{"id":2755,"date":"2011-06-17T08:16:44","date_gmt":"2011-06-17T15:16:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2755"},"modified":"2011-06-17T08:16:44","modified_gmt":"2011-06-17T15:16:44","slug":"suicide-american-supreme-entrevista","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2011\/06\/17\/suicide-american-supreme-entrevista\/","title":{"rendered":"Suicide &#8211; &#8220;American Supreme&#8221; + Entrevista"},"content":{"rendered":"<p>18.10.2002<\/p>\n<p>Dan\u00e7a Am\u00e9rica Dan\u00e7a<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Suicide2.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Suicide2.jpg\" alt=\"\" title=\"Suicide2\" width=\"450\" height=\"569\" class=\"alignnone size-full wp-image-2756\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Suicide2.jpg 450w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/Suicide2-237x300.jpg 237w\" sizes=\"auto, (max-width: 450px) 100vw, 450px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Alan Vega est\u00e1 t\u00e3o zangado como quando lan\u00e7ou as suas invectivas em Suicide, de 1977. O novo disco do grupo, American Supreme, \u00e9 mais comercial. Mas a viol\u00eancia continua a palpitar.<\/p>\n<p>Suicide<br \/>\nAmerican Supreme<br \/>\nBlast First, distri. Zona M\u00fasica<br \/>\n7\/10<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/suicide_americanSupreme.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/suicide_americanSupreme.jpg\" alt=\"\" title=\"suicide_americanSupreme\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-2757\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/suicide_americanSupreme.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2011\/06\/suicide_americanSupreme-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.divshare.com\/download\/1619490-ea4\" target=\"_blank\">LINK<br \/>\n<\/a><\/p>\n<p><iframe loading=\"lazy\" width=\"425\" height=\"349\" src=\"http:\/\/www.youtube.com\/embed\/8BykGG_IZBM\" frameborder=\"0\" allowfullscreen><\/iframe><\/p>\n<p>Suicide. Suic\u00eddio. Alan Vega e Martin Rev, a dupla que em 1977 cometeu o crime no \u00e1lbum de estreia, \u201cSuicide\u201d, com a palavra escrita a sangue na capa, anunciara j\u00e1 a profecia, que o atentado de 11 de Setembro confirmou: \u201cTrata-se do suic\u00eddio mais lento da hist\u00f3ria da humanidade.\u201d<br \/>\nEst\u00e3o de volta com um novo \u00e1lbum, \u201cAmerican Supreme\u201d, para o provar, enfiando a Am\u00e9rica, uma vez mais, no matadouro. Mas agora j\u00e1 n\u00e3o nas mand\u00edbulas do horror da serra el\u00e9ctrica de \u201cThe Texas Chainsaw Massacre\u201d, que era como soava esse primeiro disco, que transcrevia para um cen\u00e1rio industrial a orgia de sofrimento dos Velvet Underground. Agora (ironia das ironias), \u00e9 sens\u00edvel o chamamento apelativo do hip-hop, como se \u00e0 pop feita na Am\u00e9rica nada mais restasse sen\u00e3o dan\u00e7ar.<br \/>\n\u00c9, nas palavras de Alan Vega, o \u00e1lbum mais \u201ccomercial\u201d, mas tamb\u00e9m o mais \u201cavant-garde\u201d dos Suicide. Sente-se uma incomodidade. N\u00e3o tanto como se o presente estivesse a trair o passado, mas porque o mundo, afinal, se transformou numa gigantesca feira de \u201cfreaks\u201d, onde cada um paga bilhete para participar.<br \/>\nSob o ondular ao vento das \u201cStars and Stripes\u201d, apagadas nas cinzas de uma foto a preto e branco, ao melhor estilo do efeito \u201cnoite americana\u201d usado no cinema, a serpente rasteja ainda. \u00c9 preciso procur\u00e1-la. Ou fugir dela. Os Suicide desistiram ou os Suicide mudaram de estrat\u00e9gia, eis uma das quest\u00f5es levantadas por um \u00e1lbum marcado pela ambiguidade, onde a decad\u00eancia da sociedade americana e da civiliza\u00e7\u00e3o ocidental e a ilus\u00e3o da pop se entrela\u00e7am, e s\u00e3o citados Debord (\u201ca celebridade \u00e9 a ant\u00edtese da pr\u00f3pria vida\u201d), Artaud (\u201cPorqu\u00ea mentir, dar uma apar\u00eancia de fic\u00e7\u00e3o \u00e0quilo que \u00e9 o rugido da vida?