{"id":364,"date":"2009-05-04T04:40:52","date_gmt":"2009-05-04T11:40:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=364"},"modified":"2017-10-31T11:03:20","modified_gmt":"2017-10-31T18:03:20","slug":"luetiga-cantabros-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/05\/04\/luetiga-cantabros-conj\/","title":{"rendered":"Lu\u00e9tiga &#8211; C\u00e0ntabros (conj.)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>17.03.2000<br \/>\nFolk<br \/>\nAlmo\u00e7o para Ob\u00e9lix<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/luetiga_cantabros.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/luetiga_cantabros.jpg\" alt=\"luetiga_cantabros\" title=\"luetiga_cantabros\" width=\"400\" height=\"199\" class=\"alignnone size-full wp-image-365\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/luetiga_cantabros.jpg 400w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/05\/luetiga_cantabros-300x149.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 400px) 100vw, 400px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Situada no Norte de Espanha entre as Ast\u00farias e o Pa\u00eds Basco, a Cant\u00e1bria \u00e9 perme\u00e1vel \u00e0s influ\u00eancias musicais destas duas regi\u00f5es, arrastando-se h\u00e1 anos as discuss\u00f5es em torno das suas origens e da sua autonomia. Aos Lu\u00e9tiga (que actuaram em Portugal, na Amadora, no \u00e2mbito do Festival ligado ao Pr\u00e9mio Jos\u00e9 Afonso) tem pertencido um louv\u00e1vel trabalho de pesquisa e divulga\u00e7\u00e3o desta m\u00fasica fortemente marcada pela vertente c\u00e9ltica. \u201cC\u00e0ntabros\u201d \u00e9 o quarto \u00e1lbum desta banda, actualmente uma das melhores de Espanha, depois de \u201cLa Ultima Cajiga\u201d, \u201cNel \u2018El Vieju\u201d e \u201cCern\u00e9ula\u201d.<br \/>\nUm trabalho maduro e seguro que recupera tradi\u00e7\u00f5es e rituais de uma regi\u00e3o cujas origens e civiliza\u00e7\u00e3o remontam \u00e0 Idade do Ferro. Can\u00e7\u00f5es de despertar, can\u00e7\u00f5es montanhesas, jotas e pasacalles, m\u00fasica de bailes e romarias desfilam como um rio, tornando v\u00edvidas imagens de um mundo que, cada vez mais, como o m\u00edtico para\u00edso dos celtas, se vai escondendo do mundo para sobreviver no esp\u00edrito e na imagina\u00e7\u00e3o dos homens que ainda esperam. Mas a m\u00fasica dos Lu\u00e9tiga n\u00e3o se esgota na leitura, mais ou menos fiel, do cancioneiro, optando antes por se estruturar em pequenas suites (como \u201cC\u00e0ntabros\u201d, tema central da exposi\u00e7\u00e3o \u201cC\u00e0ntabros, la g\u00e9nesis de un pueblo\u201d) onde assumem particular destaque a sanfona e os teclados de Jorge M\u00e9ndez, ide\u00f3logo e multinstrumentista do grupo e um apaixonado pela m\u00fasica e c\u00e2mara, de cuja discografia fazem parte um \u00e1lbum inteiramente executado em \u00f3rg\u00e3o de igreja, uma obra instrumental inspirada nos mitos celtas e alguma fus\u00f5es new age. Para os apreciadores do celtismo e da m\u00fasica do Norte de Espanha (j\u00e1 agora, entre os m\u00fasicos convidados, figura um tal Kepa Junkera\u2026), \u201cC\u00e0ntabros\u201d \u00e9 um \u00e1lbum absolutamente a n\u00e3o perder. (Oca, distri. Distrim\u00fasica, 8\/10).<\/p>\n<p>Um passo para oeste e estamos nas Ast\u00farias, onde a influ\u00eancia dos vizinhos galegos se faz sentir com mais intensidade. Juntando-se aos Boides. Llan de Cubet e Felpeyu, tr\u00eas bandas asturianas j\u00e1 conhecidas em Portugal, os Brenga Astur carregam com quanta for\u00e7a podem nesta tecla, em \u201cCancios del Gochu Xabaz\u201d (na foto). Um daqueles \u00e1lbuns que impressiona de imediato num piscar de olhos constante aos sons que constantemente brotam n\u00e3o s\u00f3 da Galiza como da Esc\u00f3cia e da Irlanda. Os dois gaiteiros, Fernando Montes e Fernando Diaz, optam quase sempre por tocar em un\u00edssono, utilizando as gaitas asturianas num registo \u201cescoc\u00eas\u201d que por vezes recorda bandas como os Whistlebinkies e Tannahill weavers e noutras o folk rock de Alan Stivell (de \u201cChemins de Terre\u201d, quando este m\u00fasico bret\u00e3o veste, por sua vez, o kilt das terras altas\u2026). As melodias, como o guerreiro e o javali da capa (o almo\u00e7o para Ob\u00e9lix) n\u00e3o primam pela sofistica\u00e7\u00e3o, caindo por vezes num certo primarismo, pecha que os Brenga Astur compensam com o rigor, uma produ\u00e7\u00e3o que acertadamente joga no som do colectivo e, sobretudo, com a voz maravilhosa de Marta Arkas, ex\u00f3tica e sem qualquer problema em socorrer-se de um tipo de ornamenta\u00e7\u00f5es que estamos habituados a ouvir bastante mais para sul\u2026 (Fonofolk, distri. Dristim\u00fasica, 7\/10).