{"id":2763,"date":"2011-07-01T07:47:12","date_gmt":"2011-07-01T14:47:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2763"},"modified":"2018-03-09T11:12:26","modified_gmt":"2018-03-09T18:12:26","slug":"camel-camel-self-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2011\/07\/01\/camel-camel-self-conj\/","title":{"rendered":"Camel &#8211; &#8220;Camel&#8221; (self conj.)"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 234;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"234x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>12.07.2002<\/p>\n<p>Camel \u2013 O Ganso \u00c9 Uma Miragem<\/p>\n<p>Camel<br \/>\nCamel<br \/>\n7\/10<\/p>\n<p>Mirage<br \/>\n8\/10<\/p>\n<p>Music Inspired by \u201cThe Snow Goose\u201d<br \/>\n7\/10<\/p>\n<p>Moonmadness<br \/>\n6\/10<\/p>\n<p>Deram, distri. Universal<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/camelCamel.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/camelCamel.jpg\" alt=\"\" title=\"camelCamel\" width=\"500\" height=\"500\" class=\"alignnone size-full wp-image-2766\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/camelCamel.jpg 500w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/camelCamel-150x150.jpg 150w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/07\/camelCamel-300x300.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 500px) 100vw, 500px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.mediafire.com\/?yj9wtbyyml2\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"425\" height=\"349\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/owvJIfBt4RI\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Descontando a teimosia que leva os Camel a continuarem a lan\u00e7ar \u00e1lbuns no mercado com regularidade, \u00e9 preciso recuar at\u00e9 aos anos 70 para se encontrar a fatia de import\u00e2ncia que o grupo, de facto, merece, agora comprov\u00e1vel mediante novas vers\u00f5es, remasterizadas e prodigamente fornecidas de temas extra, dos quatro primeiros \u00e1lbuns.<br \/>\nConotados algures entre o rock progressivo mais cl\u00e1ssico e a escola de Canterbury, os Camel conquistaram fama e proveito (inclusive em Portugal) j\u00e1 na segunda metade da d\u00e9cada, exactamente quando o Progressivo come\u00e7ava a dar sinais de agonia, atrav\u00e9s, sobretudo, de \u201cThe Snow Goose\u201d e do seu sucessor \u201cMoonmadness\u201d.<br \/>\nE se estes dois \u00faltimos combinam a plenitude instrumental (para alguns, sin\u00f3nimo j\u00e1 de decad\u00eancia&#8230;) com a constru\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es apoiadas em motivos mel\u00f3dicos t\u00e3o atraentes quanto lineares (\u201cRhayader\u201d, de \u201cThe Snow Goose\u201d, chegou mesmo a ser um \u201cmust\u201d do Prog traute\u00e1vel), j\u00e1 os dois primeiros discos podem facilmente ser matriculados na pop, mais \u201cincompleta\u201d mas mais swingante e jazzy, da academia de Canterbury.<br \/>\nEm \u201cCamel\u201d, de 1973, encontramos as mesmas vocaliza\u00e7\u00f5es suaves e o mesmo tipo de ornamenta\u00e7\u00f5es e fraseado sol\u00edstico dos teclados (tocados por Peter Bardens, falecido em Janeiro) que os Caravan desenvolveram em paralelo no seu per\u00edodo cl\u00e1ssico, a par de arranjos, como em \u201cSeparation\u201d, fortemente marcados pela guitarra de Andrew Latimer, que indicavam j\u00e1 o som t\u00edpico que se instalaria a partir de \u201cThe Snow Goose\u201d.