{"id":3620,"date":"2015-05-06T06:49:21","date_gmt":"2015-05-06T13:49:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3620"},"modified":"2015-05-06T06:50:11","modified_gmt":"2015-05-06T13:50:11","slug":"peter-hammill-o-jogador-de-xadrez-concerto-em-portugal","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/05\/06\/peter-hammill-o-jogador-de-xadrez-concerto-em-portugal\/","title":{"rendered":"Peter Hammill &#8211; O Jogador de Xadrez (concerto em Portugal)"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>27 MAIO 1992<\/p>\n<p><strong>O JOGADOR DE XADREZ<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Para muitos considerado quase um deus, Peter Hammill tem sido o companheiro de muitas vidas, de odisseias interiores, uma esp\u00e9cie de tradutor do que nos vai c\u00e1 dentro de mais profundo e secreto.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=3621\" rel=\"attachment wp-att-3621\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/ph-203x300.jpg\" alt=\"ph\" width=\"203\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3621\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/ph-203x300.jpg 203w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/ph-68x100.jpg 68w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/05\/ph.jpg 406w\" sizes=\"auto, (max-width: 203px) 100vw, 203px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Desde sempre as palavras constitu\u00edram o centro, o ponto de partida e de chegada do universo deste autor e compositor. H\u00e1 mesmo quem queira ver nele um dos maiores poetas ingleses vivos. Dispensem-se os sons, que mesmo assim as palavras de Hammill vibram e explodem-nos na cara, nas colect\u00e2neas de poemas \u201cKillers, Angels, Refugees\u201d e \u201cMirrors, Dreams &#038; Miracles\u201d.<br \/>\nMas falar de Peter Hammill \u00e9 falar dos Van Der Graaf Generator, expoente m\u00e1mixo, na d\u00e9cada de 70, do rock progressivo, designa\u00e7\u00e3o neste caso insuficiente para definir um som original que foi capaz de erguer a m\u00fasica popular \u00e0 altura dos grandes \u00e9picos. Tr\u00eas \u00e1lbuns (descontando a estreia incipiente \u201cThe Aerosol Grey Machine\u201d) definiram numa primeira fase da banda todo um mundo explorat\u00f3rio de sons \u2013 entre o free-jazz, a electr\u00f3nica e o rock \u2013 e dos fantasmas que sempre assombraram o se l\u00edder, pianista, guitarrista e vocalista, Peter Hammill: \u201cThe Least We Can Do Is Wave to each Other\u201d, \u201cH to He, who Am the only One\u201d e \u201cPawn Hearts\u201d, este \u00faltimo talvez uma das maiores obras de sempre da m\u00fasica popular, levando \u00e0s \u00faltimas consequ\u00eancias o jogo de xadrez travado entre um cora\u00e7\u00e3o aprisionado e o absoluto, entre as trevas e a luz.<br \/>\nNeles, a poesia de Hammill \u00e9 o fio condutor que permite avan\u00e7ar por entre um quadro de horror e paran\u00f3ia onde anjos e dem\u00f3nios de digladiam e tecem o destino do indiv\u00edduo \u00e0 deriva nas suas pr\u00f3prias emo\u00e7\u00f5es. O amor eclode como um intruso neste universo que se diria encenado por H. P. Lovecraft, mas sempre parasitado por uma lucidez exacerbada que impede o m\u00ednimo gesto de espontaneidade.<br \/>\nA segunda fase dos Van Der Graaf \u00e9 mais violenta, a energia mais directa, as palavras, t\u00e3o complexas como sempre, demandam a imposs\u00edvel totalidade: \u201cGodbluff\u201d, \u201cStill Life\u201d e \u201cWorld Record\u201d, trilogia do psiquismo humano em combust\u00e3o, colorida a fogo pelos saxofones em f\u00faria de David Jackson, o \u00f3rg\u00e3o lit\u00fargico de Hugh Banton e as deflagra\u00e7\u00f5es de dinamite de Guy Evans , na bateria. \u201cThe Quiet Zone\/The Pleasure Dome\u201d \u00e9 igual \u00e0 vertigem da capa, onde uma mulher suspensa num baloi\u00e7o sobre a Terra \u00e9 empurrada pelos ventos do cosmos.<br \/>\nA solo, Hammill construiu uma obra longa e diversificada, em registos sempre servidos por vocaliza\u00e7\u00f5es \u00fanicas, entre o grito e o gemido ou massacradas pelo \u00e1cido da electr\u00f3nica do inferno, como na c\u00e2mara de tortura de \u201cMagog (In Bromine Chambers)\u201d, em \u201cIn Camera\u201d, monumento mais alto e acabado da sua obra, ponto limite e coincidente do humano com o transcendente, o grito de desespero final, a s\u00faplica e o orgulho do \u00faltimo herdeiro dos grandes rom\u00e2nticos do s\u00e9culo XX.<br \/>\nEm Peter Hammill cruzam-se m\u00faltiplas experi\u00eancias e caminhos de procura dessa modalidade dif\u00edcil que \u00e9 o ser humano, registados numa discografia que deixou marcas e cicatrizes: \u201cFool\u2019s mate\u201d e a procura da juventude perdida, \u201cChameleon in the Shadow of the Night\u201d e \u201cThe Silent Corner and the Empty Stage\u201d, sangue e alucina\u00e7\u00f5es, o artista devorado pela sua vis\u00e3o, jogos de poder, \u201cNadir\u2019s Big Chance\u201d, av\u00f4 de todos os \u201cpunks\u201d, \u201cOver\u201d e o amor, o amor inteiro desbaratado em desencontros, \u201cThe Future now\u201d, \u201cPh7\u201d e \u201cA Black Box\u201d, a obra modernista a preto e branco, a janela aberta desta feita para o mundo de fora, viagens a\u00e9reas, met\u00e1foras sobre o homem alg\u00e9brico, prisioneiro dourado do admir\u00e1vel mundo novo.<br \/>\nDepois, infelizmente, tem sido a queda progressiva, esse \u201clongo adeus\u201d j\u00e1 antes anunciado pelos seus companheiros de aventura \u2013 de \u201cSitting Targets\u201d ao recente \u201cFireships\u201d, passando pela manipula\u00e7\u00e3o de computadores de \u201cSpur of the Moment\u201d (com Guy Evans) e a \u00f3pera \u201cThe Fall of the House of Usher\u201d, inspirada no conto hom\u00f3nimo de Edgar Allan Poe, em gesta\u00e7\u00e3o durante mais de 20 anos e que, finalmente, se revelou aqu\u00e9m das expectativas. Seja como for, valer\u00e1 decerto a pena assistir ao vivo, nos dias 17 e 18 de Junho no S\u00e3o Luiz, em Lisboa, a este teatro da crueldade centrado numa s\u00f3 figura e nas suas infinitas m\u00e1scaras.<\/p>\n<p>Dias 17 e 18 Junho, \u00e0s 22h00, S\u00e3o Luiz<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/derMy13KjQs\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 27 MAIO 1992 O JOGADOR DE XADREZ Para muitos considerado quase um deus, Peter Hammill tem sido o companheiro de muitas vidas, de odisseias interiores, uma esp\u00e9cie de tradutor do que nos vai c\u00e1 dentro de mais profundo e secreto. 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