<\/p>\n<p>Para os apreciadores da farra e da excita\u00e7\u00e3o dos discos ao vivo, h\u00e1 o sexto \u00e1lbum dos escoceses (estes de verdade) Old Blind Dogs. At\u00e9 porque j\u00e1 colaram a esta banda o r\u00f3tulo de praticantes de \u201csexy folk music\u201d. Ainda com a presen\u00e7a do cantor e guitarrista Ian F. Benzie e do percussionista Davy Cattanach, que entretanto abandonaram este grupo, \u201cOld Blind Dogs Live\u201d vale pela celebra\u00e7\u00e3o do ambiente e da comunica\u00e7\u00e3o que nestas ocasi\u00f5es sempre se estabelece com o p\u00fablico, com palmas de acompanhamento, gritos excitados e falat\u00f3rio dos m\u00fasicos em barda. A m\u00fasica n\u00e3o apresenta novidades: a habitual sequ\u00eancia de dan\u00e7as intercaladas com as vocaliza\u00e7\u00f5es de Benzie, muitas delas a pedir coro e a participa\u00e7\u00e3o da assist\u00eancia, assim ao jeito de uns U2 da folk, cada can\u00e7\u00e3o um hino. Embora reconhe\u00e7amos ser dif\u00edcil resistir a um standard como \u201cBedlam boys\u201d, aqui num registo bastante mais acelerado do que a formid\u00e1vel vers\u00e3o dos Steeleye Span inclu\u00edda no \u00e1lbum \u201cPlease to see the king\u201d. O mesmo se podendo dizer de \u201cThe Cruel Sister\u201d, em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 vers\u00e3o dos Pentangle no \u00e1lbum com este nome. Al\u00e9m de que a voz de Ian Benzie n\u00e3o faz esquecer, de modo nenhum, as de Maddy Prior e Jacqui McShee\u2026 Por n\u00f3s, preferimos festejar estes acontecimentos \u201cin loco\u201d, soando estes \u00e1lbuns ao vivo, com raras excep\u00e7\u00f5es, a suced\u00e2neos do momentos imposs\u00edveis de ser vividos \u00e0 dist\u00e2ncia. Apesar de este \u201cLive\u201d ser at\u00e9 bastante apetec\u00edvel e ter momentos de subtileza como \u201cThe Buzzard\u201d, sublinhada por um bel\u00edssimo solo de violino realmente \u201csexy\u201d. (Lochshore, distri. Distrim\u00fasica, 7\/10).<\/p>\n<p>Trilok Gurtu, percussionista indiano h\u00e1 longos anos em actividade, virtuoso convidado para tudo o que \u00e9 \u00e1lbum de \u201cworld music\u201d, n\u00e3o escapou \u00e0 tenta\u00e7\u00e3o de computorizar a sua m\u00fasica, transformando m\u00fasica de dan\u00e7a que brota da terra em m\u00fasica de dan\u00e7a que come\u00e7a e termina quando se carrega num bot\u00e3o. N\u00e3o \u00e9 pecado, quando \u00e9 bem feito. Estou a lembrar-me do fabuloso trabalho de Hector Zazou com Boni Bikaye, \u201cNoir et Blanc\u201d, ou da negritude electr\u00f3nica produzida por Dieter Moebius, Conny Plank e Mani Neumeier com uma voz do Sud\u00e3o, em \u201cZero Set\u201d. Em \u201cAfrican Fantasy\u201d, Trilok Gurtu estende a m\u00e3o \u00e0 m\u00fasica africana mas arrisca menos do que qualquer daqueles dois discos. Convidou, entre outras vocalistas, Angelique Kidjo, do Benim, Oumou Sangare, do Mali, e Sabine Kabongo, do grupo vocal Zap Mama. E s\u00e3o precisamente Kidjo, em \u201cAfrican Fantasy\u201d e \u201cAfrica com India\u201d, e Sangare, em \u201cBig brother\u201d, que assinam os momentos mais belos e expressivos de \u201cAfrican Fantasy\u201d. Fantasia por fantasia, depois de desbravado a selva, \u00e9 s\u00f3 levitar uns quilometrozitos at\u00e9 aos Himalaias, e descer a cavalo numa \u201csitar\u201d m \u201cFolded Hands\u201d. N\u00e3o h\u00e1 como viajar com seguran\u00e7a. (ESC, distri. Sony M\u00fasica, 6\/10).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>17.03.2000 Folk Almo\u00e7o para Ob\u00e9lix Situada no Norte de Espanha entre as Ast\u00farias e o Pa\u00eds Basco, a Cant\u00e1bria \u00e9 perme\u00e1vel \u00e0s influ\u00eancias musicais destas duas regi\u00f5es, arrastando-se h\u00e1 anos as discuss\u00f5es em torno das suas origens e da sua autonomia. 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