{"id":3577,"date":"2015-04-22T11:44:25","date_gmt":"2015-04-22T18:44:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3577"},"modified":"2015-04-22T11:44:25","modified_gmt":"2015-04-22T18:44:25","slug":"obradoiro-ou-grupo-didactico-musical-do-obradoiro-escola-de-instrumentos-populares-galegos-da-universidade-popular-de-vigo-instrumentos-musicais-populares-galegos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/04\/22\/obradoiro-ou-grupo-didactico-musical-do-obradoiro-escola-de-instrumentos-populares-galegos-da-universidade-popular-de-vigo-instrumentos-musicais-populares-galegos\/","title":{"rendered":"Obradoiro, ou Grupo Did\u00e1ctico-Musical do Obradoiro, Escola de Instrumentos Populares Galegos da Universidade Popular de Vigo &#8211; &#8220;Instrumentos Musicais Populares Galegos&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>13 NOVEMBRO 1991<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>O OIRO DOS ALQUIMISTAS<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 336;\ngoogle_ad_height = 280;\ngoogle_ad_format = \"336x280_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>Caiu do c\u00e9u. Do alto, do Norte. Da Galiza verde de oceano e sol onde aportam os peregrinos do sonho: Obradoiro obra de oiro. Obra de amor. \u00c0 terra, \u00e0 m\u00fasica e aos seus instrumentos. Ao povo galego, \u00e0 sua cultura e tradi\u00e7\u00f5es, aos seus gestos e modos de ser. Na forma de uma caixa com discos, imagens e li\u00e7\u00f5es: \u201cInstrumentos Musicais Populares Galegos\u201d, obra fascinante que tra\u00e7a o perfil global da m\u00fasica e dos instrumentos tradicionais galegos. Um exemplo a seguir.<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=3579\" rel=\"attachment wp-att-3579\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3579\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/obradoiro-300x300.jpg\" alt=\"obradoiro\" width=\"300\" height=\"300\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/obradoiro.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/obradoiro-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/obradoiro-100x100.jpg 100w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><strong>\u00a0<a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?attachment_id=3578\" rel=\"attachment wp-att-3578\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3578\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/obradoiro2-300x207.jpg\" alt=\"obradoiro2\" width=\"300\" height=\"207\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/obradoiro2-300x207.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/obradoiro2-100x69.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/obradoiro2.jpg 428w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/strong><\/p>\n<p>A obra em quest\u00e3o \u00e9 fruto do trabalho e da dedica\u00e7\u00e3o do Grupo Did\u00e1ctico-Musical do Obradoiro, Escola de Instrumentos Populares Galegos da Universidade Popular de Vigo. Especialistas na constru\u00e7\u00e3o de \u201cgaitas\u201d e sanfonas, os diversos membros do Obradoiro s\u00e3o, para al\u00e9m disso, excelentes executantes, o que lhes permite desenvolver, a v\u00e1rios n\u00edveis, um not\u00e1vel trabalho de divulga\u00e7\u00e3o da m\u00fasica galega, sem paralelo no resto da Europa. Da caixa em quest\u00e3o fazem parte tr\u00eas discos, um livro de 32 p\u00e1ginas reunindo informa\u00e7\u00e3o preciosa, apresentada de forma atraente e acess\u00edvel (por exemplo, o desenho e a localiza\u00e7\u00e3o de todos os tipos de gaita-de-foles actualmente existentes na Europa), e uma colec\u00e7\u00e3o de 20 \u201cslides\u201d alusivos ao fabrico dos diversos instrumentos.