{"id":302,"date":"2009-04-23T02:29:54","date_gmt":"2009-04-23T09:29:54","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=302"},"modified":"2009-04-23T02:29:54","modified_gmt":"2009-04-23T09:29:54","slug":"pere-ubu-song-of-the-bailing-man-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2009\/04\/23\/pere-ubu-song-of-the-bailing-man-conj\/","title":{"rendered":"Pere Ubu &#8211; Song of the Bailing Man (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>25.02.2000<br \/>\nReedi\u00e7\u00f5es<br \/>\nA Arte de Caminhar N\u2026<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/pereubu_boiling.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/pereubu_boiling.jpg\" alt=\"pereubu_boiling\" title=\"pereubu_boiling\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"alignnone size-full wp-image-303\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/pereubu_boiling.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/pereubu_boiling-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2009\/04\/pereubu_boiling-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/legalmusic4all.com\/album69863\/pere-ubu\/song-of-the-bailing-man\/\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p>Com \u201cThe Art of Walking\u201d de 1980, e \u201cSong of the Bailing man\u201d, de 1982, fica completa a s\u00e9rie de reedi\u00e7\u00f5es de toda a fase inicial dos Pere Ubu, iniciada com \u201cThe Modern Dance\u201d (1978), \u201cDub Housing\u201d (1978) e \u201cNew Picnic Time\u201d (1979). Os Pere Ubu foram provavelmente o grupo mais importante de uma gera\u00e7\u00e3o onde tamb\u00e9m pontificaram os Devo e os Talking Heads. Na regi\u00e3o metal\u00fargica de Cleveland, o niilismo punk, ao contr\u00e1rio do que, na mesma \u00e9poca, acontecia com os grupos ingleses, a raiva muniu-se de tecnologia electr\u00f3nica e do conceito de \u201cmuta\u00e7\u00e3o\u201d, fruto de um ambiente marcado pela infec\u00e7\u00e3o e pela toxicidade industrial. Mas os Pere Ubu, al\u00e9m de revoltados, eram intelectuais para quem gritar n\u00e3o chegava. Era preciso juntar-lhes uma carga de absurdo e de onirismo que eram uma outra forma de dar nome e exorcizar o pesadelo. \u201cThe Art of Walking\u201d \u00e9 uma gin\u00e1stica de sobreviv\u00eancia, feita de gestos de marioneta e de can\u00e7\u00f5es aparafusadas directamente nos nervos, onde David Thomas d\u00e1 livre curso \u00e0 sua loucura de crian\u00e7a magoada a quem arrancaram uma inf\u00e2ncia feliz. Nos Pere Ubu, a electr\u00f3nica, aliada ao rock e \u00e0 esquizofrenia iluminada, fere e faz sangrar. \u201cThe Art of Walking\u201d, avan\u00e7ando aos tombos e \u00e0s cavalitas da histeria do seu vocalista, \u00e9 a arte de aproveitar e sobreviver a essa dor.<br \/>\nMenos convulsivo mas mais variado do que o seu antecessor, \u201cThe Song of the Bailing Man\u201d arrancou as correias que prendiam o grupo na c\u00e2mara das torturas, aliviando o sofrimento ora num swing jazz\u00edstico de sopros e vibrafone, ora em incurs\u00f5es nevr\u00f3ticas por um parque de divers\u00f5es onde o algod\u00e3o n\u00e3o \u00e9 doce e h\u00e1 uma banda de metais com marcianos a tocar. David Thomas diverte-se a inventar vozes rid\u00edculas e a cuspir setas kitsch envenenado, mimando as can\u00e7\u00f5es rom\u00e2nticas da Am\u00e9rica dos filmes para logo a seguir rachar a cabe\u00e7a ao casal, \u201cmarido que chega a casa e beija a sua housewife loura de avental\u201d. Apesar do tom mais \u201carty\u201d e de uma descontrac\u00e7\u00e3o imposs\u00edvel de discernir nos \u00e1lbuns anteriores, s\u00e3o can\u00e7\u00f5es. E divertidas, se tamb\u00e9m n\u00f3s aceitarmos ser um pouco \u201canormais\u201d\u2026 (Cooking Vinyl, distri. Megam\u00fasica 9\/10 e 9\/10)<br \/>\nDignos de figurar no grupo dos cl\u00e1ssicos da pop dos anos 60 \u00e9 \u201cOdessey and Oracle\u201d dos Zombies, ombro a ombro com \u201cSgt. Pepper\u2019s\u201d dos Beatles, \u201cPet Sounds\u201d dos Beach Boys e \u201cSomething Else\u201d (e, j\u00e1 agora, com o brilhante e desconhecido \u201cGrass and Wild Strawberries\u201d dos australianos The Collectors). Lan\u00e7ado em 1968, foi posteriormente reeditado, em vers\u00e3o remasterizada, pela Rhino, tendo a presente reedi\u00e7\u00e3o (de 1998, comemorativa dos 30 anos da edi\u00e7\u00e3o original) a particularidade de apresentar duas vers\u00f5es completas do \u00e1lbum, em mono e est\u00e9reo, al\u00e9m de tr\u00eas temas extra. Com base nos talentos do organista Rod Argent e das vocaliza\u00e7\u00f5es de Colin Blunstone, os Zombies assinaram aqui a sua obra-prima em 12 temas de pop imaculadamente composta, arranjada e executada. Orquestra\u00e7\u00f5es de luxo, melodias e harmonias de uma do\u00e7ura feita de sonhos, um piano tocado pelo homem-da-lua, guitarras \u00e0 descoberta de si pr\u00f3prias, criam um universo de can\u00e7\u00f5es-arco-\u00edris como a trip completa de \u201cChanges\u201d, o \u00e9pico recheado de efeitos e mudan\u00e7as de registo vocal, um pouco \u00e0 maneira de uns Incredible String Band espaciais, \u201cButcher\u2019s tale (western front 1914)\u201d ou, a fechar, \u201cTime of the Season\u201d, um dos \u201chits\u201d do grupo. Um caleidosc\u00f3pio em constante muta\u00e7\u00e3o, s\u00edmbolo de toda uma \u00e9poca. (Big Beat, import. Lojas Valentim de Carvalho, 10\/10).