{"id":2469,"date":"2010-07-12T06:21:13","date_gmt":"2010-07-12T13:21:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2469"},"modified":"2010-07-12T06:21:13","modified_gmt":"2010-07-12T13:21:13","slug":"declan-masterson-drifting-through-the-hazel-woods-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/07\/12\/declan-masterson-drifting-through-the-hazel-woods-conj\/","title":{"rendered":"Declan Masterson &#8211; Drifting Through the Hazel Woods (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>31.10.1997<br \/>\nWorld<br \/>\nPrendas de Natal<br \/>\n\u201cCeltic Twilight\u201d, \u201cCeltic Lullaby\u201d, \u201cCeltic Odissey\u201d, \u201cCeltic Legacy\u201d, \u201cCeltic Heartbeat\u201d, \u201cCeltic Potatoes\u201d, \u201cCeltic Shit\u201d. Socorro, tirem-me daqui! Desamparem-me a loja. Se isto \u00e9 m\u00fasica c\u00e9ltica, eu sou australiano. Mas era de prever. As pessoas precisam de lenitivos, de sonhos, de coisas bonitas, como diria Artur Jorge. \u201cCeltic\u201d tornou-se sin\u00f3nimo de conforto por medida.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p>Agarre-se num postal ilustrado, de prefer\u00eancia com um lago e muita verdura (um castelo tamb\u00e9m calha bem), numa harpa e numa menina de olhos verdes e cabeleira loura e pronto, est\u00e1 composto um cen\u00e1rio \u201ccelta\u201d. As pessoas adoram.<br \/>\nO pior \u00e9 que a m\u00fasica tradicional de raiz c\u00e9ltica, que de facto existe e que, apesar de tudo, goza de boa sa\u00fade, tem pouco ou nada a ver com estas s\u00e9ries \u201cceltic\u201d que v\u00e3o aparecendo um pouco por todo o lado.<br \/>\n\u00c9 a velha opera\u00e7\u00e3od e liofiliza\u00e7\u00e3o do produto, t\u00e3o do agrado da ind\u00fastria, quando se trata de controlar e desvirtuar determinada m\u00fasica situada fora dos par\u00e2metros \u201cmainstream\u201d. Por regra, as produ\u00e7\u00f5es s\u00e3o as\u00e9pticas, com as tais capas postal-ilustrado e a m\u00fasica produzida por gente, alguma dela com responsabilidades, cuja preocupa\u00e7\u00e3o principal \u00e9 ganhar dinheiro. Deitemos, de qualquer modo, um olho ao pacote mais recente.<\/p>\n<p>A s\u00e9rie \u201cCeltic Heartbeat\u201d, com distribui\u00e7\u00e3o MCA, acaba de lan\u00e7ar o que, para muitos, ser\u00e1 a prenda de natal ideal. \u201cThe Roots of Riverdance\u201d, de Bill Whelan, sucede ao multipremiado espect\u00e1culo \u201cRiverdance\u201d, capitalizando em obras anteriores deste especialista na composi\u00e7\u00e3o de \u201csuites\u201d orquestrais que, regra geral, contam com grandes m\u00fasicos da tradi\u00e7\u00e3o irlandesa. Est\u00e3o neste caso \u201cThe Sevilla Suite\u201d e \u201cThe Spirit of Mayo\u201d, onde marcam presen\u00e7a, entre outros, Eileen Ivers, D\u00f3nal Lunny, Nollaig Casey, Mairtin O\u2019Connor e Tommy Hayes, a par de excertos de \u201cEastWind\u201d, de Andy Irvine e Davy Spillane, e de \u201cRiverdance\u201d. Tudo o que foi poss\u00edvel arranjar com a participa\u00e7\u00e3o de Bill Whelan. Mesmo assim \u00e9, de longe, o melhor disco do lote. (7)<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/declanMasterson_Drifting.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/declanMasterson_Drifting.jpg\" alt=\"\" title=\"declanMasterson_Drifting\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-2470\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/declanMasterson_Drifting.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/declanMasterson_Drifting-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/U8keDhB1Bbk&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/U8keDhB1Bbk&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Declan Masterson \u00e9, em termos rigorosamente t\u00e9cnicos, um bom executante de \u201cuillean pipes\u201d. Infelizmente o bom-gosto n\u00e3o impera na composi\u00e7\u00e3o e nos arranjos de \u201cDrifting Through the Hazel Woods\u201d, um pastel\u00e3o de programa\u00e7\u00f5es do piorio. Comparado com o n\u00edvel m\u00e9dio dos discos de ouro \u201cpiper\u201d de gostos semelhantes, Davy Spillane, \u00e9 bastante pior. (3)<\/p>\n<p>\u201cOmnis\u201d, do colectivo vocal An\u00fana, consegue ser boa m\u00fasica de fundo. O \u00e1lbum de estreia do grupo era bom. O mercado encarregou-se de tornar in\u00f3cuas estas harmonias que parecem descer dos c\u00e9us mas que na verdade n\u00e3o passam de um rigoroso trabalho de