{"id":2317,"date":"2010-06-14T06:05:01","date_gmt":"2010-06-14T13:05:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/?p=2317"},"modified":"2010-06-14T06:05:01","modified_gmt":"2010-06-14T13:05:01","slug":"mafalda-arnauth-estreia-se-a-solo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.profelectro.info\/fm\/2010\/06\/14\/mafalda-arnauth-estreia-se-a-solo\/","title":{"rendered":"Mafalda Arnauth Estreia-se A Solo"},"content":{"rendered":"<p>08.10.1999<br \/>\nMafalda Arnauth Estreia-se A Solo<br \/>\nN\u00e3o Foi Deus, Foi Ela Mesmo<\/p>\n<div style=\"text-align: center;margin: 12px;\"><script type=\"text\/javascript\"><!--\ngoogle_ad_client = \"pub-9853707030319137\";\ngoogle_alternate_color = \"FFFFFF\";\ngoogle_ad_width = 468;\ngoogle_ad_height = 60;\ngoogle_ad_format = \"468x60_as\";\ngoogle_ad_type = \"text_image\";\ngoogle_ad_channel =\"\";\ngoogle_color_border = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_link = \"\";\ngoogle_color_bg = \"#FFFFFF\";\ngoogle_color_text = \"\";\ngoogle_color_url = \"\";\ngoogle_ui_features = \"rc:0\";\n\/\/--><\/script>\n<script type=\"text\/javascript\"\n  src=\"http:\/\/pagead2.googlesyndication.com\/pagead\/show_ads.js\">\n<\/script><\/div><p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/mafaldaArnauth.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/mafaldaArnauth.jpg\" alt=\"\" title=\"mafaldaArnauth\" width=\"425\" height=\"818\" class=\"alignnone size-full wp-image-2318\" \/><\/a><\/p>\n<p>Do grupo de jovens fadistas apadrinhados por Jo\u00e3o Braga, Mafalda Arnauth cedo demonstrou estar mais pr\u00f3xima da ess\u00eancia do fado. Na sua estreia discogr\u00e1fica a solo, por\u00e9m, Mafalda Arnauth ignorou os cl\u00e1ssicos do fado e fez um disco que \u00e9 um roteiro da sua vida. Onde o fado, em definitivo, n\u00e3o est\u00e1 arrumado \u201cna prateleira da desgra\u00e7a\u201d.<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/mafaldaArnauth.gif\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.profelectro.info\/fm\/wp-content\/uploads\/2010\/06\/mafaldaArnauth.gif\" alt=\"\" title=\"mafaldaArnauth\" width=\"127\" height=\"128\" class=\"alignnone size-full wp-image-2319\" \/><\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/rapidshare.com\/files\/77637279\/Mafalda.Arnauth-Diario-2005.rar\" target=\"_blank\">LINK<\/a> (&#8220;Di\u00e1rio&#8221; &#8211; 2005)<\/p>\n<p><object width=\"425\" height=\"344\"><param name=\"movie\" value=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/1F4Pl9wV8jQ&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\"><\/param><param name=\"allowFullScreen\" value=\"true\"><\/param><param name=\"allowscriptaccess\" value=\"always\"><\/param><embed src=\"http:\/\/www.youtube.com\/v\/1F4Pl9wV8jQ&#038;hl=pt_PT&#038;fs=1&#038;\" type=\"application\/x-shockwave-flash\" allowscriptaccess=\"always\" allowfullscreen=\"true\" width=\"425\" height=\"344\"><\/embed><\/object><\/p>\n<p>N\u00e3o h\u00e1 fados conhecidos de todos mas apenas originais compostos pela pr\u00f3pria. Prova de auto-confian\u00e7a da autora, \u201cMafalda Arnauth\u201d torce um novelo que muitos adivinhavam ser a continua\u00e7\u00e3o de uma tradi\u00e7\u00e3o que, desde Am\u00e1lia Rodrigues, n\u00e3o encontrara ainda representante \u00e0 altura. N\u00e3o era \u201c a nova Am\u00e1lia\u201d, r\u00f3tulo que, periodicamente, se tenta colar a qualquer fadista cuja voz suba mais alto do que as outras, porque Am\u00e1lia \u00e9 \u00fanica, mas quando a ouv\u00edamos cantar o fado, sent\u00edamos nela o mesmo fogo, a mesma dor sentida como destino.<br \/>\nH\u00e1 quatro anos atr\u00e1s, quando ainda integrava o grupo de jovens fadistas apadrinhados por Jo\u00e3o Braga, Mafalda Arnauth n\u00e3o pensava sequer em gravar um disco. \u201cN\u00e3o tinha maturidade\u201d, confessa, \u201cera tudo uma coisa nova que estava a acontecer, cantava meia d\u00fazia de coisas que gostava mas n\u00e3o tinha ainda qualquer filosofia ou ideal\u201d.