{"id":3227,"date":"2015-01-08T12:41:38","date_gmt":"2015-01-08T19:41:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3227"},"modified":"2015-01-08T12:45:33","modified_gmt":"2015-01-08T19:45:33","slug":"kraftwerk-o-admiravel-mundo-novo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2015\/01\/08\/kraftwerk-o-admiravel-mundo-novo\/","title":{"rendered":"Kraftwerk &#8211; O Admir\u00e1vel Mundo Novo"},"content":{"rendered":"<p>BLITZ<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>3.4.90<\/p>\n<p><strong>KRAFTWERK<\/p>\n<p>\u00abI Sing the Body Electric\u00bb<br \/>\nRay Bradbury<\/strong><\/p>\n<p>Bip Bip Bip. Boing Boom Tschak. A beleza da m\u00fasica dos alem\u00e3es Kraftwerk \u00e9 a beleza da electricidade em estado puro. A harmonia da informa\u00e7\u00e3o circulando livremente atrav\u00e9s dos chips de circuitos integrados. O classicismo digitalizado. A heran\u00e7a elegante de uma Europa crepuscular rendida \u00e0 imagem requintada da despersonaliza\u00e7\u00e3o e da indiferen\u00e7a. Ralf Hutter, Florian Schneider, Wolfgang Flur e Klaus Roeder s\u00e3o as quatro m\u00e1scaras humanas para um rosto que deixou de o ser. Manequins de gesto suspenso sobre a imobilidade gelada do Tempo aprisionado. Save. Enter. 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O \u00abDisco Sound\u00bb ou o \u00abRap\u00bb proclamam-se devedores das manipula\u00e7\u00f5es sonoras levadas a cabo pelos quatro homens de Dusseldorf. Estes n\u00e3o confirmam nem desmentem, limitando-se a gravar discos, sem fazer grandes ondas e alargando com cada um deles as fronteiras do que se convencionou na generalidade designar por \u00abm\u00fasica electr\u00f3nica\u00bb.<br \/>\nHutter e Schneider, os fundadores da banda, encontraram-se em 1970 no Conservat\u00f3rio de M\u00fasica de Dusseldorf, uma das cidades mais industrializadas da Alemanha, e formaram os Organisation. Sob esta designa\u00e7\u00e3o foi editado o \u00e1lbum \u00abTone Float\u00bb, gravado e produzido por Conny Plank numa refinaria de petr\u00f3leo da cidade. No mesmo ano nascem os Kraftwerk que gravam no ano seguinte o \u00e1lbum estreia \u00abHigh Rail\u00bb, com o selo Philips. No ano seguinte a Vertigo re\u00fane estes dois discos num duplo intitulado simplesmente \u00abKraftwerk\u00bb, infelizmente h\u00e1 j\u00e1 alguns anos fora do mercado. Na sua fase inicial a m\u00fasica do grupo conciliava as explos\u00f5es de metal, o minimalismo e a m\u00fasica concreta com um lirismo exacerbado t\u00e3o caro ao Romantismo alem\u00e3o. Grupos como os Einstuerzende Neubauten, Test Dept., ou os primeiros SPK deverto que ouviram e aprenderam muito com este disco seminal.<br \/>\nO \u00e1lbum seguinte, \u00abRalf and Florian\u00bb, de 83, prossegue a mesma via, com temas fabulosos como \u00abEletrisches Roulette\u00bb, \u00e0 beira da esquizofrenia, a dan\u00e7a met\u00e1lica de \u00abTanzmusik\u00bb e os catorze minutos planantes, cristalinos e tropicais de \u00abAnanas Symphonie\u00bb.