{"id":320,"date":"2009-04-26T12:54:10","date_gmt":"2009-04-26T19:54:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=320"},"modified":"2009-04-26T12:54:10","modified_gmt":"2009-04-26T19:54:10","slug":"moondog-a-new-sound-of-an-old-instrument","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/04\/26\/moondog-a-new-sound-of-an-old-instrument\/","title":{"rendered":"Moondog &#8211; A New Sound Of An Old Instrument"},"content":{"rendered":"<p>09.06.2000<br \/>\nReedi\u00e7\u00f5es<br \/>\nO Tambor Da Lua<br \/>\nMoondog<br \/>\nIn Europe (9\/10)<br \/>\nH\u2019art Songs (9\/10)<br \/>\nA New Sound Of An Old Instrument (7\/10)<br \/>\nElpmas (8\/10)<br \/>\nSax Pax For A Sax (8\/10)<br \/>\nKopf, distri. Ananana<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/moondog_newsound.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/moondog_newsound.jpg\" alt=\"moondog_newsound\" title=\"moondog_newsound\" width=\"183\" height=\"183\" class=\"alignnone size-full wp-image-321\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/moondog_newsound.jpg 183w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/moondog_newsound-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 183px) 100vw, 183px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/1986156\/A_New_Sound_of_an_Old_Instrument.zip\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p>O que ter\u00e1 levado m\u00fasicos como Peter Hammill, Andrew Dvis (dos Stackridge, pop progressivo dos anos 70) e Andi Thomas, dos Mouse on Mars, a colaborarem com este vener\u00e1vel anci\u00e3o cego de longas barbas brancas e ar de profeta cuja m\u00fasica permaneceu, ao longo das \u00faltimas cinco d\u00e9cadas, apenas do conhecimento de um n\u00famero restrito de admiradores, como Lamonte Young, Philip Glass, Steve Reich, Terry Riley, Frank Zappa e William Burroughs?<br \/>\nO anci\u00e3o morreu no ano passado, aos 83 anos. Chamava-se Louis Thomas Hardin, mas ficou conhecido pelo nome art\u00edstico de Moondog, em honra de um c\u00e3o que n\u00e3o parava de uivar \u00e0 Lua.<br \/>\nMoondog nasceu no Wyoming em 1916 e ficou cego aos 16 anos, v\u00edtima de uma explos\u00e3o de uma barra de dinamite mesmo em frente aos olhos. A inf\u00e2ncia, passou-a em Forte Bridger, onde o seu pai mantinha uma loja de trocas comerciais com os \u00edndios Arapaho. Foram estes que lhe ensinaram a tocar o mesmo tambor em pele de bisonte que os chefes \u00edndios usavam nos seus cerimoniais. Quando chegou a Nova Iorque, nos anos 40, passou a ser visto a tocar percuss\u00f5es em frente aos clubes da Rua 52. Lenny Bruce e Charlie Parker repararam nele, bem como Charlie Mingus, Benny Goodman e Miles Davis. Gravou os seus primeiros \u00e1lbuns nos anos 50, para a editora Prestige e arranjou uma s\u00e9rie de can\u00e7\u00f5es para Julie Andrews.<br \/>\nNos anos 60 j\u00e1 a sua figura exc\u00eantrica (costumava envergar um capacete viking) impressionara o imagin\u00e1rio da comunidade \u201chippie\u201d e de figuras como Tiny Tim e Janis Joplin, que cantaria mesmo um dos seus madrigais. Os minimalistas adoptaram-no como guru, mas a sua m\u00fasica, agora gravada para a Columbia, continuava sem conseguir furar a barreira do anonimato.