<br \/>\nQuatro anos fizeram amadurecer o que ent\u00e3o n\u00e3o passava de um hobby. Jo\u00e3o Braga lan\u00e7ou-a. Ela acabou por seguir o seu pr\u00f3prio caminho. \u201cFoi uma coisa natural, essa emancipa\u00e7\u00e3o, sou uma pessoa independente, com as minhas pr\u00f3prias ideias, embora ainda hoje aprenda com o Jo\u00e3o Braga, foi com ele que aprendi o gosto pelo poema\u201d. Em paralelo com o canto, Mafalda continuou o curso de Veterin\u00e1ria: \u201cfalta-me uma cadeira para entrar no \u00faltimo ano\u201d.<br \/>\nO disco, agora editado, iludiu algumas expectativas. Que foi feito de \u201cFoi Deus?\u201d Onde param os cl\u00e1ssicos? \u201cNunca encarei a carreira de fadista como o objectivo primordial da minha vida, por isso preferi fazer uma coisa mais arriscada. \u00c9 a minha hist\u00f3ria que eu conto, a minha realidade, quer as pessoas gostem ou n\u00e3o\u201d. Admite que o disco poderia ter \u201co tal lado comercial\u201d onde decerto caberia o tal fado de Am\u00e1lia que \u201cseria um sucesso garantido\u201d. Mafalda Arnauth n\u00e3o condescendeu, se o termo se pode aplicar no caso de um fado como \u201cFoi Deus\u201d. A cantora acaba por admitir, no entanto, que \u201cfoi um bocado a op\u00e7\u00e3o da editora, que j\u00e1 tinha um esp\u00f3lio enorme da Am\u00e1lia\u201d. \u201cQuase de certeza que, se gravasse um fado dela, a aten\u00e7\u00e3o acabaria por n\u00e3o recair na minha interpreta\u00e7\u00e3o\u201d. Mafalda Arnauth n\u00e3o p\u00f5e, no entanto, de parte, a possibilidade de gravar um dia um \u00e1lbum dos fados que a \u201cmarcaram\u201d. Para j\u00e1 \u201cisto\u201d, os seus fados, s\u00e3o aquilo que mais gosta de cantar. \u201cTudo o resto continuo a cantar nos espect\u00e1culos, mas gravar \u00e9 outra coisa\u201d. Depois de permanecer algum tempo a cantar nas noites do Embu\u00e7ado, Mafalda Arnauth afastou-se um pouco, guardando apenas uma noite por semana para esta casa de fado. \u201cEstou com um hor\u00e1rio mais complicado\u201d, explica. \u00c9 que as aulas n\u00e3o perdoam. \u201cDepois da \u00e9poca dos exames poderei definir melhor os meus planos\u201d.<br \/>\nJo\u00e3o Gil foi escolhido para produtor de \u201cMafalda Arnauth\u201d, um \u00e1lbum que conta ainda com a composi\u00e7\u00e3o e participa\u00e7\u00e3o de Rui Veloso em \u201cVale a pena\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o ao primeiro a fadista confessa que fez \u201cuma coisa de que n\u00e3o estava \u00e0 espera mas que resultou bem: gravar tudo na mesma sala, sem pistas separadas\u201d. Entre os v\u00e1rios fados que Mafalda Arnauth comp\u00f4s para o \u00e1lbum, um deles, \u201cDe quem d\u00e1\u201d, teve especial significado. \u201cFoi feito no meio das grava\u00e7\u00f5es, com um gravador quando ia de carro para o est\u00fadio. O disco est\u00e1 estruturado segundo uma esp\u00e9cie de ordem cronol\u00f3gica. Esse corresponde \u00e0 fase \u2018down\u2019. A partir da\u00ed as coisas aclaram-se. A vida renova-se. A letra desse fado andava h\u00e1 tempos a bailar-me na cabe\u00e7a, fala de uma forma de amor que raramente se canta no fado. Um amor bom\u201d.<br \/>\nEm frente ergue-se o caminho do tal \u201cnovo fado\u201d de que muito se fala. E que para Mafalda Arnauth \u201cpassa pela atitude\u201d. \u201cAs pessoas est\u00e3o todas a pegar nas m\u00fasicas e nas letras e a fazer grandes mudan\u00e7as. Mas as pessoas que cantam o fado n\u00e3o t\u00eam que ser bo\u00e9mios. A express\u00e3o \u2018fadinho\u2019 n\u00e3o me diz nada. Como em tudo na vida h\u00e1 mais do que um lado e o fado destina-se a cantar a vida, as emo\u00e7\u00f5es, com momentos bons e momentos maus. O que eu n\u00e3o aceito \u00e9 que o ponham apenas na prateleira da desgra\u00e7a\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>08.10.1999 Mafalda Arnauth Estreia-se A Solo N\u00e3o Foi Deus, Foi Ela Mesmo Do grupo de jovens fadistas apadrinhados por Jo\u00e3o Braga, Mafalda Arnauth cedo demonstrou estar mais pr\u00f3xima da ess\u00eancia do fado. 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