{"id":3233,"date":"2015-01-10T16:20:18","date_gmt":"2015-01-10T23:20:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3233"},"modified":"2015-01-10T16:26:24","modified_gmt":"2015-01-10T23:26:24","slug":"guerra-ao-virus-uma-gala-de-artistas-portugueses-contra-a-sida","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/01\/10\/guerra-ao-virus-uma-gala-de-artistas-portugueses-contra-a-sida\/","title":{"rendered":"Guerra Ao V\u00edrus &#8211; Uma Gala De Artistas Portugueses Contra A Sida"},"content":{"rendered":"<p>Pop Rock<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>30 JANEIRO 1991<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>GUERRA AO V\u00cdRUS <em>Uma Gala de artistas portugueses contra a Sida<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>MARIA JO\u00c3O<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Cantora de jazz. Evoluiu do jazz tradicional para a improvisa\u00e7\u00e3o e liberdade aprendidas com Bobby McFerrin. Trabalho mais no estrangeiro do que c\u00e1, onde quem devia apoi\u00e1-la, n\u00e3o apoia. Gravou com a pianista japonesa Aki Takasi um \u00e1lbum que a cr\u00edtica especializada internacional elegeu como dos melhores do ano. Em Outubro do ano passado reincidiu, em registo ao vivo, agora tamb\u00e9m acompanhada por Niels-Henning-\u00d8rsted Pederson. Em Abril volta aos est\u00fadios para gravar com uma banda portuguesa. Tenciona continuar a gravar por esse mundo fora. Um dia destes com Nan\u00e1 Vasconcelos ou um coro infantil. Quando canta, a express\u00e3o do rosto lembra a de Billie Holiday.<\/p>\n<p>Maria Jo\u00e3o, como Billie, tamb\u00e9m canta com a alma. Aceitou o convite para participar na Gala por solidariedade e porque aproveita todas as ocasi\u00f5es em que lhe pedem para cantar. No Coliseu, acompanham-na Carlos Bica e Bernardo Sassetti.<\/p>\n<p><strong>\u201cParticipo, primeiro por uma quest\u00e3o de solidariedade com as v\u00edtimas de uma doen\u00e7a que mata milhares de seres humanos, em todo o mundo. Depois, porque penso que este espect\u00e1culo vai ser importante para chamar a aten\u00e7\u00e3o das pessoas para esse facto, porque n\u00f3s por c\u00e1 somos muito distra\u00eddos em rela\u00e7\u00e3o a essa doen\u00e7a. Pensamos que n\u00e3o nos atinge, que n\u00e3o \u00e9 nada connosco. Precau\u00e7\u00f5es, nem pensar! Depois, porque gosto imenso de cantar, de maneiro que aproveito todas as oportunidades que surgem para o fazer, desde que haja uma sala boa, boas condi\u00e7\u00f5es e boas pessoas a assistir.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>PAULO DE CARVALHO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tem uma boa voz e uma certa propens\u00e3o para o jazz, quando se concede certas liberdades vocais. Mas parece n\u00e3o querer arriscar, preferindo investir em terrenos mais seguros, capazes de lhe proporcionar \u00eaxitos populares como os \u201cMeninos do Huambo\u201d. Entrou em Festivais da Can\u00e7\u00e3o, mas j\u00e1 deve estar arrependido. Revelou-se surpreendentemente \u00e0 vontade num disco inteiro a cantar fado.<\/p>\n<p><strong>\u201cTenho muito a ver com isto, embora n\u00e3o com esta organiza\u00e7\u00e3o, especificamente. Tinha planos para participar com outros amigos num outro espect\u00e1culo de solidariedade deste tipo que acabou por n\u00e3o se realizar. Em rela\u00e7\u00e3o a este acabei por ser um bocado ultrapassado pelos acontecimentos. N\u00e3o cheguei propriamente a ser convidado, mas sim a estar presente. Penso que desta vez n\u00e3o irei tocar ou cantar, mas apenas fazer apresenta\u00e7\u00f5es. Se houver alguma participa\u00e7\u00e3o, em termos de cantigas, certamente que ser\u00e1 ao lado dos Trovante.