<br \/>\nChegado aos anos 70, um convite para tocar na Alemanha alteraria a direc\u00e7\u00e3o da sua carreira e da sua obra. A aceita\u00e7\u00e3o que a sua m\u00fasica levou-o a declarar que se sentia um \u201ceuropeu de todo o seu cora\u00e7\u00e3o\u201d. E \u00e9 neste ponto que a hist\u00f3ria das prsentes reedi\u00e7\u00f5es tem in\u00edcio.<br \/>\nOs tr\u00eas primeiros \u00e1lbuns agora reeditados pela Kopf, \u201cIn Europe\u201d, \u201cH\u2019art Songs\u201d e \u201cNew Sounds of na Old Instrument\u201d, foram gravados na Alemanha respectivamente em 1978, 1979 e 1980. \u00c1lbuns marcados por um estilo pessoal\u00edssimo de composi\u00e7\u00e3o (alguns especialistas costumavam dizer, em tom de brincadeira, que a m\u00fasica de Moondog era o elo de liga\u00e7\u00e3o entre Bach e o s\u00e9culo XX\u2026), cada um ilustra uma pequena faceta do seu autor.<br \/>\nEm \u201cIn Europe\u201d, alinham-se pe\u00e7as para quarteto de cordas, celesta, \u00f3rg\u00e3o de igreja e trompa. A m\u00fasica \u00e9 minimalista e misteriosa e atrav\u00e9s dela Moondog exterioriza a sua obsess\u00e3o pelos vikings, sobretudo numa s\u00e9rie de varia\u00e7\u00f5es executadas em \u00f3rg\u00e3o de igreja, por Fritz Storfinger, do tema \u201cL\u00f6gr\u00fcndr\u201d. S\u00edntese inclassific\u00e1vel de popular, m\u00fasica minimal repetitiva, cita\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas, um certo sabor aos musicais da Broadway, m\u00fasica de c\u00e2mara e m\u00fasica barroca, \u201cIn Europe\u201d inclui uma valsa de realejo, caixas de m\u00fasica e marchas de soldadinhos de chumbo, chamamentos long\u00ednquos para a guerra e liturgias de \u00f3rg\u00e3o que criam um clima de irrealidade sem limites.<br \/>\nEm \u201cH\u2019art Songs\u201d o registo muda para a can\u00e7\u00e3o. Moondog canta aqui pela primeira e \u00fanica vez na sua carreira. O resultado \u00e9 um cruzamento bizarro de cabaret de Kurt Weill com a m\u00fasica de variedades do princ\u00edpio do s\u00e9culo, o cutelo de John Cale e o \u201cnonsense\u201d alucinat\u00f3rio de Robert Wyatt, com cuja voz as inflex\u00f5es de Moondog coincidem em mais do que uma ocasi\u00e3o. Estas can\u00e7\u00f5es falam de um mundo pessoal e intransmiss\u00edvel e \u00e9 preciso ouvi-las v\u00e1rias vezes se se quiser conhecer em plenitude o que se oculta sob o manto, aparentemente di\u00e1fano, dos seus segredos.<br \/>\n\u201cA New Sound of na Old Instrument\u201d altera de novo as coordenadas. Desta feita o \u00f3rg\u00e3o de igreja ocupa a totalidade do palco sonoro, estando a sua execu\u00e7\u00e3o a cargo de novo de Fritz Storfinger e, nas pe\u00e7as em dueto, de Wolfgang Schwering. Impress\u00f5es da juventude, a arquitectura fantasmag\u00f3rica o gelo sobre uma flor da Ant\u00e1rctida, miragens do deserto, a reprodu\u00e7\u00e3o do galope de um cavalo e, uma vez mais, a liturgia em duas novas vers\u00f5es de \u201cL\u00f6gr\u00fcndr\u201d demonstram o talento do seu autor na arte do contraponto, mas pecam, paradoxalmente, pela omnipresen\u00e7a dos tambores, cuja marca\u00e7\u00e3o r\u00edtmica cerrada acaba por se tornar redundante. Por\u00e9m, a atmosfera de religiosidade e a originalidade da composi\u00e7\u00e3o marcam pontos e fazem de \u201cA New Sound of Na Old Instrument\u201d a variante humanista de um \u00e1lbum como \u201cFour Organs \/ Phase Patterns\u201d de Steve Reich.