<br \/>\nMas \u201cCamel\u201d era apenas o pre\u00e2mbulo daquele que ser\u00e1 o melhor \u00e1lbum do Grupo: \u201cMirage\u201d, de 1974. O som ganha m\u00fasculo e convic\u00e7\u00e3o. Os solos de teclados de Bardens e da guitarra de Latimer decorrem em simult\u00e2neo, cruzando-se numa rede intricada cuja complexidade n\u00e3o ficava atr\u00e1s das \u00f3peras surreais dos Genesis ou das fanfarras medievais dos Gryphon. Ogres e princesas desviados de \u201cThe Lord of the Rings\u201d, acessos de jazz de cana-de-a\u00e7ucar, sintetizadores da corte do rei Artur, formam um guache de sonhos, deliciosos para alguns, mas porventura detest\u00e1veis para os ouvidos insens\u00edveis ao esp\u00edrito, \u00e0 loucura e \u00e0 pureza do rock progressivo. Para estes, uma pequena dose dos 12 minutos de \u201cLady Fantasy\u201d (a presente edi\u00e7\u00e3o foi \u201cs\u00e1dica\u201d ao ponto de incluir duas vers\u00f5es, igualmente longas, do tema&#8230;) \u2013 mini suite da qual saiu tudo o que em \u201cThe Snow Goose\u201d seria polido e arrumado num quadro para pendurar na parede \u2013 ser\u00e1 mais do que suficiente para suscitar a avers\u00e3o.<br \/>\nConclu\u00edda a fase dos ensaios, os Camel conquistariam a fama \u00e0 custa do golpe de asa de um ganso. Com \u201cThe Snow Goose\u201d, \u00e1lbum conceptual (brrrrrr, esse horror inomin\u00e1vel que consistia em desenvolver uma ideia para al\u00e9m dos 3 minutos permitidos por lei&#8230;) inspirado na novela infantil de Paul Gallico, que catapultou os Camel para a 1\u00aa divis\u00e3o do Progressivo, leia-se \u201cdos dinossauros\u201d (Jethro Tull, Genesis, Yes, Emerson, Lake &#038; Palmer), na boca dos detractores. \u00c1lbum \u201cpretensioso\u201d (leia-se: que teve o desplante de tentar elevar a pop a um patamar mais nobre), sofrer\u00e1 provavelmente do mesmo mal que \u201cDark Side of the Moon\u201d, dos Pink Floyd (curioso verificar como \u201cRhayader goes to town\u201d \u00e9, na ess\u00eancia, um tema floydiano), ou seja, uma m\u00fasica unidireccional, cuja complexidade \u00e9 mais aparente do que real, incapaz de suportar audi\u00e7\u00f5es sucessivas sem provocar uma sensa\u00e7\u00e3o de \u201cd\u00e9j\u00e0 vu\u201d. Pecado maior do Progressivo: quando a riqueza harm\u00f3nica cede ao despotismo da melodia, por mais agrad\u00e1vel que esta possa soar. Um cl\u00e1ssico menor, mesmo assim, embora s\u00f3 aconselh\u00e1vel com receita m\u00e9dica.<br \/>\n\u201cMoonmadness\u201d \u00e9 a insist\u00eancia numa f\u00f3rmula que se revelara de sucesso, esp\u00e9cie de sequela de \u201cThe Snow Goose\u201d, da mesma forma que \u201cHergest Ridge\u201d \u00e9 uma extens\u00e3o de \u201cTubular Bells\u201d. As melodias incisivas, como \u201cAnother Night\u201d, continuam presentes mas desprende-se uma resson\u00e2ncia lunar que sacode o enjoo e emergiria em gl\u00f3ria no \u00e1lbum que os Camel gravariam em 1996, \u201cRain Dances\u201d, com Richard Caravan, pr\u00edncipe de Canterbury, e o convidado Brian Eno \u2013 mist\u00e9rio at\u00e9 hoje insond\u00e1vel para os advers\u00e1rios do Progressivo.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>12.07.2002 Camel \u2013 O Ganso \u00c9 Uma Miragem Camel Camel 7\/10 Mirage 8\/10 Music Inspired by \u201cThe Snow Goose\u201d 7\/10 Moonmadness 6\/10 Deram, distri. 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