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>AM\u00c1LIA RODRIGUES<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Com as quatro primeiras letras do seu nome se escreve a palavra alma. Alma portuguesa, perdida na eternidade do fado, da fatalidade tornada quase confort\u00e1vel. Am\u00e1lia \u00e9 a voz da saudade que canta. Da nobreza e da tradi\u00e7\u00e3o resistentes aos ventos gelados da modernidade. Voz correndo como um rio que nasce muito longe, c\u00e1 dentro, desde antigamente.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Mulher vestida de negro com uma rosa rubra no cora\u00e7\u00e3o. Lua que ilumina a noite lusitana. Vi\u00fava de Portugal. Ela diz ser apenas uma mulher normal. Quem somos n\u00f3s para a contradizer.<\/p>\n<p><strong>\u201cFui convidada, mas n\u00e3o para cantar. Quero esclarecer isto, porque sen\u00e3o depois as pessoas pedem-me para o fazer\u2026 A primeira raz\u00e3o que me levou a participar nesta iniciativa \u00e9 porque sou uma pessoa normal e por isso preocupo-me com as coisas horr\u00edveis que h\u00e1 no mundo. Acho que essa doen\u00e7a \u00e9 uma doen\u00e7a horr\u00edvel, feia, em muitos sentidos. J\u00e1 fui cantar a Paris, convidada pela Line Renaud, numa gala que a\u00ed se realizou, tamb\u00e9m contra a sida, e agora volto a participar, n\u00e3o com prazer, pois n\u00e3o \u00e9 por prazer que se participa numa causa destas, mas com muito boa vontade. Acho que as pessoas deviam realmente pensar nisto e comparecerem em massa tamb\u00e9m.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>HERMAN JOS\u00c9<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O seu nome dispensa grandes apresenta\u00e7\u00f5es. \u00c9 o homem que em Portugal melhor sabe fazer rir. Alia a intelig\u00eancia ir\u00f3nica e a s\u00e1tira feroz a um apurado sentido do absurdo. Destr\u00f3i e constr\u00f3i os mecanismos e v\u00edcios dos nossos c\u00e9rebros mal habituados.<\/p>\n<p>S\u00f3 o facto de gostar e, mais do que isso, compreender o sentido profundo do humor delirante dos Monty Python bastaria para fazermos dele um her\u00f3i.<\/p>\n<p>Na r\u00e1dio \u00e9 sempre brilhante. A televis\u00e3o n\u00e3o sabe se h\u00e1-de am\u00e1-lo ou odi\u00e1-lo. Tony Silva, Serafim Saudade, Estebes ou Maximiana \u00e9 que s\u00e3o os portugueses reais. Os outros, os s\u00e9rios, s\u00e3o caricaturas.<\/p>\n<p>Sobre a Gala dos Artistas afirma que vai ter uma participa\u00e7\u00e3o s\u00e9ria e discreta. Ou seja, n\u00e3o \u00e9 para rir. O bom actor deve saber interpretar todos os pap\u00e9is. Mesmo quando, como \u00e9 o caso, n\u00e3o se trate de teatro.<\/p>\n<p><strong>\u201cOs motivos que me levam a participar s\u00e3o por demais \u00f3bvios: porque \u00e9 important\u00edssimo n\u00e3o adormecermos em rela\u00e7\u00e3o a essa nova peste negra do nosso s\u00e9culo. D\u00e1-me a sensa\u00e7\u00e3o que em Portugal vivemos todos num excessivo optimismo. Sinto isso pelas pessoas que me rodeiam. Sinto isso por uma certa conten\u00e7\u00e3o, pudor e medo com que muitas vezes os pr\u00f3prios \u00f3rg\u00e3os de comunica\u00e7\u00e3o social se debru\u00e7am sobre o tema. \u00c9 uma coisa que nos toca a todos de t\u00e3o perto que \u00e9 importante os artistas assumirem em Portugal o mesmo papel que t\u00eam assumido nos outros pa\u00edses \u2013 o de chamarem a ten\u00e7\u00e3o para um problema que est\u00e1 longe de ser resolvido e que nos pode afectar a todos. A minha participa\u00e7\u00e3o no espect\u00e1culo, apenas como apresentador, vai ser discreta e portanto n\u00e3o vou (e se calhar porque tamb\u00e9m n\u00e3o me apetece) contar muitas anedotas nem ter muita piada, porque o tema n\u00e3o \u00e9 propriamente aliciante, apesar de o espect\u00e1culo n\u00e3o pretender ser uma coisa triste, pesada e lamuriosa. Pelo contr\u00e1rio, \u00e9 suposto ter optimismo, a come\u00e7ar pelo pr\u00f3prio cartaz, um desenho do Pomar que n\u00e3o \u00e9 nem fatal nem fat\u00eddico, mas antes uma alus\u00e3o ao pr\u00f3prio acto amoroso em si.