{"id":2793,"date":"2011-07-22T02:58:37","date_gmt":"2011-07-22T09:58:37","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2793"},"modified":"2011-07-22T02:58:37","modified_gmt":"2011-07-22T09:58:37","slug":"more-republica-masonica-%e2%80%93-despir-o-ego","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2011\/07\/22\/more-republica-masonica-%e2%80%93-despir-o-ego\/","title":{"rendered":"More Rep\u00fablica Mas\u00f3nica \u2013 Despir o Ego"},"content":{"rendered":"<p>24.05.2002<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 250;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"250x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>More Rep\u00fablica Mas\u00f3nica \u2013 Despir o Ego<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/MRM.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/MRM.jpg\" alt=\"\" title=\"MRM\" width=\"450\" height=\"248\" class=\"alignnone size-full wp-image-2794\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/MRM.jpg 450w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/MRM-300x165.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Independ\u00eancia, integridade, persist\u00eancia. S\u00e3o tr\u00eas das ferramentas com as quais os More Rep\u00fablica Mas\u00f3nica constru\u00edram a sua loja de rock, agora reaberta com a antologia Egostrip \u2013 A Retrospective, uma viagem de egos em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 ess\u00eancia.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/mrm_Egostrip.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/mrm_Egostrip.jpeg\" alt=\"\" title=\"mrm_Egostrip\" width=\"564\" height=\"515\" class=\"alignnone size-full wp-image-2795\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/mrm_Egostrip.jpeg 564w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/mrm_Egostrip-300x273.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 564px) 100vw, 564px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.megaupload.com\/?d=P3P2E1BJ\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"425\" height=\"349\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/LGdGDfK_ngo\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Faz 12 anos que os More Rep\u00fablica Mas\u00f3nica (MRM) iniciaram a obra e para celebrar a efem\u00e9ride nada melhor si que rever as inicia\u00e7\u00f5es passadas atrav\u00e9s da compila\u00e7\u00e3o \u201cEgostrip \u2013 A Retrospective\u201d, agora editada, que re\u00fane uma selec\u00e7\u00e3o de temas remasterizados dos \u00e1lbuns lan\u00e7ados pelo grupo at\u00e9 \u00e0 data: \u201cMore More More\u201d (1992), \u201cBlow Your Mind (with Supersonic Meditation)\u201d (1995), \u201cEqualizer\u201d (1996) e \u201cChemical Love Songs\u201d (2000, com produ\u00e7\u00e3o de Jack Endino, um dos papas do \u201cgrunge\u201d). O percurso faz-se cronologicamente de tr\u00e1s para a frente e, segundo a vis\u00e3o dos Rep\u00fablica Mas\u00f3nica \u2013 presentemente, formada por tr\u00eas m\u00fasicos fundadores, Jorge Dias, Paulo Navarro e Nuno Cast\u00eado -, \u201c\u00e9 assim que faz sentido\u201d.<br \/>\n\u201cPoucos duraram o que n\u00f3s j\u00e1 dur\u00e1mos\u201d, garante com orgulho Jorge Dias, baixista e, mais recentemente, teclista dos MRM. O segredo n\u00e3o tem nada de ma\u00e7\u00f3nico e muito menos de secreto: \u201cBasicamente, a gente gosta disto!