{"id":2437,"date":"2010-07-08T07:06:57","date_gmt":"2010-07-08T14:06:57","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2437"},"modified":"2010-07-08T07:06:57","modified_gmt":"2010-07-08T14:06:57","slug":"jon-anderson-olias-of-sunhillow-conj","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/07\/08\/jon-anderson-olias-of-sunhillow-conj\/","title":{"rendered":"Jon Anderson &#8211; Olias of Sunhillow (conj.)"},"content":{"rendered":"<p>10.10.1997<br \/>\nReedi\u00e7\u00f5es<br \/>\nFantasmas No Ar<br \/>\nOs coleccionadores da discografia progressiva dos anos 70 continuam a n\u00e3o ter m\u00e3os a medir, mesmo levando em conta que os mais ferrenhos n\u00e3o desistem de procurar furiosamente as edi\u00e7\u00f5es originais em vinilo, tarefa por vezes dif\u00edcil e bastante dispendiosa. Alheias a este tipo de purismo, as editoras continuam a retirar dos respectivos fundos de cat\u00e1logo algumas refer\u00eancias que, \u00e0 \u00e9poca da primeira edi\u00e7\u00e3o, passaram praticamente despercebidas. Algumas destas novas reedi\u00e7\u00f5es em compacto procuram revalorizar o produto de origem, quer atrav\u00e9s de uma apresenta\u00e7\u00e3o e embalagem mais apelativas e contendo informa\u00e7\u00e3o adicional, quer atrav\u00e9s da remasteriza\u00e7\u00e3o das fitas originais, de modo a melhorar significativamente as \u201cperfomances\u201d sonoras.<\/p>\n<p>Os Curved Air viram, por fim, passar para o formato digital a sua obra-prima de 1972, \u201cPhantasmagoria\u201d. Com uma reprodu\u00e7\u00e3o condigna da capa &#8211; uma deliciosa figura inspirada no imagin\u00e1rio de Lewis Carroll &#8211; e a inser\u00e7\u00e3o, no livrete, das letras de todas as can\u00e7\u00f5es. Em termos de informa\u00e7\u00e3o, \u00e9 tudo. Mas a qualidade e originalidade da m\u00fasica supera qualquer defici\u00eancia noutros aspectos. \u201cPhantasmagoria\u201d \u00e9 o ponto culminante e, em simult\u00e2neo, o limite de uma m\u00fasica que nunca parou de evoluir nos tr\u00eas primeiros \u00e1lbuns, come\u00e7ando por \u201cAircondittioning\u201d, mais rock e imediatista, com passagem pela delicadeza sombria de \u201cSecond Album\u201d. Em \u201cPhantasmagoria\u201d h\u00e1, sobretudo, uma colec\u00e7\u00e3o de can\u00e7\u00f5es perfeitas que aliavam o pendor classicista do violinista Darryl Way (\u201cMarie Antoinette\u201d, \u201cCheetah\u201d ou a acelera\u00e7\u00e3o electr\u00f3nica de \u201cUltra-Vivaldi\u201d, prolongamento do tema \u201cVivaldi\u201d, inclu\u00eddo em \u201cAircondittioning\u201d) com o experimentalismo do teclista Francios Monkman (explorado de forma magn\u00edfica no instrumental \u201cWhose shoulder are you looking over anyway?\u201d, um dos primeiros temas gravados por um grupo pop a utilizar um computador). Mas o que verdadeiramente projectava a identidade dos Curved Air eram as vocaliza\u00e7\u00f5es de Sonja Kristina, cujas inclina\u00e7\u00f5es variavam entre dosi extremos, da visceralidade de uma Grace Slick \u00e0 suavidade das cantoras folk. Uma voz que tanto era capaz de demonstrar a intensidade dram\u00e1tica de \u201cMarie Antoinette\u201d, o tropicalismo de \u201cOnce a ghost, always a ghost\u201d e o encantamento m\u00e1gico de \u201cMelinda (more or less)\u201d, como de segredar, com a maior candura, os prazeres da masturba\u00e7\u00e3o feminina. Um cl\u00e1ssico. (Warner Bros., import. Planeta Rock, 10<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/jonAnderson_OliasOfSunhillow.