{"id":3288,"date":"2015-01-27T11:58:10","date_gmt":"2015-01-27T18:58:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3288"},"modified":"2015-01-27T12:01:07","modified_gmt":"2015-01-27T19:01:07","slug":"anuncios-desclassificados-negativland-escape-from-noise-residents-commercial-album-yasuaki-shimizu-music-for-commercials","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/01\/27\/anuncios-desclassificados-negativland-escape-from-noise-residents-commercial-album-yasuaki-shimizu-music-for-commercials\/","title":{"rendered":"An\u00fancios Desclassificados: Negativland &#8211; &#8220;Escape From Noise&#8221; + Residents &#8211; &#8220;Commercial Album&#8221; + Yasuaki Shimizu &#8211; &#8220;Music For Commercials&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>20 MAR\u00c7O 1991<\/p>\n<p>AN\u00daNCIOS DESCLASSIFICADOS<\/p>\n<p>Publicidade \u00e9 manipula\u00e7\u00e3o. Lavagem ao c\u00e9rebro com o detergente ps\u00edquico da moda. Os publicit\u00e1rios s\u00e3o como os glut\u00f5es do an\u00fancio \u2013 gostam de ver o mundo muito branco para poder redesenh\u00e1-lo segundo as exig\u00eancias do mercado. Fazer publicidade \u00e9 \u201cdar m\u00fasica\u201d. A maioria dos m\u00fasicos n\u00e3o se faz rogada e aproveita: um \u201cslogan\u201d, um boneco colorido, um patroc\u00ednio dourado, sabem a mel quando a vida est\u00e1 dif\u00edcil e o produto n\u00e3o vende. Mas h\u00e1 sempre os desmancha-prazeres, psicopatas disfar\u00e7ados de artistas, que rasgam os cartazes, fazem estalar o verniz, cospem na sopa e batem na av\u00f3. Os Negativland e os Residents fazem gala de pertencer a este grupo vergonhoso.<\/p>\n<p>Gravam discos que as massas ignoram e que ainda por cima destabilizam. Pauzinhos na engrenagem, sem marca registada, nem campanha de \u201cmarketing\u201d, nem c\u00f3digo de barras. Dedicam-se \u00e0 sabotagem sistem\u00e1tica das regras do jogo, mas fingem que n\u00e3o.<br \/>\nOs Residents editaram, em 1980, um \u00e1lbum com 40 temas, cada um com a dura\u00e7\u00e3o exacta de um minuto, para servir de \u201cjungles\u201d publicit\u00e1rios. Um single com mais dois temas-minuto serve de b\u00f3nus promocional. Chamaram ao disco \u201cCommercial Album\u201d. Por seu lado, os Negativland incluem na sua m\u00fasica fragmentos de an\u00fancios, subvertendo-lhes o sentido, reduzindo a mensagem publicit\u00e1ria a p\u00f3 que nem sequer serve para matar baratas. \u201cH\u00e1 alguma maneira de fugir ao ru\u00eddo?\u201d \u2013 perguntam, enquanto fazem explodir autom\u00f3veis e enunciam em voz monoc\u00f3rdica a lista de vacuidades poluidoras dos tops americanos \u2013 Michael Jackson, Fleetwood mac, Hue Lewis and the News, Heart, Madonna e demais produtos de consumo imediato. Yasuaki Shimizu, mais cl\u00e1ssico, n\u00e3o engana ningu\u00e9m \u2013 m\u00fasica de qualidade para produtos de prest\u00edgio.<\/p>\n<p>NEGATIVLAND<br \/>\nEscape From Noise<br \/>\nRec Rec<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/negativland.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/negativland-300x300.jpg\" alt=\"negativland\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3289\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/negativland-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/negativland-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/negativland-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/negativland.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\tOs Negativland s\u00e3o os maiores inimigos da Coca-Cola, da Levi\u2019s e dos m\u00edsseis Patriot. S\u00f3 pelo nome se v\u00ea que s\u00e3o do contra. V\u00eam da contracosta americana. Voltam tudo de pernas para o ar. At\u00e9 a fotografia da capa. Reduzem o mundo conceptual a um amontoado de significantes despojados da sua original fun\u00e7\u00e3o comunicativa. M\u00fasica, marcas comerciais, pol\u00edtica, televis\u00e3o, a sociedade industrializada inteira, n\u00e3o passam de imagens (aparentemente) desconexas de um filme sem realizador nem enredo. Document\u00e1rio apocal\u00edptico que em 20 minutos pulveriza 20 s\u00e9culos de cultura (da hist\u00f3ria da Am\u00e9rica tratam em quest\u00e3o de segundos). Tudo se concentra na vertigem do instante \u2013 paran\u00f3ias, signos, sons das mais desvairadas proveni\u00eancias, anunciam a ultrapassagem da \u201caldeia global\u201d de que falava McLuhan. O mundo \u00e9 uma anedota, um desenho animado cruel em que Jerry abocanha Tom e o Coiote arranca meticulosamente as penas de Bip-Bip. O conceito de publicidade torna-se sin\u00f3nimo de totalitarismo, de agarra o Ocidente e esprem\u00ea-lo com for\u00e7a at\u00e9 o despeda\u00e7ar, fazer uma papa com os restos e chamar ao suced\u00e2neo \u201cBogbrotherBush\u201d, em embalagem de sopa de letras instant\u00e2nea, pronta a consumir.