{"id":3168,"date":"2014-12-20T17:21:17","date_gmt":"2014-12-21T00:21:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=3168"},"modified":"2014-12-20T17:41:58","modified_gmt":"2014-12-21T00:41:58","slug":"van-der-graaf-generator-o-gerador-de-absoluto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2014\/12\/20\/van-der-graaf-generator-o-gerador-de-absoluto\/","title":{"rendered":"Van Der Graaf Generator &#8211; O Gerador De Absoluto"},"content":{"rendered":"<p>BLITZ<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>7.11.89<br \/>\nVALORES SELADOS<\/p>\n<p>VAN DER GRAAF GENERATOR<\/p>\n<p>O GERADOR DE ABSOLUTO<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/vdgg1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/vdgg1-300x204.jpg\" alt=\"vdgg1\" width=\"300\" height=\"204\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3169\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/vdgg1-300x204.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/vdgg1-100x68.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/vdgg1.jpg 473w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>\u00c9 dif\u00edcil escrever sobre a perfei\u00e7\u00e3o. \u00c9 dif\u00edcil, sobretudo, relatar em pormenor e com um m\u00ednimo de distancia\u00e7\u00e3o aquilo que de essencial existe na m\u00fasica dos Van Der Graaf Generator em geral e de Peter Hammill em particular. Ser\u00e1 talvez dif\u00edcil para os leitores, confundidos por tanta venera\u00e7\u00e3o, acreditar na palavra do cr\u00edtico. Pois \u00e9, aqueles que desde o in\u00edcio t\u00eam acompanhado o percurso de Hammill e companhia sabem decerto do que se trata. Para esses, na posse de todos os segredos, a m\u00fasica e poesia da banda representam muito mais do que o habitual nestas coisas dos discos, quase se revestindo com as roupagens do sagrado. Os que est\u00e3o de fora jamais compreender\u00e3o. Durante os \u00faltimos vinte anos as palavras de Hammill t\u00eam sido fervorosamente vividas por toda uma gera\u00e7\u00e3o. A sua poesia \u00e9 a voz prof\u00e9tica e a encarna\u00e7\u00e3o das esperan\u00e7as e terrores das duas \u00faltimas d\u00e9cadas. Hammill \u00e9 o amigo que vive na carne as nossas ang\u00fastias mais escondidas, os nossos amores mais profundos e sofridos, a nossa solid\u00e3o.<br \/>\nQuanto \u00e0 m\u00fasica propriamente dita, a dos Van Der Graaf esteve sempre muito al\u00e9m de tudo, sorrindo sobranceiramente dos sinfonismos que ent\u00e3o faziam escola. O seu experimentalismo foi sempre o da busca (aos n\u00edveis da forma e conte\u00fado) do Absoluto. Refiro-me \u00e0 paix\u00e3o pelo abismo (como todas as paix\u00f5es), \u00e0 aventura derradeira, a crucifica\u00e7\u00e3o de todos os g\u00e9neros, sacrificados na unidade de uma m\u00fasica verdadeiramente universal.<br \/>\nTracemos ent\u00e3o, cronologicamente, o percurso exterior (que o interior \u00e9 um segredo bem guardado pelos iniciados) da banda mais importante dos anos 70 e grande parte dos 80, adiando para a pr\u00f3xima semana a obra a solo de Hammill.<br \/>\nTudo come\u00e7ou pela grava\u00e7\u00e3o de um single, \u00abTelstar\u00bb, com a participa\u00e7\u00e3o de um tal Chris Judge-Smith que a dado momento se lembrou que o gerador de Van Der Graaf daria um nome engra\u00e7ado para uma banda. E foi j\u00e1 com esta designa\u00e7\u00e3o que 1969 viu surgir timidamente no mercado discogr\u00e1fico um \u00e1lbum estranhamente intitulado \u00abThe Aerosol Grey Machine\u00bb, integrando uma s\u00e9rie de can\u00e7\u00f5es deixando j\u00e1 antever o g\u00e9nio po\u00e9tico do ent\u00e3o adolescente Peter Hammill e ostentando os germes do futuro som Van Der Graaf. \u00c9 contudo com o \u00e1lbum seguinte, \u00abThe Least We Can Do is Wave to Each Other\u00bb, de 1970, que se d\u00e1 a grande explos\u00e3o. As can\u00e7\u00f5es de Hammill alternam o lirismo mais intimista com a vertigem das imensid\u00f5es c\u00f3smicas. \u00abAfter the Flood\u00bb, o tema mais longo, cumpre fielmente a fundamental regra alqu\u00edmica que refere ser \u00abo que est\u00e1 em baixo igual ao que est\u00e1 em cima\u00bb, o microcosmos humano reflectindo, \u00e0 sua pr\u00f3pria escala, a imensid\u00e3o e constela\u00e7\u00f5es do Espa\u00e7o exterior. Depois do dil\u00favio o que resta? \u00c9 sobre ru\u00ednas calcinadas que Hammill inicia o caminho de Santiago. O peregrino iniciava a demanda do seu Graal. \u00abRefugees\u00bb \u00e9 o imenso adeus, can\u00e7\u00e3o definitiva da solid\u00e3o compartilhada; quem verdadeiramente a conhece jamais a esquecer\u00e1.<br \/>\nA aventura prossegue com \u00abH to He, Who am the only one\u00bb. Estamos no dom\u00ednio da f\u00edsica at\u00f3mica ou da psicologia patol\u00f3gica. Hidrog\u00e9nio para o H\u00e9lio ou para ele que sou o \u00fanico? Somos o anjo ou o dem\u00f3nio? \u2013 pergunta Hammill em \u00abKiller\u00bb, brilhante disserta\u00e7\u00e3o sobre as for\u00e7as antag\u00f3nicas e sobre-humanas que nos movem e animam. Em \u00abHouse with no Door\u00bb a chuva cai perpetuamente e \u00e9 sempre de noite. \u00abLost\u00bb dan\u00e7a e canta o reencontro, o eterno \u00abI love you\u00bb ganhando a for\u00e7a do desespero apocal\u00edptico. \u00abH to He\u00bb \u00e9 a primeira de uma longa sequ\u00eancia de obras-primas.