<br \/>\nEm 74 os Kraftwerk passam a quarteto, com a inclus\u00e3o de Klaus Roeder e Wolfgang Flur, respectivamente no violino e guitarra e nas percuss\u00f5es electr\u00f3nicas. \u00c9 com esta forma\u00e7\u00e3o que gravam, no mesmo ano, a obra-prima \u00abAutobahn\u00bb, um dos melhores discos de sempre de m\u00fasica electr\u00f3nica. O primeiro lado \u00e9 ocupado na totalidade pela faixa do mesmo nome, uma \u00abtrip\u00bb psicad\u00e9lica-automobil\u00edstica, s\u00f3 ao alcance das auto-estradas e das cabe\u00e7as teut\u00f3nicas. Sem despistes e com as mudan\u00e7as engatadas sempre na altura exacta. Nunca os sintetizadores, \u00abVocoders\u00ab e \u00absequencers\u00bb tinham andado a tanta velocidade. O Futuro tinha come\u00e7ado. Do outro lado do disco o fogo-de-artif\u00edcio sonoro em duas deslumbrantes vers\u00f5es de \u00abKometenmelodie\u00bb. Surpreendentemente as r\u00e1dios americanas e inglesa tocam uma vers\u00e3o mais curta de \u00abAutobahn\u00bb. O single e o \u00e1lbum alcan\u00e7am todos os Tops abrindo caminho para a vaga do \u00abEurodisco\u00bb, com Giorgio Moroder \u00e0 frente. \u00abI Feel Love\u00bb \u00e9 a voz de Donna Summer aobre um pl\u00e1gio grotestco dos ritmos rob\u00f3ticos dos alem\u00e3es. Curiosamente este tema tem sido \u00absamplado\u00bb pelas novas bandas at\u00e9 \u00e0 exaust\u00e3o. O Tempo \u00e9 cada vez mais uma ilus\u00e3o.<br \/>\nEm Outubro de 75 Karl Bartos (percuss\u00e3o electr\u00f3nica) substitui Roeder, ficando assim constitu\u00edda a forma\u00e7\u00e3o que at\u00e9 \u00e0 data se mant\u00e9m inalter\u00e1vel. No mesmo m\u00eas os Kraftwerk abandonam a Philips\/Vertigo e formam a sua pr\u00f3pria editora a Kling Klang, distribu\u00edda pela EMI. Ainda em 75 \u00e9 publicado o LP \u00abR\u00e1dio Aktivitaet\u00bb, vers\u00e3o original alem\u00e3 de \u00abRadio Activity\u00bb que sai em Inglaterra no ano seguinte. \u00abRadio Activity\u00bb \u00e9 o \u00e1lbum mais fraco da banda, vers\u00e3o tur\u00edstico-infantil da est\u00e9tica futurista. A simplicidade de meios, propositada ou n\u00e3o, e letras pueris \u00e0 beira do imbecil tornam a audi\u00e7\u00e3o do disco apenas divertida. Destaque mesmo assim para o t\u00edtulo-tema \u00abRadio Activity\u00bb e \u00abAirwaves\u00bb, dan\u00e7\u00e1veis e irremediavelmente col\u00e1veis aos ouvidos.<br \/>\n1977 \u00e9 o ano de \u00abTrans Europe Express\u00bb, dos manequins-r\u00e9plicas em palco e do retorno \u00e0 boa forma. \u00abTrans Europe Express\u00bb, \u00abMetal on Metal\u00bb ou \u00abFranz Schubert\u00bb, met\u00e1licos, gelados e repetitivos s\u00e3o paradigm\u00e1ticos e prof\u00e9ticos da \u00abCold Wave\u00bb que se avizinhava. Mais uma vez os Kraftwerk ditavam as leis, escrupulosamente seguidas pelas gera\u00e7\u00f5es futuras.