{"id":2472,"date":"2010-07-14T04:28:51","date_gmt":"2010-07-14T11:28:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2472"},"modified":"2010-07-14T04:28:51","modified_gmt":"2010-07-14T11:28:51","slug":"sheryl-crow-special-edition-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/07\/14\/sheryl-crow-special-edition-conj\/","title":{"rendered":"Sheryl Crow &#8211; Special Edition (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>14.11.1997<br \/>\nReedi\u00e7\u00f5es<br \/>\nO C\u00e9u Pintado De Estrelas<br \/>\nTalvez porque o Natal est\u00e1 \u00e0 porta, o mercado portugu\u00eas est\u00e1 a ser inundado por uma quantidade de colect\u00e2neas e redi\u00e7\u00f5es das chamadas \u201cestrelas\u201d. \u00c9 uma boa oportunidade para decorar a estante com caixas de \u00eaxitos que, na maior parte dos casos, j\u00e1 toda a gente conhece.<\/p>\n<p>Do monte de colect\u00e2neas e reedi\u00e7\u00f5es que chegam ao mercado nesta altura, a caixa mais importante \u00e9, sem d\u00favida, a dupla correspondente \u00e0 reedi\u00e7\u00e3o de \u201c200 Motels\u201d, de Frank Zappa, obra de f\u00f4lego composta pelo g\u00e9nio entre 1967 e 1971 para a banda-sonora do mesmo nome. O \u00e1lbum faz parte de uma nova s\u00e9rie de \u201cOST\u201d (\u201cOriginal Soundtrack\u201d, \u201csoundtrack\u201d, em portugu\u00eas, \u201csom de traque\u201d), da Rykodisc, cujo primeiro pacote inclui ainda as bandas-sonoras de \u201cCarrie\u201d, \u201cChitty, Chitty, Bang, Bang\u201d, \u201cIt\u2019s a Mad, Mad, Mad, Mad World\u201d e \u201cOctopussy\u201d (da s\u00e9rie James Bond), todas em \u201cDeluxe Edition\u201d, com apresenta\u00e7\u00f5es impec\u00e1veis e uma reprodu\u00e7\u00e3o dos \u201cposters\u201d de lan\u00e7amento originais. Inexplicavelmente, estou a usar uma quantidade absurda de termos estrangeiros. Mas voltemos a Zappa. \u201c200 Motels\u201d n\u00e3o \u00e9 o melhor \u00e1lbum, longe disso, do homem dos bigodes. Mistura, em doses desiquilibradas, mas sem d\u00favida capazes de impressionar o desprevenido consumidor de pop no ing\u00e9nuo ano da gra\u00e7a de 1971, sequ\u00eancias cl\u00e1ssicas pela Royal Philharmonic Orchestra, apontamentos humor\u00edsticos e \u201crock \u2018n\u2019 roll (\u201croca e rola\u201d, chega de estrangeirsmos) na veia (na veia?) dos Mothers of Invention (\u201cMatas da Inven\u00e7\u00e3o\u201d), como \u201cMagic Fingers\u201d, em duas vers\u00f5es. A reedi\u00e7\u00e3o inclui ainda quatro \u201cspots\u201d (\u201cpotes\u201d) publicit\u00e1rios originais feitos para a r\u00e1dio e um livrete cheio de informa\u00e7\u00e3o e fotos da fita. Sendo uma boa amostra da faceta mais erudita de Frank Vincent Zappa, \u201c200 Motels\u201d, n\u00e3o obstante, n\u00e3o se livra de cair ocasionalmente no aborrecimento, o que, sendo o seu autor quem era, n\u00e3o deixa de ser surpreendente. 200 mot\u00e9is \u00e9 muito motel. (Rykodisc, distri. MVM, 6)<\/p>\n<p>Outro m\u00fasico importante que j\u00e1 n\u00e3o petence ao mundo dos viivos \u00e9 John Lennon, cuja mem\u00f3ria volta a ressuscitar atrav\u00e9s de \u201cLennon Legend\u201d, subintitulado \u201cThe Very Best of John Lennon\u201d. \u00c9 uma colect\u00e2nea sem surpresas, que parte da apresenta\u00e7\u00e3o de alguns dos temas mais famosos do ex-Beatle, como \u201cImagine\u201d, \u201cMother\u201d, \u201cJealous Guy\u201d, sem esquecer a faceta mais politizada dos Plastic Ono Band, de \u201cInstant Karma2 e \u201cPower to the People\u201d, o Lennon \u201crocker\u201d de \u201cCold Turkey\u201d e \u201cWhatever gets you thru\u2019 the night\u201d, e o baladeiro rom\u00e2ntico, de \u201cWoman\u201d, e esquerdista, de \u201cWorking Class hero2, passando pelo \u201creggae\u201d de \u201cBorrowed