{"id":3379,"date":"2015-03-02T11:44:08","date_gmt":"2015-03-02T18:44:08","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3379"},"modified":"2015-03-02T11:53:44","modified_gmt":"2015-03-02T18:53:44","slug":"r-e-m-out-of-time","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/03\/02\/r-e-m-out-of-time\/","title":{"rendered":"R.E.M. &#8211; &#8220;Out Of Time&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>27 MAR\u00c7O 1991<br \/>\nLP\u2019S<\/p>\n<p>CAN\u00c7\u00d5ES PARA A ETERNIDADE<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><strong>R.E.M.<br \/>\nOut of Time<\/strong><br \/>\nLP \/ MC \/ CD, Warner Bros., distri. Warner port.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/rem.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/rem-300x300.jpg\" alt=\"rem\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3380\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/rem-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/rem-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/rem-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/03\/rem.jpg 400w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u201cM\u00fasica que n\u00e3o inclua elementos de extrema felicidade, tristeza, beleza, raiva e viol\u00eancia, n\u00e3o vale a pena ser feita\u201d \u2013 palavras de Michael Stipe, vocalista dos R.E.M., que definem na perfei\u00e7\u00e3o a atitude de uma banda que nem o sucesso comercial do anterior \u201cGreen\u201d afastou de um percurso exemplar, agora culminado com esta obra-prima absoluta. Nada neste disco se parece com o passado. Os R.E.M., como o t\u00edtulo de resto indica, ultrapassaram a pris\u00e3o temporal e atingiram a eternidade.<br \/>\nOnde \u201cGreen\u201d se revelava politicamente empenhado, \u201cOut of Time\u201d torna-se maior que o mundo e canta, por vezes de forma estranha, o amor. Em vez das declara\u00e7\u00f5es bomb\u00e1sticas \u2013 \u201cDeixei de sentir necessidade\u201d, diz Michael Stipe, \u201cde fazer de cada frase que escrevo uma declara\u00e7\u00e3o.\u201d \u2013 e do discurso politicamente empenhado, as palavras que nascem directamente do cora\u00e7\u00e3o, que falam do amor, \u201cde todas as esp\u00e9cies de amor imagin\u00e1rias\u201d.<br \/>\nTempo foi o que n\u00e3o faltou para a feitura deste disco: \u201cN\u00e3o t\u00ednhamos pressa. Quisemos experimentar todas as possibilidades e ver de que modo elas se poderiam desenvolver.\u201d Ap\u00f3s a digress\u00e3o mundial de 1989, que levou os R.E.M. aos quatro cantos do planeta, Michael Stipe, Bill Berry, Peter Buck e Mike Mills decidiram que era altura de mudar. O est\u00fadio passou a ser o centro do universo e o trabalho de composi\u00e7\u00e3o e produ\u00e7\u00e3o o centro desse centro. Alterados os pap\u00e9is e regras habituais (com os quatro m\u00fasicos a trocarem de instrumentos) e com o espa\u00e7o alargado concedido \u00e0s cordas e aos metais, o leque instrumental tornou-se quase ilimitado \u2013 \u201cT\u00ednhamos sons de diferentes instrumentos na cabe\u00e7a\u201d, diz Stipe, \u201ce quisemos pass\u00e1-los para o disco.\u201d<br \/>\nPara isso, recrutaram m\u00fasicos como o saxofonista Kidd Jordan, a vocalista Kate Pierson, dos B-52\u2019s, o tocador de filisc\u00f3rnio da banda de Henry Mancini, o \u201crapper\u201d dos Boogie Down Productions, KRS-1 e membros da orquestra sinf\u00f3nica de Atalanta, entre outros. A explos\u00e3o de g\u00e9nio e o estado de gra\u00e7a de todos os membros da banda fizeram o resto \u2013 um disco perfeito, capaz talvez de rivalizar com a luz de \u201cRevolver\u201d, \u201cExile on Main Street\u201d ou \u201cHighway 61 Revisited\u201d \u2013 como sonhava secretamente Peter Buck.<br \/>\nOnze can\u00e7\u00f5es \u2013 outras tantas j\u00f3ias que devolvem \u00e0 m\u00fasica (rock ou n\u00e3o, pouco importa) popular americana a dignidade perdida. M\u00fasica popular que os R.E.M. consideram morta e \u201cassassinada pelos \u2018media\u2019\u201d. Can\u00e7\u00f5es que \u201crecordam \u00e0s pessoas um tempo em que os m\u00fasicos n\u00e3o receavam tentar fazer coisas diferentes\u201d. Can\u00e7\u00f5es que Michael Stipe n\u00e3o se envergonha de chamar \u201cpop\u201d, por muito que \u00e0s vezes possam soar estranhas.<br \/>\n\u201cThe world is collapsing\/ around our ears\/ I turned up the radio\/ but I can\u2019t hear it\u201d \u2013 mensagem inicial difundida em \u201cRadio Song\u201d, \u201cfunky\u201d apocal\u00edptico, que cedo d\u00e1 lugar a um carrocel de emo\u00e7\u00f5es em forma de can\u00e7\u00e3o, carimbadas com a marca de \u201ccl\u00e1ssicos\u201d. \u201cLosing my Religion\u201d prova at\u00e9 que ponto Michael Stipe se pode considerar hoje, ao lado de Stan Ridgway e David Byrne, um dos grandes cantores do lado oculto da Am\u00e9rica. \u201cLow\u201d, magistral, s\u00f3 encontra paralelo na pat\u00e9tica litania de Bryan Ferry com os Roxy Music em \u201cIn every Dream Home a Heartache\u201d \u2013 lenta e angustiada progress\u00e3o de \u00f3rg\u00e3o e do clarinete baixo de Jordan, resolvida na extasiada e solar liberta\u00e7\u00e3o final. \u201cNear Wild Heaven\u201d compara-se, no requinte das harmonias vocais, aos melhores momentos dos Beach Boys, por entre os saltos de alegria das guitarras. Guitarra que, no semi-instrumental \u201cEndgame\u201d, se torna mais terna e luminosa, em acordes que trazem \u00e0 lembran\u00e7a o dedilhar de Steve Howe, dos Yes, em \u201cMood for a Day\u201d.<br \/>\nDo outro lado, a alegria das vozes de Michael Stipe e Kate Pierson, jubilosas entre as piruetas da guitarra, em \u201cShiny Happy People\u201d, outro dos melhores momentos do disco. \u201cTexarkana\u201d \u00e9 uma \u201ccowboy song\u201d que junta a mitologia e sonoridade dos Byrds ao estilo narrativo de Stan Ridgway. \u201cCountry Feedback\u201d e \u201cMe in Honey\u201d (este constru\u00eddo sobre cavalgadas guitarr\u00edsticas pr\u00f3ximas dos Talking Heads da fase inicial) fecham com chave de ouro um disco sem pontos fracos. Com \u201cOut of Time\u201d os R.E.M. tocam o c\u00e9u da perfei\u00e7\u00e3o. \u2022\u2022\u2022\u2022\u2022<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mediafire.com\/download\/42uhyuc1rj636qx\/1991+-+OUOFT.rar\" target=\"_blank\">aqui<\/a><\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/ilvKyeA3T6A\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 27 MAR\u00c7O 1991 LP\u2019S CAN\u00c7\u00d5ES PARA A ETERNIDADE R.E.M. Out of Time LP \/ MC \/ CD, Warner Bros., distri. 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