<br \/>\n\u00abThe Man Machine\u00bb aparece no ano seguinte levando \u00e1s \u00faltimas consequ\u00eancias todas as anteriores premissas est\u00e9ticas e ideol\u00f3gicas do grupo. O factor humano cede definitivamente ao factor m\u00e1quina. O \u00e1lbum abre com \u00abThe Robots\u00bb e fecha com \u00abThe Man Machine\u00bb. \u00abSpacelab\u00bb, \u00abMetropolis\u00bb, e \u00abNeon Lights\u00bb s\u00e3o imagens de um filme fantasm\u00e1tico sobre cidades percorridas por son\u00e2mbulos, ecos de \u00abslogans\u00bb cibern\u00e9ticos e neons deslumbrantes. O filme p\u00e1ra. A realidade \u00e9 el\u00e9ctrica. A luz torna-se branca. E fria.<br \/>\n\u00abComputer World\u00bb, de 81, \u00e9 mais humano ou talvez n\u00e3o consoante a perspectiva. Em \u00abPocket Calculator\u00bb os Kraftwerk utilizam o som de uma calculadora electr\u00f3nica de bolso. \u00abNumbers\u00bb \u00e9 a Torre de Babel do Novo Mundo reduzido a ac\u00e7\u00f5es de compra e venda, n\u00fameros e mais n\u00fameros soletrados em diversas l\u00ednguas sobre um ritmo implac\u00e1vel de m\u00e1quinas em sintonia. A realidade \u00e9 matem\u00e1tica, rigorosa, previs\u00edvel e program\u00e1vel. \u00abComputer Love\u00bb, bits em forma de cora\u00e7\u00e3o, \u00abI-L-O-V-E-Y-O-U\u00bb repete a voz sintetizada enquanto a mensagem vai piscando no monitor. \u00abHome Computer\u00bb, \u00abIt\u2019s More Fun to Compute\u00bb e as m\u00e1quinas continuam a dan\u00e7ar.<br \/>\n\u00abTour de France\u00bb, como o nome indica, \u00e9 dedicado \u00e0 c\u00e9lebre prova velocip\u00e9dica e aparece no filme \u00abBreakdance\u00bb (!).<br \/>\nFinalmente, em 86, a EMI edita \u00abElectric Cafe\u00bb. Os Kraftwerk atingem com este disco o ponto de plenitude em que a superficialidade e o desprendimento se confundem com o sublime. O humor surge radioso no fim e do alto da trag\u00e9dia h\u00e1 sempre um sorriso ir\u00f3nico e distante. \u00abTechno Pop\u00bb \u00e9 o estado actual da m\u00fasica Pop massificada, reduzida a sons empacotados e prontos a vender em supermercados. \u00abThe Telephone Call\u00bb, a conversa telef\u00f3nica unilateral com uma grava\u00e7\u00e3o que insiste em dizer que aquele n\u00famero foi definitivamente desligado. \u00abSex Object\u00bb, de novo os bonecos-f\u00e9tiche de carne e osso. Palavras vazias, repetidas, destro\u00e7adas. S\u00e9c. XX ou XXI, j\u00e1 nada faz sentido ou tudo faz simultaneamente todos os sentidos. Todas as coisas, todos os sons, Electricidade, \u00abElectric Cafe\u00bb, sint\u00e9tico, sonoro, nuclear, infinito, finito, circular, sint\u00e9tico, sonoro, \u00abMusique Non Stop\u00bb &#8211; \u00abTechno Pop\u00bb.<\/p>\n<p>The Mix, <a href=\"http:\/\/www.4shared.com\/rar\/W-4LmpYE\/Kraftwerk_-_1991_-_The_Mix.htm?locale=pt-BR\" target=\"_blank\">aqui<\/a><\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/tYAb0J2w0q4\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BLITZ 3.4.90 KRAFTWERK \u00abI Sing the Body Electric\u00bb Ray Bradbury Bip Bip Bip. Boing Boom Tschak. A beleza da m\u00fasica dos alem\u00e3es Kraftwerk \u00e9 a beleza da electricidade em estado puro. A harmonia da informa\u00e7\u00e3o circulando livremente atrav\u00e9s dos chips de circuitos integrados. O classicismo digitalizado. 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