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/vdgg2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/vdgg2-300x300.jpg\" alt=\"vdgg2\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"aligncenter size-medium wp-image-3170\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/vdgg2-300x300.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/vdgg2-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/vdgg2-100x100.jpg 100w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/vdgg2.jpg 500w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Chegados ao ano de 1971 deparamos com o marco incontorn\u00e1vel que \u00e9 \u00abPawn Hearts\u00bb, para muitos o melhor \u00e1lbum de sempre da m\u00fasica popular. Tr\u00eas temas: \u00abMan-Erg\u00bb, \u00abLemmings\u00bb e \u00abA Plague of Lighthouse Keepers\u00bb, este \u00faltimo elevando-se \u00e0s alturas do sublime. N\u00e3o h\u00e1 palavras que o definam. Hammill, Banton, Jackson e Evans, quarteto essencial dos Van Der Graaf, alcan\u00e7aram aqui a perfei\u00e7\u00e3o. Hammill, reconhecendo ser imposs\u00edvel ir mais longe nesta direc\u00e7\u00e3o, encerra a 1.\u00aa fase do grupo e parte para a sua odisseia a solo. Para tr\u00e1s ficavam a m\u00fasica e as palavras ora gritadas ora sussurradas por aquele que \u00e9 j\u00e1 hoje considerado como um dos maiores poetas vivos da l\u00edngua inglesa. Refira-se ainda a presen\u00e7a nestes dois \u00faltimos \u00e1lbuns do guitarrista e seu amigo de sempre, Robert Fripp.<br \/>\n1975 assinala o ano da ressurrei\u00e7\u00e3o. Os Van Der Graaf ressurgem em \u00abGodbluff\u00bb com os mesmos m\u00fasicos e uma nova sonoridade. O som \u00e9 agora mais directo e abrasivo, aberto a improvisa\u00e7\u00f5es \u00abjazzy\u00bb. O que de algum modo se perde em subtileza, sobra em energia. Os teclados de Hugh Banton, o sax de David Jackson e a batida dura de Guy Evans ganham autonomia, construindo uma barragem sonora demolidora.<br \/>\n\u00abStill Life\u00bb, do ano seguinte, leva ainda mais longe as premissas enunciadas no \u00e1lbum anterior. O som torna-se selvagem, as palavras de Hammill explodem literalmente, a paix\u00e3o e o \u00f3dio confundem-se na exalta\u00e7\u00e3o dos sentidos, como em \u00abLa Rossa\u00bb, confronta\u00e7\u00e3o definitiva com a Mulher Absoluta, encena\u00e7\u00e3o vertiginosa da Morte e do Amor.<br \/>\nA 2.\u00aa fase do grupo completa-se com \u00abWorld Record\u00bb ainda de 76. \u00c9 o \u00e1lbum mais despojado e el\u00e9ctrico, girando como sempre em volta das obsess\u00f5es existenciais de Hammill. A guitarra torna-se a sua \u00fanica e derradeira amiga, chorando e gemendo no grandioso blues branco de \u00abMeurglyss III\u00bb, longa e comovente despedida do mundo exterior.<br \/>\nOs Van Der Graaf deixam de ser Generator e gravam ainda \u00abThe Quiet Zone\/The Pleasure Dome\u00bb, editado em 77. Banton e Jackson, pe\u00e7as fundamentais no som da banda, s\u00e3o substitu\u00eddos pelo filho pr\u00f3digo Nic Potter que fizera parte da forma\u00e7\u00e3o inicial, no baixo, e o violinista Graham Smith, vindo dos String Driven Thing. O som ressente-se das mudan\u00e7as, restando a magia e energia dos poemas de Hammill. \u00c9 ainda editado o duplo ao vivo \u00abVital\u00bb, registando para a posteridade as derradeiras presta\u00e7\u00f5es ao vivo do grupo. Peter Hammill estava definitivamente livre para encetar nova fase na sua carreira. Para a semana fica prometida a hist\u00f3ria das suas posteriores aventuras.<\/p>\n<p>\u00abLa Rossa\u00bb: O corpo feminino suspenso no vazio projecta-se doidamente\u2026<br \/>\n\u2026Para o alto, em conclus\u00f5es de v\u00e9us e Alma. Noiva de sangue e Lua, prometida de ningu\u00e9m<\/p>\n<p>Pawn Hearts &#8211; <a href=\"http:\/\/shorte.st\/strackable\/af3059332b0757e9da2b7e420c9505cc\/www.intuit-search.com\/1\/1\/http:\/\/www.mediafire.com\/?6001sy5vyt5gdzz\" target=\"_blank\">aqui<\/a><\/p>\n<p><center><br \/>\n<iframe loading=\"lazy\" width=\"420\" height=\"315\" src=\"\/\/www.youtube.com\/embed\/RvhtpfPvYas\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><br \/>\n<\/center><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BLITZ 7.11.89 VALORES SELADOS VAN DER GRAAF GENERATOR O GERADOR DE ABSOLUTO \u00c9 dif\u00edcil escrever sobre a perfei\u00e7\u00e3o. \u00c9 dif\u00edcil, sobretudo, relatar em pormenor e com um m\u00ednimo de distancia\u00e7\u00e3o aquilo que de essencial existe na m\u00fasica dos Van Der Graaf Generator em geral e de Peter Hammill em particular. 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