es partilhadas por v\u00e1rios membros dos Planxty. A partir deste disco, os quatro Planxty da forma\u00e7\u00e3o original entraram directamente para a lenda, vindo a revelar-se, todos eles, obreiros de eleite na constru\u00e7\u00e3o do Templo.<br \/>\nAndy Irvine, admirador de longa data de Woody Guthrie, aplicou com sucesso \u00e0 m\u00fasica irlandesa certas t\u00e9cnicas do bandolim empregues por este m\u00fasico americano. Foi tamb\u00e9m um dos pioneiros na utiliza\u00e7\u00e3o da sanfona na m\u00fasica tradicional brit\u00e2nica (instrumento solista no tema \u201cPlanxty Irwin\u201d, inclu\u00eddo no primeiro \u00e1lbum), al\u00e9m de um vocalista not\u00e1vel que, desde os tempos dos Sweeney\u2019s Men (onde alinhava ao lado de Joe Dolan e Johnny Moynihan), viria a criar escola e continuadores como Andy M. Stewart, dos escoceses SillyWizard.<br \/>\nLyam O\u2019Flynn, que cedo mostrou as suas credenciais de grande tocador de \u201cuillean pipes\u201d, digno dos mestres de antanho, dotou os \u201creels\u201d, marchas e \u201chornpipes\u201d de uma profundidade harm\u00f3nica que lhes faltava, advinda do uso sistem\u00e1tico dos bord\u00f5es da gaita, uso que contrariava a tend\u00eancia manifestada pela generalidade de outros gaiteiros irlandeses, que privilegiavam a melodia e as ornamenta\u00e7\u00f5es desenhadas no ponteiro. E n\u00e3o \u00e9 por acaso que o compositor Shaun Davey lhe entrega invariavelmente o papel de solista, nas suas obras orquestrais centradas sobre a mitologia irlandesa (\u201cThe Pilgrim\u201d, \u201cThe Brendan Voyage\u201d, The Relief of Derry Symphony\u201d).<br \/>\nChristy Moore, tamb\u00e9m credenciado vocalista, enriquecia ent\u00e3o o som dos Planxty com a religiosidade de um \u00f3rg\u00e3o antigo de pedais e um estilo peculiar de percutir o \u201cbodhran\u201d. Moore, hoje considerado uma lenda viva na Irlanda, conseguiu passar, sem convuls\u00f5es, de expoente da m\u00fasica tradicional assinalado em obras capitais como \u201cThe Iron behind the Velvet\u201d a cantor popular que n\u00e3o descurou a origens, assim exposto em \u00e1lbuns como \u201cOrdinary Man\u201d ou o novo \u201cSmoke &#038; strong Whiskey\u201d.<br \/>\nDe Donnal Lunny, int\u00e9rprete de excep\u00e7\u00e3o de bandolim e \u201dbouzouki\u201d, basta referir que foi um dos fundadores dos Bothy Band, gravou um \u00f3ptimo disco de parceria com Paul Brady (passou pelos Planxty, hoje vegeta sem gl\u00f3ria na Pop sentimentalona mais in\u00f3cua) e \u00e9 na actualidade um dos produtores e m\u00fasicos de est\u00fadio mais activos e criativos do circuito \u201cFolk\u201d europeu.<br \/>\nCom esta forma\u00e7\u00e3o, os Planxty assinaram as duas obras-primas \u201cThe Well below the Valley\u201d e \u201cCold Blow and the Rainy Night\u201d, a \u00faltima das quais pode ser considerada um dos melhores \u00e1lbuns de sempre e um marco decisivo na evolu\u00e7\u00e3o da m\u00fasica tradicional irlandesa. Se \u201cThe Well below the Valley\u201d atinge a perfei\u00e7\u00e3o \u2013 demonstrando um equil\u00edbrio sem falhas entre a escolha imaginativa de report\u00f3rio, o virtuosismo dos int\u00e9rpretes e arranjos que v\u00e3o da complexidade quase \u201csinf\u00f3nica\u201d dos instrumentais ao intimismo apaixonado das baladas \u2013, o \u00e1lbum seguinte atinge o estado de gra\u00e7a.<br \/>\n\u201cCold Blow and the Rainy Night\u201d demonstra toda a riqueza que habita o cora\u00e7\u00e3o da m\u00fasica irlandesa. \u00c9 um vulc\u00e3o, uma floresta, um mar sem limites. Can\u00e7\u00f5es fabulosas: \u201cJohnny Cope\u201d, \u201cP Stands for paddy, I suppose\u201d, \u201cCold blow and the rainy night\u201d, The little drummer\u201d. Os instrumentais est\u00e3o divididos por sec\u00e7\u00f5es de \u201cmedleys\u201d: polkas, \u201creels\u201d e \u201cjigs\u201d. \u201cBa\u00f1easa\u2019s green glade\u201d, balada comovente, composta por Irvine, em que se narram tempos vividos na Rom\u00e9nia, passados entre tocar na rua a juntar moedas, passeios pela estranheza e o gastar dos tost\u00f5es na taberna, entre m\u00fasica, a recordar os amigos e a Irlanda distante, e \u201cMominsko Horo\u201d (instrumental b\u00falgaro) s\u00e3o os primeiros testemunhos gravados da paix\u00e3o nutrida por Andy Irvine (viveu durante algum tempo na antiga Jugosl\u00e1via) pela m\u00fasica dos Balc\u00e3s. Seguir-se-iam \u201cSmeceno horo\u201d (em \u201cAfter the Break\u201d), \u201cPaidushko horo\u201d (do \u00e1lbum a solo \u201cRainy Sundays\u2026 Windy Dreams\u201d) e a entrega total de \u201cEast Wind\u201d, numa colabora\u00e7\u00e3o com Davey Spillane. Mas \u00e9 preciso ouvir a totalidade para se apreender a magia e dar conta do momento irrepet\u00edvel em que quatro m\u00fasicos unidos por um amor comum \u2013 a uma causa, a um pa\u00eds, a um passado \u2013 dep\u00f5em esse amor sobre a espuma do presente.