<\/p>\n<p>Para al\u00e9m da import\u00e2ncia musical propriamente dita, \u201cInstrumentos Musicais Populares Galegos\u201d constitui material \u00e1udio-visual did\u00e1ctico de excep\u00e7\u00e3o. Ao prazer da audi\u00e7\u00e3o junta-se assim o da aprendizagem. Considerando que em Portugal pouco se cuida da m\u00fasica e da cultura popular genu\u00ednas, sugere-se aos conselhos directivos das nossas escolas (n\u00e3o falamos sequer j\u00e1 das entidades oficiais que se deveriam preocupar e estar atentas a estas quest\u00f5es\u2026) a aquisi\u00e7\u00e3o de um exemplar.<\/p>\n<p>O grupo\/escola Obradoiro funciona na Universidade Popular de Vigo, institui\u00e7\u00e3o gratuita, de car\u00e1cter aberto, dependente do sector de cultura do concelho daquela cidade. Entre os seus objectivos contam-se a forma\u00e7\u00e3o de novos artes\u00e3os, visando um constante aperfei\u00e7oamento das t\u00e9cnicas de fabrico dos instrumentos tradicionais, bem como a investiga\u00e7\u00e3o, recupera\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o dos mesmos, de modo a conseguir a permanente revitaliza\u00e7\u00e3o do patrim\u00f3nio tradicional popular.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>\u201cAlborada\u201d das gaitas<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>De acordo com os Obradoiro, o fen\u00f3meno cultural passa pela compreens\u00e3o e actualiza\u00e7\u00e3o das ra\u00edzes culturais. (Deveria ser sempre assim e em toda a parte. Infelizmente h\u00e1 quem pense de maneira contr\u00e1ria e prefira apostar nas t\u00e9cnicas de mumifica\u00e7\u00e3o\u2026) \u201cA evolu\u00e7\u00e3o da cultura popular, do folclore, dependem, em grande medida, das experi\u00eancias actuais que, baseadas na tradi\u00e7\u00e3o, dever\u00e3o ser rejeitadas ou aceites e posteriormente incorporadas \u00e0 bagagem cultural do pa\u00eds.\u201d<\/p>\n<p>Assim se constr\u00f3i o tempo e o templo. Assim se acorda em espiral infinita o sangue e o oiro da fraternidade celta. Parte-se da terra para se chegar ao c\u00e9u. Via l\u00e1ctea, estrela e bord\u00e3o dos caminhantes, que em si pr\u00f3prios e no mundo demandam a obra e a coroa\u00e7\u00e3o. Obradoiro \u2013 Obra de oiro. Centro solar da cruz, etapa derradeira e primeira do percurso alqu\u00edmico. N\u00fapcias do esp\u00edrito e da alma. O cavaleiro doma a montada. Vencido o drag\u00e3o, com um beijo se liberta a princesa cativa. Rosa catedral.<\/p>\n<p>A banda de gaiteiros Xarabal (uma das ramifica\u00e7\u00f5es dos Obradoiro, dirigida por um dos seus membros, Ant\u00f3n Corral), que integra Ricardo Portela (gaiteiro da velha gera\u00e7\u00e3o), Wenceslau Cabezas \u201cPolo\u201d, Blanca Nieves Lorenzo, Xos\u00e9 V. Ferreiros e Fernando Aguiar, constitui o lote de int\u00e9rpretes convidados que, juntamente com os nove elementos do Obradoiro, fazem desta obra uma quase b\u00edblia da m\u00fasica galega e das suas t\u00e9cnicas instrumentais.<\/p>\n<p>No disco um, o aspecto did\u00e1ctico \u00e9 refor\u00e7ado pelas introdu\u00e7\u00f5es explicativas em que s\u00e3o referidas e exemplificadas a gama, a escala e, no caso da sanfona e da gaita-de-foles, o pr\u00f3prio modo de afina\u00e7\u00e3o dos instrumentos: o \u201cpito\u201d (flauta de bisel pastoril), a requinta (flauta transversal em osso ou madeira de sabugueiro) e as j\u00e1 citadas \u201cgaita\u201d e sanfona.