<br \/>\n\tOs Negativland s\u00e3o c\u00ednicos, como n\u00e3o poderia deixar de ser. Logo na abertura inventam um \u201cspot\u201d radiof\u00f3nico, anunciando que o disco foi elaborado cientificamente em laborat\u00f3rio, seguindo \u00e0 risca os requisitos necess\u00e1rios \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de um \u201chit\u201d, destinado a ser passado no \u00e9ter. Curioso foi observar as reac\u00e7\u00f5es dos \u201cmedia\u201d a esse disco e ao seguinte, \u201cHelter Stupid\u201d, no qual levam ainda mais longe a manipula\u00e7\u00e3o dos canais de informa\u00e7\u00e3o, inventando uma hist\u00f3ria de assass\u00ednio provocado pela audi\u00e7\u00e3o da sua m\u00fasica \u2013 um adolescente escuta \u201cChristianity is Stupid\u201d, faixa do anterior \u201cEscape From Noise\u201d e, z\u00e1s!, num acesso de loucura, mata a fam\u00edlia toda \u00e0 facada, rivalizando com o velho Jason nos seus del\u00edrios de \u201cFriday, the 13th, night fever\u201d. Sugere-se que a citada faixa cont\u00e9m mensagens sat\u00e2nicas que induziriam o auditor ao assass\u00ednio, n\u00e3o se sabe se como um das belas-artes. A (falsa) not\u00edcia explodiu como uma bomba. Os jornais e a r\u00e1dio americanos ca\u00edram no logro e falaram sobre o caso, analisando-o em detalhe e acrescentando-lhe novos e s\u00f3rdidos pormenores, de acordo com o c\u00e9lebre fen\u00f3meno conhecido por \u201cbola de neve\u201d. Mil vozes bradaram contra a m\u00fasica rock \u2013 m\u00e3e de todos os v\u00edcios e pervers\u00f5es. Que se prendesse a pandilha toda, condenando os Negativland \u00e0 vergonha e humilha\u00e7\u00e3o no pelourinho da indignidade p\u00fablica.<br \/>\nDepois, quando a verdade se soube, que se tratara apenas de uma \u201cinocente\u201d brincadeira, os rostos coraram, tossicou-se um pouco e voltaram-se os holofotes para o outro lado. Os Negativland conseguiam, por obra e gra\u00e7a de um simples disco, a proeza de desmontar, de forma extremamente inteligente, todo o universo medi\u00e1tico, servindo-se da publicidade para apontar o vazio que se instalou no interior da pr\u00f3pria \u201cverdade dos factos\u201d.<br \/>\n\u201cEscape From Noise\u201d e \u201cHelter Stupid\u201d acertam em cheio no alvo. A ind\u00fastria jamais lhes perdoar\u00e1. Os retalhistas tamb\u00e9m n\u00e3o. Os \u201cadvertising men\u201d muito menos. Em nenhum concurso Carlos Cruz atribuir\u00e1 cabazes cheios de discos dos Negativland como pr\u00e9mio de consola\u00e7\u00e3o. O pr\u00f3ximo \u00e1lbum da tristemente c\u00e9lebre banda da contracosta americana e da \u201cterra negativa\u201d chamar-se-\u00e1, segundo tudo indica, \u201cU2\u201d. Nada escapa a estes brincalh\u00f5es.<\/p>\n<p>RESIDENTS<br \/>\nCommercial Album<br \/>\nRalph Rec<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/residents.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/residents-300x300.jpg\" alt=\"residents\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3290\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/residents-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/residents-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/residents-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/residents.jpg 499w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Um minuto para publicitar a disformidade. Sessenta segundos de bizarria \u2013 o tempo exacto que cada uma das estranhas \u201ccan\u00e7\u00f5es\u201d da banda mais esquisita do universo leva para dizer, alto e bom som, que \u201cloucura \u00e9 felicidade\u201d, a \u201cjuventude \u00e9 muito louca\u201d e \u201ccompre j\u00e1 antes que esgote\u201d. As regras s\u00e3o outras. A l\u00f3gica seguida parece-se mais com aquela desses outros residentes, ali para os lados da Avenida do Brasil \u2013 fragmentada, imprevis\u00edvel, por vezes perturbante e assustadora. S\u00e3o \u201cjingles\u201d publicit\u00e1rios \u2013 garantem os Residents \u2013, mas como \u00e9 que se pode acreditar nas palavras de algu\u00e9m que gosta de se disfar\u00e7ar de camar\u00e3o, como \u00e9 caso destes fac\u00ednoras? Que cr\u00e9dito se pode dar a indiv\u00edduos que gravaram um disco com temas dos Beatles e dos Rolling Stones e lhe chamaram \u201cThe Third Reich\u2019n\u2019roll\u201d? Ser\u00e1 poss\u00edvel levar a s\u00e9rio um grupelho de pataratas com pretens\u00f5es a intelectuais, que afirmam querer editar at\u00e9 ao final deste s\u00e9culo uma s\u00e9rie de \u00e1lbuns com interpreta\u00e7\u00f5es demenciais da m\u00fasica dos grandes compositores americanos deste s\u00e9culo? N\u00e3o, meus amigos, n\u00e3o se pode dar corda nem ouvidos a energ\u00famenos desta laia, sob pena de ru\u00edrem de vez os alicerces culturais que sustentam a nossa civiliza\u00e7\u00e3o.