<\/p>\n<p>Mergulhados em LSD estavam os norte-americanos Pearls Before Swine, ao ponto de o seu vocalista, Tom Rapp, dar ideia de ter abusado nas doses e ter perdido todos os seus dentes, a julgar pela forma como canta na can\u00e7\u00e3o que abre \u201cOne Nation Underground\u201d (1967), \u201cAnother Time\u201d, um hino psicad\u00e9lico com uma melodia viciante, apesar da tal vocaliza\u00e7\u00e3o do tipo \u201cvelho yankee desdentado\u201d e de uma letra a perguntar \u201cDid you follow the crystal swan? Did you see yourself deep inside the velvet pond? O have you come by again to die again? Try again another time\u201d. A abarrotar de sons \u201cpedrados\u201d atirados para a mesa de mistura de maneira aparentemente aleat\u00f3ria e de melodias no limite da desbunda, \u201cOne Nation Underground\u201d consegue, apesar de tudo, soar menos desconjuntado, atrevendo-se mesmo a fazer alguma cr\u00edtica social, do que o \u00e1lbum seguinte, \u201cBalaklava\u201d, gravado para a mesma editora \u201cfreak ESP\u201d. A capa \u00e9 uma miniatura em cart\u00e3o fiel ao original, com a figura de \u201cO Jardim das Del\u00edcias\u201d, do pintor holand\u00eas do Renascimento, Hyeronimus Bosch. (Get Back, import. Lojas Valentim de Carvalho, 7\/10)<\/p>\n<p>Das f\u00e1bricas da Alemanha, chega \u201cProdukt de Deutsch Amerikanische Freundschaft\u201d, ou seja, o \u00e1lbum de estreia dos D.A.F., de 1979, ainda sem o vocalista-gigolo espanhol Gabi Delgado e com Kurt Dahlke, tamb\u00e9m conhecido por Pyrolator e, mais tarde, elemento dos Der Plan. \u00c9 uma correria de trmas com a dura\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de um minuto de punk-metal electr\u00f3nco. Urgente, compulsiva e ruidosa, vers\u00e3o mais rock e espont\u00e2nea dos Einsturzende Neubauten da qual viria a nascer, nos \u00e1lbuns seguintes, a batida er\u00f3tico-militarista que viria a tornar-se imagem de marca do grupo. (Mute, distri. Zona m\u00fasica, 7\/10).<\/p>\n<p>Ainda da Alemanha louve-se a primeira reedi\u00e7\u00e3o em compacto de \u201cRot\u201d, \u201cVermelho\u201d (1973), segundo \u00e1lbum de Conrad Schnitzler, o baterista no \u00e1lbum de estreia dos Tangerine Dream, \u201cElectronic Meditation\u201d (free-rock distante da m\u00fasica c\u00f3smica que evoluiu de \u201cAlpha Centauri\u201d at\u00e9 se cristalizar em \u201cRubycon\u201d9 que, ao longo das d\u00e9cadas seguintes, se revelaria como um dos expoentes da electr\u00f3nica mais sombria e experimentalista. \u201cRot\u201d \u00e9, juntamente com os primeiros discos dos Cluster (Kluster inclu\u00eddos) e dos franceses Heldon, um dos trabalhos precursores da m\u00fasica industrial e o primeiro a apresentar uma faixa com o nome \u201cKrautrock\u201d (a segunda aparece no quarto \u00e1lbum dos Faust), 20 minutos de borbulhar anal\u00f3gico, guitarras \u2013 mais do que el\u00e9ctricas, que d\u00e3o choque \u2013 e, em geral, um fasc\u00ednio exacerbado pelos sintetizadores anal\u00f3gicos encarados como geradores de automatismos onde s\u00e3o dependuradas v\u00edsceras e cartilagens electr\u00f3nicas. O outro tema, \u201cMeditation\u201d, \u00e9 uma longa sequ\u00eancia electr\u00f3nica fabril, pondo a funcionar uma gigantesca linha de montagem de engrenagens, roldanas, metal fundido e maquinismos amea\u00e7adores. (Plate Lunch, distri. Mat\u00e9ria Prima, 8\/10)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>25.02.2000 Reedi\u00e7\u00f5es A Arte de Caminhar N\u2026 LINK Com \u201cThe Art of Walking\u201d de 1980, e \u201cSong of the Bailing man\u201d, de 1982, fica completa a s\u00e9rie de reedi\u00e7\u00f5es de toda a fase inicial dos Pere Ubu, iniciada com \u201cThe Modern Dance\u201d (1978), \u201cDub Housing\u201d (1978) e \u201cNew Picnic Time\u201d (1979). Os Pere Ubu foram [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,105,10],"tags":[34],"class_list":["post-302","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-criticas-2000","category-post-punk","category-rock","tag-pere-ubu"],"views":2554,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/302","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=302"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/302\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":304,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/302\/revisions\/304"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=302"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=302"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=302"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}