<br \/>\nAp\u00f3s este \u00e1lbum, a carreira discogr\u00e1fica de Moondog sofreu um interregno de 11 anos e o artista apenas voltaria a gravar em 1991, o \u00e1lbum \u201cElpmas\u201d. Moondog socorre-se do sampler com parcim\u00f3nia para simular o som de marimbas, coloridas por sons da natureza, numa s\u00e9rie de pe\u00e7as dedicadas \u00e0 defesa das culturas dos abor\u00edgenes australianos, dos povos da Amaz\u00f3nia e dos \u00edndios Arapaho e Sioux. \u00c1lbum de conota\u00e7\u00f5es \u00e9tnicas, imbu\u00eddo do esp\u00edrito da new age (n\u00e3o falta um tema dedicado \u00e0s baleias \u2013 interrompido por interl\u00fadios cl\u00e1ssicos de c\u00e2mara ou por uma melodia de inacredit\u00e1vel pureza como a de \u201cFujiyama 2\u201d -, termina com uma longa pe\u00e7a ambiental de quase meia hora destinada a medita\u00e7\u00e3o: uma sucess\u00e3o de vagas harm\u00f3nicas nevoentas que se v\u00e3o sobrepondo infinitamente, algures entre a \u201cDiscreet Music\u201d de Brian Eno, a banda sonora do naufr\u00e1gio de \u201cTitanic\u201d segundo Gavin Bryars e a m\u00fasica meditacional de Laraaji. O \u00e1lbum teve a participa\u00e7\u00e3o, como produtor e guitarrista, de Andi Toma, dos Mouse on Mars.<br \/>\nSe d\u00favidas ainda existissem quanto \u00e0 versatilidade de Moondog, \u201cSax Pax for a Sax\u201d, de 1994, dissipa-as por completo. De todos os \u00e1lbuns do compositor este ser\u00e1 aquele que melhor integra a componente religiosa e celebrat\u00f3ria da sua m\u00fasica. Escrita com o objectivo de retirar ao saxofone o estatuto de \u201cinstrumento militar\u201d, \u201cSax Pax for a Sax\u201d insere-se numa s\u00e9rie de composi\u00e7\u00f5es designadas por Moondog como \u201cZajaz\u201d (\u201cjazz em duas direc\u00e7\u00f5es\u2026\u201d), estando a execu\u00e7\u00e3o a cargo do grupo de saxofones The London Saxophonic. Admir\u00e1vel jun\u00e7\u00e3o do esp\u00edrito gospel, do \u201cvaudeville\u201d (como no fant\u00e1stico hino \u00e0 alegria de viver que \u00e9 \u201cParis\u201d) e do jazz. Um jazz com passagem por Nova Orle\u00e3es, pelo swing e \u2013 no tema \u201cBird\u2019s Lament\u201d, dedicado a Charlie Parker, pelo be-bop, que chega a tomar a forma das massas totalit\u00e1rias dos Urban Sax. Colaboram neste \u00e1lbum onde o tambor de Moondog se fez ouvir por uma das \u00faltimas vezes, o seu velho amigo Danny Thompson e, no papel quase an\u00f3nimo de simples figurantes, nos apoios corais, Peter Hammill e Andrew Davis, \u201cperdidos\u201d nas vocaliza\u00e7\u00f5es colectivas e de admira\u00e7\u00e3o pelo mestre.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>09.06.2000 Reedi\u00e7\u00f5es O Tambor Da Lua Moondog In Europe (9\/10) H\u2019art Songs (9\/10) A New Sound Of An Old Instrument (7\/10) Elpmas (8\/10) Sax Pax For A Sax (8\/10) Kopf, distri. 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