{"id":3261,"date":"2015-01-18T13:03:21","date_gmt":"2015-01-18T20:03:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3261"},"modified":"2015-01-18T13:19:21","modified_gmt":"2015-01-18T20:19:21","slug":"uhf-comedia-humana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/01\/18\/uhf-comedia-humana\/","title":{"rendered":"UHF &#8211; &#8220;Com\u00e9dia Humana&#8221;"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>25 SETEMBRO 1991<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>IMPOSS\u00cdVEL MUDAR DE VIDA<\/p>\n<p>UHF<br \/>\nCom\u00e9dia Humana<br \/>\nLP\/MC\/CD, BMG<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/uhf_co10.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/uhf_co10-291x300.jpg\" alt=\"uhf_co10\" width=\"291\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3262\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/uhf_co10-291x300.jpg 291w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/uhf_co10-97x100.jpg 97w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/uhf_co10.jpg 465w\" sizes=\"auto, (max-width: 291px) 100vw, 291px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Observemos o objecto em quest\u00e3o de uma dupla perspectiva. De um ponto de vista objectivo (admitindo que a objectividade \u00e9 poss\u00edvel em cr\u00edtica), o novo \u00e1lbum dos UHF pouco ou nada adianta em rela\u00e7\u00e3o a obras anteriores, por muito que os pr\u00f3prios m\u00fasicos ou os representantes da editora queiram fazer crer o contr\u00e1rio. Dito de outra maneira, Ant\u00f3nio Manuel Ribeiro e os seus pares (mesmo que estes \u00faltimos constantemente se renovem) criaram um estilo definido, emblem\u00e1tico de um certo rock portugu\u00eas, que persiste me ver o mundo atr\u00e1s de barricadas e em cultivar, na figura do l\u00edder, a imagem do rebelde incompreendido ou do m\u00e1rtir crucificado. Tudo bem. A imagem do rocker de barba rija que vive na estrada e recolhe ocasionalmente ao est\u00fadio para contar as hist\u00f3rias, boas ou m\u00e1s, dessa vida, vale como qualquer outra. O problema reside em que este acaba por ser um mundo fechado, um contar de experi\u00eancias tornadas excessivamente familiares e repetitivas \u2013 falar do \u201cManel das M\u00e3ozinhas\u201d que \u201canda solto pela cidade\u201d e \u201caperta a veia que sangra\u201d ou fazer o rescaldo atrasado da guerra do Golfo, em \u201cCom\u00e9dia Humana\u201d, acaba por soar redundante, sobretudo se tais tem\u00e1ticas forem, como \u00e9 o caso, tratadas pelo lado mais imediatista. Dizer, por exemplo, que os \u201chomens em armas s\u00e3o a guerra\u201d n\u00e3o abona, com efeito, a favor da imagina\u00e7\u00e3o.<br \/>\nPor outro lado, e este \u00e9 o outro lado da quest\u00e3o, convir\u00e1 n\u00e3o esquecer qual o destinat\u00e1rio da mensagem e da m\u00fasica da banda almadense. Os UHF s\u00e3o hoje uma banda de massas, com uma faixa de p\u00fablico espalhada pela prov\u00edncia (s\u00e3o constantes os apelos de Ant\u00f3nio Manuel Ribeiro a uma distribui\u00e7\u00e3o maci\u00e7a dos discos da banda por todo o territ\u00f3rio nacional, at\u00e9 \u00e0 mais \u00ednfima banca de feira), sens\u00edvel ao toque populista e ao \u201cdiscurso do her\u00f3i\u201d, porta-voz dos mundos de aventura suburbanos. Para toda esta imensa multid\u00e3o de consumidores, a imagem, a m\u00fasica e as palavras directas dos UHF e do \u201cmito nacional\u201d Ant\u00f3nio Manuel Ribeiro constituem como que um cerrar fileiras, um \u201cbunker\u201d onde se abrigam mil ilus\u00f5es e anseios.<br \/>\nQualquer mudan\u00e7a, no estilo e ou na atitude, torna-se dif\u00edcil. Condescende-se e mudar o acess\u00f3rio, no caso de \u201cCom\u00e9dia Humana\u201d, uma acentua\u00e7\u00e3o mais forte em arranjos pop, para que, no fim, tudo fique igual. Eis o drama, dos UHF ou de outras bandas que, tendo vencido \u00e0 custa de um projecto talvez demasiado personalizado, n\u00e3o conseguem, n\u00e3o podem ou n\u00e3o querem arriscar a \u201cfuga para a frente\u201d. Para al\u00e9m de todas as teoriza\u00e7\u00f5es, permanece a energia de sempre e o empenhamento sincero de AMR, o tal Jim Morrison portugu\u00eas que, no t\u00edtulo-tema, n\u00e3o se co\u00edbe em demonstrar o seu afecto pelos Doors, na repeti\u00e7\u00e3o enf\u00e1tica de \u201cn\u2019America\u201d (alus\u00e3o expl\u00edcita a \u201cL\u2019America\u201d, de \u201cL. A. Woman\u201d) ou na cita\u00e7\u00e3o de \u201co Oeste \u00e9 o melhor\u201d (\u201cWest is the best\u201d, em \u201cThe end\u201d). \u201c\u00c9 do zero que eu vou partir\u201d, canta AMR, em \u201cDo zero\u201d. Custa a acreditar. ***<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"560\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/YT15tXs2ajg\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock 25 SETEMBRO 1991 IMPOSS\u00cdVEL MUDAR DE VIDA UHF Com\u00e9dia Humana LP\/MC\/CD, BMG Observemos o objecto em quest\u00e3o de uma dupla perspectiva. 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