{"id":3186,"date":"2014-12-25T11:31:17","date_gmt":"2014-12-25T18:31:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3186"},"modified":"2014-12-25T11:33:43","modified_gmt":"2014-12-25T18:33:43","slug":"skeleton-crew-the-country-of-blinds","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2014\/12\/25\/skeleton-crew-the-country-of-blinds\/","title":{"rendered":"Skeleton Crew: The Country Of Blinds"},"content":{"rendered":"<p>LP<\/p>\n<p>2 DE FEVEREIRO DE 1989<br \/>\n33<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>SKELETON CREW<br \/>\nTHE COUNTRY OF BLINDS<br \/>\nRecommended, imp. contraverso<\/p>\n<p>Fred Frith est\u00e1 em todas. Presente em quase tudo o que de mais importante e original se vai fazendo em m\u00fasica por este mundo fora. Seria fastidioso enumerar todos os discos e projectos de que Frith fez, de algum modo, parte. Citemos apenas alguns dos mais importantes: Henry Cow, Art Bears, massacre, Etron Fou Leloubaln, duos com Chris Cutler ou Henry Kaiser, colabora\u00e7\u00f5es com Robert Wyatt, Brian Eno, um nunca mais acabar de ramifica\u00e7\u00f5es por variad\u00edssimos ramos da m\u00fasica actual. Uma coisa \u00e9 certa: por onde passa deixa bem vincada a sua marca, seja como compositor, produtor ou simples int\u00e9rprete. E claro que a par de toda esta actividade com outros m\u00fasicos, Fred Frith conta j\u00e1 com uma impressionante discografia a solo, donde se destacam obras-primas como os \u00e1lbuns \u00abGravity\u00bb, \u00abSpeechless\u00bb ou o recente duplo \u00abThe Technology of Tears\u00bb.<br \/>\nOs Skeleton Crew s\u00e3o um dos seus mais recentes projectos colectivos. T\u00eam no activo dois \u00e1lbuns: para al\u00e9m deste, a estreia com \u00abLearn to Talk\u00bb. Constituem o grupo, mestre Frith que toca neste disco guitarra, baixo, violino e bateria, para al\u00e9m de cantar, mais dois outros excepcionais m\u00fasicos: Tom Cora, o Jimi Hendrix do violoncelo electrificado e Zeena Parkins na harpa, tamb\u00e9m electrificada. Cada um destes dois toca ainda mais alguns instrumentos, enfim, s\u00e3o s\u00f3 tr\u00eas mas parecem muito mais.<br \/>\n\u00abThe Country of Blinds\u00bb \u00e9 mais radical que o seu antecessor \u00abLearn to Talk\u00bb, tanto ao n\u00edvel dos textos como ao da m\u00fasica. Aqueles podem ser classificados como de intervencionistas, politicamente empenhados, no sentido mais nobre do termo. Denunciam, de um modo n\u00e3o panflet\u00e1rio, os pobres do poder nas sociedades pr\u00f3-totalit\u00e1rias em que vivemos. As nossas fraquezas tamb\u00e9m n\u00e3o s\u00e3o poupadas. \u00abThe Country of Blinds\u00bb, \u00abMan or Monkey\u00bb, \u00abDead Sheep\u00bb e sobretudo \u00abThe Hand That Bites\u00bb s\u00e3o alguns t\u00edtulos de faixas deveras elucidativos. Musicalmente os Skeleton Crew ret\u00eam do jazz e do rock o melhor de cada um. Do primeiro, a riqueza r\u00edtmica e a capacidade de improvisa\u00e7\u00e3o; do segundo, uma energia enorme. Predominam as cordas, claro. \u00c9 preciso n\u00e3o esquecer o facto de Fred Frith ser um dos mais geniais guitarristas da actualidade. Este disco demonstra-o \u00e0 saciedade. Tamb\u00e9m Tom Cora e Zeena Parkins n\u00e3o deixam os seus cr\u00e9ditos por m\u00e3os alheias, nos respectivos instrumentos principais, o violoncelo e a harpa. H\u00e1 tamb\u00e9m can\u00e7\u00f5es, espalhadas ao longo deste \u00e1lbum. Can\u00e7\u00f5es estranhas, amarguradas, com as vozes a gemerem ou a gritarem, por vezes \u00e0 beira da histeria. Sons e palavras que nos arranham a consci\u00eancia e nos arrancam do conforto e pregui\u00e7a com que tantas contemporizamos, ao escutar discos que nos pedem muito mais. Habitu\u00e1mo-nos a encarar a audi\u00e7\u00e3o de um disco como algo de passivo. Est\u00e1 mal. \u00c9 necess\u00e1rio educar os ouvidos e o gosto, espica\u00e7ar a sensibilidade, arriscar novas experi\u00eancias e sons desconhecidos. \u00c9 preciso procurar a originalidade e a qualidade onde elas verdadeiramente est\u00e3o. A inova\u00e7\u00e3o transcende sempre o tempo, quanto mais as modas!&#8230;<br \/>\nA m\u00fasica do pa\u00eds dos cegos acorda os sentidos e sacode a intelig\u00eancia. Confunde e espanta. Atrai e repudia. Brinca connosco a s\u00e9rio. Muitos detestar\u00e3o este disco, outros encontrar\u00e3o nele o est\u00edmulo para o experimentar de novos percursos e novas m\u00fasicas, menos populares, \u00e9 certo, mas de certeza mais ricas e compensadoras.<br \/>\nAbram os olhos, apurem o ouvido! Em terra de cegos\u2026<\/p>\n<p>Estes e mais 25 \u00e1lbuns em que entra Fred Frith, a partir <a href=\"http:\/\/www.newdown.org\/music-list\/fred-frith-discography-26-albums-1980-2012_42hnb.html\" target=\"_blank\">daqui<\/a>.<\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/KnGXcGLeynE\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LP 2 DE FEVEREIRO DE 1989 33 SKELETON CREW THE COUNTRY OF BLINDS Recommended, imp. contraverso Fred Frith est\u00e1 em todas. Presente em quase tudo o que de mais importante e original se vai fazendo em m\u00fasica por este mundo fora. 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