\u201d. \u201cIsto\u201d parece simples, mas n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil manter firme uma ideia e muito menos bater-se por ela. Mas h\u00e1 uma ponta escondida, embora tamb\u00e9m neste caso esteja longe de se apresentar como a salva\u00e7\u00e3o do mundo. Mas salva-os a a eles. \u00c9 que se eles gostam de \u201cisto2, n\u00e3o \u00e9 menos verdade, acrescenta o baixista dos More, que nenhum dos elementos da banda \u201cprecisa disto para viver\u201d o que, \u00e0 partida, lhes garante \u201cuma certa dose de liberdade\u201d de trabalho. N\u00e3o em \u201cfull time\u201d mas num \u201cpart-time\u201d, de maneira \u201cinsistente\u201d e \u201cconsistente\u201d.<br \/>\nAmadores na plena acep\u00e7\u00e3o do termo, \u00e9 esta insist\u00eancia e consist\u00eancia, \u00e0s quais se poder\u00e1 acrescentar uma grande dose de f\u00e9 no que fazem, que tem permitido a evolu\u00e7\u00e3o segura de uma m\u00fasica que nunca se preocupou com a urg\u00eancia e as press\u00f5es da actualidade. \u201cH\u00e1 bandas que aparecem, s\u00e3o faladas durante dois minutos e desaparecem em seguida, sem que tenham cumprido as expectativas\u201d. \u00c9 o que acontece em Portugal numa percentagem superior ao que seria desej\u00e1vel. Mas essa \u00e9 uma quest\u00e3o da qual os MRM t\u00eam sabido precaver-se. \u201cDesde o in\u00edcio que temos consci\u00eancia \u2013 ou no subconsciente \u2013 que o nosso tipo de m\u00fasica n\u00e3o \u00e9 para vender avidamente, ou para combater nessa jogada comercial que \u00e9 a maior parte do mercado portugu\u00eas\u201d. Jorge Dias sintetiza, em suma, a posi\u00e7\u00e3o dos MRM, apontando uma \u201catitude de n\u00e3o-compromisso com o mercado\u201d, a par do esfor\u00e7o em \u201cmanter a m\u00fasica o mais pura poss\u00edvel\u201d.<\/p>\n<p>Evoluir Na Continuidade<\/p>\n<p>A luta continua e, volvidos 12 anos sobre a abertura das \u201chostilidades\u201d, o grupo n\u00e3o d\u00e1 sinais de ceder. Nota-se, isso sim, uma evolu\u00e7\u00e3o na continuidade de que os MRM se orgulham e que Paulo Navarro define como a tentativa constante de \u201catingir sempre um patamar superior\u201d \u00e0quele em que se encontravam anteriormente, ainda que sem p\u00f4r de parte a expectativa de o grupo poder vender cada vez mais discos e, deste modo, fazer chegar a sua m\u00fasica a mais pessoas. \u201choje j\u00e1 conseguimos chegar a um n\u00famero maior de pessoas porque possu\u00edmos alguma estrutura a n\u00edvel de distribui\u00e7\u00e3o, j\u00e1 n\u00e3o temos que ser n\u00f3s a fazer tudo, embora a atitude de gravar discos continue a depender de n\u00f3s\u201d, diz Jorge Dias, garantindo a imunidade completa dos MRM \u201cao que o mercado exige\u201d. \u201cNunca alinh\u00e1mos em moda, estamo-nos completamente nas tintas para o que est\u00e1 a dar ou n\u00e3o neste momento\u201d, conclui Nuno Cast\u00eado, o mais introvertido do trio.<br \/>\nN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil definir a m\u00fasica dos More Rep\u00fablica Mas\u00f3nica. \u00c9 rock. Tem for\u00e7a. \u00c9 combativo. Mas cada vez mais imbu\u00edda de uma faceta que remete para o psicadelismo (Lu\u00eds Sim\u00f5es, dos Saturnia, toca \u201csitar\u201d em dois dos temas que far\u00e3o parte do pr\u00f3ximo \u00e1lbum de originais dos More, j\u00e1 gravado, mas ainda sem data de lan\u00e7amento). Apesar de os tr\u00eas elementos ouvirem coisas t\u00e3o d\u00edspares como Six by Seven, And You