\u201d) e Donny Osmond (\u201cOs adolescentes odeiam-nos. Os mais velhos adoram-nos\u201d). Um \u00faltimo conselho \u00e9 dado por uma das can\u00e7\u00f5es de \u201cAmerican Supreme\u201d: \u201cAbram-se e sangrem.\u201d<br \/>\nEm 1977, os espect\u00e1culos do grupo acabavam invariavelmente em sess\u00f5es de pancadaria, com o p\u00fablico a agredir os m\u00fasicos \u00e0 cadeirada e estes a responderem na mesma moeda, queimando-os com pontas de cigarros acesos. A viol\u00eancia, como derradeira manifesta\u00e7\u00e3o de amor, diziam ent\u00e3o Vega e Rev, numa provoca\u00e7\u00e3o cujo significado se torna hoje, mais do que nunca, compreens\u00edvel. Em 2002, as coisas n\u00e3o mudaram assim tanto. Com uma diferen\u00e7a: as pessoas est\u00e3o inertes. Suic\u00eddio. Os Suicide est\u00e3o vivos, podemos garanti-lo, at\u00e9 porque fal\u00e1mos com um deles, Alan Vega.<\/p>\n<p>FM \u2013 Comparando com o som e a viol\u00eancia dos primeiros \u00e1lbuns, \u201cSuicide\u201d e \u201cAlan Vega-Martin Rev-Suicide\u201d, este \u201cAmerican Supreme\u201d soa bastante mais suave, n\u00e3o acha?<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 N\u00e3o estou de acordo. \u201cWay of Blue\u201d tinha coisas parecidas. O que aconteceu foi uma evolu\u00e7\u00e3o natural para sonoridades mais pop. Nunca se pode repetir um primeiro \u00e1lbum. N\u00e3o estaria certo. E deix\u00e1mos de recorrer a outros produtores, como Ric Ocasek. \u201cAmerican Supreme\u201d \u00e9 o nosso \u00e1lbum mais comercial, mas tamb\u00e9m o mais \u201cavant-garde\u201d. Iremos, uma vez mais, influenciar as pr\u00f3ximas gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>FM \u2013 No livrete do disco, usaram uma cita\u00e7\u00e3o de Antonin Artaud, criador do teatro da crueldade&#8230;<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 As coisas mudaram, tal como eu disse, os tempos tornaram-se t\u00e3o violentos&#8230; e eu mudei, tornei-me pai, h\u00e1 quatro anos&#8230; N\u00e3o estou a falar de viol\u00eancia pessoal, mas de viol\u00eancia mundial.<\/p>\n<p>FM \u2013 \u00c9 um \u00e1lbum conceptual? S\u00f3 a capa j\u00e1 \u00e9 um \u201cstatement\u201d.<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 Sim, concordo. N\u00e3o sei se \u00e9 um \u00e1lbum conceptual. Martin e eu nunca nos sentamos a dizer: \u201cvamos l\u00e1 conceber esta coisa&#8230;\u201d O \u00e1lbum \u00e9 esquisito porque foi come\u00e7ado antes de 11 de Setembro. Aquilo aconteceu a dez minutos a p\u00e9 do local onde vivo, estava em casa no dia em que aconteceu. Come\u00e7\u00e1mos a compor antes disso, mas sentia alguma dificuldade em cantar as letras e a m\u00fasica soava-me estranha&#8230; Foi ent\u00e3o que aconteceu aquilo. Alterei as letras, o Martin tamb\u00e9m acrescentou algumas faixas. Fizemo-lo apenas. Como uma banda de blues. Saiu dos nossos cora\u00e7\u00f5es. Mas sim, ao olhar para os t\u00edtulos e para a capa, \u00e9 espantoso como faz sentido, parece que nomeio todas estas merdas. Agora fala-se em bombardear o Iraque! Na verdade, n\u00f3s j\u00e1 and\u00e1vamos a dizer isto h\u00e1 30 anos. \u201cSuicide\u201d n\u00e3o era sobre o nosso suic\u00eddio, mas sobre o suic\u00eddio do mundo. Passados 30 anos podemos dizer: \u201cV\u00eaem, n\u00e3o est\u00e1vamos a pensar em suicidar-nos! Est\u00e1vamos a falar do suic\u00eddio do mundo. Quer dizer, do Ocidente \u2013 o suic\u00eddio mais longo de todos os tempos.