<br \/>\nDo in\u00edcio da d\u00e9cada de 70, altura em que irromperam na cena um de toda a cena musical, at\u00e9 hoje, continua desconhecida a verdadeira identidade dos membros da banda. \u00c9 o mist\u00e9rio mais bem guardado de toda a hist\u00f3ria da m\u00fasica rock. Qual publicidade? As massas querem \u00e9 rostos sorridentes, corpos de fazer sonhar, frases bomb\u00e1sticas, rem\u00e9dios contra a caspa, sapatos voadores, de prefer\u00eancia tudo junto. Algumas das can\u00e7\u00f5es-minuto deste disco t\u00eam t\u00edtulos que s\u00e3o aut\u00eanticas marcas comerciais: \u201cLove is\u2026\u201d, \u201cSecrets\u201d ou \u201cMoisture\u201d, por exemplo, poderiam perfeitamente passar por nomes de perfumes. Outros, como \u201cPerfect love\u201d, \u201cLoss of innocence\u201d, \u201cPossessions\u201d, \u201cHandful of desire\u201d ou o magn\u00edfico \u201cAct of being polite\u201d, s\u00e3o ideais para preservativos. J\u00e1 \u201cGive it to someone else\u201d ou \u201cUps and downs\u201d soariam como menos pr\u00f3prios para id\u00eanticos fins. O pior s\u00e3o os medonhos \u201cThe nameless souls\u201d, \u201cDie in terror\u201d, \u201cTragic bells\u201d ou \u201cThe coming of the crow\u201d \u2013 insecticidas, talvez&#8230; Chris Cutler, Fred Frith e Snakefinger s\u00e3o alguns dos anunciantes deste disco.<\/p>\n<p>YASUAKI SHIMIZU<br \/>\nMusic for Commercials<br \/>\nMade to Measure<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/yasuaki.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/yasuaki-300x297.jpg\" alt=\"yasuaki\" width=\"300\" height=\"297\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3291\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/yasuaki-300x297.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/yasuaki-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/yasuaki-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/yasuaki.jpg 600w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\tO japon\u00eas Yasuaki Shimizu, como todos os japoneses, prefere a subtileza e a discri\u00e7\u00e3o \u2013 comp\u00f4s m\u00fasica computorizada para an\u00fancios televisivos da Knorr, Seiko, Sharp, Suntory, Honda, Bridgestone, etc., deu-lhes uma embalagem de luxo e apresentou a lista de supermercado como \u201cproduto art\u00edstico de qualidade\u201d \u2013 t\u00e1ctica eminentemente nip\u00f3nica, de reconvers\u00e3o, polimento tecnol\u00f3gico e desloca\u00e7\u00e3o do conte\u00fado ideol\u00f3gico original, para posterior exporta\u00e7\u00e3o. Aqui a diferen\u00e7a est\u00e1 no fino sentido de humor e na asser\u00e7\u00e3o de que a Arte pode (e deve) ser conivente com a publicidade. Ao contr\u00e1rio dos Negativland e dos Residents, Shizimu fala a s\u00e9rio, ou pelo menos parece. Interessante a possibilidade de ouvir, sentado confortavelmente numa poltrona e a fumar cachimbo, o som de an\u00fancios, sem imagens, num sofisticado leitor de compactos. N\u00e3o menos interessante seria observar o fen\u00f3meno equivalente, em termos visuais \u2013 por exemplo, um \u201cspot\u201d das baterias Tudor, realizado por Manuel de Oliveira, ou as senhoras da Planta a dizer de sua justi\u00e7a diante da c\u00e2mara de Greenaway. Oshima e Almod\u00f4var n\u00e3o poderiam, como \u00e9 \u00f3bvio, filmar nada.<\/p>\n<p>negativland &#8211; escape from noise &#8211; <a href=\"http:\/\/www.mediafire.com\/?iui984n01bn7fbi\">aqui<\/a><br \/>\nresidents &#8211; commercial album &#8211; <a href=\"http:\/\/www.4shared.com\/rar\/UOZqa-Af\/056.html?\">aqui<\/a><br \/>\nyasuaki shimizu &#8211; music for commercials &#8211; <a href=\"http:\/\/www13.zippyshare.com\/v\/93998573\/file.html\">aqui<\/a><\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/iTWCkE8nyTY\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/MdSlFl5H76A\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/rRJ1BzUqPGg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 20 MAR\u00c7O 1991 AN\u00daNCIOS DESCLASSIFICADOS Publicidade \u00e9 manipula\u00e7\u00e3o. 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