Will Know Us by the Trail of the Dead, Wilco, Gomez, Josh Rouse, Boards of Canada, The Hives, ou The Strokes, e de cada vez mais transformarem cada ensaio numa tert\u00falia de troca de impress\u00f5es, discos e discuss\u00e3o do \u201cestado da na\u00e7\u00e3o\u201d, a m\u00fasica dos MRM evidencia uma vitalidade que os anos n\u00e3o conseguem apagar. Se os MRM s\u00e3o, como afirma Jorge Dias, \u201cuma banda de continuidade\u201d, \u00e9 nessa linha sem falhas, que une o primeiro \u00e1lbum ao pen\u00faltimo, que a energia flui, sem vazamentos. \u201cO grupo viveu sempre de tr\u00eas correntes\u201d, conclui Jorge Dias: \u201co punk rock, aquele do lado \u2018do it yourself\u2019 e mais imediatista, o hard rock, mais ligado com a nossa primeira fase de um rock mais pesado e agressivo, e o psicadelismo, o lado mais ambiental, de atmosferas mais complicadas\u201d.<br \/>\nPara confirmar, basta escutar de fio  pavio o antol\u00f3gico \u201cEgostrip\u201d, t\u00edtulo escolhido para dizer, tamb\u00e9m ele, alguma coisa, como Jorge Dias explica: \u201cCome\u00e7\u00e1mos a rever o nosso passado e vimos que h\u00e1 um certo lado de \u2018ego trip\u2019, o orgulho do que j\u00e1 se fez, por outro lado tem tamb\u00e9m essa faceta engra\u00e7ada de se conseguir ver os pontos fracos e os pontos fortes, como um despir&#8230;\u201d.<br \/>\nUm \u201cdespir\u201d progressivo que justifica a ordem cronol\u00f3gica inversa com que foram arrumados os 18 temas da antologia (a \u00fanica novidade \u00e9 uma vers\u00e3o de \u201cZip zap woman\u201d dos Pop Dell\u2019Arte), como se nessa viagem em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 fonte se guiasse o auditor at\u00e9 \u00e0 descoberta da \u201cess\u00eancia\u201d do grupo, presente desde a sua g\u00e9nese. Mais prosaico, Nuno Cast\u00eado fala, a prop\u00f3sito deste disco, do \u201cfecho de um ciclo2 e, referindo-se no que se lhe seguir\u00e1, ao \u201cin\u00edcio de um novo\u201d. \u201cum salto para a frente\u201d, nas palavras de Jorge Dias. Uma mudan\u00e7a, enfim.<br \/>\nMas ser\u00e1 mesmo a revolu\u00e7\u00e3o ou um cerrar de fileiras ainda com mais for\u00e7a? \u00c9 ainda Jorge Dias quem abre a porta que d\u00e1 para o que o futuro esconde ao virar da pr\u00f3xima esquina: \u201cNo in\u00edcio, os tais tr\u00eas lados que estavam separados \u2013 punk, hard rock e psicadelismo \u2013 um temas mais assim, outro mais assado, aparecem agora juntos. Temo-nos afastado cada vez mais das correntes em si para conseguir que o nosso som, hoje e m dia, seja uma am\u00e1lgama disso tudo\u201d. Afinal de contas, um outro ponto de equil\u00edbrio entre uma satisfa\u00e7\u00e3o permanente e uma percep\u00e7\u00e3o, nunca interrompida, do tal \u201cestado da na\u00e7\u00e3o\u201d onde os MRM insistem em n\u00e3o querer sujar os p\u00e9s. Dois p\u00f3los complementares bem ilustrados pelos t\u00edtulos de duas can\u00e7\u00f5es inclu\u00eddas em \u201cEgostrip \u2013 A Retrospective\u201d: \u201cMore more more\u201d e \u201cToo much reality\u201d. Uma realidade que poder\u00e1 esconder mais do que aquilo que mostra. Mas isso, os More Rep\u00fablica Mas\u00f3nica deixam para o ouvinte decidir&#8230;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>24.05.2002 More Rep\u00fablica Mas\u00f3nica \u2013 Despir o Ego Independ\u00eancia, integridade, persist\u00eancia. 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