time\u201d. O \u00e1lbum termina, adequadamente, numa nota natal\u00edcia, com os manifestos pacifistas \u201cHappy Xmas (war is over)\u201d de \u201cGive peace a chance\u201d. Lennon ficou para a Hist\u00f3ria como o Beatle rebelde, em oposi\u00e7\u00e3o \u00e0 imagem de esteta que ficou colada a Paul McCartney. Chamem-me nomes, mas a realidade \u00e9 que o primeiro nunca chegou aos calcanhares do segundo, em mat\u00e9ria de composi\u00e7\u00e3o de boas, cl\u00e1ssicas can\u00e7\u00f5es. Mas \u00e9 claro que Lennon sempre representou com outra convic\u00e7\u00e3o os valores politicamente correctos da sua gera\u00e7\u00e3o, mesmo que os seus melhores momentos como compositor revelassem, afinal, um incorrig\u00edvel rom\u00e2ntico, capaz de escrever coisas t\u00e3o belas e t\u00e3o simples como \u201cLove\u201d, uma das grandes can\u00e7\u00f5es desta \u201cLenda\u201d, que conservou at\u00e9 hoje toda a sua frescura. S\u00f3 por isso devemos dar algum desconto a Yoko Ono. (Parlophone, distri. EMI-VC, 7).<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 200;\ngoogle_ad_height = 200;\ngoogle_ad_format = \"200x200_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Avancemos para gente para quem a rebeldia \u00e9 conceito totalmente desconhecido. Mike Oldfield, menino-prod\u00edgio dos anos 70 que encheu os bolsos ao patr\u00e3o da Virgin \u00e0 custa do megasucesso \u201cTubular Bells\u201d, transformou-se nos \u00faltimos anos num dos gurus da \u201cnew age\u201d, ultrapassada a fase criativa que caracteriza os primeiros \u00e1lbuns, \u201cTubular Bells\u201d, \u201cHergest Ridge\u201d, \u201cOmmadawn\u201d, \u201cIncantations\u201d e \u201cFive Miles Out\u201d, regressando ainda no mais tardio \u201cAmarok\u201d, antes de se eclipsar nas traseiras da vulgaridade. Foi ent\u00e3o que o multiinstrumentista se lembrou da f\u00e1bula da galinha dos ovos de ouro, partindo para um \u201cTubular Bells 2\u201d de m\u00e1 mem\u00f3ria que, mesmo assim, lhe ter\u00e1 feito reembolsar mais alguns milh\u00f5es. A m\u00e1 not\u00edcia \u00e9 que, a julgar pelo \u00faltimo tema desta colect\u00e2nea, h\u00e1 j\u00e1 um \u201cTubular Bells 3\u201d no prelo. Mas \u201cXXV &#8211; The Essential Mike Oldfield\u201d (XXV porque o velho Mike j\u00e1 leva XXV anos de carreira&#8230;) dirige-se, em primeiro lugar, aos saudosistas, reunindo excertos das longas composi\u00e7\u00f5es que ocupavam invariavelmente lados inteiros dos discos em vinilo, pertencentes aos quatro primeiros \u00e1lbuns, atr\u00e1s mencionados, seguidos de uma can\u00e7\u00e3o gira de \u201cCrises\u201d, \u201cMoonlight Shadow\u201d, vocalizada por Maggie Reilly, e do \u201csingle\u201d \u201cPortsmouth\u201d. Depois vem o pior, dois temas de \u201cTubular Bells 2\u201d juntos com nacos de \u201cSongs of Distant Earth\u201d de \u201cVoyager\u201d, t\u00edpicos da fase \u201ctecno prog\u201d do m\u00fasico. Informa-se ainda V. Exc\u00aas que Mike Oldfield era o extraordin\u00e1rio guitarrista que acompanhava Kevin Ayers, no n\u00e3o menos extraordin\u00e1rio grupo The Whole World. Mudam-se os tempos&#8230; (Warner Bros., distri. Warner Music, 5).<\/p>\n<p>Podia perfeitamente ter pertencido ao grupo de cantoras que, ao longo dos anos, foram dando voz feminina \u00e0 m\u00fasica de Mike Oldfield, como Maggie Reilly e Sally Oldfield. S\u00f3 n\u00e3o aconteceu porque n\u00e3o calhou. Para Enya, o destino foi outro. Depois de abandonar os Clannad em 1982, para onde entrara j\u00e1 na fase descendente do grupo, Enya criou o seu estilo pessoal, tirando partido de uma voz incomparavelmente doce e de um tipo de produ\u00e7\u00e3o dirigido ao mercado \u201cnew age\u201d de influ\u00eancia \u201ccelta\u201d (a \u201cceltic ambient\u201d, como