\u201d<\/p>\n<p>FM &#8211; = 11 de Setembro uniu, de facto, os americanos?<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 300;\ngoogle_ad_height = 250;\ngoogle_ad_format = \"300x250_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Alan Vega \u2013 Nas primeiras semanas toda a gente andava com a bandeira americana. Toda uma treta patri\u00f3tica. Mas morreram quatro mil pessoas. E se se pensar em todos os familiares, s\u00e3o 25, 30 mil pessoas envolvidas, \u00e9 triste. Quanto aos edif\u00edcios&#8230; [risos], sempre os odiei&#8230;<br \/>\nEnfim, o que importa \u00e9 ver o que ir\u00e1 acontecer com o Iraque&#8230;<\/p>\n<p>FM \u2013 Referiu que este era o \u00e1lbum mais comercial do grupo, mas \u00e9 tamb\u00e9m aquele que faz a den\u00fancia do sucesso e das suas consequ\u00eancias&#8230;<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 N\u00e3o sei. Nunca tent\u00e1mos ser comerciais. Fazemos o que temos a fazer, se se tornar comercial, \u00f3ptimo, sen\u00e3o&#8230; O que me preocupa \u00e9 que muitas bandas copiam os Suicide e ganham uma quantidade de dinheiro \u00e0 conta disso. Isso chateia-me. Tem-se feito tanto alarido \u00e0 volta deste \u00e1lbum, \u00e9 rid\u00edculo&#8230; Ou talvez tenhamos encontrado, finalmente, o p\u00fablico certo.<\/p>\n<p>FM \u2013 Que \u00e9&#8230;?<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 Parece que soamos \u00e0 pr\u00f3pria Am\u00e9rica. Toc\u00e1mos recentemente no Texas e adoraram-nos. Duas horas e meia, quando normalmente tocamos uma&#8230; Pediram \u201cencores\u201d, temas de \u201cSuicide\u201d&#8230; Mi\u00fados novos, \u201ccowboys\u201d, putos mexicanos&#8230; Se calhar nem tinham nascido quando os Suicide apareceram.<\/p>\n<p>FM \u2013 Continua t\u00e3o zangado como estava em 1977?<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 Sim, acho que ainda devo estar [risos]. Disseram-me isso no outro dia. Ou\u00e7o este \u00e1lbum e penso: de onde \u00e9 que v\u00eam estas letras cheias de f\u00faria? Fui eu! Em geral, esque\u00e7o-me de tudo depois de escrever. Na semana passada, demos um concerto na r\u00e1dio. Fui ouvir o \u00e1lbum outra vez, tinha perdido as letras e s\u00f3 pensava: mas o que \u00e9 isto?!<\/p>\n<p>FM \u2013 Se, como afirmam atrav\u00e9s de uma cita\u00e7\u00e3o, \u201ca celebridade \u00e9 a ant\u00edtese da pr\u00f3pria vida\u201d, que cr\u00e9dito dar a personalidades como Bono, por exemplo?<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 Gostava dos U2 no in\u00edcio. Eram \u00f3ptimos. Estavam zangados. Agora s\u00e3o apenas uns tipos da pop. J\u00e1 n\u00e3o sinto nada vindo deles. Podem falar de pessoas a morrer \u00e0 fome que j\u00e1 n\u00e3o acredito neles. Algu\u00e9m ainda acredita? Sei qual \u00e9 o poder do sucesso. Experimentei disso, no in\u00edcio \u00e9 \u00f3ptimo: dinheiro, mi\u00fadas, bons hot\u00e9is&#8230; Seduz, mas depois come\u00e7amos a esquecer-nos de quem somos.<\/p>\n<p>FM \u2013 Quer dizer que os Suicide desistiram ostensivamente do sucesso?