<\/p>\n<p>Da lista total de instrumentos utilizados constam ainda as percuss\u00f5es (tamboril, pandeiro, terranholas, bombo, conchas, charrasco), a cromorna, o \u201corganistrum\u201d (esp\u00e9cie de sanfona \u201cgigante\u201d, tocada por dois executantes, cuja origem se perde nas brumas da lenda e que aparece esculpida num dos p\u00f3rticos da Catedral de Santiago de Compostela), o acorde\u00e3o, o violoncelo, a espineta, o piano e, num par de temas, o sintetizador.<\/p>\n<p>Destaque neste primeiro disco, que funciona um pouco como introdu\u00e7\u00e3o \u00e0s v\u00e1rias especificidades da m\u00fasica galega, para a grande vaga apol\u00ednea das gaitas-de-foles na \u201cAlborada da lanzada\u201d, apelo un\u00edssono \u00e0 alegria do corpo e ao despertar dos sentidos.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Das mui\u00f1eiras a Vivaldi<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Passando ao disco dois, o ne\u00f3fito, j\u00e1 suficientemente familiarizado com as toadas e profundezas da alma musical galega, pode deliciar-se com as \u201cmui\u00f1eiras\u201d de Coia e Pontesampaio, com o \u201cFandango murad\u00e1n\u201d, ou com os originais de Xos\u00e9 Romero Suar\u00e9z e Ant\u00f3n Corral \u2013 \u201cA camponesa\u201d e \u201cRomance de Herveira\u201d. Maravilhosa a longa \u201csuite\u201d \u201cFantasia para \u2018gaita\u2019 e piano\u201d, manifesta\u00e7\u00e3o m\u00e1gica das imensas potencialidades deste instrumento ancestral (na Galiza, sujeito a um trabalho de constante pesquisa, na procura de novas possibilidades e afina\u00e7\u00f5es), mesmo, como \u00e9 o caso, quando transportado para um contexto pr\u00f3ximo da m\u00fasica de c\u00e2mara.<\/p>\n<p>Sobressaltos an\u00edmicos alternam com momentos de pacifica\u00e7\u00e3o interior no terceiro e \u00faltimo disco. Aos instrumentos populares, e ao seu especial modo de fazer vibrar em n\u00f3s impress\u00f5es de longe e t\u00e3o perto, acrescenta-se a emancipa\u00e7\u00e3o erudita da requinta, numa gavota retirada da sonata para flauta e baixo cont\u00ednuo de J. B. Loeillet, da sanfona e do \u201cpito\u201d, respectivamente no \u201caffectuoso\u201d e \u201callegro ma non presto\u201d inclu\u00eddas nas sonatas n\u00ba 1 e 6, de \u201cIl Pastor Fido\u201d, de Antonio Vivaldi.<\/p>\n<p>Dan\u00e7a apropriada pelo diabo na vertigem rodopiante dos sal\u00f5es palacianos, a valsa surge, em \u201cLembrando\u201d e \u201cCarmela\u201d, tel\u00farica e ventosa, levando-nos consigo, nas \u00faltimas faixas de cada lado do disco, at\u00e9 \u00e0 dignidade aprumada da banda de \u201cgaitas\u201d Xarabal no \u201cHimno galego\u201d, de Pascual Veiga, e \u00e0 \u201cMui\u00f1eira de Freixido\u201d, que nos agarra o esp\u00edrito para nos mostrar o segredo, simples e esquecido: o abra\u00e7o fraterno entre Deus, o homem e a terra. O indiv\u00edduo ligado por elos naturais ao cosmos e ao seu semelhante. Numa roda de dan\u00e7a, \u00e0 noite, sob as estrelas, por entre espigas e cantares. Os cora\u00e7\u00f5es num tumulto sossegado em volta da fogueira. Bailando juntos. Os p\u00e9s na terra. A cabe\u00e7a no c\u00e9u.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/7shNIUdPKu0\" width=\"560\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ca-PGFEfWUs\" width=\"420\" height=\"315\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\"><\/iframe><\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock &nbsp; 13 NOVEMBRO 1991 &nbsp; O OIRO DOS ALQUIMISTAS &nbsp; Caiu do c\u00e9u. Do alto, do Norte. Da Galiza verde de oceano e sol onde aportam os peregrinos do sonho: Obradoiro obra de oiro. Obra de amor. \u00c0 terra, \u00e0 m\u00fasica e aos seus instrumentos. 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