\u201d<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>RUI REININHO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os rapazes dos GNR brincam com as palavras e com os sons. S\u00e3o homens temporariamente s\u00f3s \u00e0 procura da inf\u00e2ncia perdida. Tocam uma m\u00fasica colorida de palavras cruzadas, que fazem sentido doutra maneira. Parecem estar sempre a brincar, mas h\u00e1 quem os leve muito a s\u00e9rio e lhes condene as brincadeiras. A televis\u00e3o, por exemplo, n\u00e3o deixou passar o v\u00eddeo da Maria, embora eles jurem a p\u00e9s juntos tratar-se apenas de uma amiga. Alguns julgaram ver em \u201cDunas\u201d alus\u00f5es a pr\u00e1ticas menos inocentes. Enfim, mesmo sem querer, os GNR esbarram constantemente nos temas proibidos. Ultimamente est\u00e3o mais calmos (embora um antigo companheiro de armas esteja sempre a arranjar-lhes problemas) e Rui Reininho parece mesmo querer rivalizar com Bryan Ferry no papel de \u201ccrooner\u201d c\u00ednico e bem falante. S\u00e3o dos melhores grupos de novo rock portugueses. Declaram que n\u00e3o se sentem responsabilizados pela exist\u00eancia do v\u00edrus.<\/p>\n<p><strong>\u201cPorque \u00e9 que a gente entra numa coisa dessas? Porque sei que nos d\u00e3o mais aten\u00e7\u00e3o do que \u00e0quelas caras do costume, os pol\u00edticos, etc\u2026 N\u00e3o \u00e9 que nos sintamos responsabilizados pela exist\u00eancia do v\u00edrus, mas se conseguirmos impedir que ele se propague\u2026 H\u00e1 muita hipocrisia e mais uma vez, no caso das medidas \u2018portugas\u2019, acho que houve muitos erros, culpados pela propaga\u00e7\u00e3o dessas hist\u00f3rias. N\u00e3o h\u00e1 informa\u00e7\u00e3o. O portugu\u00eas acha que essas coisas acontecem sempre aos outros\u2026 por exemplo, nas farm\u00e1cias, aqui h\u00e1 uns anos recusavam vender seringas e, ainda na semana passada, fal\u00e1vamos de um amigo meu que fazia quil\u00f3metros por noite, nomeadamente aqui no Porto, para as arranjar. As pessoas tinham atitudes morais desse g\u00e9nero. Inibiam-se as pessoas na compra de preservativos, essa hist\u00f3ria toda\u2026 Acho que, nesse aspecto, podemos \u2018dar um toque\u2019, podemos falar nisso mais \u00e0 vontade do que a dra. Maria Barroso, por exemplo, sem moralizar, como dizia o outro. Torna-se doloroso ver pessoas morrer por estupidez\u2026 \u00c9 um pouco como aquela hist\u00f3ria de as vitaminas n\u00e3o serem comparticipadas\u2026 Toda a gente fala em preven\u00e7\u00e3o, mas preven\u00e7\u00e3o \u00e9 coisa que n\u00e3o h\u00e1, a \u00fanica que h\u00e1 \u00e9 a rodovi\u00e1ria e mesmo assim as pessoas morrem como tordos\u2026 A partir de a\u00ed \u00e9 f\u00e1cil ver o que acontece nas outras \u00e1reas\u2026 Vamos tocar talvez tr\u00eas can\u00e7\u00f5es, numa participa\u00e7\u00e3o de dez ou quinze minutos. Uma delas ser\u00e1 for\u00e7osamente \u2018Morte ao Sol\u2019.