<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 Come\u00e7a por ser um estilo de vida e, de repente, ficamos possu\u00eddos, rodeados por pessoas em quem n\u00e3o confiamos. Sem tempo para estar com os amigos. Agora, reencontrei-me. N\u00e3o tenciono regressar l\u00e1 nunca. J\u00e1 sei como \u00e9. N\u00e3o quero. Mas gostava de ter o dinheiro, claro. Vou tocar \u00e0 Europa, e sinto-me realmente grande (risos9. Mas volto a Nova Iorque, e \u00e9 como uma lobotomia, l\u00e1 ningu\u00e9m liga peva a ningu\u00e9m. Voltamos logo ao lugar. O meu filho est\u00e1 a marimbar-se se sou estrela ou n\u00e3o. Levo uma vida normal. O que me preocupa \u00e9 o mundo em que ele vive, em que tamb\u00e9m vivo. Quero ter uma vida livre. \u00c9 por isso que detesto os fundamentalistas: querem regressar ao s\u00e9c. XIII. N\u00e3o quero viver no s\u00e9c. XIII. O que me preocupa nesta hist\u00f3ria do Iraque \u00e9 a possibilidade de responderem com g\u00e1s venenoso, bombas at\u00f3micas, \u00e1guas contaminadas&#8230; A Am\u00e9rica tornou-se o pa\u00eds mais perigoso do mundo.<\/p>\n<p>FM \u2013 \u201cAmerican Supreme\u201d incorpora ritmos de hip-hop&#8230;<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 Sim, o Martin andou a ouvir muito material da Tamla Motown, e Thelonius Monk. \u00c9 uma das raz\u00f5es por que o \u00e1lbum se chama \u201cAmerican Supreme\u201d, \u00e9 sobre os grandes m\u00fasicos americanos.<\/p>\n<p>FM \u2013 Tem um cora\u00e7\u00e3o rock \u2018n\u2019 roll?<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 \u00c9 prov\u00e1vel. Cresci a ouvir e a gostar de m\u00fasica dos anos 60, Elvis Presley, Roy Orbinson&#8230; N\u00e3o conseguia ir \u00e0 escola se tinha em casa um disco de Presley para ouvir. E Roy Orbinson foi a maior voz de todos os tempos, canta como um anjo, um anjo de Deus.<\/p>\n<p>FM \u2013 Foram pioneiros, mas o que sente neste novo disco \u00e9 que parecem ter sido influenciados pelo que veio depois&#8230;<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 Vamos ficando mais velhos e ouvimos muitas coisas, todos os g\u00e9neros de m\u00fasica. Ou\u00e7o tudo, s\u00f3 pelo facto de viver em Nova Iorque. Est\u00e3o l\u00e1 todas as na\u00e7\u00f5es, todas as l\u00ednguas, todas as m\u00fasicas, basta atravessar a rua&#8230; Tenho ouvido muito RAI, enquanto o Martin se dedica mais ao rap e hip-hop.<\/p>\n<p>FM \u2013 Conhece os Silver Apples? H\u00e1 quem afirme que eles foram uma esp\u00e9cie de proto-Suicide.<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 Conheci a sua m\u00fasica no final dos anos 60, adoro-os. Encontrei-os h\u00e1 cerca de dois anos em Nova Iorque, num festival de electr\u00f3nica. Adoro-os a todos, Iggy Pop, Jimi Hendrix, Terry Riley (\u201cRainbow in Curved Air\u201d \u00e9 um \u00e1lbum fant\u00e1stico!), LaMonte Young. Philip Glass n\u00e3o, \u00e9 um vendido&#8230; demasiado limpinho e previs\u00edvel.<\/p>\n<p>FM \u2013 Os Suicide ainda cantam can\u00e7\u00f5es de amor, como \u201cChree\u201d?<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 Absolutamente. \u201cChild, it\u00b4s a new world\u201d \u00e9 uma velha can\u00e7\u00e3o de amor cantada por Barry White. Mas depois do 11 de Setembro, resolvi modificar a letra e dedicar o tema ao meu filho, a todas as crian\u00e7as do mundo. Ele adora o nosso disco.<\/p>\n<p>FM \u2013 \u00c9 capaz de lhe dar a ouvir \u201cFrankie teardrop\u201d?<\/p>\n<p>Alan Vega \u2013 Algum dia sim, por enquanto \u00e9 muito novo, mas \u00e9 prov\u00e1vel que venha a gostar. As crian\u00e7as de hoje s\u00e3o diferentes, nasceram j\u00e1 ligados a um computador. Acho que absorvem a energia deles&#8230;<\/p>\n<p>\u201cAmerican Supreme\u201d est\u00e1 dispon\u00edvel no dia 28, pela Zona M\u00fasica.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>18.10.2002 Dan\u00e7a Am\u00e9rica Dan\u00e7a Alan Vega est\u00e1 t\u00e3o zangado como quando lan\u00e7ou as suas invectivas em Suicide, de 1977. O novo disco do grupo, American Supreme, \u00e9 mais comercial. Mas a viol\u00eancia continua a palpitar. Suicide American Supreme Blast First, distri. Zona M\u00fasica 7\/10 LINK Suicide. Suic\u00eddio. 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