j\u00e1 lhe chamam na \u201cFolk Roots\u201d&#8230;), o que lhe valeu a conquista do pr\u00e9mio de \u201cmelhor \u00e1lbum\u201d nesta categoria, em 1995, com \u201cThe Memory of Trees\u201d, e de um \u201cGrammy\u201d, quatro anos antes, com \u201cSheperd Moons\u201d. \u201cPaint the Sky with Stars: The Best of Enya\u201d passa em revista alguns dos melhores momentos da cantora, incluindo, a abrir, o altamente traute\u00e1vel \u201cOrinoco Flow\u201d e \u201cThe Celts\u201d, t\u00edtulo-tema do \u00e1lbum que melhor soube recriar as envolv\u00eancias celtas que sempre a inspiraram. Os indefect\u00edveis t\u00eama ainda ao seu dispor um par de in\u00e9ditos, \u201cOnly if&#8230;\u201d e \u201cPaint the sky with stars\u201d, um belo t\u00edtulo, ao n\u00edvel do cuidado extremo posto na embalagem, jogando nas cores e nas texturas de uma proposta musical e de um rosto que, goste-se ou n\u00e3o, possuem um incompar\u00e1vel poder de sedu\u00e7\u00e3o. (Warner Bros. distri. Warner Music, 6)<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/sherylCrow_SpecialEdition.jpeg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/sherylCrow_SpecialEdition.jpeg\" alt=\"\" title=\"sherylCrow_SpecialEdition\" width=\"210\" height=\"210\" class=\"alignnone size-full wp-image-2473\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/sherylCrow_SpecialEdition.jpeg 210w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/sherylCrow_SpecialEdition-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 210px) 100vw, 210px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/hotfile.com\/dl\/36189798\/b21d265\/SC_Sheryl_Crow.rar.html\" target=\"_blank\"LINK<\/a><\/p>\n<p><object width=\"560\" height=\"340\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/iBcAW63YWyk&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/iBcAW63YWyk&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"560\" height=\"340\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Mais uma senhora, a terminar. Esta mais recente e cultivadora de outro tipo de imagem. Falamos de Sheryl Crow, que em \u201cSpecial Edition\u201d (o \u00e1lbum editado recentemente, \u201cSheryl Crow\u201d, acrescentado de um segundo CD com actua\u00e7\u00f5es ao vivo) confirma estar alguns furos acima da chusma de candidatas a estrelas que todos os dias v\u00e3o aparecendo com o fito de tentar chegar aos \u201ctops\u201d. Feita a aposta numa produ\u00e7\u00e3o seca e numa criteriosa selec\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es, tudo se conjuga para fazer brilhar ao m\u00e1ximo a voz de Sheryl, que aqui se revela capaz, tanto de recriar o neo-country, em \u201cRedemption Day\u201d, como de fazer a evoca\u00e7\u00e3o de John Lennon, em \u201cOrdinary Morning\u201d, ou de se afirmar como ve\u00edculo de uma \u201crocker\u201d de cabelos ao vento. Para os registos, fica uma can\u00e7\u00e3o absolutamente a guardar no cofre das excep\u00e7\u00f5es, a bel\u00edssima e interiorizada \u201cThe Book\u201d, virando as mesmas folhas de Suzanne Vega, e a ideia de que um corte no alinhamento poderia valorizar ainda mais um \u00e1lbum onde o sentido comercial n\u00e3o dispensa um elevado n\u00edvel de exig\u00eancia. (A&#038;M, dustri. Polygram, 6).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>14.11.1997 Reedi\u00e7\u00f5es O C\u00e9u Pintado De Estrelas Talvez porque o Natal est\u00e1 \u00e0 porta, o mercado portugu\u00eas est\u00e1 a ser inundado por uma quantidade de colect\u00e2neas e redi\u00e7\u00f5es das chamadas \u201cestrelas\u201d. \u00c9 uma boa oportunidade para decorar a estante com caixas de \u00eaxitos que, na maior parte dos casos, j\u00e1 toda a gente conhece. 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