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/jonAnderson_OliasOfSunhillow.jpg\" alt=\"\" title=\"jonAnderson_OliasOfSunhillow\" width=\"300\" height=\"300\" class=\"alignnone size-full wp-image-2438\" srcset=\"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/jonAnderson_OliasOfSunhillow.jpg 300w, https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/07\/jonAnderson_OliasOfSunhillow-150x150.jpg 150w\" sizes=\"auto, (max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.megaupload.com\/?d=MF58NGXX\" target=\"_blank\">LINK<\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/RbKR7FwJNPo&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/RbKR7FwJNPo&amp;hl=pt_PT&amp;fs=1\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>Os Yes foram um dos pilares da m\u00fasica progressiva, odiados por uns e amados por outros. No centro do conflito esteve sempre a voz andr\u00f3gina de Jon Anderson, para alguns insuport\u00e1vel mas para outros a incarna\u00e7\u00e3o do canto dos anjos. \u201cOlias Of Sunhillow\u201d, anteriormente apenas dispon\u00edvel em CD em edi\u00e7\u00e3o japonesa (que inclu\u00eda uma miniaturiza\u00e7\u00e3o do aut\u00eantico livro de gravuras que era a capa da edi\u00e7\u00e3o inglesa original, na Atlantic), \u00e9 o primeiro \u00e1lbum a solo do cantor e, sem sombra de d\u00favida, o seu melhor. Em termos formais, \u00e9 um conceptual &#8211; a hist\u00f3ria da ru\u00edna e salva\u00e7\u00e3o de um povo estelar, salvo por um profeta que os conduz pelo espa\u00e7o-tempo at\u00e9 outro planeta &#8211; onde Jon Anderson tocava todos os instrumentos, incluindo a harpa, que aprendeu para o efeito, e os sintetizadores. A m\u00fasica oscila entre estranhas invoca\u00e7\u00f5es vocais e sequ\u00eancias electr\u00f3nicas que antecipavam as posteriores colabora\u00e7\u00f5es do cantor com Vangelis. \u00c9 um \u00e1lbum completamente \u00e0 margem da grandiloqu\u00eancia dos yes, no qual Jon Anderson explanou da melhor forma a sua veia m\u00edstica. (Warner Bros., import. Planeta Rock, 8).<\/p>\n<p>Hesitantes entre a grandiloqu\u00eancia, o jazz-rock, o progressivo e o comercialismo, estiveram sempre os Greenslade, projecto de dois ex-Colosseum, o teclista Dave Greenslade e o baixista Tony Reeves (que viria a integrar a forma\u00e7\u00e3o derradeira dos Curved Air&#8230;). \u201cBeside Manners Are Extra\u201d apresenta progressos em rela\u00e7\u00e3o ao \u00e1lbum de estreia, na forma como equilibra boas can\u00e7\u00f5es pop com instrumentais entre o jaz-rock e o \u201crock sinf\u00f3nico\u201d (gulp!), que servia para mostrar as capacidades virtuos\u00edticas de todos os elementos do grupo. Um aviso: a grava\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 famosa. (Warner Bros., import. Planeta Rock, 7)<\/p>\n<p>Poucos deviam conhecer, em 1970, a m\u00fasica dos Titus Groan, no \u00fanico \u00e1lbum gravado por esta simp\u00e1tica banda na sua curta carreira, aqui aumentado por tr\u00eas temas extra, incluindo os lados A e B de um \u201csingle\u201d. Os Titus Groan faziam parte de um pacote de bandas progressivas lan\u00e7adas pela editora Dawn, que inclu\u00eda os Comus, Heron e Demon Fuzz, com quem realizaram digress\u00f5es conjuntas. \u201cTitus Groan\u201d \u00e9 um \u00e1lbum que raramente consegue ser mais do que uma sequ\u00eancia de clich\u00e9s do progressivo de segunda linha, tendo, por\u00e9m, a seu favor a diversidade das can\u00e7\u00f5es, que v\u00e3o da pop quase comercial ao puro psicadelismo e \u00e0s muito curiosas divaga\u00e7\u00f5es do saxofonista do grupo, cujas interven\u00e7\u00f5es levavam a m\u00fasica para \u00e1reas invariavelmente mais criativas e tonalmente interessantes. (See For Miles, import. Torpedo, 6)<\/p>\n<p>Refer\u00eancia ainda para a edi\u00e7\u00e3o da totalidade da obra gravada por duas bandas folk-rock com estilos e \u201cpedigree\u201d diferentes. Os Tudor Lodge, um dos primeiros grupos a assinar pela Vertigo (a capa de \u201cTudor Lodge\u201d, multidesdobr\u00e1vel, era um desperd\u00edcio de cart\u00e3o&#8230;), eram tipicamente progressivos, usando a \u201cfolk\u201d como mero pretexto para alinharem a sua vis\u00e3o sonhadora, criada pela voz de rosas de Ann Stewart, e as guitarras ac\u00fasticas de John Stannard e Lyndon Green com espor\u00e1dicas inclus\u00f5es de outros instrumentos e arranjos para naipes de corda e metais. A arrumar ao lado dos Magna Carta, Trader Horne e Mellow Candle. (Si Wan, import. Torpedo, 7)<\/p>\n<p>Os Mr. Fox, pelo contr\u00e1rio, nasceram nos clubes \u201cfolk\u201d ingleses, mas as concep\u00e7\u00f5es que sobre esta tipologia musical tinha o seu l\u00edder, Bob Pegg, eram de molde a marginalizar o grupo, mas capazes de agradar aos apreciadores de m\u00fasica progressiva e do folk-rock electrificado. A presente reedi\u00e7\u00e3o reproduz a edi\u00e7\u00e3o dupla em vinilo, \u201cThe Complete Mr. Fox\u201d, lan\u00e7ada pela Transatlantic, que acoplava os dois \u00fanicos \u00e1lbuns gravados pelos Mr. Fox, \u201cMr. Fox\u201d e \u201cThe Gipsy\u201d (um dos temas deste \u00e1lbum, \u201cMendle\u201d, foi retirado desta reedi\u00e7\u00e3o por falta de espa\u00e7o). O primeiro, mais declaradamente folk, continha originais harmoniza\u00e7\u00f5es vocais de Bob com a sua ent\u00e3o mulher Carolanne Pegg (tamb\u00e9m violinista, de parcos recursos, mas possuidora de indesment\u00edvel carisma) e uma concep\u00e7\u00e3o sinistra (ou\u00e7a-se o t\u00edtulo-tema, para se perceber como s\u00e3o os pap\u00f5es da \u201cfolk\u201d) da r\u00edtmica \u201cmorris\u201d e da \u201cfolk\u201d inglesa em geral. \u201cThe Gipsy\u201d \u00e9 uma obra com outras ambi\u00e7\u00f5es que integrava uma instrumenta\u00e7\u00e3o mais vasta e el\u00e9ctrica (incluindo a participa\u00e7\u00e3o de dois antigos elementos dos Trees), cujo auge \u00e9 atingido na \u201csuite\u201d \u201cThe Gipsy\u201d, dividida em v\u00e1rios movimentos que contam a hist\u00f3ria e a viagem de um homem que persegue at\u00e9 ao desgosto final a sua apaixonada cigana. Trata-se de uma obra imprescind\u00edvel do \u201cfolk-rock\u201d, nas suas franjas mais obscuras. (See For Miles, import. Torpedo, 8).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>10.10.1997 Reedi\u00e7\u00f5es Fantasmas No Ar Os coleccionadores da discografia progressiva dos anos 70 continuam a n\u00e3o ter m\u00e3os a medir, mesmo levando em conta que os mais ferrenhos n\u00e3o desistem de procurar furiosamente as edi\u00e7\u00f5es originais em vinilo, tarefa por vezes dif\u00edcil e bastante dispendiosa. 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