<br \/>\nAtingida a plenitude, os Planxty separaram-se. Regressam cinco anos mais tarde em regime de \u201cpart-time\u201d, com \u201cAfter the Break\u201d, gravado em 1979. Trazem um m\u00fasico brilhante: Matt Molloy, na flauta, recrutado por Lunny, quando ambos integravam os Bothy Band, forma\u00e7\u00e3o que deixou para a posteridade os \u00e1lbuns \u201cThe Bothy Band\u201d, \u201cOld hag you Have Killed me\u201d e \u201cOut of the Wind into the Sun\u201d (mais outro ao vivo, \u201cAfterhours\u201d). A mudan\u00e7a de editora, da Polydor para a Tara, e o passar dos anos limaram at\u00e9 certo ponto a sonoridade dos Planxty. Se, por um lado, o som se tornou mais sofisticado, mais claro, por outro, ficou pelo caminho alguma da energia e da vivacidade que inflamavam os discos da primeira fase. As baladas perderam em fogosidade, os instrumentais tornaram-se polidos e esquem\u00e1ticos, mais formais. \u00c9 que os Planxty tinham-se tornado entretanto numa institui\u00e7\u00e3o e a m\u00fasica reflectia esse novo estatuto \u2013 continuava a ser m\u00fasica tradicional irlandesa de excep\u00e7\u00e3o, mas, agora, acrescentada das obriga\u00e7\u00f5es e dos limites que a condi\u00e7\u00e3o de \u201ccl\u00e1ssicos\u201d lhes impunha.<br \/>\nComo que a refor\u00e7ar esta imagem de \u201cmonstros sagrados\u201d, de mestres consagrados a quem se pede que sejam embaixadores da Irlanda no mundo, o \u00e1lbum seguinte, \u201cThe Woman I Loved so Well\u201d, apresenta pela primeira vez uma lista de convidados: Noel Hill (concertina), Tony Linnane (violino, estreante nos Planxty, o que \u00e9 sintom\u00e1tico da \u201cdiferen\u00e7a\u201d que o grupo sempre fizeram gala em evidenciar, neste caso atrav\u00e9s da recusa de um instrumento-\u00edcone da m\u00fasica irlandesa) e Bill Whelan (teclados, mais tarde produtor de \u201cEast Wind\u201d). Derradeira obra superior, \u201cThe Woman I Loved so Well\u201d recupera o formato esquem\u00e1tico de \u201cCold Blow\u201d, intercalando as baladas com sec\u00e7\u00f5es instrumentais, aqui de \u201cdouble jigs\u201d, \u201chornpipes\u201d e \u201creels\u201d. Lyam O\u2019Flynn assume uma posi\u00e7\u00e3o de destaque no seio do grupo, infiltrando por todo o lado o som das suas \u201cuillean pipes\u201d e culminando esta opera\u00e7\u00e3o na homenagem prestada ao seu professor de gaita-de-foles \u2013 o lend\u00e1rio Leo Rowsome \u2013 no tema final \u201cWords and Music\u201d, desta feita com os convidados Bill Whelan, James Kelly (violino), Nollaig Casey (violino) e Eoghan O\u2019Neill (baixo), soa como uma despedida triste, acenada em longas e lentas baladas (um pouco longas de mais, fazendo crescer a tristeza at\u00e9 \u00e0 agonia) e num tema de Bob Dylan sobre a emigra\u00e7\u00e3o, \u201cI pitty the poor immigrant\u201d. O som electrifica-se e banaliza-se, sem contudo cair na vulgaridade. Os rasgos de g\u00e9nio, que antes eram regra, passam a ser excep\u00e7\u00e3o. O adeus definitivo pronunciado pelo colectivo n\u00e3o poderia encontrar melhor epit\u00e1fio que \u201cThe Irish March\u201d, t\u00edtulo derradeiro de uma traject\u00f3ria que deixou no c\u00e9u um rasto de luz. A luz de uma estrela. A luz de um farol.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.torrent.money\/e1d2b333906213dace1f50e788784d9a5215912c\" target=\"_blank\">discografia<\/a><\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/qW755AHlsZ4\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 21 OUTUBRO 1992 REEDI\u00c7\u00d5ES PLANXTY: UM RASTO DE LUZ Planxty (9) The Well below the Valley (10) Cold Blow and the Rainy Night (10) CD, Shanachie, distri. 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