\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>S\u00c9RGIO GODINHO<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Escritor de can\u00e7\u00f5es. Sobrevivente das hist\u00f3rias do nosso (des)contentamento. Vem de muitas lutas e algumas amizades constru\u00eddas no caminho. Zeca Afonso, Brel, tropicalismo ou o rock anglo-sax\u00f3nico s\u00e3o algumas das refer\u00eancias presentes na sua obra, mas que n\u00e3o chegam para a catalogar. Ainda bem. N\u00e3o gostamos que chamem nomes a uma m\u00fasica que nos habitu\u00e1mos a fazer nossa.<\/p>\n<p>S\u00e9rgio Godinho \u00e9 dos que em Portugal melhor sabem contar e cantar uma vida e os seus sonhos, nos tr\u00eas minutos que dura uma can\u00e7\u00e3o. Minutos que s\u00e3o a pr\u00f3pria vida. Quanto tempo dura a vida? O resto da nossa vida?<\/p>\n<p>Recentemente esteve durante muitos dias, todos os dias, num audit\u00f3rio pequeno, para melhor nos contar as suas hist\u00f3rias, despojadas de tudo o que nos pudesse distrair. Depois gravou o disco. Escreve can\u00e7\u00f5es. Na Gala dos Artistas vai estar sozinho em palco, com a sua voz e uma guitarra ac\u00fastica.<\/p>\n<p><strong>\u201cParticipo porque \u00e9 um assunto importante que mexe mesmo connosco. Pediram-me que inventasse uma frase alusiva ao tema. Escolhi esta: \u2018viver \u00e9 a grande vingan\u00e7a do corpo\u2019. O corpo vinga-se contra tudo o que lhe querem fazer sofrer. No espect\u00e1culo vou cantar duas can\u00e7\u00f5es, ainda n\u00e3o decidi quais, acompanhada s\u00f3 pela guitarra. Possivelmente tocarei ainda mais uma, integrado nos Trovante.\u201d<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p><strong>LENA D\u2019\u00c1GUA<\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Tem uma maneira engra\u00e7ada de cantar e de se movimentar em palco. As pernas s\u00e3o bonitas, a cara tamb\u00e9m, as can\u00e7\u00f5es n\u00e3o ofendem. O pai foi um futebolista famoso. O irm\u00e3o \u00e9 um futebolista famoso. Ela \u00e9 s\u00f3 famosa. Come\u00e7ou por ser \u201chippie\u201d, nos tempos psicad\u00e9licos dos Beatnicks. Inesquec\u00edvel um concerto, h\u00e1 muitos anos, em Sintra. Nos Salada de Frutas pediu para se olhar o \u201crobot\u201d. Muita gente olhou. Foi ficando cada vez mais doce e hoje, \u201csempre que o amor a quiser\u201d, est\u00e1 pronta a acariciar com a voz. Voz que, em algumas can\u00e7\u00f5es (nunca ningu\u00e9m reparou?) lembra a de uma rapariga inglesa chamada Sonja Kristina, vocalista de uns tais Curved Air.<\/p>\n<p>As can\u00e7\u00f5es de Lena d\u2019\u00c1gua s\u00e3o tal qual o l\u00edquido vital: n\u00e3o ardem como bebidas fortes, mas refrescam e matam a sede.<\/p>\n<p><strong>\u201cAceitei o convite para participar como teria aceitado se se tratasse de uma gala para angariar fundos para as crian\u00e7as deficientes mentais, para os estropiados da guerra, ou para quem quer que precisasse de ajuda e a pedisse. Da minha parte, sou sempre solid\u00e1ria.<\/strong><\/p>\n<p><strong>Na minha actua\u00e7\u00e3o vou cantar, acompanhada pelo Pedro Os\u00f3rio, ao piano, \u2018N\u00e3o \u00e9 F\u00e1cil o Amor\u2019, do Janita Salom\u00e9. Quanto \u00e0 outra can\u00e7\u00e3o ainda n\u00e3o ficou decidido qual ser\u00e1, talvez \u2018Chanson Triste\u2019, de um compositor do princ\u00edpio do s\u00e9culo.\u201d<\/strong><\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/fgxo7lba4ug\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pop Rock &nbsp; 30 JANEIRO 1991 &nbsp; GUERRA AO V\u00cdRUS Uma Gala de artistas portugueses contra a Sida &nbsp; MARIA JO\u00c3O &nbsp; Cantora de jazz. Evoluiu do jazz tradicional para a improvisa\u00e7\u00e3o e liberdade aprendidas com Bobby McFerrin. Trabalho mais no estrangeiro do que c\u00e1, onde quem devia apoi\u00e1-la, n\u00e3o apoia. 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