cosm\u00e9tica laboratorial. (5)<\/p>\n<p>Outra obra de f\u00f4lego \u00e9 \u201cThe Children of Lir\u201d, de Patrick Cassidy. Neste caso, a \u201cfolk\u201d desaparece para dar lugar a uma composi\u00e7\u00e3o sinf\u00f3nica, com ocasionais intromiss\u00f5es profanas de sabor \u201crock\u201d, no qual participa uma das mais not\u00e1veis forma\u00e7\u00f5es de m\u00fasica antiga da actualidade, os Tallis Choir. Ouve-se com outros ouvidos, embora a faceta ecorativa n\u00e3o tenha sido totalmente leiminada. (6)<\/p>\n<p>Thomas Loefke \u00e9 um alem\u00e3o apaixonado pelas tradi\u00e7\u00f5es irlandesas e pelo imagin\u00e1rio celta mais delicodoce. Para romper os v\u00e9us de Tir Nan Aog, nada melhor do que fazer passar os dedos por uma harpa c\u00e9ltica. Se assim pensou, melhor o fez. \u201cNordland Wind\u201d \u00e9 uma vers\u00e3o plastificada que junta o pior Alan Stivel \u00e0 frivolidade de um William Jackson, amparado em vocaliza\u00e7\u00f5es de duas senhoras que, entre imitarem as inglesas June Tabor e Sandy Denny, revelam uma total incapacidade para compreender os segredos do genu\u00edno canto irland\u00eas no feminino. (5)<\/p>\n<p>Frances Black tem boa voz, mas n\u00e3o a confundam com uma cantora \u201cfolk\u201d. \u201cTalk to me\u201d agradar\u00e1 aos apreciadores de can\u00e7\u00f5es de variedades, ponto final. (3)<\/p>\n<p>E j\u00e1 que se falou em prendas de natal, era natural que na Celtic Heartbeat se lan\u00e7asse, com a devida antecipa\u00e7\u00e3o, um objecto destinado a esse fim. Ent\u00e3o a\u00ed temos \u201cA Celtic Heartbeat Christmas\u201d, cuja embalagem explica melhor do que mil palavras o conceito subjacente: um violino misturado com enfeites de Natal. A escolha dos celebrantes, em excertos de discos j\u00e1 editados antes, enfia os Altan ao lado dos \u201cmaus\u201d Clannad, os \u201cvendidos\u201d Nightnoise (com senhores e uma senhora que j\u00e1 pertenceram aos Botty Band\u2026), Thoms Loefke, An\u00fana, Declan Masterson, Brian Dunning (um ex-Gryphon, vejam l\u00e1\u2026) e Cormac Breatnach, entre outros. Feliz Natal para eles e para todos n\u00f3s. (5)<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m com a etiqueta \u201cceltic\u201d apareceu outra colect\u00e2nea, desta feita com can\u00e7\u00f5es de embalar, \u201cThe Celtic Lullaby\u201d, num selo do qual n\u00e3o se esperaria, t\u00e3o cedo, ced\u00eancias deste tipo, a Ellipsis Arts\u2026, e com um anjinho na capa. Como, por regra, se trata de um g\u00e9nero lento, funciona \u00e0s mil maravilhas. Colaboram alguns nomes interessantes, alguns deles com pergaminhos: Tommy Sands, Plethyn, Jean Redpath, Mac-Talla e Alison Kinnaird. O melhor elogio que se pode fazer \u00e9 que cumpre na perfei\u00e7\u00e3o o objectivo de p\u00f4r, mesmo o adulto mais \u201cstressado\u201d, a dormir. Como um anjinho, claro. (Ellipsis Arts\u2026, distri. Megam\u00fasica, 5).<\/p>\n<p>Reservamos para o final uma surpresa agrad\u00e1vel, o mais recente de Loreena McKennitt, \u201cThe Book of Secrets\u201d. Embora insistindo na mesma t\u00f3nica de sempre, uma abordagem leve da m\u00fasica antiga e da \u201cfolk\u201d do ciclo Arturiano, com ramifica\u00e7\u00f5es nas m\u00fasicas do Oriente, na efabula\u00e7\u00e3o de um panceltismo planet\u00e1rio, o \u00e1lbum oferece n\u00e3o poucos motivos de deleite, indo mais fundo do que os anteriores. Tmas longos, constru\u00eddos sobre o equil\u00edbrio de programa\u00e7\u00f5es electr\u00f3nicas mais discretas do que o habitual e uma vasta e sofisticada gama de sonoridades ac\u00fasticas. \u201cThe Book of Secrets\u201d regista dois excelentes momentos: \u201cThe Mummer\u2019s Dance\u201d, enobrecido pelo \u201cswing\u201d medieval do convidado Nigel Eaton, na sanfona, e os dez minutos de \u201cThe Highwayman\u201d, onde a diversidade de registos e entoa\u00e7\u00f5es vocais, verdadeiramente encantat\u00f3rias, de Loreena McKennitt se consegue equiparar aos melhores momentos de Maddy Prior com os Carnival Band (Quinlan Road, distri. Warner Music, 6).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>31.10.1997 World Prendas de Natal \u201cCeltic Twilight\u201d, \u201cCeltic Lullaby\u201d, \u201cCeltic Odissey\u201d, \u201cCeltic Legacy\u201d, \u201cCeltic Heartbeat\u201d, \u201cCeltic Potatoes\u201d, \u201cCeltic Shit\u201d. Socorro, tirem-me daqui! Desamparem-me a loja. 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